Submisso

39 Capítulo 39 - Rebab, Sonserinos & Veelas


Notas iniciais
Olá!!! Desculpe a enorme demora! Ando muito atribulada ultimamente, mas nunca abandonarei a fic, podem ter certeza!
Enfim, esse cap é mais um da Rehab. Teremos mais. As coisas estão em suspenso... Por enquanto, vou aliviar os corações das tensões e apenas escrever situações mais amenas (por enquanto).
Sem mais, REHAB, SONSERINOS & VEELAS!!!

Capítulo 39 — Rebab, Sonserinos & Veelas

_Já está feito, Fleur. Não há como desfazer... Ou é isso que está sugerindo?

_Por Circe Gabrielle, claro que não... Você está jogando um jogo muito perigoso.

_Não concordo contigo. Até porque, eu não estou jogando. Nunca estive tão certa do que fiz e faço. E... Bem, não consegui me controlar. E será uma surpresa para os dois também. Pansy está me ajudando... Eu já tenho as vestes prontas. O atelier está à frente do projeto triplo, como madame o chamou.

_E se um deles disser não? E se os dois disserem não?

_Não dirão. Nós nos amamos, irmã. Fique tranquila. Pansy já enviou todos os convites necessários. Será muito íntimo, sabe disso. Pouquíssimas pessoas virão. Blaise está cuidando da parte mais estratégica, junto com Pansy. Tudo esta sendo, por assim dizer, multiplicado...

_Por Circe, Gabrielle... Você perdeu completamente o juízo! O que nossos pais disseram? Você deveria ter me contado isso antes. Eu teria tentado...

_Tentado me impedir... É, eu sei. Por isso, optei por manter sigilo de você também. Ma chère... Nossos pais já sabem e estarão aqui no dia combinado. Ganhei até um super presente. Sabe a herança da vovó... Papai acertou alguns detalhes e repassou o meu quinhão. Já tenho praticamente tudo pronto... Faltam apenas alguns detalhes da decoração.

Fleur ficou literalmente de boca aberta. A irmã, a sua doce irmãzinha, estava se mostrando uma pessoa premeditada e muito prática. Será que isso era influência dos sonserinos, como Bill, desconfiado, os chamava?

_Não tema por mim, irmã. Ao contrário... Fique muito feliz, pois é esse o sentimento que me envolve desde que cheguei da França. Estou transbordando de felicidade. Soyez heureux pour moi, ma sœur. Em mais alguns dias...

_E os Weasley? O que disseram? E o professor Snape?

_Ah, Molly Weasley é a pessoa mais compreensiva do mundo... Mesmo com toda a confusão causada por Draco, encontrou um tempinho para nos ajudar. Ela já deixou tudo preparado e, pessoalmente, cuidou de convidar os mais próximos. Creio que só está encontrando dificuldade para contar ao senhor Weasley e a Ronald. Mas o fará, ainda que seja no dia em si – concluiu a veela, rindo da cara de total estupefação de Fleur. – E segundo Pansy, ela mesma comunicará ao Professor Snape, ao padrinho de Harry e ao lupino. Embora, apenas o senhor Lupin saberá exatamente o que estamos tramando.

_Oh, mon Dieu! Vocês vão mesmo até o fim com tudo isso? Por Circe... Gina sait ce que vous prévoyez, ma sœur? Elle sait ce que vous avez fait? – E o tom de voz beirou ao de uma confissão, pois, se aproximando delas, vinha Draco.

Gabrielle gargalhou alto e apenas balançou a cabeça negativamente. A loira não tinha contado nada à Ginevra, mas suspeitava que a ruiva intuía que algo havia mudado. Uma mulher sentiria... E, mesmo que não a envolvesse diretamente, ela estava sim envolvida... Magicamente envolvida. Gina era parte ativa e integrante, conscientemente ou não.

_Oh, Gabrielle, je crains beaucoup pour vous...

_Ne te inquiètes pas, Fleur. Draco, venha! – Chamou bem alto. – Já cansei das recomendações da minha irmã mais velha. Vamos começar logo com nossas aulas. Na verdade, não há muito para ensinar. Não há uma ciência exata para utilizar a magia veela. Desde que você consiga controlá-la, o restante é bastante natural.

_É Draco, mas não seja "natural demais", pois estamos justamente tentando evitar que a sua magia natural se volte contra você, lembre-se sempre disso.

Gabrielle abraçou Draco, depois o puxou para perto de si, aproveitando para sussurrar em seu ouvido.

