Suddenly I See

16 Decepções... Amores... Falhas...


Notas iniciais
Oi meninas... Bem vocês quase atingiram a meta dos 50 reviews, foram 42... Bem... Eu sou legal e to postando um capitulo, de despedida aqui no Nyah, porque eu e a Mika vamos viajar então só voltaremos a postar dia 3 ok? E vai ser lá no AnimeSpirit! Esse capitulo não é lá dos mais emocionantes, mas é necessario para o proximo capitulo! E só tem uma coisa a dizer... TÁ FODAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA, sério ta muuuito perfect. Eu e a Mika nos superamos... KKKKK sou metida mesmo e ai! :) kkkk brinca! Esse capitulo vai para a fofa da SmallJenna :)

Louise's Point Of View.

E so queria que aquele dia acabasse, ou melhor, eu só queria que ele não houvesse acontecido. Tudo aquilo era terrível. Havia perdido minha melhor amiga, de uma maneira tão confusa, eu não sabia o por que. Justin parecia saber de tudo e não havia me contado nada. Nate, ele estava ali. O único que até agora não havia me escondido nada.

Depois do enterro de Candy, Miranda havia me ligado. Eu teria de vir trabalhar. Justin disse que se resolveria com ela, e disse para que eu ficasse em casa, mas não aceitei. Eu tinha responsabilidades e teria de cumpri-las.

Passei por aquelas portas de vidro, sem coragem alguma, nem animo. Somente meu corpo estava ali, minha mente vagava.

- Hum... Boa tarde Senhorita-Atraso. — disse Emily assim que me sentei em minha cadeira.

Eu não tinha forças para estar ali, eu não queria estar, mas era necessário.

- Céus, olha a sua cara. Você já se olhou no espelho hoje? Quem morreu, porque você parece esta com cara de velório! — disse ela maldosa ironizando. E fechei os olhos para impedir que as lagrimem não tornassem a cair.

- Minha melhor amiga. — respondi sua pergunta. Era evidente que ela não esperava uma resposta.

- O que? — perguntou confusa.

Respirei fundo e reabri os olhos.

- Minha melhor amiga morreu. — respondi mais uma vez. Ela olhou para mim assustada e arrependida.

No mesmo segundo a voz de Miranda ecoou de dentro da sala dela.

- Louise. — me chamou e mais uma vez respirei fundo para juntar forças e me mover ate a sala dela.

- Ahn... Me desc... — comecei a me desculpar.

- Eu não quero suas desculpas. Elas não mudam o fato de que você esta atrasada. Elas não mudam o fato de que você não esta se esforçando o suficiente. – disse seca com sua arrogância de sempre. Mas ela estava certa. Ela sempre estava. — Sabe Louise, quando eu vi você aqui. Oh céus, tive de me controlar para não rir, você já era uma candidata a menos para eu entrevistar. — começou Miranda — Mas depois de tantas garotas magras, bonitas, e algumas até com potencial apresentável. Eu vi você, e eu me vi em você. Mais nova, é claro. E algo dentro da minha cabeça disse: vá lá, faça isso, contrate a garota sem graça com uma graduação em Stanford. E eu fiz isso. Contrato meninas estilosas, magras, bonitas. Mas burras. Mas você era diferente. Contrate a garota esperta disse para mim mesma. Dê uma chance. Mas você acabou me decepcionando mais do que as outras. — disse ela no mesmo tom serio.

Eu escutei tudo calada e com os olhos cheios de lagrimas que tive de erguer um pouco a cabeça e piscar rápido para não deixa-las cair. Eu estava falhando, de todas as maneiras que eu poderia falhar. Aquele trabalho era importante para mim e eu não estava fazendo jus a isso.

- M-me desculpe. – disse quase em um fio de voz encarando meus pés.

- Não, ja disse que não quero desculpas. Não quero saber se sua melhor amiga, sua avó, ou se cachorro morreu, eu não tenho nada a ver com isso. Isso aqui não tem nada a ver com isso. Surpreende-me você, uma garota tão informada e inteligente, não saber separar o pessoal do profissional. – finalizou.

