Suddenly I See

3 Promete não se apaixonar por mim?


Notas iniciais
EEEEEEEEEEEEEEEE tenho leitores *-----------------* Andressa a seu pedido sua linda, diwa, forever *-* mais um caps ! Esse caps é pra vc linda! Deixa review ta?!

Louise’s Point Of View


– Acorda, acorda! Já passou da hora de acorda! — gritou Candecy me acordando. Minha cabeça gritou de dor.


– Cala a boca! Minha cabeça ta explodindo. — reclamei, abrindo e fechando os olhos em seguida porque a vadia tinha abrindo todas as cortinas deixando a claridade entrar pela janela.


– Ah claro né bonita! Bebeu ate cair ontem! — disse ela pulando na cama fazendo com que a mesma balançasse. Eu não fazia a mínima ideia de como tinha ido parar ali. Minha cabeça parecia pesar uma tonelada e parecia que ate uma respiração minha fazia com que ela latejasse cada vez mais.


– Do que Você ta falando? — perguntei me levantando devagar e escorando as minhas costas na cabeceira da cama.


– Ah, vai falar que Você não se lembra. Por favor, né Lola! — disse ela com uma cara maliciosa.


– Eu. Não. Faço. A. Mínima. Idéia. Do. Que . Você. Esta. Falando. — disse pausadamente, levei minha mão ate minha testa na tentativa falha de tentar diminuir a dor.


– Ah, mas pode ir tratando de lembrar porque eu quero saber tudo sobre aquele gato de ontem. — disse ela eufórica.


– Que gato, garota? — perguntei confusa.


– O Justin! Meu deus, ele é muito lindo, vocês não tem nada não né? — perguntou com segundas intenções sobre o tal cara, mas eu realmente não lembrava de nada. Só me lembrava de ter ficado ate tarde naquela porcaria de escritório refazendo o diário de coleção que as cachorrinhas de Miranda tinham rasgado. Depois me lembro de ir a uma barsinho e beber algumas cervejas.


– Justin? — perguntei confusa. — Não conheço nenhum Justin. Ou melhor, só o Timberlake, mas ele só esta no meu pôster.


– Cara, eu vou fazer um café pra Você acordar e vê se consegue se lembrar. Enquanto isso vá tomar uma ducha! — disse ela levantando da cama e indo ate saindo do meu quarto.


O barulho insuportável do toque do meu celular começou a tocar pelo quarto. Ótimo! Levantei-me lentamente da cama e comecei a procura-lo pelo quarto, lembrei que provavelmente estaria dentro de uma das minhas bolsas e sai à procura delas. Encontrei-as no sofá que tinha ao lado da minha penteadeira.


– Droga! — disse depois de bater o dedinho do pé na mesa.


– Alo? — atendendi sem ao menos olhar no visor.


– Bom dia, já esta acordada? Pensei que fosse passar o dia inteiro de ressaca deitada na cama e vomitando. — disse uma voz familiar, mas eu não conseguia ligar o nome a pessoa.


– Quem é? — perguntei. Tirei o telefone da orelha e vi no visor as iniciais JB. Tudo – ou quase tudo — me veio a mente como um baque e me lembrei de tudo, pelo menos eu acho.


– Não se lembra de mim? — perguntou. — eu sou o cara que te carregou no colo pra casa, que equilibrou duas bolsas, uma pasta e Você no colo ao mesmo tempo. – disse rápido de um jeito engraçado.


– JB. — disse e ri pela maneira a qual ele havia falado antes.


– Ah, agora se lembrou não é?! — disse ele


– Perai, Você é o Justin? — perguntei ligando tudo.


– Yes e Você é Lola. — disse ele e resposta.


– Sim. — assenti, mesmo não me chamando Lola, esse era só um apelido, meu verdadeiro nome ela Louise.


– Acho que nosso trato de sigilo foi por água a baixo. — lamentou.


– Não, quer dizer, eu só sei seu nome, o sobrenome é o que importa e vamos continuar mantendo isso em segredo. Tudo bem? — perguntei enquanto me sentava no cadeira a minha frente.


– Como você preferir. — disse ele.


– Ótimo. — disse e ficamos em silencio por alguns segundos.


– Você me deve um jantar, que tal sairmos hoje? — perguntou e eu podia sentir as segundas intenções dele.


– Isso esta se tornando intimo demais JB. Tsc Tsc, e intimidade significa relacionamento que significa sexo complicado. E ambos Não queremos isso. – expliquei, pois eu realmente não estava a procura de um relacionamento e ainda mais com um cara feito Justin. Não que ele fosse ruim, ele era ótimo, pelo menos ate agora, mas ele era o típico nova iorquino cafajeste.