_Ser um veela não é nenhum pecado, Draco. Ao contrário. Não tema ser o que você é, apenas tente não se perder, em meio a nossa poderosa magia.

_Muito bem, Draco, vamos lá... – Começou Fleur, ao mesmo tempo em que tentava enviar para as profundezas da mente as loucuras que a irmã fez e fazia. – O primeiro passo é reconhecer a magia veela e identificá-la. Deixe-a fluir...

_Oh, isso não é bom. Não gosto muito das mudanças que ocorrem em mim quando faço isso. Tudo bem... Como desejarem.

Gabrielle deu saltinhos no ar. Ela sabia, sentia que o loiro era bastante poderoso, mas o medo que tinha da agia veela o impedia de perceber todas as capacidades que já deveria ter desenvolvido.

_Oh, querido. Qual é o problema em ficar ainda mais desejável?

Draco sorriu e permitiu que a magia veela fluísse. Sabia que se Harry estivesse por perto, não poderia se controlar. Talvez, o arrastasse pela areia da bela praia e o carregaria para longe, afundando-se nele ali mesmo, em meio às ondas tranquilas.

Sentia os cabelos esvoaçares. Sabia que os seus olhos brilhavam agora e que, sua pele, estava extremamente convidativa. O veela era assim: corpo de Afrodite, cabeça de Atena, maquinações de Ares e de alma tão profunda quanto o mais vasto Tártaro de Hades. Não era mesmo nada bom ter um veela como seu inimigo.

_Parfait!

Fleur ria da felicidade de Gabrielle. Como aquela menina... É, a seus olhos, a irmã ainda era uma menina, lidaria com o que tinha feito? Oh, por Circe!

_Très bien, Draco!

_Merci, Gabrielle.

_Draco, agora pense em Harry.

O loiro seguia as indicações de Fleur e sua magia veela se soltava com mais desenvoltura.

_Consegue senti-lo?

_Sim, consigo. Ele está triste – e sorriu, cheio de si. – Está sentindo a minha falta. Mas não posso localizá-lo. Ele está longe daqui... Longe de mim...

_Ah, mas ele está bem acompanhado. Hermione nos contou que recebeu até algumas visitas hoje – continuou Fleur, sorrindo travessa para Gabrielle que assentia com vigor, enquanto Draco as mirava com um ar de profunda interrogação.

_É verdade. Blaise foi visitá-lo e um homem... Ah, qual era o nome mesmo dele? Je ne me rappelle pas...

_Blaise... E um homem? Quem? – Questionou o veela, os olhos faiscando de raiva nada contida. Para Draco, só de imaginar alguém se aproximando do seu moreno acabava com qualquer possibilidade de se manter sereno.

_Ninguém, seu tolo – revelou Fleur. – Draco, seu controle é péssimo. É uma evidente e nada refinada provocação... É incrível que se deixe levar assim, tão facilmente.

_Teremos muito trabalho, irmã. Imagina quando Draco descobrir que Theo colecionava fotos de Harry?

_COMO?!

O grito do esnobe Malfoy, nada polido deve-se destacar, foi ouvido do andar superior, no qual Pansy, Gina e Theo acertavam os últimos detalhes do grande segredo que vinham escondendo há certo tempo. Na verdade, tudo começou de um disparate de Gina... E agora, ali estavam eles, todos envolvidos com contratações e convites.

_Nossa, o que foi isso?

_Não ligue, Gina... Draco anda muito explosivo ultimamente. E as vestes?

_As vestes estão aqui, já separadas, Pansy. Será que acertamos todos os tamanhos?

_Claro que sim... Sua mãe nos auxiliou nisso. E também em todo o resto... Como teríamos conseguido sem a senhora Weasley?

_Oh, mamãe é incrível, Pansy. Ela consegue cuidar da casa, de todos nós e ainda dos amigos, sem nem se cansar.

_Por falar em cansaço... – E a sonserina apontou para a cama na qual, há mais de vinte minutos, Theodore ressonava, vítima de uma incomum sonolência. – Theo não acordou nem com o grito medonho de Draco... E ele costuma ser tão ativo. Meu irmãozinho está bem?

Gina lançou um olhar carinhoso à cama, depois à Pansy e balançou a cabeça positivamente. Só então, prosseguiu analisando um enorme pedaço de pergaminho.

_Bem, todos foram informados e já temos os meios adequados para trazer todos aqui. A decoração está pronta e a faremos a disposição da mesma na véspera, de madrugada. Ah, mal posso esperar. A minha preocupação continua sendo Harry...

