Notas iniciais
"Pensei em dizer que estava de carro, que minha casa era próxima e que não precisava daquela ajuda.
Mas para quê?! Tudo bem, não é o real o motivo... Uma parte era que eu estava em choque, outra não queria atrapalhar aquele momento, outra não conseguia dizer uma só palavra, e a outra, a maior delas todas, com certeza, queria ir com ele. Queria pular em cima dele, beijá-lo, abraçá-lo ferozmente. [...] Com a mão livre segurou minha cintura e impulsionou nossos corpos para a cama.
Caí esticada na cama, seu corpo por cima do meu, a calça que ele já soltara para massagear meus cabelos.
Senti como se fogo estivesse tomando conta de meu corpo.
Engoli em seco. Meu corpo desejava ele. Eu precisava dele."

– Desculpa. – ele disse afagando meu ombro. – Eu estava falando com o Ryan... O meu amigo. E nem prestei atenção... Erro meu não prestar atenção em você. – ele mordeu o lábio inferior olhando para minhas pernas.

Então ele me achou bonita. Ótimo começo. Seus braços que também eram musculosos estavam expostos também, já que a camisa xadrez não era de manga longa. Foi só então que olhei realmente para ele.

– Prazer, Bruno... – ele sorriu.

M-Meu ídolo ali? Morri.

– B-Bruno Mars? – perguntei gaguejando.

– Sim. – ele sorriu. – Mas meu verdadeiro nome é...

– Peter Gene Hernandez. – completei sua frase. Eu era completamente fissurada nele.

Ele riu.

– Hooligan? – ele perguntou levantando uma sobrancelha.

– Totalmente. – eu disse, tentando não tremer.

Ele sorriu.

– Então, venha, tenho que arrumar o estrago. – ele disse passando a mão em meu ombro, me levando até sua Mercedes completamente igual a minha.

Pensei em dizer que estava de carro, que minha casa era próxima e que não precisava daquela ajuda.

Mas para quê?! Tudo bem, não é o real o motivo... Uma parte era que eu estava em choque, outra não queria atrapalhar aquele momento, outra não conseguia dizer uma só palavra, e a outra, a maior delas todas, com certeza, queria ir com ele. Queria pular em cima dele, beijá-lo, abraçá-lo ferozmente.

Senti como se fôssemos velhos amigos.

Aquilo foi reconfortante... foi bom.

Já no carro, feito boba e parecendo uma débil mental com certeza, sentei no banco do carona.

– O cinto. – Bruno disse para mim. Tentei reorganizar meus pensamentos, mas não parecia conseguir controlar meus braços. Ele riu e puxou o cinto para mim.

Ele colocou o cinto dele. Click.

Fiquei quieta o caminho todo, vendo suas covinhas tão fofas e perfeitas pelo canto do olho, ordenando a mim mesma para ter algum assunto. Qualquer um.

– Ér... Meu pai é empresário. – tá, e daí?! Vai falar do teu PAI? A pessoa mais empata-vida-e-felicidade-alheia?

– Sério? – disse Bruno olhando para mim. O jeito que ele me olhava, no fundo dos olhos, me fazia parecer que estava nua.

– Sim. Ele vai fazer um contrato com a sua gravadora. – eu disse, tentando controlar a excitação que sentia em mim por estar perto dele.

– Jura? – ele olhou para mim, parecendo realmente interessado.

– Yep... Mas ainda não sei com qual cantor.

– Vai ver é comigo, se seu pai se chamar Thomas. – ele riu.

– É exatamente o nome dele. – disse tentando não parecer tão animada quanto realmente estava.

– Ótimo, não vou perder o contato com você, então. – enrubesci. Senti minhas bochechas pegarem fogo e então o assunto morreu. O silêncio prevaleceu a viagem toda, só ouvia-se o som de nossas respirações, ritmadas. As minhas extremamente controladas, para não parecer que tinha corrido um quilômetro antes de entrar no carro.

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Ele estacionou na porta de uma casa simplesmente perfeita. De cinema.

Fiquei boquiaberta com a beleza, a decoração, tudo. Não consigo nem descrevê-la, posso jurar para vocês.

Remexi em minha bolsa, mas lá só restava minha calça jeans escura.

– Droga, não tenho camiseta. – sussurrei para Bruno.

Ele agarrou minha mão, o que certamente me fez prender a respiração. Me levou para seu quarto e remexeu em seu armário.

– Aqui. – ele me entregou uma blusa grande, xadrez. Era azul.

– Obrigada. – disse, tomando a liberdade de beijar sua bochecha.

Peguei minha mochila e levei para o banheiro. Tranquei a porta.

Me escorei nela e escorreguei até o chão.

Não podia acreditar. Simples assim.

– Toma um banho. – disse Bruno do outro lado da porta.

– Ok. – disse alto o bastante para ele ouvir.