E se eu tinha dividas que meu dia poderia se tornar ainda pior e mais doloroso, eu me enganei, aquilo estava sendo terrível. O sentimento de falha, decepção e inutilidade me dominavam.

- Estou demitida? – perguntei depois de um tempo.

- Não. Não dessa vez. E essa será a ultima. Agora saia. Ligue para Niguel e confirme a presença dos Deville na festa. — ordenou e confirmei com a cabeça.

- Obrigado Miranda. — agradeci e sai de sua sala. Voltei a minha mesa e me foquei no trabalho, ou tentei.

- Me desculpe, eu-eu não sabia. — disse Emily tentando se desculpar. — Eu sinto muito. — disse ela.

- Não, você não sente. — disse seca e sai dali, rumo ao elevador. Emily era igual Miranda, ela não se importava com ninguém a sua volta. E não queria que ela sentisse pena de mim, eu não precisava disso.

Antes de ir falar com Niguel, passei no banheiro e lavei meu rosto, eu estava realmente horrível. Minha pele estava mais pálida do que o normal e meus olhos estavam vermelhos e inchados.

Sai do banheiro e fui ate Niguel, que tinha varias araras na mão.

- Olá. Pensei que já estivesse em uma cova nesse momento. Fui ate sua sala e você não estava lá de manha. – disse ele.

O que estava acontecendo com o mundo, que todos resolveram fazer alusões com a morte e com coisas fúnebres nesse dia? Eu já não tinha encarado coisas de mais? Parecia que não.

- Ela me odeia Niguel. — disse de súbito.

- E é meu problema por quê? Oh, espere não é meu problema. — disse ele debochado.

- Eu gostaria de ter um pouco de reconhecimento. Eu estou tentando... – comecei.

Naquele momento eu precisava só de alguém para me ouvir. Alguém que pudesse realmente ver o meu lado. Alguém que pudesse pelo menos tentar me entender. Mas pelo visto, isso não aconteceria.

- Não. Você não esta tentando, esta lamentando. O que quer que eu diga. Ah, coitadinha da Lola. Miranda injusta. Acorde garota ela esta fazendo o trabalho dela. Você sabe que esta trabalhando onde artistas são lançados. Acha que isso é apenas uma revista? Não isso não é. Isso é um araldo de elegância e moda. Você não tem ideia de quantas pessoas já passaram por aqui, quantos sonhos se tornaram realidade. E ainda quer saber por que ela não beija sua testa por uma tarefa feita no fim do dia. Acorde garota. A vida não é fácil, nem justa para ninguém. Os acontecimentos do seu pessoal não podem, nem devem interferir na sua vida profissional. – disse ele enquanto arrumava as araras.

Aquele parecia ser meu dia de azar, eu não estava bem emocionalmente. E receber todas aquelas lições de moral em menos de uma hora, só estavam destruindo pouco a pouco a minha vida. E o que mais doía, é que quando eu chegasse em casa, não teria Candecy para escutar o meu desabafo. Ela não estaria lá para rir dos xingamentos e apelidos maldosos que eu dava para os funcionários dessa revista. Ela não estaria lá. Nunca mais estaria.

Novamente, senti uma vontade enorme de chorar.

” Os acontecimentos do seu pessoal não podem, nem devem interferir na sua vida profissional

Essa frase foi o que me impediu de derramar as lagrimas que insistiam em sair. Eu não iria estragar tudo mais uma vez, não deixaria que as pessoas me vissem vulnerável. Me mantive forte e respirei fundo.

- Tudo bem eu estou estragando tudo. — disse por fim.

- Talvez esteja, mas é só errando que se aprende. E você ainda é muito jovem Louise. — disse ele se distanciando de mim.

- Ela perguntou se você já confirmou a presença dos Deville na festa? — disse me lembrando da minha função ali.

- Oh, é claro. Sim, fiz isso. — assentiu.

(..)

As horas pareciam demorar séculos para passar. Um dia nunca foi tão longo como aquele, acho que só porque eu queria que ele passasse rápido, ele passou devagar. Concentrei-me o máximo que pude em meu trabalho. Mas hora ou outra a questão de como Justin sabia da doença de Candy e não havia me contado nada, me atormentava e me deixava em conflitos mentais e desligada do mundo.

