Notas iniciais
Quem quiser pode considerar essa fic um pronologo da minha outra fic, Lúcifer... Ou será que seria um epilogo? Sempre confundo essas palavras, mas enfim, entenderam né... E não é necessário ter lido a outra fic para entender essa. Escrevi essa fic na mesma época em que escrevi Lúcifer porque enquanto escrevia, parei para pensar e notei que nunca mostraram o que aconteceu com o Mukuro nesses quase 10 anos em que ele ficou preso e... 10 anos é tempo pra muitos pensamentos, mas se em algum especial chegaram a mostrar algum dia, então não cheguei a ver ne, descuido meu.

1° Ano

Ando com a cabeça baixa, nas ruas de Namimori, olho apenas os pés das pessoas, para que “eu” não esbarre em ninguém, mas mesmo assim, um homem de meia idade que parecia estar com pressa, esbarra em mim. O homem me mostra um olhar irritado como se não tivesse sido culpa de sua distração e própria estupidez.

“Si-sinto muito”, sussurro, olhando para baixo e fazendo uma leve reverencia. O homem apenas me ignora e continua andando como se esse simples fato tivesse estragado seu dia.As pessoas estão cada dia mais estúpidas, dando atenção apenas aos seus próprios e insignificantes problemas e depois começam a falar coisas do tipo “temos que salvar o mundo” ou “o mundo esta cada vez pior, onde ele vai parar?”... Inúteis.

Continuo andando para um lugar que meu verdadeiro eu não sabe onde é, apenas esse meu outro corpo... Observo algo interessante, por uma fração de segundos, O chefe da família Cavallone junto com o guardião da nuvem da Vongola. Começo a sentir vontade de, movido pelo meu puro e profundo tédio, ir provoca-los e começar uma luta, mas mesmo que aquilo tenha prendido minha atenção, desvio o olhar e continuo andando para esse tal lugar no qual eu sei, mas ao mesmo tempo, não sei onde é... Afinal, onde estou indo?... Mesmo que eu me pergunte, sei que ninguém ira responder...

Depois de algum tempo, minha Chrome finalmente chegou ao lugar onde estava indo: Kokuyo Land. Pelo jeito, Ken a mandou ir comprar alguns doces, de novo.

– Demorou, Guyon.– Ken reclama, como sempre.

– ... De-desculpa... – “Eu” sussurro.

Chikusa apenas ignora a discussão entre minha Chrome e Ken, como eu faço. Quantas outras discussões terei que testemunhar ate que eu possa ter aquela minha falsa liberdade de volta?

3° Ano

Meu corpo acorda com uma voz que me chamava, mas que não pronunciava meu nome. Uma voz que eu conhecia a um bom tempo, mas que ao mesmo tempo, me é estranha por seu tom irritado e direto.

– Oye, Chrome!Acorda logo, Giyon! – Reclamou, do mesmo jeito que sempre fazia quando ia me acordar.

Não falo nada, apenas acordo e sento, silenciosamente... Não sei quanto tempo passa, mas me sinto entediado, mesmo que meu corpo não demonstre... Uma rotina que não posso escapar, um corpo que se mexe sem meu controle...Uma vida que vivo, mas que não me pertence.

Fico assim, parado... Ou deveria dizer “parada”?... Sempre é assim. O tempo continua passando. Ele não para... Apenas vai passando... Passando, cruel e lentamente, até que você perca a noção de certas coisas.

De repente, noto que “eu”, estou andando em Namimori, mas não dou muito valor para esse fato, isso é algo que sempre acontece. Um corpo que é, e ao mesmo tempo, não é meu...Por causa disso, sinto, mas ao mesmo não sinto as coisas ao meu redor. Apenas sinto o que quero, mas ao mesmo tempo, o que não quero, e tem um alto preço a se pagar por isso: a dor e o quente sangue que escorre pelo seu corpo no campo de batalha e a necessidade de lutar por minha vida, seguido pelo cansaço por culpa do grande esforço e concentração que se deve ter para possuir alguém, e logo em seguida... O pior, mais gélido, mais solitário, mais entediante e agonizante castigo... Voltar para o lugar onde a luz do sol e nem o som conseguem alcançar, o lugar com a maior segurança no mundo, que dizem ser “impossível” de escapar... Prisão Vendicare.