– Hum... Pode ate ser... Mas eu estou falando de sair como amigos, almoçarmos que tal? Sem compromisso, sem intimidade, sem relação. Somente um almoço. E Você me deve dez dólares e uma carona. — disse. Ri pra mim mesma com isso, aquilo seria legal.


– Amigos? Hum... Tudo bem. — disse me olhando mó espelho da penteadeira, meu cabelo estava horrível!


. — Ah, já ia me esquecendo, traga o meu blazer! — cobrou e só ai percebi que estava vestindo um blazer.


– Tudo bem! — disse e desliguei.


Aquilo seria legal. Deixei o celular na penteadeira e segui para o banheiro. Me olhei no espelho de novo e tirei o blazer do meu corpo. Não sei por que mas aproximei ele mais do meu corpo e cheirei, tinha cheiro de perfume masculino, era bom, muito bom.


Deixei o ali junto com a minha roupa e entrei no box. Tomei um banho longo e relaxante, me enrolei na toalha e voltei para o quarto onde Candy já estava. Ela estava esparramada na minha cama com o controle da televisão assistindo um programa qualquer.


– Que horas são? — perguntei.


– Onze horas. — responde ela fitando a TV e dando mais uma mordida na sua maça.


– Ainda vamos correr? — perguntei enquanto vestia minha roupa intima.


– Sim, é claro! — disse ela. — E então se lembrou do Justin? — perguntou enquanto eu entrava mó closet e escolhia uma roupa de caminhada.


– Sim. Ele me ligou, vamos almoçar hoje. — respondi gritando de dentro do closet enquanto procurava minha roupa de corrida


– Vocês vão sair? Como assim? Me conta isso direito. — disse ela curiosa.


– Vamos almoçar, mas somos só amigos, ele é rico e cafajeste não tenho e nem quero ter nada com ele. Pra falar a verdade ele não faz meu tipo.- disse explicando pra ela.


– Ah sim. — disse ela tentando esconder a felicidade em saber disso.


– Pode ficar tranquila, não vou ter nada com ele. E sim eu falo de Você pra ele. — adiantei, pois já sabia que uma hora ou outra ela ia perguntar. Ela sorriu e correu ate mim me abraçando.


– Ai, valeu Lolita! Te amo! — disse ela.


– Eu sei, eu sei... — disse e rimos, terminei de me vestir e fomos ate a cozinha. Peguei meu iogurte natural na geladeira e peguei um pouco de mel misturando. Peguei uma colher na gaveta e tomei encostada na pia enquanto escutava Hangover do Flo.Rida no iPod.


– I've got a hangover. Wooooow I've been drinking to much for sure. — cantarolei mexendo meu corpo levemente.


Terminei de tomar meu iogurte e tomei joguei o potinho no lixo deixando a colher na pia. Voltei pra o quarto, fui ate o banheiro peguei o blazer de Justin e coloquei-o dentro de uma capa, para levar ate a lavanderia. Prendi meu cabelo em um rabo de cavalo alto e passei protetor solar. Calcei os meus tênis de corrida e peguei o meu celular junto cm os fones.


– Vamos? — perguntou Candy aparecendo na porta do meu quarto.


– Ahan, — respondi saindo dali com ela. Seguimos para o elevador conversando sobre coisas desconexas e nos alongando para a nossa corrida matinal.


[...]


– Preciso de um banho urgentemente. — disse entrando em casa cansada e suada.


– Eu também! — disse Candecy. Eu me dirigi para meu quarto e ela para o dela. Deixei o blazer já limpo, de Justin em cima da cama e corri para o banheiro tomando um banho rápido, mas eficaz. Lavei meus cabelos e sequei-os com o secador enquanto escolhia uma roupa. Separei uma saia curta um camisa branca de um material leve e um salto. Terminei de secar o cabelo e fiquei feliz com o resultado, ele estava liso levemente ondulado nas pontas.


Vesti-me, me maquiei e separei uma bolsa, para colocar minha carteira, celular... Coisas necessárias. Olhei no relógio e vi que eram duas horas em ponto. Meu celular começou a tocar e sorri vendo no visor que era ele.


– Já cheguei, conhece o Le Trecorte de Paris? . — perguntou.


– sim, em vinte minutos chego ai. — disse e desliguei, peguei minha bolsa e me olhei no espelho pela ultima vez checando se estava tudo certo. E estava. Peguei o blazer dele em cima da cama. Sai do quarto e encontrei Candy na sala jogada no sofá comendo mais uma vez uma maça.


