Subumano
1 Subumano
Notas iniciais
SUBUMANO
Nuvens negras
Nuvens negras
Pairam sobre meu nariz
Minha vida não segue normal
Eu não consigo libertar-me desse mal
São essas tardes tristes e cinzentas
Elas me deixam infeliz
A vida passa singela
Desfilando em minha janela
Eu vejo meus sonhos passando
Vão se jogando
Em um precipício sem fim
Os narcóticos que corroem meu corpo
Morto
Flutuando em uma névoa escura
Junto a meus amigos a roda continua
Então andamos em círculos na rua
Nuvens negras
Nuvens negras
Passando sobre a cidade
Amaldiçoando bons e maus
Um manto de maldade
Armas passam pelas mãos
E o sangue que encharca o chão
É o único que flui no coração dessa selva
Mendigos jogados nas ruas
Com seus trapos
Nos becos escuros como ratos
Boêmios bêbados gemendo suas mágoas
Para prostitutas mal vestidas
Pintadas
Para colorir o rosto pardo da noite
Onde a lua brilha no céu
Iluminando anjos nos bancos das praças
Nuvens negras
Nuvens negras
E eu continuo com meus amigos
E andamos em círculos
Na noite com suas luzes de neon
Caminhamos ébrios e sem direção
A vida louca que ainda carrego comigo
Combina com meu ar sujo
E o perigo que eu corro na cidade
Traz-me sensação de pura insanidade
Sinto-me livre por ter esse poder
Ainda que preso por não poder me livrar
De ser quem eu sou na noite
E ter encontros com a morte
E essas nuvens negras me acompanham
Nuvens negras
Nuvens negras
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