E agora, o que me resta? Simples, apenas observar cada passo da minha Chrome, como fiz nesses últimos anos, enquanto espero meu plano de fuga obter frutos...

5° ano

– Concentre-se mais. – Digo, rispidamente, olhando para o meu aluno.

– Mas... Cabeça de abacaxi, você poderia falar coisas mais úteis ao invés dessas estúpidas frases. – Diz o sapo, com seu habitual olhar indiferente.

– Cale a boca e continue. – Falo, sem tentar esconder meu ódio e irritação, mas sem vontade de começar uma discussão desnecessária e gastar ainda mais minha energia.

– Mas... Shishou, estamos fazendo essa inutilidade a quase meia hora, você não poderia me ensinar alguma coisa mais importante... – De novo, o sapo reclamava, sem fazer o que eu mandava... – Se é que você é realmente um ilusionista tão incrível como dizem que é.

– Oye, Fran!Cala a boca e cria uma ilusão que preste, guyon! – Ken aparece para fazer o que eu não tive vontade de fazer: discutir com meu ingrato pupilo.

– Oh, Ken-san, não se intrometa na conversa dos outros, isso é tão mal educado... – Reclama com um ar de desinteresse e indiferença, enquanto se sentava em um dos degraus da sala, para depois continuar com sua estupidez.

– Se o cabeça de abacaxi shishou não consegue nem mesmo domesticar seu cachorrinho ou fazer um penteado descente, como ele deseja me ensinar a fazer ilusões de qualidade?

– O que? Quem você esta chamando de cachorrinho? – Ken reclama e se prepara para atacar o sapo, enquanto Chikusa tentava segura-lo. – E só porque o Mukuro-sama tem um abacaxi na cabeça, não o trate como se ele fosse um inútil, guyon!

Pego meu tridente e espeto a cabeça do meu nada adorável discípulo e do meu pouco inteligente servo, para depois disso, me sentar no sofá da sala. Já fazia alguns anos que estávamos em Kokuyo Land, mas a posição do sofá e dos outros poucos e gastos objetos continuavam os mesmos.

– Quem disse que vocês poderiam perder seu tempo conversando? – Pergunto, com uma aura assassina ao redor, tentando esconder meu cansaço. – Continue treinando!

– Hai hai, shishou.

Fico observando-o por alguns minutos e começo a avalia-lo. Não estava indo tão mal, mas tinha muitos pontos que precisava melhorar. Suspiro levemente e fecho os olhos por alguns segundos, depois de notar que eu não poderia suportar mais.

– Deixo o resto com você, minha Chrome...

Aos poucos, começo a sentir frio e as coisas ao meu redor ficam escuras, até que o silencio predominou. Não sei o que aconteceu com os meus subordinados ou o meu inútil pupilo, apenas tento pensar em qualquer coisa aleatória para não precisar sentir o frio da água ao meu redor e o cansaço caindo sobre cada parte do meu corpo... Há quanto tempo que não sinto o calor do sol?O frio da neve?Ou simplesmente ver as sakuras florescendo?... Há quanto tempo que a única coisa que eu realmente consigo sentir é a exaustão de possuir um corpo, o cansaço psicológico de ter que lidar com meu ingrato discípulo e a dor de um grave ferimento em meu corpo?... Há quanto tempo que eu comecei a me perguntar esse tipo de coisa que antes, me parecia tão ridículo? Rio com desprezo... O que seriam mais alguns anos de tortura, para quem já estava destinado ao inferno?

7° ano

– Na-não...Você deveria imaginar melhor como deveria ser a ilusão... – Minha Chrome sussura, enquanto o insolente apenas a escuta indiferente.

– Hai hai.