_Não se preocupe com ele. Hermione nos disse que o trará aqui, talvez hoje ainda. E se algo eu aprendi em Hogwarts, é que a Granger é competente. Faremos tudo na praia, certo?

_Certo... Já temos as mesas, as cadeiras, tudo reduzido para não chamar a atenção. Sou muito boa nesse feitiço, Pansy.

Parkinson a encarou e assentiu. A ruiva era, realmente, excepcional no feitiço reducto, disso não havia dúvida alguma. Tanto que, nem mesmo Draco foi capaz de se dar conta do que estavam organizando. Ah, seria incrível ver a expressão de “como assim?”, bem estampada na carinha altiva do loiro.

_Então, parece que não há mais nada a fazer... O que já não está terminado, está em processo de finalização.

Gina assentiu e foi até a cama na qual um Theo dormia, um raro semblante de pura inocência bem estampado em seu rosto. A ruiva se deitou do lado dele e se aconchegou, sorrindo pelo calor que irradia do seu parceiro.

_Também está cansada?

_Um pouco, Pansy... Não sei bem o porquê, mas ando meio sonolenta também.

_Vocês três devem estar praticando muito francês pela madrugada, não? – E as gargalhadas de Gina foram inevitáveis. Nem assim Theodoro acordou. – Vou aproveitar o momento para conversar pessoalmente com o senhor Lupin. Volto rapidamente – e aparatou, deixando Gina e Theo sozinhos no quarto.

Como se apenas esperasse Pansy sair, Theo se mexeu na cama, abrindo os olhos profundamente negros e encontrando o sorriso iluminado da ruiva. Gina era muito bonita e ficava ainda mais irresistível quando, toda delicada, lhe fazia aquele carinho nos cabelos castanhos. Ela tinha os olhos decididos e a pele mais convidativa ao toque que Theodore conhecera... Na verdade, ela e Gabrielle se fundiram em seu coração, como se fossem uma só pessoa, uma só tentação e necessidade. Não podia mais viver sem elas... Era difícil ficar longe das duas... Sufocava de ansiedade quando não tinha, pelo menos, uma delas a seu lado.

Sentia-se tão estranho... Bem, de fato, era mesmo muito estranho... Todas as sensações que andara experimentando nas últimas semanas, fizeram seus conceitos sobre as relações entre magos mudarem da água para o vinho. O que vinha acontecendo entre eles então, nossa, o deixava vermelho de vergonha, tanto que talvez seu rosto ficasse ainda mais rubro que as melenas da jovem Weasley.

O dia no qual as encontrou, aquele famigerado dia no pub trouxa, o Pub do Confessionário, como contou Blaise, marcou o início da sua própria transformação. Ele, antes tão cheio de si e autoritário, mais parecia agora um cordeirinho, de tão manso que havia se tornado. Estava tão tranquilo, tão em paz com o mundo... Nunca, nunca mesmo vivenciara esse tipo de sentimento: o que saber exatamente o seu lugar na ordem das coisas, sem mais conflitos ou indecisões. Ele, Theodore Nott pertencia à Gabrielle e à Gina.

Lembrou-se do efeito que Harry causou nele, quando o encontrou em Malfoy Manor... Tão patético! Isso nunca mais voltaria a acontecer. Ele, o silencioso, manipulador e sagaz sonserino fora completamente revirado pela ação daquelas duas mulheres. Sua natureza reservada o impedira de conversar sobre a sua relação com os amigos sonserinos.

Draco andava muito atribulado com Harry, então não o pressionou muito. Já Pansy e Blaise... Por Merlin, os dois o alugavam, vez por outra, com o meso repertório de perguntas enxeridas. “Como é ter um ménage diário, Theo?”, não cansava de perguntar a loira intrometida... Ou então, Blaise, com as suas perguntas mais incisivas “Como se sente sendo alvo da paixão de uma veela? Gabrielle já devorou você, irmãozinho? Ah, minha mãe já namorou uma veela uma vez... Ela me contou coisas bem interessantes... Cuidado, Theo, ou vai ficar sem sentar direito por semanas!”

Ser alvo da paixão veela... Foi toda uma surpresa, na verdade. Desde aquela noite no pub trouxa, praticamente passou a viver com as duas, sem nem ter se dado conta. Dias depois, os três já compartilhavam mais que a saliva quente dos beijos e a malícia dos toques... Apenas três dias depois, os três se embolaram entre os lençóis da grande cama de casal da nobre família Nott que, na verdade, resumia-se a ele mesmo. As ações daquela primeira noite ainda estavam bem vívidas na sua memória, até porque, as repetiam incansavelmente desde então.