– Já vou indo, quer alguma coisa? — perguntei passando na frente dela.


– Você já sabe o Que eu quero. — disse ela sorrindo mal intencionada em relação à Justin. Revirei os olhos.


– Ok, já disse que ou falar de Você pra ele. Agora beijos que ela já esta me esperando. — disse entrando no elevador.


Quando sai do prédio para a minha sorte, passava um taxi, fiz menção para que ele parasse e entrei no carro.


– Le trecorte de Paris, por favor. — informei o motorista que assentiu com a cabeça e avançou com o carro.


O caminho foi rápido, mais ou menos uns dez minutos. Era sábado e por isso as rias estavam livres sem congestionamento caótico diário. O motorista parou em frente ao restaurante, entregueis dinheiro a ele e sai do carro.


Caminhei ate a entrada parando na pequena recepção que tinha ali com uma mulher.


– Boa tarde, posso ajudar? — perguntou ela educada.


– Hum... Sim. Acho que tenho uma reserva no nome de Justin. — disse a ela que começou a folhear sua pasta, mas quando disse o nome dele ela parou, olhou para mim e sorriu.


– OH sim, LB certo? — disse ela, era estranho ser reconhecida por siglas.


– Sim. — confirmei. — Me siga, por favor. — disse ela e assim o fiz, entrei no restaurante seguindo ela que seguiu ate uma mesa, ela estava na minha frente, mas assim que chegamos ela recuou e deu passagem liberando a visão e vi Justin ali. Eu sorria e em resposta ele fez o mesmo.


– Com licença. — disse a atendente.


– Lola... — disse ele primeiro.


– Justin... — disse vagamente do mesmo modo que ele que riu fraco.


– Sente-se. — disse ele educado e assim o fiz. Sentei-me e deixei minha bolsa e a embalagem com o blazer dele na cadeira vaga ao nosso lado.


– E então sabe meu nome. — disse a ele puxando um assunto.


– E Você o meu. — retrucou.


– Então continuamos quites. Já sabemos o nome, mas não o sobrenome... — disse abrindo o assunto.


– E vamos continuar não sabendo, é melhor assim. — disse simplesmente me olhando sarcástico.


– Afinal sou seu sexo fácil né... — lembrei


– Hum... Considerando eu ter te carregado no colo ate a sua casa junto com um monte de bolsas e ainda furar o pneu do meu carro. Acho que Você se tornou meu sexo difícil. — disse ele me fazendo rir.


– Você não precisava se lembrar disso. — disse corando.


– É... Eu não precisava, mas tinha que ver se você iria ficar corada e ficou. — respondeu sorrateiro.


– Mas tem um erro no nosso esquema, Você não tentou me beijar ontem. — Lembrei novamente.


– Você não se fez de difícil, te beijar enquanto Você estava bêbeda não teria tanta graça, e se me lembro bem, Você é que tentou me seduzir, posso te processar por assedio. — disse ele .


– Serio? E eu posso te processar por me dopar e por me sequestrar. Afinal eu estava desacordada quem me garante que Você não abusou de mim? — disse e ele riu alto.


– É... Eu posso ter feito isso... — disse ele me deixando encabulada.


– Já decidiram os pedidos? — perguntou uma terceira pessoa ao lado esquerdo da mesa chamando nossa atenção.


– Sim, vou querer o prato do dia. — disse ele recostando novamente na cadeira.


– Você poderia me trazer o cardápio? — pedi.


– Aqui esta. — disse me entregando. Peguei o cardápio e folhei algumas páginas.


– Quero uma salada de mini abobrinha ao molho portelo. E de prato principal um carré de cordeiro ao limão. — disse e recebi um olhar curioso de Justin.


– Tudo bem, bebidas? — perguntou.


– Vou querer um whisky doze anos. — disse Justin me encarando.


– Uma água com gás por favor. — disse olhando para o atendente.


– Tudo bem. — disse e depois saiu.


– Você tem cara de ser o tipo de garota neurótica com alimentos. Daquelas que ficam olhando os rótulos das embalagens pra ver as calorias. — disse ele novamente com aquele jogo do que parecemos e não parecemos ser,


– Não sou neurótica, só cuido da minha saúde e do meu corpo. — respondi e recebi uma levantada de sobrancelha curiosa da parte dele.


– O que foi? É verdade não sou neurótica, sou saudável. — completei.


– Tudo bem.


(...)


Havíamos acabo de comer e íamos começar a conversar, mas fomos interrompidos pelo som de Sexy Back do Justin Timberlake tocando, era meu celular. Peguei o mesmo dentro da bolsa e atendi. Era minha mãe.