Provavelmente já fazia alguns meses dês de que minha Chrome me substituía em algumas ocasiões para ensinar o sapo. Mesmo que as lições fossem apenas uma vez por semana, começou a ser cansativo estar presente em todas as aulas, a falta do costume de aparecer regularmente nesses últimos anos estava mostrando suas conseqüências. Aparentemente, ao possuir um corpo toda semana, irei só conseguir me manter estável por quinze minutos, mas pelo jeito, não teria muitos problemas...Minha Chrome, mesmo sendo pouco autoritária, poderia cuidar da maior parte das situações que ocorrem. Minha presença realmente não é muito necessária...

Mas não importa, meu único objetivo no momento é sair desse inferno que chamam de Vendicare, para depois possuir o corpo do atual 10° Vongola e finalmente destruir a máfia, para em seguida, obter o controle do mundo. Coisas que não possuem relação com esses meus objetivos, não deveriam e não são de meu interesse...

De repente, noto que enquanto eu estava submerso em meus pensamentos, minha Chrome começou a olhar envolta, para analisar a ilusão criada por Fran... Não é tão ruim. Uma das salas da mansão Varia, provavelmente o lugar onde ele fica enquanto espera que designem-no para uma nova missão... Já fazia alguns meses dês de que o estúpido sapo começou a fazer parte do esquadrão de assassinos e começou a usar aquele ridículo chapéu...

Enquanto minha Chrome olhava ao redor e avaliava a ilusão, vejo algo que chama minha atenção, um calendário pendurado em uma das paredes, mas, o que realmente é curioso, é a data que o calendário mostrava. Hoje é nove de junho?Talvez... Se não for, já passou.Quando se está aprendendo a criar ilusões, normalmente reproduzimos com exatidão lugares que estamos acostumados a ver, cada detalhe que poderia passar despercebido por alguém desatento...Por isso que dizem que ilusionistas têm uma boa intuição, na verdade, é apenas o julgamento que seu subconsciente faz, após notar e analisar inconscientemente cada detalhe.

Parando para recordar... Era realmente nove de julho o tal dia? Não me lembro mais... Aniversários não são realmente para você, é como o nome, seriam para as pessoas ao seu redor, então realmente não importava se havia passado ou se é hoje...

9° ano

O costume é algo assustador, quando é somado junto ao tempo. Você consegue se acostumar com o frio, o silencio, o cansaço, a solidão, o tédio... Mas tem algo que você pode se esquecer, mas nunca conseguir se acostumar: seu corpo.Já me esqueci de como é respirar, já que quando possuo o corpo de Chrome, não tenho necessidade de respirar, ela continua lá, então é encarregada disso... Também não me lembro de como é andar com meus próprios pés, como é sentir o vento, como são os sabores das comidas. Já não faço idéia de como é, ou era, meu cabelo... Ironicamente, só lembro-me como fazer meu penteado por causa da Chrome... As vezes ate me pergunto também qual a sensação de enxergar com seus próprios olhos?...Sinceramente, já me esqueci até mesmo como se faz para virar a cabeça para observar algo que quero realmente ver ou como movimentar meu corpo para fazer algo que é de meu interesse... O tédio que a vida proporciona faz com que tenhamos pensamentos desnecessários, todavia tenho tempo de sobra para me dar ao luxo de “usufruir” de tais pensamentos ridículos, não?

Pergunto-me quanto tempo fazia dês de que eu não conversava realmente com alguém. Uma conversa casual e qualquer, ate mesmo me pergunto se já tive esse tipo de conversa; Quanto tempo também fazia dês de que alguém falasse com minha Chrome com a intenção de falar comigo?; Creio que já faz algum tempo, os únicos que tentavam falar comigo através dela eram Ken e Chikusa, mas esses pararam de fazer isso já faz alguns anos...Provavelmente já aceitaram o fato de que eu e Chrome não podemos conversar livremente, apenas em situações de emergência ou quase morte, que é quando seu espírito fica em um estado em que não tem mais tanta ligação com o corpo, tornando mais fácil o contato entre vivos e mortos ou dois espíritos... Provavelmente Ken e Chikusa devem estar considerando eu e Chrome pessoas diferentes, como os Vongola.

