Submisso

52 Capítulo 52 - Agressivo


Notas iniciais
>Olá!!! Voltei rapidinho, para sumir mais um tempo... XD >ATENÇÃO: Precisei editar um trecho desse cap, pois tinha esquecido uma informação! Nada demais, mas sou detalhista e não gosto de furos. XD (Conversa entre Draco e Pansy!) >Fran_Silva e JStark! Fiquei mais do que feliz com as recomendações. Amei as lindas palavras e serviram de entusiasmo para que, apesar da pilha de trabalho me aguardando, a musa retornasse e me ajudasse em mais um cap! Obrigada! >Vou começar a saga “respondendo aos comentários”, algo que amo fazer e que me deixa mt feliz, pois assim temos contato e, como eu já disse, milhares de vezes, não ganho nada com essa fic, só a satisfação e o prazer imenso de ter essa troca com vcs, por isso, obrigada pela presença, pela assiduidade e carinho de todos! >Aos erros... Vcs já sabem. >Feliz Páscoa e mts chocolates pra gente! (sou uma tarada por chocolates!) >Sem mais, AGRESSIVO!

Capítulo 52 — Agressivo

“_Suspeito que minha presença aqui deixará seu esposo inquieto, Severus. Ele e eu nunca tivemos a melhor das relações, admito. Caso deseje, posso pessoalmente explicar a Sirius que nós dois nunca trocamos uma carícia sequer!

Snape quase voltou a se engasgar depois de ouvir o amigo. O que Lucius tinha na cabeça?

_Nem pensar! Esqueça isso, Lucius. Sirius deve compreender que somos amigos, nada além de amigos.

_Certo, mas que fique claro: não pretendo causar nenhum tipo de aborrecimento a um doncel grávido. Devo admitir que, a julgar pela fama que eu tinha no colégio, até Dumbledore deve ter entrado para a minha lista – e se dispôs a relembrar os nomes de todos os alunos e alunas que, segundo a rádio corredor de Hogwarts, passaram pela sua cama.

Lupin corou de ouvir até o seu próprio nome. Por Merlin! A julgar pelo falatório incessante de nomes de homens e mulheres, Lucius teria que ter cursado Hogwarts, no mínimo, três vezes para dar conta.

_Vocês detentores de magia veela são muito presumidos – revidou Snape, enquanto Malfoy se gabava de ter, na verdade, conquistado a joia mais preciosa de todas: Narcisa Black.

_Severus, se eu fui a “desgraça de muitos pais de família”, nem mencionarei o seu afilhado. Pelos berradores que recebia enquanto ele cursava Hogwarts, nossa... Meu filho deve ter “arruinado a inocência” de toda a escola de feitiçaria e bruxaria.

Será que apenas Lupin se envergonhava ao ouvir aquele tipo de conversa? Bem, a julgar pela tranquilidade dos demais, era provável que sim. E então uma coruja irrompeu janela adentro, trazendo uma carta para Severus. Foi terno ver Lucius admirar a cena com certa nostalgia.

_Granger... Em meio a tudo isso ainda preciso verificar algo vital, segundo a jovem, que consta naquele livro medonho – convocou uma pena e respondeu rapidamente no mesmo pergaminho, despachando a coruja em seguida. – Ela virá na hora do almoço. Lucius, creio ser melhor aguardar por Draco lá em cima, no quarto. Certamente um auror estará com ele...

_É verdade, Lucius. O auror não entrará aqui, mas pode acontecer algum imprevisto... Creio até que deva descansar mais um pouco...

O loiro não discutiu, apenas obedeceu. Ficou de pé e refez o caminho de volta ao quarto... Seus passos pesados e ainda dificultosos foram ouvidos por toda a casa, abafando o som da lareira e da voz de certo jovem deveras aguardado.

_Padrinho?

Draco adentrou a sala e seguiu as vozes até a cozinha.

_É melhor eu verificar como ele está, Severus.

_Vá então, Remus... Eu espero por Draco aqui embaixo e...

_Já estou aqui, padrinho – disse com tranquilidade, o rosto adornado por um belo e jovial sorriso. – Bom dia.

Remus sorriu satisfeito e nem chegou a se levantar. Draco havia chegado, enfim... E tudo caminharia para uma solução.

_Bom dia, Draco.

_E então? O que aconteceu? É algo novo sobre a pressão de Harry ou sobre a gripe... Devemos mudar o tratamento ou...

_Calma, afilhado afobado. Creio ser melhor um tratamento de choque, concorda Remus? O lupino apenas assentiu. Se a intenção de Snape era avaliar a resistência cardíaca dos Malfoy, aquele era o momento mais adequado.

_Siga-me, Draco.”

Remus apenas observou o loiro seguir Severus, sustentando uma expressão de verdadeira estranheza. Pouco depois, uma coruja já bem conhecida por ele passou pela janela. A carta foi deixada em suas mãos...