– Oi mãe. — disse alegre


– Olá querida, tudo bem?– disse ela.


– Tudo bem sim, e como estão as coisas ai? — perguntei.


Estão bem. Ronnie quebrou o braço ontem, mas esta bem.– disse ela sobre minha Irma mais nova.


– Quebrou o braço? Meu deus, mas esta tude bem? — perguntei preocupada.


– Acalme se esta tudo bem, não é nada grave ela só vai ficar com o braço engessado por duas semanas mas esta tudo bem. — disse ela me acalmando. Justin me olhava com os braços cruzados ele parecia analisar cada gesto meu e aquilo estava me deixando envergonhada.


– Oh, ainda bem. Mãe agora vou ter que desligar. – disse.


Tudo bem querida, mais tarde te ligo. Beijos. Se cuide. — disse ela finalizando a ligação.


Guardei o celular na bolsa.


– Esta tudo bem? — perguntou ele.


– Sim, só minha irmã mais nova que quebrou o braço. — disse ainda preocupada.


– Hum... Mais uma informação pra minha lista, tem uma irmã mais nova. Quantos anos? — disse ele.


– 16. E Você? Tem irmãos? — perguntei interessada também.


– Tenho duas. Só por parte de mãe Melissa é a mais velha com sete anos e Lizy é a mais nova, com cinco anos — disse ele sorrindo, parecia ter uma boa relação com elas, pois se falava como se elas fossem anjos, ou algo divino.


– Hum... Você parece ser o típico irmão ciumento. – comentei.


– Ciumento não, mas eu cuido delas o máximo que posso e agora que voltei pra NY vou passar mais tempo com elas. — respondeu feliz.


– Entendo... — disse.


– Engraçado. Timberlake? — riu. — Diria que Você é mais chegada em Madonna. – comentou falando sobre o toque do meu celular.


– O que tem com o meu Timberlake? Eu gosto de Madonna também.


– Não tem nada, é só que... — riu — Isso e coisa de adolescente. – comentou.


– Claro que não, Justin T e um clássico. – argumentei.


– Não, clássico é Michael Jackson, Elvis, James Brown...


– Aqui senhor. — disse o metre dando a conta a Justin que já havia solicitado a mesma.


– Quanto ficou? — perguntei já pegando minha carteira para dar o valor correspondente a minha parte.


– Eu pago. — disse ele.


– Você não comeu sozinho, não vai pagar tudo sozinho. — disse.


– Não vou deixar você pagar a conta. Fui eu que te convidei — disse ele, colocando o dinheiro dentro da conta e entregando ao metre que saiu dali antes que pudesse impedi-lo.


– Isso é o cumulo do machismo, — disse rolando os olhos e voltando a guardar a minha carteira.


– Não, isso é educação. Agora vamos, porque ainda vamos dar uma volta. — disse ele se levantando da mesa e fiz o mesmo pegando minha bolsa e ele pegando a embalagem com o blazer.


– Aonde vamos? — perguntei enquanto saímos do restaurante.


– Vamos dar uma volta. — disse simples entregando a chave ao manobrista.


– Hum... — disse. Ajeitei a bolsa no meu ombro e olhei para o lado por causa do vento forte que bateu ali, bagunçando meus cabelos. Abri os olhos e vi um carro espelhado, era um modelo desconhecido por mim, mas era lindo. Acompanhei o carro com o olhar ate ele parar em frente ao restaurante. O manobrista saiu de dentro do veiculo entregando a chave para Justin.


– Esse carro é seu? — disse enquanto ele dava a volta para entrar no banco do motorista.


– YEP. — confirmou — Não vai entrar? — perguntou, assenti com a cabeça e abri a porta do passageiro entrando ali e sentando. Eu olhava tudo aquilo fascinada, nunca tinha visto nada igual ou parecido. Por dentro o carro era totalmente tecnológico, os bancos de couro.


– Por que Você sempre fica com essa cara idiota quando vê meus carros? — perguntou fazendo com que meu olhar se voltasse pra ele.


– Esse carro é incrível. — disse impressionada.


– É um fisker, um carro elétrico. — explicou-me enquanto saiamos dali.


– Você tem quantos carros? — perguntei curiosa.


– Aqui só tenho dois, mas em Atlanta tenho mais 2. — disse me deixando boquiaberta.


No caminho conversamos. Fomos ate o central park.


O celular de havia começado a tocar.


– Alo, oi mãe. — disse seco, não parecia uma conversa boa. Ele mudou totalmente sua fisionomia ao atender ao telefone.