Estava no taxi, a caminho de casa, finalmente.

A neve caia forte cobrindo as ruas e calcadas. Era o cenário natalino típico de filme. As luzes enfeitavam os edifícios, as ruas... E aquilo só deixava tudo mais bonito.

Cheguei em casa, paguei o taxi e entrei no prédio. Greg estava em pé ao lado do elevador.

- Meus pêsames Senhorita Bennet. — disse ele me abraçando.

- Obrigado Greg. — disse e o soltei, eu não retornaria a chorar. Agora não.

Subi o elevador e finalmente cheguei em casa, as luzes da sala estavam acesas e Nate estava na cozinha, colocando pratos sobre o balcão.

- Oi. — disse chamando sua atenção que estava voltada para uma panela no fogo. Ele se assustou com a minha presença e olhou para mim com um sorriso no rosto.

- Oi, eu... Estava preparando alguma coisa, deve estar faminta. — disse ele. E ao sentir o cheiro daquela comida meu estômago roncou. Não me recordava da ultima vez que havia me alimentado e estava realmente precisando comer.

Lembrei-me das vezes que Candy cozinhava, ela era uma ótima cozinheira, e já havia tentado me ensinar a cozinhar varias vezes, mas todas elas a abaram sendo desastrosas e acabávamos sujas e com uma cozinha de cabeça para baixo. Aquilo nos rendia altas risadas.

Sorri triste ao perceber que não haveria mais isso. Eu não teria mais a minha melhor amiga ali. Nate percebeu isso e desligou o fogo e me apertou forte em seus braços. Naquele momento desabei, sim, todo o choro que eu havia prendido o dia inteiro, se libertou e finalmente pude desabar. Agarrei-me a seu corpo e o apertei mais.

- Ela... Por que ela fez isso? Por que ela não me disse Nate? — perguntei chorando e soluçado em seus braços.

- Calma pequena. Calma. Eu estou aqui. — disse ele acarinhando meus cabelos.

Eu queria, ou melhor, eu precisava que tudo aquilo fosse só mais um pesadelo. E que quando eu acordasse tudo voltasse ao normal.

Não sei por quanto tempo, ficamos ali, abraçados, mas nunca me pareceria tempo demais, o abraço de Nate era reconfortante. E era tudo o que eu precisava naquele momento.

A campainha soou e nos soltamos. Nate me encostou ao balcão como se soubesse que se me deixasse sem apoio eu cairia, e foi ate o elevador liberando o mesmo.

Segundos depois aquele perfume invadiu o ar anunciando sua presença ali. Virei-me de súbito para encara-lo e obter a constatação.

Justin, ele estava ali.

- Precisamos conversar. — disse e eu sabia do que aquilo se tratava.

- É melhor vocês conversarem depois. Ela não ta bem Bieber. — disse Nate atras dele.

- Não, Nate. Tudo bem, eu quero falar com ele. — disse.

- Podemos ir pro seu quarto? — perguntou Justin e assenti.

Nate me mandou um olhar repreendendo, mas fingi não ver.

- Tudo bem. — disse e segui para o meu quarto com ele atrás de mim. Era agora a hora de finalmente eu ter explicações.

- E então, vai me dizer como você sabia de tudo isso? E por que me escondeu?- perguntei direta.

- Lola, me escuta. Eu não fiz por querer, eu não concordei com isso. Eu disse pra ela te contar e ela disse que iria dizer... Mas... — disse desesperado.

- Não houve tempo. Desde quando você sabe disso Justin? — perguntei encarando-o.

- Já faz algum tempo. — disse vagamente.

- Quanto tempo? — pedi. E precisava saber por quanto tempo eles estavam escondendo aquilo de mim, os dois, estavam me enganando sob o meu teto, na minha cara.

- Já faz alguns meses. – disse baixo.

- E você não me disse nada por todo esse tempo? Como pode Justin? — gritei decepcionada com ele.

- Eu sei, me desculpa. Eu queria te contar, mas ela não deixava. Eu... — dizia confuso passando as mãos incessantemente pelo cabelo.