Tirei a roupa suja e enfiei na bolsa, tirando a jeans e colocando-a em algum canto do banheiro junto com a camiseta xadrez.

Liguei o chuveiro e deixei a água quente cair em minhas costas tensas.

Lavei os cabelos com o shampoo e quando saí do banho uma toalha branca e macia me esperava.

Coloquei minha calcinha e sutiã, depois a camiseta xadrez até não encontrar mais minha calça jeans.

Abri a porta do banheiro.

– Brasileira, ãh? – disse Bruno sorrindo maliciosamente para mim.

– Sim. – sorri, sabendo que ele amava o Brasil.

– 17 anos? Pecado gostar tanto assim de você? – ele franziu o cenho, fazendo uma expressão de dor.

– Digamos que não é um pecado capital. É um pecado bom. – pisquei para ele.

– Ótimo. – disse pulando em mim, me dando um beijo feroz.

Seus lábios tinham um gosto indefinidamente bom. Eram deliciosos.

Me virei, ficando de costas sentindo-o pressionar seu corpo contra o meu.

Sentia que ele estava tão excitado quanto eu.

Seu corpo parecia um ímã junto ao meu, não conseguia me afastar dele.

Finalmente consegui desgrudar-me dele.

– Virgem? Você é virgem? – perguntou Bruno, provavelmente olhando para mim, que estava de costas.

– Sim, algum problema?! – acho que fui arrogante demais.

Ele riu.

– Nenhum. Também nunca beijou ninguém.

– Dois homens na minha vida. Você é o terceiro. – disse me virando para encará-lo, tendo a mesma sensação de me sentir nua quando ele me olhava daquele jeito.

– Sortudos. – ele sorriu.

– Minha calça? – óbvio, foi ele.

Ele balançou a calça jeans nas mãos.

Pulei em cima dele, sentindo seu tom de brincadeira.

Com a mão livre segurou minha cintura e impulsionou nossos corpos para a cama.

Caí esticada na cama, seu corpo por cima do meu, a calça que ele já soltara para massagear meus cabelos.

Senti como se fogo estivesse tomando conta de meu corpo.

Engoli em seco. Meu corpo desejava ele. Eu precisava dele.

Mas acho que não é a hora certa. Não estava pronta.

“Provocá-lo. Vou excitá-lo bastante, fazer arder de desejo por mim.”, pensei maliciosamente.

Pulei por cima de seu corpo, alisando seu tórax por cima da camiseta.

Desci para suas pernas e apertei sua coxa com força. Ele soltou um gemido. Sorri com aquilo.

Dei um pulo para fora da cama, pegando minha calça jeans e colocando-a em um movimento ágil.

– Valeu. – eu disse.

Ele abriu um olho de cada vez.

Apertou os lençóis com as duas mãos.

– Sério?

Pisquei para ele.

Arrumei todas as minhas coisas na bolsa.

– Obrigada pela carona... Pode me levar de volta? – perguntei.

– Hey, você não pode fazer isso comigo. É injusto.

– Eu sou injusta. – sorri arrumando a gola da camisa. – Posso ficar com a camisa?

– Claro. – ele disse, fechando a porta do banheiro. – Por favor, eu quero você. – insistiu.

– Wow. Você conhece uma garota na porta do shopping e já quer ir pra cama com ela?

– Não é com qualquer garota. – ele disse se sentando na cama.

– Você mal me conhece!

– Você é especial. – ele insistiu.

– Sou?

– Sim.

– E quantas garotas mais são especiais?

– Só você. – ele piscou para mim.

– E quantas vezes você disse isso para alguma garota?

– Nenhuma vez, não trago estranhos para minha casa se não sinto algo pela pessoa. – ele me pareceu verdadeiro.

Suspirei.

– Hum... – foi a única coisa que consegui dizer.

Ele sorriu.

– E por que sentiu algo por mim? – queria ouvir da boca dele o que pensava que seria a resposta.

– Hum... você é Brasileira, é bonita, me atraiu de alguma forma. – ele sorriu.

– Bons argumentos. – sorri de volta.

Meu celular vibrou em algum lugar da minha bolsa.

Remexi-a na bagunça que estava e então achei-o.

– Alô?

– Aonde você tá garota? – ouvi meu pai resmungar do outro lado do telefone.

– Em algum lugar. – provoquei-o.

– Diz agora! – ele gritou.

– NÃO! – gritei de volta.

– Se não me dizer te expulso de casa! – ele gritou mil vezes mais alto que da última vez.

– Passo mais tarde pra buscar minhas coisas. – desliguei meu celular e joguei-o contra a parede branca do quarto de Bruno.

– Tudo bem? – ele perguntou preocupado.

– Nada bem! – eu disse coçando a cabeça e colocando uma mecha atrás da orelha.

– Vamos fazer alguma coisa? – ele perguntou.

– Depende da coisa. – eu disse sorrindo maliciosamente.



Notas finais
Looh
@looh_reis
xx