– Não.


De novo? Não sei por que ainda acredito nas coisas que você diz.– disse seco e desligou.


– Tudo bem? — perguntei, pois a cara dele estava meio decepcionada.


– Sim... Quer dizer... Não. — disse rindo sem mostrar os dentes no final.


– Quer falar sobre isso? — perguntei encorajando-o a falar. Ele me olhou coçou a nuca e fez uma careta.


– Se Você não quiser falar, tudo bem, vamos falar dos... Pássaros. Eles estão tão lindos. — disse mudando de assunto e fazendo-o rir.


– Não. Tudo bem, eu quero falar sobre isso. — disse ele enquanto andávamos sem rumo pelos caminhos do grande parque.


– Tudo bem, então me conte, sou todo ouvidos — disse.


– Hum... Minha mãe. Ela é o problema, ou talvez seja eu, eu não entendo... Não vejo ela há meses e ela não faz o mínimo esforço pra tentar fala comigo, saber se estou vivo, etc. Ela ligou desmarcando mais uma vez nosso compromisso, íamos ao cinema com as minhas irmãs hoje... – desabafou e avaliei a situação para formular uma resposta.


– Ah, mas ela deve ser uma mulher bastante ocupada. Ela deve ter tido algum imprevisto ou problema. — disse e ele riu fraco.


– Falando assim, Você ate parece uma das assistentes dela. — disse.


– E isso é algo ruim? — perguntei.


– Não... Quer dizer, só um pouco. Minha mãe sempre foi uma mulher ocupada, nunca parava em casa, nunca procurava saber se eu estava bem... Acho Que oi por isso que meu pai se separou dela. Ele queria uma mulher que cuidasse dele, de nós.


– Você sofreu com a separação deles? – perguntei cuidadosa e ele se calou um pouco antes de responder.


– Um pouco, eu tinha dez anos, não entendia muito o porquê daquilo. Mas o que mais me doeu foi quando perguntaram se minha mãe queria ficar com a minha guarda e ela disse que não. Eu me senti rejeitado. Saber que sua própria mãe não quer ficar com Você. Aquilo foi horrível. Mas acho que se eu tivesse que escolher entre os dois naquela época, eu escolheria o meu pai. Ele sempre foi o meu melhor amigo, meu pai era O Cara pra mim. Na minha visão ele era perfeito. — riu. — A minha infância foi divertida eu não tenho do que reclamar, mas quando penso nas minhas irmãs. Só de pensar que ela as trata do mesmo jeito que me tratava, é ruim... — disse ele.


– Entendo... Deve ter sido difícil. Mas Você não acha que ela possa ter mudado? — perguntei.


– Não, eu tenho certeza que não. Mas e Você, me fala sobre a sua família.


– Bem... Meu histórico familiar comparado ao seu não é nada. — disse fazendo-o sorrir. — Minha mãe é uma típica mãe coruja, me liga toda hora pra saber se já comi, se já tomei banho... Etc. Ela é do tipo super protetora. Meu pai é do tipo ciumento, pra ele eu ainda sou a bonequinha dele. Minha infância foi perfeita. Meus pais nunca brigavam... Ou melhor, só às vezes, mas no dia seguinte estavam juntos de novo. Sempre batalharam pra realizar os meus desejos. Meu pai queria que eu fosse advogada que nem minha mãe, mas direito não era o meu forte. Minha mãe foi sempre a minha melhor amiga. Eu como era filha única sempre fui meio mimada, ai quando tinha sete anos minha mãe ficou gravida. E ai Ronnie nasceu. Confesso que quando ele nasceu eu morri de ciúmes. Era Ronnie pra cá, Ronnie pra lá. Todos haviam se esquecido de mim e pra mim aquele bebe era uma ameaça. — disse e Justin riu. — Eu sei que era uma infantilidade mas não ria. — adverti e ele parou, ou tentou. – Minha adolescência... Bem, não me orgulho de algumas coisas que fiz, mas foi legal. – disse encurtando a parte da minha adolescência pois aquilo me trazia más recordações. – A faculdade foi uma época legal, mas foi difícil pra mim de varias maneiras. – disse e finalizei.


– tudo bem. É... Você teve sorte. — comentou.


– É... Pode ser... — disse ele e seu celular apitou, ele tirou o aparelho do bolso frontal de sua calca e olhou o visor.


– Hum... Você ficaria chateada se fossemos buscar minhas irmãs no bale? É que como minha mãe desmarcou o nosso encontro, vou ter que busca-lás. — perguntou ele sem graça.