De acordo com algumas informações que obtive, os Vongola estão me procurando, já que minha Chrome “desapareceu” a algum tempo e, conseqüentemente, eu também.Porque estão me procurando? Obvio, porque precisam lutar. Recentemente, uma nova família apareceu com o objetivo de destruir a Vongola... Millefiore parece ser uma família forte e um de seus chefes alguém com um poder de destruição fora do normal.

“Mukuro-sama...” chamou minha Chrome em seus pensamentos, enquanto se concentrava em criar uma ilusão para despistar alguns black spells.

“Sim... Minha Chrome?” Respondo, esperando que ela pudesse me ouvir. Sua ferida não esta tão profunda para estar em um estado de quase morte, para poder escutar minha voz, mas, esta psicologicamente cansada, o que causa o desespero e a sensação de que sua vida ira acabar, o que compensa seu estado físico.

“...Vo-você vai ajudar o boss...?”, paro para pensar durante alguns segundos, ate que começo a rir.

“Não... É apenas para o meu próprio beneficio”, respondo. A vida na máfia realmente me causa repulsa... Após a destruição dos anéis Vongola, tornei-me inútil para eles... Desprezíveis. Não tenho a intenção de ajuda-los ou qualquer outra pessoa relacionada à máfia, apenas quero ter certeza de que Byakuran não conquiste o meu objetivo de controlar o mundo e destruí-lo e acabar com a Vongola e o resto da máfia.

4 meses depois

– Como? Como descobriu?

– Simples. – Disse, calmamente enquanto sorria. – Pelas flores.

Conseguir notar algo como isso com um simples detalhe... Que homem assustador. Todas as vezes que tomo o lugar de alguém, ate hoje, ninguém nunca conseguiu me descobrir tão rápido, algumas vezes nem mesmo os próprios pais conseguem notar. Rio levemente, para logo, começar a luta. Um de nos deveria sair dali com pelo menos alguns ferimentos graves, ou ate mesmo morto... Um teria que perder, para o outro ganhar e cumprir seus objetivos... É assim que é a lei, não da máfia, mas da vida...

A luta vai se estendendo, até que a sala mostra o pior dos cenários, pelo menos para mim. Uma box que agora me é inútil, um ferimento em meu olho, o cansaço que me impede de criar mais ilusões...

– E se eu disser que esta sala é cercada por uma barreira especial, que deixa o sol lá de fora entrar, mas que não permitem que os pensamentos passem...Você acreditaria?

– Do que você esta falando? – Falo com um ar de deboche...Isso é ridículo, impossível. – Não entendi nada do que você falou.

Tento controlar minha respiração e esquecer a dor de meu olho, afinal, não é como se realmente estivesse machucado... Parece que esse corpo alcançou seu limite, acho que esta na hora de voltar...

– Eu me diverti bastante. – Falo, antes de ir embora. Tranqüilizo-me e me preparo para voltar... Mas o que?

– Se você esta tentando contactar o seu outro eu, será impossível, Mukuro-kun. – Diz o marshmallow. – Eu disse, essa sala é isolada de tudo. Levanto a cabeça para encara-lo.

Como assim...? Como ele...? Impossível.

– Não estou interessado em alguém que não tem os anéis Vongola, como você. – Fala, ainda sorrindo. – Então, talvez alguém deva te dar uma morte real. – Seu sorriso desaparece e sua expressão mostra apenas cinismo e superioridade. – Tchau, tchau.

Se meu corpo fosse capaz de demonstrar o medo e não fosse apenas uma ilusão real, eu possivelmente estaria tremendo. Que ridículo. Eu, um dos melhores ilusionistas, iria realmente perder para esse homem. Nunca achei que eu iria ter uma morte tão lamentável.

Não posso morrer por enquanto... Podem não sentir minha falta, posso não fazer diferença, posso ser apenas mais alguém esquecido pelo tempo ou odiado por esse tão citado Deus. Odeiem-me, esqueçam-me, podem até me procurar e me perseguir até a outra vida em busca de vingança, mas não desistirei até alcançar meus objetivos... Destruirei essa detestável máfia e não perderei perante um homem que planeja fazer isso em meu lugar, não nesse mundo...