Terminou o café e se dispôs a ler... E a cada letra, a cada parágrafo, seu semblante se tornava mais e mais sombrio. Nunca! Nunca permitira aquilo. Nem se deu conta de que estava rugindo, bem animalesco. Seu amaldiçoado lado lobo se descontrolou, soube disso ao sentir a carne da ponta dos dedos doer... As unhas cresceram rápido demais...

Por Merlin, precisava se controlar! Lucius estava no andar de cima, debilitado... E Sirius então? Sirius estava grávido... Não podia ser alvo de um homem-lobo descontrolado. E nem era lua cheia! Sabia que não se transformaria completamente, mas a instabilidade causada por aquelas linhas escritas numa letra determinada, ah... Faziam seu lobo se convulsionar de ódio.

Com todo o poder mental de que dispunha, fechou os olhos e respirou fundo... Obrigou aquele ser animalesco a ficar bem quieto dentro de si. Não permitiria que nenhum outro traço da besta se exteriorizasse... Como doía! Doía ter que pensar naquela possibilidade... Queria rasgar... Queria lacerar... Queria destruir...

_Remus? – A voz grave de Severus o fez voltar a trilhar o caminho do controle e da ponderação.

Quando abriu os olhos, o pocionista estava sentado a seu lado. Não havia vestígio algum de medo nele, pois a expressão fria e distante, aquela que sempre sustentava numa aula de poções, estava lá, ainda que os olhos, outrora cheios de ódio para consigo, demonstrassem apenas preocupação e zelo.

_Minha poção mata-cão é mais que eficiente, Remus, mas não acaba com a transformação... Seu lobo e você são um só, sabe disso. Precisa ter foco... Relaxe. Não me obrigue a te lançar um desmaius.

_Ah, Severus... Severus... – E sentiu-se ser abraçado pelo amigo.

Muitos minutos foram gastos até que o amigo tivesse conseguido, de verdade, se acalmar. Apenas quando soube que não havia mais risco algum, afastou-se um pouco e voltou a se sentar numa das cadeiras próximas.

_E então?

Remus finalmente abriu os olhos. E foi impossível não se assustar, enquanto Severus reparava a mesa do café que, pobrezinha, havia sido parcialmente destruída (por ele mesmo), sem que nem ao menos tivesse se dado conta. Pelo menos, parte do café da manhã havia sido preservada...

_Não se preocupe com a mesa, Remus. Viu? Pronto... Está tudo bem. Tudo exatamente no lugar e sem nenhum arranhão. Contudo, não posso dizer o mesmo do pergaminho. Foi estraçalhado e danificado de tal forma que... Enfim, o que aconteceu? – E demorou-se em examinar os pedaços irreparáveis do pergaminho. – O que de tão nefasto chegou aos seus olhos através dessa carta para, incrivelmente, abalar a sua inabalável serenidade, prejudicando até mesmo a minha invejável poção mata-cão?

_Dora... – E aproveitou para divagar acerca da última vez que fizera contato com a ex-mulher... Bem, na verdade, ainda não haviam resolvido todas as questões legais, mas, de fato, estavam separados...

_Remus...

_Dora quer que Teddy vá morar com ela.

O professor mais sombrio de Hogwarts o encarou com profundidade. Em sua imensa sabedoria, Severus sabia que não havia palavra alguma que pudesse confortá-lo. Separar Teddy de Remus? Ah, Tonks realmente desejava fazer algo tão cruel? O menino tinha adoração pelo pai. Na verdade, Teddy nem mencionava a “mamãe” nos últimos tempos.

_E o que você pretende fazer, Remus? Sabe que ela... Ela te tanto direito quanto você sobre a guarda de Teddy.

_Ela me traiu, Severus... E não, não estou sendo vingativo, nem nada do tipo. Acha que não sei a importância que uma família completa faz a uma criança? Acha que não penso sempre que Teddy deveria ter a presença de ambos, minha e de Dora, na vida dele?

Silêncio foi a única resposta que obteve de Severus.

_O que quero dizer é que eu não estou com Teddy para me vingar de Dora... Nunca faria isso. Eu nunca transformaria meu filho num objeto tão vil...

_Remus, sei disso. Calma... Disse o que disse apenas para alertá-lo. Caso não chegue a um entendimento com ela, tudo será muito complicado.

_Sei disso, Severus... Dora mencionou que serei citado em breve sobre o nosso divórcio e que, nesse mesmo momento, falaríamos sobre o nosso filho. O que vou fazer?

_Em primeiro lugar, não adianta ficar tão tenso. Não pode se descontrolar desse jeito. Falaremos com nosso mais que solícito advogado para tomar as providências necessárias.

_Eu não vou permitir que o meu filho cresça longe de mim, sob a influência do... Padrasto, aquele... Cretino, traidor!

Os olhos dourados lampejaram de raiva, mas logo voltaram à serenidade, sob a atenta expressão do amigo.

_Padrasto? Então Tonks está mesmo num novo relacionamento, de fato, estável?

_Está. Está sim... Mas essa não é a questão... Como posso deixar meu filho nas mãos de um casal que me traiu por mais de um ano? Não posso, Severus. Simplesmente não posso... Teddy ficará comigo.