– Claro que não! Eu adoraria. — disse radiante eu adorava crianças.


– Serio mesmo? — disse desconfiado.


– Mesmo mesmo, somos amigos certo? — disse afirmando.


– É... — confirmou ainda encabulado.


– Vamos! Eu quero conhecer elas. — disse puxando sua mão e tomando o caminho contrario ao que estávamos indo. Ele demorou um pouco mas cedeu e andamos rápido em direção ao carro.


(...)


Estávamos esperando na sala ao de espera onde tinham mães e babás a espera das meninas. Algumas garotas olhavam para Justin e sorriam para ele que retribuía com um aceno de cabeça. As portas de vidro foram abertas e de lá saíram milhares de garotas vestindo tutus cor de rosa, meia calca e um coque alto na cabeça. Varias corriam ate suas respectivas mães, babas, irmãs... Eu as olhava tentando achar Lizy e Melissa. Ate que Justin sorriu para um par de garotinhas que carregavam com dificuldade uma bolsa. Ao verem Justin elas, correram alegres ate ele. Ele abaixou para ficar a altura delas e poder abraça-lás. Aquela cena era linda.


– Booboo! — disse uma delas acho que Melissa a mais nova e baixinha.


– Minnie. — disse ele em resposta. Aquilo era fofo, apelidinhos carinhosos entre eles.


– Estava com saudade. — disse a outra, Lizy.


– Eu também princesas. — disse ele meio bobo e abraçou-as novamente.


– Cadê a mamãe? — perguntou uma delas.


– Hum... Ela não pode vir, mas disse que vai comprar um presente legal pra vocês. — disse ele tentando consola-lás, o desapontamento e a decepção estavam estampados nos rostos daqueles pequenos anjinhos.


– Quem quer tomar sorvetes? — disse ele e no mesmo instante elas botaram um sorriso no rosto. — Eu ! — gritavam, mas com todo o barulho que as outras garotas faziam também, aquilo não era considerado um grito. Justin se levantou e pegou as bolsas das pequenas.


– Meninas essa é Lola, minha amiga. — disse ele me apresentando e sorri para elas.


– Oi meninas. — disse.


– Ela é sua namorada Booboo? — perguntou Melissa, fazendo uma careta engraçada.


– Não, ela é só minha amiga, — explicou. Abaixei-me a altura delas.


– Meu nome é Lola, Lizy certo? — perguntei.


– Não, sou Mel, ela é Lizy. Eu sou mais velha que ela. — disse ela me explicando como se eu fosse idiota.


– OH, desculpe Mel. — desculpei-me.


– Jus, vamos? — perguntou ela olhando pra Justin.


– Vamos sim, mas vocês não querem trocar de roupa? — perguntou ele.


– Ah, não. Quando a gente chegar em casa a gente troca. — Lizy disse.


– Tudo bem então. — disse ele que foi para o lado de cada uma e dando as mãos a elas. Eles foram à frente e eu fui atrás. Acho que elas não gostaram de mim.


Fomos para o carro e Justin acomodou-as no banco de traz e u fui ajuda-lo, enquanto ele colocava Mel no banco eu colocava o sinto em Lizy.


– Está bom assim? – perguntei ajustando o cinto


– Sim, obrigado. — disse ela sorrindo para mim. E sorri de volta, acho que pelo menos uma gosta de mim.


– De nada. — disse e pronto.


– Não Mel. Você não pode ir na frente. — disse Justin brigando com ela.


– Mas eu quero jus — insistiu.


– Mel não! — disse ele encerrando a conversa e fechando a porta. Ela ficou emburrada. Fechei a porta do lado de Lizy e abri a o passageiro entrando ali.


– O que acham de irmos ao cinema? — sugeri recebendo um olhar confuso de Justin.


– Eu quero! — gritou Lizy animada e sorri.


– Você vai também? — perguntou Melissa com os braços cruzados me encarando pelo retrovisor.


– Sim. Ela vai com a gente. — reforçou Justin. Acho que o problema ali era ciúmes. Em uma grande quantidade.


Mel bufou irritada e virou a cara, fitando a janela. Sorri para Justin e sibilei um obrigado. Recebendo um não foi nada em resposta. Justin ligou o radio e tocava um rap, pra ser mais exata Mad da Nick Minaj com o B.O.B


– Booboo coloca o cd da Barbie. — pediu Lizy


– Não. — disse ele irritando ela de propósito.


– Vai Booboo por favor, — pediu ela com os olhinhos Pidões. Ele olhou pelo retrovisor para ela e pensou, bufou cansado e mudou a radio. Ele revirou os olhos e mudou de radio. Ri com isso, com a maneira com que elas conseguiam manipula-lo, pelo jeito que ele cedia a elas.


