Sugar Daddy

14 ... faça limonada!


Notas iniciais
Alguém aí curte limonada? Hohoho

Apesar de todas as brincadeiras de mau gosto e piadinhas sem graça, a verdade é que Kiba se sentia muito melhor após a conversa com Naruto. Havia decidido acatar o seu conselho, o de falar com Shino, mas a verdade é que não queria esperar até de noite. Teve como desculpa perfeita, levar o bentô dele e de Sasuke até o trabalho, pois nenhum dos dois havia levado almoço! E, claro, aproveitou para preparar sua própria marmita também!

Naruto havia caprichado nos takoyakis, um dos pratos favoritos de Kiba! Muito bem recheados e acompanhados do molho que tanto adorava!

Assim que chegou à empresa, devidamente vestido em seu terno, cumprimentou a moça na entrada, que lhe sorriu, já acostumada ao jeito extravagante de Kiba se vestir. Mas notou que desta vez ele estava sem a coleira.

Ao chegar no andar da sala de Shino, observou que a sala de reuniões estava ocupada, e que ele ainda estava lá dentro.

Optou por esperar, pois entrar no meio de uma reunião importante poderia apenas atrapalhá-lo. Deixou o bentô sobre a mesa do chefe e ex-namorado, pensativo a respeito dos acontecimentos da última noite e refletindo sobre a conversa que havia tido com Ino e até mesmo com Naruto.

Pois era verdade que não queria que as coisas tivessem acontecido por conta da bebida, mas já havia algum tempo, queria ceder à tentação de beijar aquela boca que lhe atraía de maneira tão intensa.

Suspirando baixinho, Kiba convenceu-se de que Shino não queria jogar apenas um jogo com ele. Pois mesmo que isso tivesse começado com um contrato maldoso que o fazia vestir-se como um palhaço, também ensinou a Kiba a respeito de responsabilidades. Tanto que andava estudando para um caralho apenas para passar no vestibular!

Já que queria muito seguir carreira como ator, e havia optado pela faculdade de artes cênicas que lhe ajudaria a melhorar em todos os aspectos. Por hora, fazia apenas um curso de teatro dramático, que lhe ensinava algumas técnicas interessantes, e que Shino havia insistido para que fizesse para que não ficasse apenas preso ao trabalho.

Esse curso, que Kiba havia começado um pouco antes de começar a trabalhar com Shino, era nas terças e quintas à noite, com duas horas de duração. E Shino sempre lhe esperava ao final para acompanhá-lo para casa.

Se não gostasse dele, sequer se daria a esse trabalho, certo?

Estava tão imerso nos próprios pensamentos, sentado na cadeira, que mal percebeu quando Shino aproximou-se, apenas sentindo as mãos passarem por cima de seus ombros, abraçando-o pelo pescoço.

O sentimento inicial foi de susto, e quase o afastou. Mas o perfume familiar fez com que prendesse seus braços ao redor de seus ombros.

− Alguém pode acabar nos vendo. – murmurou baixinho.

− Que vejam então. Não me importo. – declarou. Mas afastou-se mesmo assim. – Achei que não o veria hoje. Como está se sentindo?

− Como se tivesse sido atropelado por um trem. – Kiba declarou, ainda um tantinho de ressaca. Mas notou que a expressão de Shino também não era das melhores. – Como foi a reunião?

Shino largou-se na cadeira, observando o bentô embrulhado em um paninho azul claro de peixinhos dourados.

− Chata e morosa como sempre. Com os acionistas achando que sabem mais sobre minha empresa do que eu. – Shino bufou. Sasuke bateu à porta, não querendo interromper, mas precisando. – Entre.

O advogado adentrou a sala, trazendo consigo uma pasta com papéis.

− Kiba. – cumprimentou-o. – Está melhor?

− Hai, hai. Desculpe pelo showzinho mais cedo. – Kiba estendeu uma das marmitas para ele. – Naruto mandou para você.

− Obrigado. – O rosto de Sasuke adquiriu leves tons de vermelho, mas ele jamais admitiria que aquilo o deixara sem graça. – Aqui estão os documentos que me pediu para redigir, Shino. E Yamanaka também mandou notícias. Os contratos já estão todos prontos. Quando vocês forem à Suna para o casamento, tudo estará preparado para que formem a aliança.

− Aliança? – Kiba perguntou, ao que Sasuke olhou para Shino, como se tivesse falado um pouco demais. Mas Shino fez um sinal, indicando que não havia problema.

− Sim. – Sasuke prosseguiu. – Os acionistas têm tentado passar a perna em Shino desde que ele trouxe a empresa para cá. – falava baixo agora. – Então, estávamos trabalhando em uma forma para nos livrarmos deles. Mas comandar uma empresa desse tamanho sozinho é simplesmente impossível. Então, aproveitando o que o príncipe Kazekage e a senhorita Yamanaka propuseram, decidimos realizar uma fusão das empresas. Aburame-Yamanaka. Para um bem maior.