_Remus, calma... Sabe, reforçarei os ingredientes calmantes da sua próxima poção... Creio que deva pensar em procurar um parceiro, meu caro. Seu lobo precisa ser... “Adestrado” urgentemente.

_Severus! – E quem o repreendeu não foi o amigo lupino, já que este estava mais que vermelho de vergonha...

Sirius descia as escadas com uma expressão endurecida. O animago não gostava nadinha das tiradas cheias de sarcasmo do marido. Aproximou-se da mesa e sentou numa das cadeiras para, em seguida, prosseguir.

_Remus, ignore-o. Severus deve ter sido afetado por algum confundus recentemente. Remus não é gay, amorzinho.

_Ouviu isso, Remus? O meu queridíssimo esposo está convicto sobre a sua orientação sexual... Incrível como os donceles ficam desorientados quando estão grávidos...

O objeto da discussão já não conseguia nem olhar para os dois. A face já estava quente. Será que esses dois não tinham mesmo um limite? Era inacreditável que os dois estivessem ali, bem na frente dele, discutindo se preferia homens ou mulheres. Por Merlin!

Felizmente, Draco desceu as escadas e o fervoroso – e constrangedor – debate acerca de sua sexualidade fora interrompido. O loiro estava visivelmente emocionado, o que era raro para um Malfoy.

_Padrinho... Padrinho ele que saber...

_Draco, nenhuma palavra. Nenhuma mesmo, não com a sua escolta particular lá fora. Não podemos nos arriscar. O que “você” deseja, Draco? – E pela entonação, o loiro soube que o “você” era ninguém mais ninguém menos que o seu amado pai.

_Certo. É sobre a “nova família”... Pediu que eu esperasse para conhecê-los, mas... Padrinho, eu não posso esperar mais. Preciso ir à Malfoy C.O., ou Pansy devorará o meu fígado e depois tenho que ir à universidade. Não posso mais faltar a nenhuma aula e teremos uma aula sumamente importante na parte da tarde...

_Vá Draco... – Pediu o lupino, aproveitando para se levantar e se afastar da mesa. – Eu explicarei que você não pôde mais esperar.

_Obrigado. Eu voltarei depois, assim poderei conhecê-los – e mal o loiro sumiu nas chamas verdes e Lupin desaparecia escada acima, as chamas verdes voltaram a decorar o fundo da lareira.

A cabeça de Adam Taylor resplandecia nas labaredas, anunciando que eles estavam a caminho. Como levaria Frederick e Esther, aparataria no quintal da residência em instantes. E foi, realmente em instantes, pois mal o rosto jovem do advogado os abandonara, puderam ouvir o som característico deixado pelo mais comum dos transportes bruxos.

_Aguarde aqui, Sirius. Vou recebê-los – e convocou um pequeno frasco direto do seu laboratório particular. – E, por Merlin, não se esqueça de que são trouxas. Eles sabem que somos bruxos e que somos casados, contudo, é melhor ter cautela.

O doncel revirou os olhos e teve vontade de soltar um belo palavrão, mas optou por comer alguma coisa. Seu filho estava esfomeado, por Circe! Tinha vontade de comer tudo o que pudesse alcançar.

Pão, bolo de caldeirão, leite com, fruta, suco de abóbora... Nossa, estava num frenesi... Perdeu-se entre o pão e o queijo. Estava mesmo com fome... Precisava de mais, afinal, só três pães com queijo era pouco. E foi comendo um pedaço de mamão com bolo de caldeirão que os novos hóspedes de Prince’s House o viram.

_E aquele – indicou Severus depois de estar a alguns segundos observando a cena, acenando na direção de Sirius – é o meu esposo, Sirius. Ele parece um pouco agressivo de tão voraz, mas não temam. Sempre temos alimentos suficientes em casa... Apesar de parecer que não temos uma refeição adequada em dias, ou que não temos talheres... – E Sirius percebeu que devorava pedaços de mamão com as mãos, ignorando a colher ou qualquer outro dos talheres que estavam sobre a mesa.

_Ah, desculpe, senhor Snape, mas... É mesmo o seu “esposo”? – Perguntou Esther que, encantada com a visão arrebatadora que era Sirius Black. – Parece uma lindíssima mulher, se me permite...

Frederick, de tão impactado com a beleza do “esposo do senhor Snape”, nem conseguiu falar. No mesmo instante, teve um pequeno frasco disposto bem a frente de seus olhos, com um “beba” num tom irritado saindo dos lábios do dono da casa.

Sirius sorriu, já acostumado com aquelas reações estranhas para consigo. Ser um doncel não era mesmo nada fácil. Ainda sorrindo, limpou as mãos e convidou a senhora a se sentar. Assim que a viu, ficou encantado. Era uma mulher de semblante terno, porém firme. Ela desprendia uma aura de carinho e autoridade. Era incrível.