- Se você tivesse me contado, isso poderia não ter acontecido. Ela poderia estar viva agora Justin! — gritei já com lagrimas nos olhos.

- Eu sei,eu sei. Você não faz ideia do quanto eu me sinto culpado. E por isso vim aqui, falar com você. Eu sei que errei, mas ela me pediu. Ela disse que queria te contar. — disse baixo com a voz triste.

- Se você tivesse me contado... Você tinha que ter me contado! – disse nervosa.

Naquele momento eu não sabia com quem estava mais decepcionada. Não sabia se era com Justin por ele ter me escondido aquilo. Não sabia se era com Candecy por ela ter mentindo pra mim. E não sabia se era comigo, por ter sido tão descuidada e não ter procurado saber mais sobre ela. Pois se ela não havia me dito, era porque não confiava em mim, e aquilo ainda era pior.

- Ela... Ela poderia estar aqui agora. — disse me virando fitando a noite pela janela de vidro.

- Não, ela não queria se tratar. Ela não tinha mais chances. Sabia disso, eu a forcei algumas vezes a fazer algumas sessões de quimioterapia, mas ela se recusava. Dizia que não queria passar os últimos momentos da vida dela em um hospital. — disse ele ao meu lado.

- Então ela sabia que ia morrer? Que tinha pouco tempo? — perguntei indignada e triste.

- Sim, ela sabia. — confirmou.

- Por que ela não me disse? — perguntei retoricamente para mim mesma.

- Ela tinha medo e não queria ver você sofrer por ela. — respondeu.

Justin sabia de coisas da minha melhor amiga que eu nem sonhava em saber. Ele havia estado com ela nesses momentos difíceis. Ele soube como agir. Ele prestou um papel muito importante ali e eu me perguntei como tudo aquilo. Eles não eram tão íntimos assim, ou eram? Se eles haviam escondido aquilo de mim, o que mais eles poderiam estar escondendo?

- Justin... Você e Candecy estavam... Juntos? — perguntei direta olhando para ele.

- O que? — perguntou assustado.

Ele parecia ter sido pego no flagra e aquilo só me deu mais raiva e indignação ainda.

- Eu não acredito! Você e ela... É claro, por isso vocês vivam de segredinhos. Eu... Você não vale nada Bieber! Sai da minha casa agora! Sai. — gritei furiosa e transtornada com ele.

- O que? Não, claro que não. — negava desesperado.

- Sai daqui! Como vocês puderam me esconder isso? – disse já derramando lagrimas.

- Lola, claro que não! Eu e a Candy não tínhamos nada! – disse ele nervoso.

- Justin, por favor. Vai embora. – disse baixo e ele se calou e saiu me deixando sozinha ali.

Tudo estava tão bagunçado. Mil coisas acontecendo ao mesmo tempo. Mentiras, brigas, decepções... Eu não era capaz de aguentar tudo aquilo. Eu estava sozinha e nada nem ninguém podia me ajudar. De um dia para o outro, todo aquele conto de fadas que eu estava vivendo, foi se transformando em um drama.

Justin e Candecy poderiam estar tendo um caso, isso doía. Doia muito, afinal eu tinha sentimentos por Justin, por mais que eu não soubesse o que fossem esses sentimentos. Eu precisava de Justin, mas ele estava escondendo tantas coisas de mim, como poderia te-lo quando ele fazia isso?

De repente, me vi abandonada. E uma vontade tremenda de largar tudo e voltar para casa, me abateu. Eu queria o abraço da minha mãe, eu queria o colo do meu pai. Eu queria minha vida de volta.

Talvez meu pai tivesse razão, talvez eu não pertencesse a tudo isso. Talvez eu não devia ter saído de casa. Talvez... Talvez...

Abracei meus próprios braços e voltei a chorar. Em menos de 24 horas toda a minhá vida tinha virado de cabeça pra baixo, tudo tinha tomado um rumo contrário. Tudo estava confuso.

Nate me abraçou por traz e virei para abraça-lo da maneira certa.

Ele ainda estava ali. Nate sempre estivera.

- Eles estavam juntos. Justin e Candecy estavam juntos. – disse chorosa.