O caminho ate o shopping foi tranquilo, quer dizer, na medida do possível. Mel realmente não havia gostado de mim, sempre que podia ela soltava umas indiretas maldosas para mim e logo em seguida era repreendida por Justin. Lizy era a mais fofa, conversava comigo abertamente. Chegamos ao cinema e as meninas escolheram um filme infantil, Valente. Justin queria assistir o homem aranha mas as meninas não. E novamente com o poder de persuasão delas, conseguiram acabar com ele.


– Vocês vão querer pipoca? — perguntei a elas.


– Sim! — disse Lizy.


– Pode ser. — disse Mel marrenta.


– Tudo bem, vou comprar. — disse me virando para ir ate a bombonier. Lizy pegou a minha mão me impedindo de seguir.


– Posso ir com Você? — pediu meio tímida, ela era tão fofa que era impossível dizer não aquela pequeníssima loirinha.


– Claro que sim. — disse pegando ela no colo. — E Você Mel, quer vir também? — perguntei a ela.


– Não. — disse seca e Justin que sibilou um "deixa ela" e revirou os olhos. Fui ate a lanchonete.


– O que Você vai querer Lizy? — perguntei. Ela olhou para a placa com vários lanches que estava a nossa frente.


– Quero aquele ali. — disse apontando para um kit especial do filme. Vinha uma pipoca pequena, refrigerante, chocolates e um brinde.


– Tudo bem. Por favor, dois Kits valente. Duas pipocas médias, uma coca grande e... Ou melhor, duas cocas grandes. — pedi a atendente que anotava Tudo no computador a sua frente.


– Mais alguma coisa? — perguntou.


– Não. — disse. Lizy pigarreou chamando minha atenção.


– O que foi Lizy? — perguntei. E ela apontou para a bancada de vidro onde comportava vários doces da marca m&ms.


– Você quer? – Perguntei.


– Ahan. — disse ela.


– Tudo bem. Me de uns cinco pacotes de m&ms. — completei para a atendente.


– Tudo bem. Fica $57,65 — disse ela. Coloquei Lizy sentada na bancada e tirei minha bolsa do ombro pegando a carteira e dando o dinheiro a ela. Peguei os lanches com dificuldade, Lizy estava no chão agora, pois eu carregava as duas pipocas médias com os refrigerantes e os chocolates. Lizy levava seu kit que Cunha em um compartimento apropriado.


Chegamos ate a entrada da sala de nosso filme. Ao me ver carregar tudo aquilo com dificuldade ele veio em minha direção e pegou as pipocas.


– Obrigado. — disse segurando os refrigerantes e os canudos.


Entramos na sala e Mel fez questão de se sentar entre mim e Justin, mas fingi não perceber isso. Lizy se sentou ao meu lado. O filme começou e todos começaram a assistir.


(...)


Justin parou o carro em frente ao meu prédio.


– Obrigado. — disse soltando o sinto de segurança.


– eu que tenho que agradecer. — disse ele sorrindo.


– Hum... Avise-as que eu mandei um beijo. — disse sobre as meninas que dormiam nos bancos traseiros.


– Tudo bem. Elas gostaram de Você. — disse e o olhei. — Tudo bem, Lizy gostou de Você. — disse ele reformulando.


– Eu adorei conhecer ela. Ela é um doce. — disse eu realmente havia adorado ela. — Bom, agora é minha hora. Amanha acordo cedo e o inferno começa de novo. — lamentei.


– Ah fala serio, seu trabalho não deve ser tão ruim. — disse ele.


– É pior. Pode apostar! — disse fazendo-o rir.


– Você é legal. — disse ele sem mais nem menos. — Muito legal.


– Você também, vejo aqui o inicio de uma grande amizade. — disse e ele fez uma cara triste.


– Amizade? E nosso sexo fácil? — perguntou.


– Acho que não vai rolar, porque se eu fizer sexo com Você, vou acabar me envolvendo, vou me apaixonar e Você não é um cara apaixonáveis Você não presta. — disse e ele se fitou ofendido.


– Obrigado pela sinceridade.


– Mas é verdade. Nós já estamos meio envolvidos, eu já conheço sua família, ou parte dela. Não quero me envolver, sermos amigos é muito mais construtivo para nos dois. Sentimentos complicam as coisas e sexo muito mais. — disse


– Você tem razão. Relacionamentos são implicados. Então... Amigos? — disse ele.


– Não. Melhores amigos. — corrigi.