_É um prazer, senhor Sirius. Sou Esther e este – disse a mulher, trazendo Fred para junto de si – é meu neto, Frederick. Nossa, como o senhor é bonito!

_Ah, obrigado. É um prazer conhecê-la e ao seu neto também. Gostariam de me acompanhar? Esse pequeno está faminto hoje – e riu-se ao apontar para o próprio ventre. – Imagina quando nascer!

Snape apenas afundou o rosto nas mãos, enquanto Fred esbugalhava os olhos e Esther, simplesmente, caía sentada na cadeira, entre ida e abobalhada com a revelação mais que bombástica.

_Sirius... O que eu disse sobre o fato de eles serem trouxas?

_Ora, Severus – começou o doncel, enquanto, preocupado, abanava o rosto da mulher. – Eu pensei que eles soubessem do nosso bebê... Será que ela está se sentindo bem?

_O que fez a minha mãe, Black? – E o tom irritado na voz de Lucius só fez Snape querer se afundar na grama do quintal, lá fora, bem longe daquele circo.

Remus vinha logo atrás do patriarca Malfoy, já mais sereno e com a pele na cor normal. Percebeu a “leve” tensão no ambiente, embora não tivesse entendido o motivo, não até o cachorro começar a latir.

_Ora, eu não fiz nada. Apenas mencionei minha gravidez... Senhora, sente-se bem?

Lucius se aproximou, mas antes que pudesse fazer qualquer coisa para ajudar, a própria Esther reagiu. Sorrindo, a mulher segurou as mãos de Sirius, uma expressão de assombro e êxtase no rosto.

_O que disse, senhor Sirius, é mesmo verdade? Quer dizer, depois que vi as minhas malas quase se transformarem em formigas e termos aparecido aqui... Mas um homem... Tem certeza de que o senhor é um homem?

_Vovó!

_Ora Fred, “ela” disse que é “ele”, quer dizer, “ele” disse que não é “ela” e que está "grávida", não... Quer dizer, "grávido"...

Lucius riu como ninguém ali jamais tinha visto. Até Remus ficou impressionado, pois, após anos conhecendo a fama de requinte dos Malfoy, aquela reação tão... Expansiva, por assim dizer, não combinava em nada com ela.

_Ha, ha, ha... Ora, mãe. Sirius está mesmo grávido – e riu mais um pouco antes de, finalmente, conseguir se aquietar. Então, mirou a dona Esther com profundidade para, ainda sorrindo, explicar. – Severus e ele se casaram e esperam a chegada do primeiro filho. No mundo dos bruxos, existem pessoas fantásticas como Sirius. Eles não são varões, como eu, Severus e Frederick – e Remus se surpreendeu por ter sido excluído da listagem. – São donos de uma beleza ímpar, quase inumana... Proporcionam um prazer indescritível a quem os possuir – e Sirius já não conseguia se decidir se continuava ali ou se corria para o quintal, para assim se enterrar na grama, tal como Severus desejara –, além do fato de serem capazes de gerar bebês bruxos muito poderosos... Por isso são muito cobiçados. Nós os chamamos de donceles.

_Oh, inacreditável, não é, Fred?

Frederick voltara a olhar meio abobalhado para o esposo do “esposo do senhor Snape”, ao que o marido de plantão resmungou algo sobre ter que fazer uma poção mais forte.

_Então, está mesmo grávido?

_Sirius está grávido, mãe. E você terá a oportunidade de presenciar o crescimento desse bebê, afinal, ficaremos aqui por algum tempo. O senhor Taylor mencionou que a senhora não deseja ficar longe de casa por muito tempo, mas peço que reconsidere. Assim que eu explicar a situação, concordará comigo.

_Lucius, não podemos... – Começou Frederick, depois de fazer um verdadeiro esforço para desviar os olhos da miragem que era o “esposo do senhor Snape”. – Vovó tem o emprego dela e eu tenho a faculdade. Não podemos desaparecer assim. E a nossa casa, bem... É tudo o que temos. Também não queremos incomodar o senhor Snape.

_Frederick, vamos encontrar um jeito de acertar os detalhes. Sua faculdade não será prejudicada. E também pensarei numa forma de proteger Andy de qualquer possível perigo. Quanto à casa... Mãe, gostaria de conversar com vocês dois sobre ela... Vamos subir? Remus, poderia me ajudar a mostrar os quartos?

_Ora, será um prazer... Olá, sou Remus Lupin. Também sou um hóspede aqui... – E internamente teve até vontade de rir, imaginando que Severus deveria abandonar a docência e investir no ramo hoteleiro. – As bagagens de ambos estão com você, Severus?

_Sim, estão. Adam me entregou antes de partir para uma reunião às pressas no Ministério – e aproveitou o momento para entregar as bagagens reduzidas a Remus. – Sintam-se em casa. Em breve um dos elfos irá chamá-los quando o almoço for servido.

_Um dos elfos? Nossa! Que incrível! – Disse Frederick, agora sim, bastante confuso. – Vocês também têm anões como os dos livros de Tolkien?