Alguns dias depois

Dês daquele dia em que perdi de modo ridículo para o chefe da família Millefiore, perdi o contato com minha Chrome, mas...Vejo que ela está bem mesmo sem minha presença... É tão irônico que chega a ser engraçado. A única pessoa que, literalmente, não conseguiria viver sem mim agora consegue andar com seus próprios pés, caminhando por um caminho oposto ao meu...Ajudar o Vongola...A máfia...

Observo Byakuran se aproximar deles, após o tal jogo que ele tanto queria jogar, "Choice", e que obviamente, não teria como a Vongola ganhar... Posso ver a expressão de surpresa ao me ver... Realmente acharam que eu seria derrotado assim, tão facilmente? Tão ingênuos.

– A quanto tempo, Sawada Tsunayosho – Enquanto falo, crio uma ilusão.

– O-o cabelo dele está tão comprido – Creio que não é uma observação muito adequada para se fazer nesse tipo de situação, realmente ainda tinha muito o que crescer.

– Mas... Não estava ferido? -... Ferido? Aquilo? O 10° Vongola realmente me subestima.

– Tsunayoshi-kun tem razão, Mukuro-kun -... Suportou minhas ilusões...? Como era de se esperar de tal incomodo homem

– Não estão funcionando! – Gritou o 10°... Intensifico mais ainda minha ilusão, é detestável ter uma mera criança fazendo exigências e comentários sobre alguém que está “salvando-o”.

– Achei que tivesse destruído sua mente quando você possuiu o meu subordinado. Ou ao menos causei danos o bastante pra prevenir você de criar ilusões como está.

– Eu realmente achei que estava acabado quando fiquei preso naquele espaço selado... Após cair na sua armadilha. – Paro de falar, uma pausa pra pensar na ironia de minhas seguintes palavras... — Isso se eu estivesse sozinho.

– Entendo, então você tinha um amigo para abrir um buraco por fora.

...Amigo? Creio que não é necessariamente isso. Realmente não necessito amigos, apenas pessoas que possam ser usadas como eu desejar... Apenas isso que realmente importa.

– Ele está mais para uma criança mal educada que para um amigo.

Trocamos mais algumas rápidas palavras e intensifico mais ainda minha ilusão... Não funciona. Era de se esperar, a prisão faz com que a qualidade de minhas ilusões decaia drasticamente... Do mesmo modo que ocorreu com os meus cinco sentidos.

– Se quer mesmo me derrotar... – Faz uma pausa, para mostrar um sorriso cínico. – Pelo menos escape da Prisão Vendice e lute comigo pessoalmente.

...Está me desafiando...? Interessante. Quantos anos faz mesmo...? Oito? Não... Quase dez anos...Realmente, seria interessante ver como estão minhas ilusões após todos esses anos sem conseguir mexer nenhuma parte de meu corpo.

– Não se preocupe. O dia em que te derrotarei com minhas próprias mãos esta próximo.– Faço uma pausa e vejo surpresa nos olhares de todos. – Nos já fizemos nosso movimento...

Noto alguns olhares atônitos, até que a maior parte dos detestáveis da Vongola se afastam, me dando um pouco mais de liberdade para segura-lo por alguns segundos. Realmente, ele não perde por esperar... O dia de sua queda esta próximo. Vivi apenas para completar meus objetivos... Não importa como for, não deixarei um qualquer alcançar o que tanto almejei durante anos.

Notas finais
E termina assim!Parece meio vago esse final, mas quem quiser saber o resto é só assistir o anime/ler o mangá,né Não sei se ficou muito fiel ao Mukuro já que vejo ele como um personagem, no fundo, bem desesperado e melancólico, mas tão orgulhoso que tenta não demonstrar isso nem nos próprios pensamentos, só que não sei se consegui capturar essa excelência dele, então não deixem de comentar para ajudarem a melhorar a qualidade das minhas fics!
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!