“_Vamos, Theo... Je te veux... Je veux tous les deux...

Gabrielle o empurrou sobre a cama. De onde ela tirava tanta força, sendo tão delicada e feminina?

Gina o olhava com fome... Ah, era isso mesmo... Fome, uma fome insaciável parecia escorrer pelos olhos da ruiva que, sem esperar que ele pudesse se incorporar melhor no colchão, se lançou sobre ele, deixando-o nu com uma magia não verbal.

_Ah, Gina... Espera... Espera...

Como não se sentir uma vítima impotente, quando suas mulheres de infarto se jogavam sobre você, exigindo toda sua masculinidade?

_Ma rousse... Faire Theo se détendre...

As palavras de Gabrielle foram seguidas pelas ações nada pudicas de Gina que, depois de beijá-lo e morder-lhe os lábios, dedicou-se a devorar seu pescoço, descendo pelo tórax e chegando até sua zona mais extrema e íntima. Não entendia o porquê, mais não foi capaz de reagir... Conseguiria reagir? Não, nunca...

Sentia-se tão necessitado quanto Gina, que, sem nem pestanejar, o acariciou, o toque das mãos delicadas o impulsionando a quase gozar... E quando os lábios volumosos o tocaram, iniciando pela glande e depois descendo até a base... Ah, quase gritou de tanta excitação. O prazer era intenso demais...

Nunca havia se sentido assim antes, muito menos apenas com sexo oral. Conhecia o próprio corpo e as reações que tinha durante o sexo, afinal, não era nada casto, digamos assim. Logo, havia algo ali que não se encaixava... Nunca, nunca mesmo tinha se sentido assim, tão entregue, tão indefeso diante de uma mulher... Bem, na verdade, diante de duas mulheres.

Perdeu-se nas sensações únicas experimentadas, dos lábios de Gina às incendiárias íris de Gabrielle. Para que continuar a se questionar, quando as tinha ali, quando elas o tinham ali? E então, sentiu seu membro já a ponto de explodir ser engolindo pela ruiva que, sem esperar que pudesse respirar, iniciou um voraz sobe e desce... Nada pôde fazer... Sem nem entender bem o motivo, apenas se deixou fazer, abrindo as pernas como se já estivesse mais que habituado a ser tomado por outra pessoa.

Não restava dúvida: havia algo a mais entre Gina e ele, algo que os incitava a se tocarem e a se entregarem sem pudor algum, levando-os a um prazer avassalador... E bastou abrir os olhos para descobrir o que os impulsionava a, literalmente, se comerem: Gabrielle. A veela sorria cheia de lascívia quando se aproximou de Gina (quando a ruiva havia perdido as roupas também?), erguendo o seu traseiro redondo e empinado...

A expressão da doce Gabrielle fora transformada. Pôde perceber a brutal mudança quando a loira, cujos cabelos esvoaçavam e cujos olhos transbordavam de magia, colou seu corpo ao da ruiva, que tanto prazer lhe brindava.

_Oh, ma rousse. Tu est parfait.

Ah, Gabrielle era uma veela poderosíssima, cuja magia selvagem extravasava pelos poros, alcançando-os e fazendo-os desejar... Desejar... E desejar... Desejar o quê? Bem, isso não ficou muito claro para Theodore naquela primeira noite, mas Gina sim já sabia, pois enquanto o sugava com ritmo e técnica inegáveis, a ruiva gemia de prazer... E era Gabrielle a causadora daquelas sensações. Ela se empurrava contra Gina que, irremediavelmente, perdia as forças nas próprias pernas. E então Theo teve um vislumbre do que a fazia gemer tanto... Mas isso não era possível, era?

Não estava sendo nada delicada aquela primeira vez... Mas não era mesmo para ser. Era instinto puro, sabia disso. A magia de Gabrielle estava se juntando a de Gina e a sua também... Ele não queria que parasse. Queria ser alvo da paixão da loira também! O que... O que estava pensando, por Merlin? Oh... O desejo de ser tomado pela loira cresceu, culminando com um jato quente de sêmen escorrendo de dentro de si, direto na boca sufocante da sua ruiva... É, Gina era igualmente dele.