_Tolkien? Do que está falando, por Merlin? Não se pode ter anões no Mundo Bruxo, Fred... Eles não são comercializáveis... – Esclareceu Lucius, antes que Frederick se parecesse muito com Arthur Weasley e suas tradas trouxas.

O loiro se dispôs a subir a escadas mais uma vez, sendo acompanhado por sua pequena comitiva. Já o casal Black-Snape foi deixado sozinho... Sirius estava bastante irritado com todos aqueles eles e elas, mas nada superava a raiva que sentia do marido... Por Circe! Snape tinha insinuado que ele era um morto-de-fome-mal-educado!

_Bolo de caldeirão com mamão? Por favor, Sirius, não faça como o seu afilhado. Não sei se suportarei vê-lo degustar chocolate com tomate.

_E o que importa o que eu coma? Afinal, para quem passa fome, Severus, a qualidade da alimentação não importa muito, não é? – Esbravejou o doncel, fazendo uma carinha tão sexy, segundo Severus, que foi impossível não ir até ele e, literalmente, arrastá-lo para longe da mesa.

O pocionista o encurralou numa das paredes, aproveitando para apalpá-lo com gosto, além de beijá-lo de forma sufocante. Sirius era mesmo uma aparição... A pele de alabastro, sem nenhuma imperfeição... As melenas longas e sedosas... Os lábios carnudos, macios e doces... Como resistir?

_Tudo o que você coloca dentro dessa sua boquinha me interessa deveras, Sirius. – Revelou enquanto delineava os lábios do menor com a ponta dos dedos. – A quantidade é restrita: só o meu – e se esfregou nele, deixando claro a que se referia. – E a qualidade... Oh, por Merlin, é óbvio que o senhor meu esposo está mais do que bem assessorado nesse quesito, afinal, sou bom em tudo o que faço. – Concluiu, lambendo-o bochecha abaixo, chegando ao pescoço.

Aproveitou para sugar com afinco e determinação de atleta, marcando-o de forma evidente. O doncel gemeu, tentou afastá-lo, mas falhou miseravelmente, voltando a ser imprensado na parede.

_Sev... Aqui não... Alguém pode... Aaah...

Sirius se derretia, incontrolável, devido ao toque das mãos grandes do marido, agora já descendo pelo seu corpo, ávidas por apertar tudo o que pudesse pelo caminho.

_Er, professor Snape... – E a voz de Hermione reverberou pelo recinto, enquanto Sirius desejava virar fumaça.

_Senhorita Granger... Pensei ter lido em sua carta que viria apenas na hora do almoço – relembrou o professor, como se ter sido pego dando um amasso homérico fosse tão normal quanto avaliar o clima.

Hermione esperou que o professor se virasse, encarando-o de frente. Preferiu não falar nada sobre o que presenciara, até porque, Sirius estava ao encabulado que dava vontade de abraçá-lo. Os donceles poderiam ser particularmente fofos...

_Sei disso, professor. Peço desculpas... Contudo, a questão é mais complexa do que imaginei a princípio. Revi as informações – e balançou uma das mãos, na qual trazia aquele livro, o famigerado livro que elucidara a desgraça na qual Sirius tinha sido envolvido pelos pais puristas.

_Certo Hermione, sente-se, por favor – começou o professor, todo e qualquer vestígio do “tarado” de instantes atrás desaparecendo completamente. – Afinal, o que descobriu nesse livro que pode nos ajudar no caso da Skeeter?

+++++++++++++++++++++++++++++++

_Exatamente, senhor. O senhor Draco Malfoy retornará, em breve, a seus afazeres. Quanto a sua solicitação, enviarei a confirmação hoje, no mais tardar até as 16:00.

A voz de Pansy ainda pairava no ar quando o loiro, apressado, adentrou o escritório.

_Oh, querido chefinho, enfim decidiu voltar ao trabalho! – Sorriu sacana a loira, aproveitando para convocar uma pilha de pergaminhos oficiais, além de indicar a mesa da qual Draco já deveria estar fazendo uso há algumas semanas. – Ora, está com um ar tão... Feliz... O que foi? Fez alguma estripulia com o meu Harry ontem?

_Pansy, agora não temos tempo para a suas gracinhas. Deixemos os assuntos pessoais para depois, sim?

_Certo, certo... Só espero que não tenha deixado o seu esposo lindo muito... Cansado.

Resignado quanto ao tipo de mente poluída que tinha Parkinson, o jovem Malfoy se dedicou a analisar contratos, avaliar pareceres e, com uma atenta Parkinson, reorientar a linha de produção de pelo menos uma das empresas vinculadas à Malfoy C.O.

No que pareceram 100 horas depois, embora apenas algumas horas tivessem transcorrido, a amiga lhe trazia uma renovadora xícara de café, a qual agradeceu imensamente, degustando aquela maravilha como se dos lábios do esposo se tratasse.

_Há mais alguma urgência, Pansy?