- Isso... Bem isso explica como ele soube agir ontem. — conclui se aproximando comigo.

- Ele sabia de tudo. E não me disse. Ele mentiu pra mim. — disse e me virei fitando Nate que me olhava sem expressão. Ele sim, ele era o único em que eu podia confiar sempre, que não mentiria para mim em nenhuma hipótese. Ele era o meu melhor amigo e eu quase me esqueci disso.

- Você é meu melhor amigo Nate. — disse o abraçando. Mas ele não respondeu, ao contrario do que eu esperava, ele me afastou.

- O que foi? Qual o problema? — perguntei confusa não entendendo porque de ele ter me afastado e recusado meu abraço.

- Esse é o problema. Eu sou seu melhor amigo. — disse me olhando.

Se meu dia podia se tornar pior, mais confuso e complicado, ele estava se tornando. E não há nada ruim o bastante que não se possa piorar.

- Quando você vai perceber que só eu vou estar sempre do seu lado, mesmo estando longe. Eu te amo Louise e nunca mentiria pra você. Mas parece que você não enxerga isso. Ou parece não querer enxergar. – disse como se estivesse farto.

- Eu-eu não entendo. — disse mais confusa secando minhas lagrimas.

- Eu lembro quando a gente tinha treze anos, no lago Canadota. — disse ele sorrindo. — Eu e você, na floresta, a gente tinha fugido para não ter que ficar dentro de casa. Chovia e a gente acabou se perdendo no bosque atrás da casa de campo. — disse e comecei a me lembrar daquela tarde. — Você machucou o tornozelo e estávamos perdidos, eu estava com medo, mas não disse nada pra não te assustar ainda mais. – contou sorrindo e me olhando nos olhos. — Encontramos a barraca de algum caçador da região. Acendi a lareira e nos sentamos na frente dela, eu te abracei e te olhei nos olhos, como agora. — disse ele com a mão no meu queixo e olhando no fundo dos meus olhos. — Aproximei nossos rostos, olhei sua boca. — disse ele e olhou minha boca. – E quebrei os milímetros que nos separavam. — sussurrou e colou seus lábios nos meus.

De inicio eu não tive reação, eu não conseguia me mover, não conseguia recusar. Nate passou sua mão pelo meu pescoço e chegou à minha nuca, acariciando ali. Aproximou-se mais de meu corpo, pediu passagem para adentrar com sua língua em minha boca.

Eu estava a mercê dele, estava carente, e precisava de alguém para me agarrar e enfrentar aquilo tudo, pois sozinha não daria conta. Aquilo era o que eu mais precisava no momento, de alguém. E talvez Nate pudesse ser esse alguém. Em um impulso, cedi, deixei que sua língua entrasse na minha boca e começasse a conversar com a minha, seu beijo era suave, delicado, calmo. Não tinha pressa, não tinha urgência. Era bom, era exatamente o que eu precisava naquele momento.

Eu não pude deixar de fazer uma comparação entre esse beijo e o beijo de Justin. Em uma escala de qualidade ambos estavam empatados. Mas eu não senti nada com esse beijo. Não houve borboletas na barriga, não ouve insegurança. Eu só o beijei.

Depois de algum tempo, precisamos de ar e nos separamos ofegantes. Abri os olhos encarando os dele ainda fechados.

- Foi melhor do que naquele dia. — sussurrei junto a ele me referindo ao nosso primeiro beijo na cabana, naquela tarde.

- É porque agora eu sei o que estou fazendo. — disse e me agarrou novamente, me beijando. Dessa vez ele passou seu braço por minha cintura, me segurando e eu passei meu braço por seu pescoço acariciando sua nuca.

- E sem aparelho também. — disse sorrindo passando o dedo levemente pelo contorno de sua boca, após me referir a seus dentes sem o aparelho dental que ele usava na época.

Ambos sorrimos e ele me soltou levemente.

- Eu esperei por isso a minha vida toda, desde aquela tarde. — assumiu como se tirasse um peso das costas. Não me contive e corei violentamente. — Sou apaixonado por você desde os meus treze anos Louise Marie Bennet Miller. — disse sério.