Kiba arregalou os olhos diante daquilo. Era uma revelação e tanto!

− E como isso vai funcionar? – Ficou curioso a respeito.

− A princípio, nada além do nome das empresas irá mudar. – Shino respondeu, e Sasuke anuiu com a cabeça. – Eu continuarei comandando os negócios daqui e Ino lá de Suna. Mas nós dois teremos, juntos, 90 por cento da empresa. Deixando apenas 10 por cento nas mãos de acionistas. Assim, evitaremos golpes que tentem nos tirar do poder.

− Mas isso é possível? – Kiba inclinou o rosto para o lado. Não entendia muito da parte jurídica.

− Redigi um contrato após Shino falar com a senhorita Yamanaka e com o príncipe Kazekage através de vídeo conferência. Pois parece que eles também passam por problemas por lá. Uma aliança como essa, fundindo duas empresas importantes assim, criará um bom relacionamento entre o Japão e Suna. Além disso, será bem visto que o Kazekage, casando com uma japonesa, permita esse tipo de negociação. Abrirá portas para eles. E nenhum acionista seria idiota o bastante para atacar a esposa do Kazekage assim. Política pura. – Sasuke concluiu.

− Wooh, isso é mesmo incrível. – Kiba estava fascinado, mesmo que não tivesse compreendido tudo o que havia sido falado.

− Agora, se me dão licença, preciso de mais duas aspirinas para continuar com meu dia. – Sasuke agarrou o próprio bentô, deixando-os a sós e fechando a porta da sala quando saiu.

Um estranhou silêncio instaurou-se no ar. Pois Kiba queria falar tantas coisas para Shino! Mas a verdade é que não sabia como.

− Sobre ontem... – Os dois começaram a falar ao mesmo tempo. E deram um sorrisinho sem jeito.

− Pode falar primeiro. – Shino cedeu a vez, enquanto se ocupava em abrir os bentôs para que pudessem se servir. Kiba não se fez de rogado, pegando um pedaço do omelete preparado por Naruto com os hashis que ele havia mandado. Estava uma delícia.

− Sinto muito pelo show que eu dei mais cedo. – Kiba começou pelo que mais lhe incomodava, enquanto enchia a boca com takoyakis. E falava com ela cheia, sem se importar muito com os modos. – A verdade é que quando acordei com você pela manhã, fiquei desesperado! Não sabia o que fazer!

− A ideia de acordar comigo pelas manhãs é tão ruim assim? – Shino soou magoado ao dizer isso.

− Não! – Kiba apressou-se em dizer. – Não foi isso o que me incomodou, acho que me expressei mal. – Suspirou baixinho. – Isso sempre acontece.

− Então me explique, por favor. – Shino pediu, mal tocando na comida enquanto Kiba a devorava.

− É que... eu não consigo me lembrar de muita coisa. – admitiu com as bochechas coradas. – Lembro que a gente estava na mesa e começou a se beijar. Que fomos pra sala e... havia uns flashes de cena no quarto, na cama, mas... eu tomei um Blackout, Shino. Me desculpa! Nem me lembro da nossa primeira vez!

À essa altura, Kiba parecia um pimentão. E Shino, que tinha um pedaço de omelete a meio caminho da boca, deixou-o cair de volta no bentô.

− Então era por isso que você estava todo estranho? – perguntou, apenas para ter certeza. – Porque não se lembrava?

− Não fica magoado comigo, Shino, por favor! – Kiba pediu, unindo as duas mãos na frente do rosto em sinal de reza. – Eu juro que tentei, mas tá tudo nublado!

Mas Shino apenas suspirou, abrindo um sorriso para Kiba.

− Ei, olhe pra mim. – pediu.

Kiba, que ainda se escondia por trás das próprias mãos, cedeu ao pedido do ex-namorado.

− Acha mesmo que eu faria algo com você naquele estado? – perguntou. – Alguns beijos e amassos sim, mas... Kiba, você vomitou em mim.

A boca de Kiba abriu-se em uma caricatura digna de Edvard Munch¹.

− Q-QUÊÊÊÊÊÊÊÊ?!

Seu grito foi tão estridente que até as vidraças da sala de Sasuke vibraram. É, pensou Sasuke, pelo visto Kiba havia descoberto a verdade.

¹ — Pintor do famoso quadro conhecido como O grito.

Notas finais
Aaaaaaaa não mandem assassinos pra minha casa, nem paguem o Jay-Z pra me dar uma surra no elevador, please! É que quando eu imaginei bebida + Kiba eu só conseguia imaginar isso! Mas isso não significa que não haverá lemon! Lembrem da classificação da fic! Paciência, jovens gafanhotos. As coisas finalmente tomaram rumo!