_Não, Draco... – Respondeu, enquanto conferia a mesma pilha de pergaminhos. – Por hoje, é só. Não esqueça que sua aula na faculdade hoje só começa às 16:00, portanto – e seus olhos rápidos miraram o relógio -, ainda dispõem de algum tempo para almoçar... Ah, e claro, antes de ir à aula precisa encontrar o senhor Weasley. Quem diria, não? Aulas de condução trouxa-bruxa! Eu pretendo iniciar a minhas em breve... São apenas duas semanas.

_Nossa, Pansy... Depois de parecer que estivemos trabalhando o equivalente ao mês inteiro, você me bombardeia com mais e mais. Você tem mesmo um desejo sádico de me torturar com tantos documentos para avaliar, não?

A loira sorriu, concordando com a delicadeza proferida acerca de seus “desejos”.

_Pansy, preciso te contar algo muito importante. Vamos almoçar juntos?

_É sobre esse semblante de extrema felicidade? – E ao que o esnobe Malfoy assentiu, ela prosseguiu. – Adorarei saber o que o deixou tão exultante, Draquinho. Ah, minha nossa, com tanto trabalho quase me esqueci de te contar sobre Theozinho...

_Theodore? O que ele tem agora? Aconteceu alguma coisa em Bristol? Ele está bem?

A preocupação era perceptível, tanto que a loira precisou segurar a mão do amigo e sacudi-la de leve, como se dissesse: “calminha, está tudo bem”.

_Conte logo de uma vez, Pans.

_Parabéns, Draco... Seremos tios. Theo está grávido... – E como não identificou uma expressão de genuína surpresa no chefe, presumiu que o veela havia tido acesso prévio a certas informações. – E você já sabia... Draco! Tinha que ter me contato no mesmo instante!

_No começo, eu não sabia... Suspeitava, só isso. E então Severus me disse... Como ele está? Theo é um varão... Ah, Pansy. Não sei se Theo tem estabilidade emocional para uma gestação...

_Vamos almoçar? Eu gostaria de te contar com detalhes o que encontrei quando fui à Bristol... Na verdade, pretendo passar uma temporada por lá apreciando o legado dos Nott para a belíssima Bristol – E riu, no que foi acompanhada por Draco.

Os dois rumaram para um restaurante luxuoso, numa área nobre da Londres Bruxa. A refeição transcorreu sem nenhuma anormalidade, embora, para o gosto de ambos, tivesse sido muito corrida.

Pansy deixou Draco inteirado das peripécias de Theo e da complicada situação na qual se encontrava, fazendo com que se comprometesse a ir até Bristol e ter uma conversa séria com o mais novo grávido. Era evidente a preocupação com o mais frágil do ninho de serpentes... A vida dele nunca havia sido fácil e a promessa que todos fizeram, aquela de protegê-lo acima de tudo (até da sua própria estupidez), ainda estava de pé, firme e forte... Para sempre.

Depois de assegurar que faria o possível para ir à Bristol ainda naquela semana, Draco reiterou que não permitiria que Theo continuasse a agir de forma irresponsável com a própria saúde. Além de destacar o óbvio: Gabrielle nunca permitiria que nada, nada mesmo, prejudicasse Theo, nem mesmo a teimosia dele.

Antes de se retirar, o loiro se aproximou de Pansy, cochichando algo em seu ouvido. A cada palavra, a bela face da “funcionária mais que competente” se contorcia entre surpresa, assombro e incredulidade.

_Vá até Prince’s House e fale diretamente com ele, agora preciso mesmo ir. Não posso mais faltar a nenhuma aula. Até amanhã, Parkinson.

Tal foi o impacto da revelação que, inacreditavelmente, Pansy Parkinson ficou sem palavras...

++++++++++++++++++++++++++++++++

“As horas passaram voando naquela tarde. Entre brincadeiras de Teddy e Madeleine e almoço e lanches – saudáveis para Harry, é claro – a noite caíra. Molly e as crianças já haviam ido e Harry, mais uma vez, percebeu o cansaço se apoderar de cada partícula consciente de seu cérebro.

Tomou um banho demorado e não teve mais forças nem para voltar à sala e aguardar Draco para jantarem juntos. Impressionava-se com a quantidade de horas que seu corpo necessitava repousar. Nossa, parecia um urso em hibernação, por Circe!

Perdeu-se em pensamentos sobre as filhas, roupinhas e berços. Sonhou ou imaginou um quarto de criança perfeito, cheio de ursinhos felizes? Ah, não fazia ideia... Mas havia uma única certeza: a sensação morna que o incitava a abrir os olhos era bem real, assim como as vibrações daquela voz de anjo bem pertinho de seu ouvido.

_Amor... Acorda... Harry... – E mais beijos em sua nuca o fizeram se arrepiar inteiro.

_Draco... – Sua voz estava pastosa, meio mole e bastante desejosa de continuar a ser alvo daquelas carícias.

Assim que abriu os olhos contemplou todo o espetáculo que tinha sobre si: um loiro, alto, corpo definido – que nem as vestes caras conseguiam ocultar -, de olhos ávidos cujo cinza resplandecia felicidade.”