– Eu estou gostando disso. Se sexo, só amizade. Promete que não vai se apaixonar por mim? . — disse ele.


– Ah fala serio. Menos ok?! Mas sim, eu prometo que não vou me apaixonar por Você. E Você promete não se atrair por mim, nem sentir vontade de me agarrar. Beijar, ou coisas do gênero?


– Isso vai ser difícil... Mas eu prometo. — disse e rimos.


– Eu sei. Agora, boa noite. — disse e me curvei para beijar sua bochecha.


– Tchau. — disse ele e desci do carro.


– Ate Justin. — disse e fechei a porta do carro, subi as escadas, quando cheguei no topo. Olhei para o carro e ele acenou, acenei de volta e entrei no prédio, no hall. Greg estava ali sentado má recepção escutando seu velho radio.


– Boa noite Greg. — disse passando por ele.


– Boa noite senhorita Bennet.


Apertei o botão e chamei o elevador. depois de alguns minutos o elevador chegou e as portas se abriram, dali saíram algumas pessoas e logo em seguida entrei, apertei o botão da cobertura.


Lembrei-me do acontecimento de alguns minutos atras. "promete não se apaixonar por mim?" e ri sozinha.


Aquilo era meio, ridículo, não que Justin fosse feio, ao contrario ele era lindo e super apaixonável. Mas eu não conseguia ver ele como um namorado ou algo do gênero. No máximo uma ficada de balada. Era estranho, eu já conhecia as irmãs dele e já sabia de toda a sua história, mas não sabia ao menos o seu sobrenome. Não ou negar que estava curiosa, mas não era algo absurdo, era só uma curiosidade interessante.


O elevador chegou no andar e desci. A sala estava vazia e escura. Supus que CANDY tivesse saído. Fui ate a geladeira e peguei uma garrafas d'agua. Tirei meus saltos e me joguei no sofá exausta. Havia sido um dia cansativo. Porém divertido.


Meu celular começou a tocar. Era Miranda.


– Droga. — bufei e atendi.


– Olá Miranda. — disse.


– Quero o preview do ensaio do Jimmy Choo para amanha. Não se esqueça de ligar para Steve confirmando os cachecóis. — lembrou ela, u já havia me esquecido.


– Ah sim claro, poderia repetir. — disse enquanto pegava minha agenda para anotar tudo. Mas a unida coisa que escutei foi o tu tu tu.


– Inspira... Expira... Só um ano. E tudo isso vai acabar. — disse fechando os olhos e respirando fundo para manter a calma. Que foi perturbada pelo toque do celular.


– o que foi Miranda? — disse já irritada.


– Lola? Meu deus sabia que Você trabalhando pra essa mulher não daria certo. — disse uma voz masculina e logo pude reconhecer, era mu pai.


– OH, pai! Que saudade. — disse mudando de assunto, pois se,pra que Le falava do meu trabalho, acabávamos brigando


– Viu, Você deveria ter escolhido direito. Mas não, a teimosia é maior. — disse ele.


– pai, não vamos brigar ok? Como estão as coisas por ai? — disse.


– Bem. As coisas estão boas... Mas estou com saudade de Você. Charlotte esta mandando um beijo e Ronnie tambem. Todos estamos sentindo sua falta. — disse.


– Eu também. — lamentei e já podia sentir o choro subindo a garganta


Sair de casa para vir mora em NY sozinha foi a coisa mais difícil que eu já fiz. Vivi meus 22 anos de vida em Atlanta com minha mãe fazendo tudo pra mim, com meu irmão e meu pai pegando no meu pé com ciúmes dos meus namorados e com as brigas frequentes com Ronnie. Ela não gostava de mim, era estranho, podia ser ciúmes, mas ia além disso. Mas tudo isso era só mais um complemento para a minha família, que pra mim era e ainda é perfeita.


– Quando Você vai fazer uma visitada pra gente? — perguntou.


– Hum... Não sei. Eu só estou aqui a um mês e só estou trabalhando a duas semanas, não posso pedir folga assim, ainda é cedo. Estou aprendendo as coisas ainda. — disse com uma desculpa aceitável.


– Sei... Ainda não entendo porque Você não escolheu direito.


– Pai. Por favor, não vamos começar. — disse o interrompendo novamente. — tudo bem. Bem agora tenho que desligar. Eu amo Você filha, nunca se esqueça disso. — disse ele.


– Ei também te amo pai. Beijos, — disse e desliguei. Me levantei do sofá e fui para o quarto, arrumar as coisas para amanha, seria um longo dia.


Notas finais
Reviewwwwwwwws por favor!