Notas iniciais
Bom nem sei se isso pode ser classificado como shounen-ai, mas classifiquei assim uahsuhasuhaush bom em primeiro lugar quero avisar a quem for ler que se vc já assistiu a OVA do Alois (Spider's Intention ) fará mais sentido okay mas não é necessario é só uma ideia que me surgiu enquanto escrevia o lemon de (No automatico) sim pq as vezes no meio de um lemon eu me perco e vou escrever outra coisa ahsuahsuahs.
bem é isso chega de papo boa leitura

O pequeno conde de cabelos da cor de um dia quente de verão, admirava sem grande interesse a própria imagem refletida no espelho, absorto em pensamentos deslizava a escova de cerdas macias pelos fios dourados.

Sentava-se a uma confortável cadeira revestida por um tecido nobre na cor de seus adorados sininhos azuis, a sua frente se encontrava a penteadeira ricamente decorada com pequenas imagens entalhadas de querubins, com seus rostos rechonchudos e saudáveis.

Pensava enquanto deslizava com destreza a escova pelas madeixas sedosas, nas circunstancias nefastas em que sua vida se encontrava, não que o pequeno conde da casa Trancy em outras ocasiões não se encontra-se em piores situações.

Mas desta vez tinha literalmente cavado sua própria morada moribunda, suspirou em desgosto.

-Danna-sama. -A atenção do corpo infantil foi fortemente sugada até o dono da voz aveludada, o servo de aparência alinhada e prepotente, mas administrou de forma sagaz as fortes emoções que lhe assolavam quando se encontrava na presença da figura fria e esguia do criado. Apenas movimentou os belos olhos azulados de cílios compridos, o olhando pelo reflexo do espelho, sem nenhum movimento a mais a ser realizado pelo corpo, a não ser a pequena mão que detinha em posse a escova essa ainda executava os mesmo movimentos ritmados, de acariciar de forma calma, as cerdas pelos fios aloirados, a respiração acelerada sendo controlada com eximiu.

-Danna-Sama, está na hora do chá. -Falou a figura sombria.

-Não desejo chá nenhum, Claude. -Falou o conde minimamente alterado, não havia sido criado por aquelas normas e rituais da alta sociedade e certas vezes se cansava de toda aquela cordialidade, que era obrigado a exercer ultimamente, está para o infortúnio de seu criado era uma dessas ocasiões.

-Danna-Sama. -Repetiu o mordomo, tentando manter a voz suave, contrariando suas verdadeiras intenções, que eram fazer aquele garoto beber o chá que havia demorado minutos preciosos de seu tempo, nem que fosse necessário o uso de força física.

-Não insista Claude, não quero. -Falou friamente o garoto loiro mesmo em que em seu interior houvesse receio.

A figura alta, impediu que um suspiro desgostoso abandona-se seus lábios e ajeitou os óculos com o dedo indicador.

-Desejaria então que eu lhe escova-se os cabelos? -Pergunta confiante sabendo que seus toques são extremamente apreciados pelo seu pequeno contratante.

-Não... Já me cansei disso. -O pequeno nobre demora um pouco a responder, e quando responde sua resposta deixa o mordomo desorientado e surpreso, os olhos amarelos como de uma cobra faíscam, adquirindo um brilho amedrontador, o Conde se desfaz da escova a abandonando na bancada da penteadeira e se dirigi a passos calmas e controlados até a cama de dossel, sentando-se sobre o colchão macio e levando as mãos pálidas ao rosto o escondendo.

Não é como se Claude Faustus tivesse algum sentimento em seu interior na verdade era vazio de sentimentos, tudo que existia em seu interior era fome e a vontade de buscar sempre a alma mais saborosa para a sua refeição, a paixão pelo gosto sublime da decadência humana apetecia a seu paladar refinado, Alois Trancy era a alma que lhe aguava a boca, mas o pequeno em certos momentos fraquejava e isto era como um pequeno foco de mofo em seu delicioso alimento, ele poderia retirar, mas era quase certo que uma fagulha amarga permaneceria, por isso revirou os olhos dourados, quando escutou um baixo soluço por parte do pequeno Conde.

Claude se move como um abutre prestes a atacar sua inocente presa mas suas ações beiram o carinho quando toca o chão acarpetado do quarto com um dos joelhos e o outro levantado e com as mãos enluvadas segura as pequenas e pálidas mãos de seu mestre, tendo assim a visão de uma alma em chamas queimando rapidamente, as lagrimas escorrem pela pele alva da criança enquanto ela soluça baixinho.