_Acordado, Harry? – E o beijou nos lábios, só para provar daquele sabor único, sem igual... Só dele.

_Sim... Embora passe a maior parte do dia dormindo... Draco, isso é normal?

A carinha preocupada do esposo o fez ter vontade de voltar a beijá-lo, todos os problemas sendo ignorados no mesmo instante. Theo grávido e recusando Gabrielle... Hermione ter faltado à aula... O próprio pai com a saúde debilitada... Ah, nada disso tinha relevância naquele momento precioso, naqueles minutos sagrados de intimidade entre ele e o doncel.

_Harry, é claro que é normal. Além de você estar grávido, a sua pressão arterial está sofrendo um controle severo. Seu corpo está se adaptando às mudanças, amor. Estive com o senhor Weasley... E me matriculei nas aulas de condução trouxa-bruxa. Fiz inclusive minha primeira aula hoje. Em duas semanas eu me tornarei o seu motorista particular, Harry.

_Só duas semanas? Por Circe, prefiro ficar bem quietinho em casa...

Draco o encarou.

_Está duvidando das minhas habilidades, testa rachada? – E ao que Harry nada disse, prosseguiu. – Em uma só aula, eu já dominei o veículo. Em duas semanas, serei melhor que o senhor Weasley. Um Malfoy é sempre melhor em tudo... Meus filhos serão também, pode acreditar no que digo.

_Oh, é mesmo, loiro de farmácia?

_Está duvidando?

Draco sabia que os “cumprimentos gentis” entre ambos serviam para estimular a já inexistente rivalidade que, na verdade, no passado servira para criar uma atmosfera de tensão entre ambos... Já no momento, excitava-os mais.

Vê-lo sorrindo para si era o melhor dos prêmios... Ser beijado por ele então, ah... Era a mais divina das graças... Adorava quando era o alvo de toda aquela sedução. Desejava sê-lo... E, logicamente, cuidaria para que fosse o único.

_Eu quero comprovar, Draco.

_Quer comprovar se eu posso dirigir? – Respondeu dando corda ao esposo. Embora soubesse bem que a intenção de Harry não era discutir acerca de volante, embreagem ou freio.

_Não é bem isso o que eu quero comprovar...

A voz delicada do esposo havia se transformado num encantamento quente e sexy. E tê-lo sobre si, sentando sobre as suas pernas... Merlin! Era demais... Queria contar a ele tudo o que havia acontecido durante o dia, mas era impressionante como a sua racionalidade de esvaía à medida que seu veela se excitava...

_Disse que em uma única aula foi capaz de dominar o... – E se esfregou nele, fazendo o loiro gemer de prazer. – Carro... Será que consegue fazer o mesmo... Comigo?

O olhar avassalador do qual foi alvo fez Draco estremecer. Como aquele moreno tinha tanto poder sobre ele? E o seu veela então? A magia selvagem se convulsionava dentro de si, desejosa por sair e se enfiar no corpo apoiado ao seu. Era enlouquecedor... Deliciosamente enlouquecedor.

_Harry... Eu preciso te contar algo muito importante...

_Depois... – E o beijou de novo, mordendo a parte inferior dos lábios. – Depois Draco... Agora... Eu quero ser... Dominado...

Draco o puxou pelos cabelos, toda a extensão da convidativa pele do pescoço de Harry ficando ali, exposta, a sua disposição.

_Quer ser dominado, Harry? – Ah, o seu veela iria se fartar naquela noite.

O beijou no pescoço, aproveitando para atacar a nuca, um dos pontos sensíveis do doncel. A magia veela se expandiu imediatamente, envolvendo Harry, excitando-o ainda mais.

Rasgou as roupas do esposo e apreciou inteiramente nu, deliciosamente, sentado sobre si. Os pedaços de tecido foram muito bem utilizados... E logo tinha um ex-jogador de quadribol, bem atado pelas mãos, à enorme cama de dossel, a peça mais bela daquele quarto.

_Vou cumprir o seu desejo, Harry – e os seus olhos se fartavam com aquele espetáculo.

Deixou a magia veela fluir sobre o corpo do moreno que, agora, gemia descontroladamente. Enquanto se desnudava de forma lenta, o seu veela apreciava o trabalho bem realizado... Ah, Harry estava à beira do gozo.

_Aaah... Draco... Me solta...

Rindo, o loiro se projetou sobre ele e balançou a cabeça negativamente... Dominador, lançou-se ao árduo trabalho de lamber, chupar e beijar cada pedacinho de pele que pôde tocar. Cada gesto era feito com muito cuidado, afinal, o moreno trazia dentro dele dois bebês, frutos da paixão e do amor que professavam um ao outro.

Foram minutos inteiros de uma deliciosa tortura para o moreno. A combinação da magia veela e dos toques em seu corpo o faziam tremer dos pés à cabeça... Era impossível prosseguir na trilha da sanidade, não com aquela boca descendo tronco abaixo...

_Por favor...