O orgasmo de Gina veio em seguida, o consequente grito de prazer indo muito mais além do que um mero eco do seu próprio gozo. Ah, queria tanto sentir o mesmo! Mas como... Como seria? Não importava... Nada mais importava... Obedeceria a veela em tudo, se essa fosse a condição para se contorcer de prazer, tal como sentia o corpo delgado e perolado de suor de Gina fazer, ao cair sobre o seu.

Instantes depois, a ruiva o puxou para si, rolando-os na cama. A nuvem de prazer na qual estava inserido não foi suficientemente espessa para que não a visse: Gabrielle, no auge da sua herança veela, a magia poderosa a envolvendo e sacudindo o quarto inteiro, mesclando-se a sua própria magia e a de Gina. E... Havia mais... Então, seria assim?

_Não se assuste, meu amor – e apontou para si mesma, indicando a região baixo ventre. – Je suis une veela, Theo. Je domine mes partenaires...

O choque o emudeceu. Foi tudo tão rápido, que mal teve tempo de pensar a respeito. Quando deu permissão a ter sua entrada violada pelos dedos de Gabrielle? E como, por Merlin, pôde não se importar com a dor sentida? O prazer que sucedeu a dor de ter primeiro um dedo, depois dois e três, entrando e saindo de dentro de si mesmo afetou suas sinapses?

Curiosamente, Gina parecia sentir o mesmo que ele. Parecia? Não, não mesmo. A ruiva compartilhava sim das sensações que ele experimentava. Sem pensar muito nos próprios atos, viu-se a si mesmo beijando os lábios volumosos de Gina, engolindo os gemidos dela e também os seus, pois Gabrielle agora o tocava num local que o fazia perder as forças.

_Theo... – E ouviu o sussurro enlouquecedor da veela bem em seu ouvido, seguido de beijos molhados pelo pescoço.

_Como... Como é possível? – Conseguiu perguntar, um mínimo de coerência resistindo em sua mente, mas que logo nublada pela língua da ruiva que parecia mais ansiosa ainda que ele.

Os dedos foram retirados e percebeu a si mesmo gemendo em protesto. Como? Não... Não... Estava perdido! Incorporou-se sobre o colchão, desgrudando-se da ruiva. Algo nele, sua parte sonserina talvez, lhe dizia que caso permitisse, caso se deixasse tomar daquela maneira, ele mesmo seria completa e irremediavelmente transformado. Estaria disposto a isso?

Encarou a mulher deitada na cama, a bela mulher que o acariciava e lhe sorria, acalmando-o, dizendo mudamente que tudo ficaria bem e que ele era, enfim amado. Podia sentir o calor daquele amor, o que era estranho a sua natureza ofídia...

_Mon amour...

_Meu amor...

Ouvir as duas se declararem juntas... Ah, mereceria tanto carinho? Há anos vivia sozinho, tendo apenas nos amigos um vislumbre do amor protetor de uma família... Fugir? Escapar? Ah, não... Não era capaz de abrir mão desse calor passional.

_Eu amo vocês...

As mãos de Gabrielle o agarraram de forma possessiva, levando-lhe, posicionando suas pernas e levantando suas nádegas... E então, sentiu-se ser penetrado pela veela. Foi uma investida forte, sem lhe dar qualquer chance de fugir... Será que teria ânimo de escapar?

Enquanto Gina respirava acelerada pelas sensações compartilhadas, ele mesmo tinha seu corpo sacudido pelas estocadas profundas e ritmadas de Gabrielle. A magia veela os envolvia agora... Envolvia os três. Quando Gabrielle tocou sua próstata, perdeu as forças nos braços e foi acolhido pela ruiva que, mais que satisfeita, voltou a beijá-lo com intensidade, sufocando os seus gemidos de puro deleite...”

_Theo? Theo... Você está bem, meu amor?

Theodore a encarou.

_Estou... Estou, minha ruiva.

_Está com fome? Sinto que você está com fome...

_Não quero comer nada agora... Ando meio enjoado e com sono... Podemos só ficar aqui e dormir um pouco?

_Dormir? Mais? Theo...

Ele sorriu manhoso, fez uma carinha de “por favor” e pronto: Gina o abraçou e sussurrou um “tudo bem”, acolhendo-o com prazer. Instantes depois, novamente, Theo ressonava, alarmando-a sem que quisesse.

_Vou chamar um medimago, Theo. Mamãe me ajudará com isso...

Notas finais

Gabrielle, Gina e Theo... Espero que os leitores não me abandonem depois dessa surtada! KKKKK Pobre Fleur, o Chalé das Conchas não estava preparado para algo TÃO moderninho assim?