Não sabia se o beijo ou essa constatação haviam sido a pior parte do meu dia. Aquilo era para ser algo bom, mas não era. Eu não sentia o mesmo. Eu não estava apaixonada por Nate e não sabia o que dizer. Aquele beijo me pareceu ainda mais errado agora, pois haviam sentimentos da parte dele. E eu não poderia magoa-lo dando falsas esperanças. Não eu não seria tão ruim a esse ponto.

Mas por outro lado. Ele me parecia tão feliz ali, que seria egoísmo magoa-lo. Eu não conseguia rejeita-lo. Ele era meu melhor amigo, e eu já havia perdido Candecy, e talvez tivesse perdido Justin também. Perder Nate agora só seria terrivelmente desastroso para mim. Talvez, eu estivesse sendo egoísta em pensar assim. E deveria estar sendo mesmo, mas eu não poderia perdê-lo, não o magoaria para não me magoar. Não faria isso.

Como não havia uma resposta de minha parte para da-lo no momento. Eu so o calei com ouro beijo. E aquilo teria de ser suficiente pelo me os por hora. A carência era um grande fator autodestrutivo agora, eu estava armando uma bomba que eu mesma poderia estourar a qualquer momento, e os destroços atingiriam todos aqueles que eu amo, mas por hoje, somente por hoje. Eu me deixaria levar por aquilo, passar algumas horas inconscientes sem ter que encarar tudo aquilo. Algumas horas submersas em um mar de mentiras, ilusões que eu estava entrando e certamente me afogaria.

Nate era o que eu precisava, pelo menos por hora, pelo menos no momento.

(...)

Alguns Dias Depois.

Justin havia me ligado o dia inteiro e nenhuma das vezes atendi, como eu tinha feito por toda a semana. Não vi, nem falei com Justin desde o dia em que o expulsei de minha casa. Por mais que eu sentisse uma vontade imensa de apertar aquele botãosinho verde e ouvir o som de sua voz, eu não o fiz.

Essa semana que havia se passado, havia sido no mínimo confusa. Eu não sabia mais o que pensar, nem em como agir diante Nathan e Justin.

Eu e Nate, nesses dias, nos havíamos... Parecíamos namorados e toda vez que eu o via sorrindo alegre para mim, meu coração se contorcia um pouquinho e me sentia a pior criatura do mundo por estar fazendo aquilo com ele. Eu era o ser humano mais egoísta e desprezível da face da Terra.

O Natal seria daqui a dois dias. Eu e Nate embarcaríamos para casa hoje à noite. Stella prepararia a ceia como de costume e nossa presença era de extrema importância.

Já havia chegado ao escritório, às coisas já estavam arrumadas, a menos por Emily que havia desaparecido. Já eram oito e vinte e dois e ela ainda não havia chegado. Aquilo era no mínimo estranho, pois ela nunca se atrasava. Miranda já havia chegado e a cara de infelicidade que ela esboçou ao ver que a ruiva não estava me seu lugar, me deu medo. Miranda estava em sua sala em uma pequena reunião com os editores da capa.

- Eu quero o meu café! Onde esta Emily? Ela morreu ou algo semelhante? — perguntou Miranda esbravejando e somente neguei com a cabeça.

Assim que ela voltou para sua sala, liguei para o celular de Emily pela trigésima sexta vez naquela manhã. Mas no mesmo instante ela entrou pela porta, com o café, e algumas sacolas.

- Onde você estava? — perguntei gritando em sussurro.

- Eu peguei uma gripe e acabei me atrasando para acordar. — disse ela com a voz estranha devido ao seu nariz entupido.

- Ela não esta feliz. — disse já sabendo o que Miranda acharia disso. E Emily me olhou estranho.

- O que foi? — perguntei.

- Esquece. — disse ela e jogou as sacolas em cima de sua mesa que era de frente para minha e tirou o café do suporte respirando fundo antes de entrar na sala de Miranda.

Não escutei um barulho se quer vindo da sala e Miranda, e ate imagine que ela tivesse matado a pobre ruiva. Mas assim que Emily saiu dali com uma expressão pálida.

- Bom pelo menos você ainda esta viva, — disse ironicamente e ela me lançou um olhar mortífero.