-Danna-Sama, porque choras? -O mordomo pergunta mesmo que tenha conhecimento da resposta ainda assim seu ego saboreia as palavras derramadas pela criança que tem nos olhos o brilho de chamas trepidantes, mostrando uma alma em constante ebulição, quente... Alois Trancy é absurdamente quente.

Sentimentos contraditórios habitam o interior flamejante da criança, ele possui medo e amor, desejo e temor pelo mordomo os braços finos envolvem o pescoço do maior o trazendo para perto soluçando, com os lábios rosados colados na pele fria do criado.

-Iras me abandonar, todos me abandonam, todos...Todos me rejeitam!

-Não...Irei desejá-lo até o fim, enquanto lhe proporcionar prazer , estarei em seu encalço lhe servindo fielmente. -Diz orgulhoso de suas palavras, e choca-se com o fato da pequena mão lhe atingir a face uma marca avermelhada manchando a pele pálida.

-Não diga palavras como enquanto. -O pequeno conde diz alterado e com marcas vermelhas manchando os olhos azuis.

-Yes... your Highness. -O mordomo diz escondendo o fato de estar sufocando suas reais vontades, Alois queimava rapidamente como uma chama trepidante de uma vela , era belo como o fogo azulado poderia queimar-lhe os dedos, mas com um simples assopro se extinguiria.

O demônio, não amava nada não sentia nada, e nem aos menos sabia definir ou nomear sentimentos, mas a criança com cabelos dourados que queimava com tanto ardor, lhe assombrava podia um ser tão frágil sentir com tanto impeto podia uma alma tão imunda ainda conseguir amar tanto, observava o pequeno conde o colocando suavemente em sua cama de roupas mesmo seu pequeno contratante estava em um dia impar, dias pares eram bons dias impares nem sempre, o loirinho deixava-se guiar pelas mãos enluvadas do mordomo que era dono de sua alma e de seu coração, enquanto os belos olhos deixavam grossas lagrimas escaparem, lembrando-se de tempos em que seu peito sentia um amor puro, não nomeava suas fraquezas, e nem era necessário o sorriso contagiante de seu pequeno irmãozinho, não precisava ser lembrado porque nunca era esquecido.

E mesmo que em certos momentos a figura despreparada para comandar deixa-se o mordomo com ganas de acabar de vez com aquele jogo, em outros ele tinha que admitir toda aquela necessidade do pequeno para com sigo lhe inflava o peito de orgulho, vaidade Claude era um demônio vaidoso e uma doce porém impura criança o amando era uma droga há qual sempre se a necessidade de se experimentar mais uma vez.

Alois Trancy era um alimento flamejante e picante, queimava-lhe os lábios de quem despreparado o experimenta-se, mas Claude Faustus tinha a ser favor o fato de quem era o único que poderia assoprar até aquela chama se extinguir.

A criança chorosa agarrada ao fraque do mordomo nefasto dormia não tranquilamente soluçando baixinho e murmurando palavras desconexas, o mordomo trazia consigo o corpo pequeno escorando suas na cabeceira da cama, poderia ficar horas ali apenas porque nenhuma necessidade se fazia presente em seu corpo.

Acaricio os fios loiros com os dígitos enluvados e murmurou rente ao ouvido de sua criança embalando a ela em um sono impuro e tortuoso, deixando que em momentos como esse seu ego fala-se por si.

-Se queimar com tanta, paixão, logo será consumido pelo fogo, Danna-Sama.

E assim entre protegido e ameaçado a criança perdia em braços confortáveis porém cruéis mais algumas fagulhas de sua alma.

Alois perdido em imagem ilusórias e figurativas que sua mente lhe mostrava, em meio a aquilo que não saberia dizer ser real ou não sonhou...

A uma bela borboleta de asas azuis e brilhantes presa a uma teia

Incompleta, maculada e corrompida...

Incapaz de fugir, incapaz de escapar de seu destino desesperador

Na mira de um araquinideo impetuoso.

Notas finais
E então como ficou...
Escrevi só pq esses dias eu revi pela milhesima vez a OVA citada e me deu vontade mas oque vcs acharam hein?
comentem sim.
bjinhos até
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!