_Shiii... Calma, amor... Não farei nada muito... Agressivo... Embora você merecesse pela sua petulância.

_Ah... Draco, me solta...

Abriu as pernas firmes e bem torneadas do esposo, para então se dedicar a dar atenção àquela parte de sua intimidade. Sugou com força, da glande até a base, mordendo de leve, sentindo cada espasmo do corpo que tanto amava fazer seu.

Antes de prosseguir, fez um feitiço lubrificante. Harry se contorceu de prazer com a sensação e não ficou nem um pouco mais calmo quando Draco introduziu um dedo em sua entrada, iniciando um vai e vem, para logo aumentar o número de dígitos... Dois... Três...

Enquanto o preparava, Draco mantinha o ritmo intenso de sobre e desce, sugando o falo do esposo com determinação de enlouquecê-lo de prazer, mas sendo maldoso o suficiente para fazer com que a sua magia veela o impedisse de se derramar por inteiro.

_Ah, não... Não... Assim não...

Draco sabia que o esposo estava perdido em meio às sensações que ele provocava. Ah, a pele clara estava perolada e o peito do doncel arfava. Não podia ver os olhos verdes, pois Harry os fechara... Perdido em prazer e, em certa medida, em desespero por não conseguir tocar o marido.

_Harry...

_Ah! Não, não... Assim... Assim você vai me matar!

Matar? Nunca... Todas as suas ações eram apenas para fazer com o seu sexy leão tivesse uma vida longa e feliz. Afastou-se e se posicionou, conduzindo seu pênis até a entrada estreita e sufocante para, em seguida, introduzir-se de uma só vez, tendo como resposta um espasmo de prazer.

_Abra os olhos, Harry.

Começou a se mover, lentamente, fazendo um grande esforço para se concentrar e não se derramar inteiro dentro de Harry tão logo foi envolvido pelo calor apertado do qual tanta falta sentiu o dia inteiro.

_Vamos, amor... Olhe pra mim...

O corpo do doncel balançava sensualmente ao acompanhar a coreografia já tão bem ensaiada por ambos, noite após noite. Como pôde, abriu os olhos. E o viu, meio desfocado, mas o viu. Sabia bem que aquela criatura única, cuja magia o envolvia e aquecia, só poderia ser o seu marido veela apaixonado e, praticamente, assassino, pois, caso continuasse assim, cometeria um homicídio.

_Vai me matar, vai me matar...

As estocadas foram ainda mais precisas, todas direcionadas para aquele ponto que fazia Harry gritar.

_Aaaaah, Draco!

_Um Malfoy é o melhor em tudo... Até em... Aaaah... Dominar o esposo e matá-lo de prazer...

O seu veela estava feliz, tanto que decidiu parar de torturá-lo. Nada mais impedia que Harry chegasse ao clímax o que, de fato, ocorreu instantaneamente. O orgasmo foi tão profundo que Draco o sentiu em si mesmo, o canal apertando-o até a medula.

O loiro acompanhou os gemidos e extravasou a sua semente dentro daquele corpo delicado. Gentilmente, o acariciou e beijou, o ósculo trocado ainda com um Harry meio ido e a ponto de desfalecer.

_Draco...

Harry sentiu-se ser desamarrado. Sabia que atiçar um veela era potencialmente perigoso, contudo, se a resposta que teria sempre fosse aquela... Ah, o faria mais vezes. Foi envolvido pelos braços do marido que murmurou algo sobre Dobby ter enviado o jantar...

Jantar? Não... Não seria necessário... No momento ele estava mais do que bem alimentado. Descobrira que adorava essa faceta mais agressiva do marido.

Notas finais
Dobby deu três toques na porta, ao que ouviu a voz de um dos seus amos, num tom baixo e muito zeloso. _Entre Dobby... _Dobby trouxe um chá para os nervos, senhor, um chá para o amo Harry dormir bem, sem pesadelos. O loiro estava sentado na beira da cama, degustando a refeição que o mesmo elfo havia enviado mais cedo. Já Harry, bem... _Dobby, Harry está dormindo... Muito bem... Por que teria pesadelos? Os olhinhos do elfo estavam vidrados no moreno que, a despeito de toda a sua preocupação, dormia profundamente. Dobby deixou o chá sobre a mesinha de cabeceira, bem ao lado do seu “ídolo” e contou o motivo de tamanha preocupação. _Dobby ouviu gritos, senhor... Draco enrubesceu, imaginando ao tipo de “gritos” aos quais o pequeno elfo se referia. _Oh, senhor... O amo Harry Potter sofreu algum ataque? – E Dobby convocou diversos pedaços de tecido, sob o olhar atento de um loiro bastante vermelho. – Precisamos encontrar quem o atacou, senhor! Vou comunicar aos aurores! Draco Malfoy apenas esfregou o rosto com as mãos, enquanto Dobby aparatava, deixando-os sozinhos. Em sua mente, imaginava mais umas mil e uma maneiras de ser preso por atacar Harry Potter, o herói do Mundo Bruxo.