- Eu me recuso a ficar doente. — disse Emily com seu lenço de papel que não havia largado. — A festa é daqui a dois dias, e eu estarei usando um Valentino. — disse ela atenta a tela de seu computador.

- Que bom pra você, eu vou passar o Natal com a minha família. — disse sorrindo largo.

- Bem típico de você, sentAr em volta de uma mesa com os familiares e comer um frango assado e engordurado. — disse ela se levantando para pegar alguns arquivos na estante.

E pude notar que ela estava mais magra, bem mais magra.

- Você emagreceu? – perguntei.

- Own, você notou? Não como há três dias para poder ficar bem no vestido. — disse ela sorrindo alegre como se estivesse emocionada.

- Você não come? — indaguei indignada.

- É... E quando sinto que vou desmaiar como uma fatia de maça. – Emily disse normalmente.

- Louise, fale com Niguel para que ele lhe arranje alguma coisa digna para vestir. Você ira ao baile comigo. — disse Miranda aparecendo na nossa parte do escritório.

- O que? – perguntei desesperada.

Justin’s Point Of View

- Bom dia Jus. — disse Stacy me dando beijos pelo meu rosto, sorri e puxei-a para mim fazendo com que ela caísse sobre mim.

- Ótimo dia, pra quem teve uma noite ótima. — disse surrando nossos lábios e ela sorriu. Puxei sua nuca contra minha boca e selando nossos lábios, pedi passagem com a língua e rapidamente ela assentiu eu coordenava o beijo que era intenso e cheio de luxuria.

Eu sabia o que estava fazendo e eu era bom nisso. Ela começou a arranhar o meu peitoral com suas unhas compridas e aquilo me excitava. Virei na cama ficando por cima dela que sorriu entre o beijo. Comecei a apertar suas laterais ate adentrar fim a minha mão sorrateira dentro da camisa que ela vestia, que por sinal era minha. Quando a coisa ia começar a ficar boa ela nos virou de novo e saiu de cima de mim.

- Sorry, mas tenho que chegar em casa antes que o poderoso chefão. O plantão dele acaba as nove! — disse ela pegando suas peças de roupa que estavam espalhadas pelo quarto. Deitei de volta na cama, colocado as mãos atrás da cabeça.

- Você já não é grandinha o suficiente pra ter que chegar em casa antes dos pais? — perguntei, enquanto ela se abaixa e levantava inúmeras vezes procurando suas vestes.

- Não para o meu pai! Eu ainda sou a garotinha dele. — disse ela virando de costas e tirando minha camisa de seu corpo. Ela vestia uma calcinha preta de renda bem sexy e sorri malicioso vendo aquela cena, mordi os lábios controlando meus pensamentos que me diziam para agarra-la de jeito e rasgar aquela calcinha com os dentes. Ela colocou o sutiã e o vestido em seguida se virando pra mim. Veio ate mim e se curvou me dando um simples e sem graça selinho rápido

- Quando a gente vai se ver de novo? — perguntei enquanto ela arrumava seu cabelo em frente ao espelho.

- No baile do MET, você vai comigo e não aceito não como resposta. — disse ela sorrindo.

- Eu não, fala serio. Minha mãe vai tá lá... E não me dou bem com ela. – disse recusando.

- Otimo, assim você me apresenta pra ela. E vai ser incrível conhecer a Dama de Ferro. – Stacy disse e rolei os olhos.

- Vou pensar. – disse e me levantei para tomar um banho.

Notas finais
Feliz Natal Atrasado e feliz ano novo senão nos vermos ate lá
E então? Gostaram? Eu espero que sim! Se eu chegar aos 200 reviews antes do dia 31 eu posto o proximo! Que ta muito FODAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA!
ENTÃO BORA COMENTAR, PORQUE EU QUERO POSTAR O PROXIMO! SERIO, TA MUITO LEGAAAAAL MENINAS!
Bem aqui minha conta no anime: http://animespirit.com.br/sweetcrazy
E deem uma olhada na minha outra fanfic... Who's the boss, é do Justin também, mas ta na categoria Originais. http://fanfiction.com.br/historia/304893/Whos_The_Boss/
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.