Submisso

41 Capítulo 41 - Reencontro


Notas iniciais
Olá!!! Como estão todos vcs? Bem, eu estou muito feliz com Submisso... Espero que me perdoem a falta de regularidade, mas não temam: eu sempre acabo uma história (mesmo que possa demorar um tempinho rsrs)Agradecendo a todos os comentários, às críticas, às puxadas de orelha e sempre rindo muito dos sustos que minha mente alucinada causa por aí... Sorry! XDCap 41, é isso mesmo??? UAU!!!Enfim, erros me aguardem!Sem mais, REENCONTRO!

Capítulo 41 – Reencontro

_Não sei, Hermione. É mesmo seguro? — Indagava Sirius Black, os olhos avaliando com desconfiança a bela máquina que tinha a frente de si.

_Claro que sim. O senhor Weasley foi até uma revendedora especializada. Até Pansy se empolgou...

Snape mirava a recente aquisição com desconfiança ainda maior que a de Sirius. Tinha bem vívido na memória o episódio dantesco, do qual o pobre salgueiro lutador fora vítima. Até mesmo os aurores que vagavam pelos terrenos externos da propriedade se aproximaram para, brevemente, reconhecer quem conduzira aquela “coisa” e, antes de voltar aos afazeres, murmurar “Weasleys”.

_Eu nunca teria imaginado que tantos bruxos se interessassem por eles. Carros! Quem diria, não é? Estou pensando em comprar um também... Lembra daquele modelo roxo, Hermione? Minha cara, não é?

_Ah, sim... Com certeza, Pansy. Embora esse verde aí também combine contigo.

_Com certeza! – Concordou Arthur, sentado no assento do motorista, um tapinha bem dado no volante do belíssimo sedã de luxo com verde metalizado. – Mas não se esqueça de que o Departamento de Transportes Mágicos anda muito exigente. Para conseguir a permissão para manejá-los terá que fazer um curso de capacitação... – E Arthur teria se perdido em mais uma infinidade de comentários acerca das leis bruxa e das implicações das novas regras aos motoristas bruxos que se aventuram na novidade: carros mágicos, caso Harry, ansioso, não tivesse interferido.

_A minha mala já está pronta. Dobby foi muito atencioso e me ajudou.

Sirius não estava ainda muito à vontade com a ideia de o afilhado entrar naquela banheira flutuante, com Arthur conduzindo, numa viagem bastante longa até o Chalé das Conchas.

_Calma, Sirius. Carros são seguros... Os trouxas andam neles o tempo todo, do mesmo modo nós usamos o flu.

Hermione enviou a mala de Harry para o automóvel e abriu a porta traseira, para que o amigo entrasse e se acomodasse. Fizeram um breve teste antes, ainda nos jardins de Malfoy Manor, e Harry nada sofrera ao passear no novo carro de luxo de Draco.

Foi incrível vê-lo então, bem disposto, voltar para dentro da mansão, cantarolando, enquanto Dobby o seguia bem de perto, prometendo arrumar rapidamente a sua mala. A felicidade do moreno era algo para se fotografar, com certeza!

_Seguros? Não sei não... Sev, o que acha de irmos junto, só para garantir?

Severus revirou os olhos, mas evitou fazer qualquer comentário maldoso sobre a sugestão do esposo.

_Não é possível... Há apenas mais uma vaga no momento, Sirius, pois solicitei que usassem o mínimo de feitiços no automóvel já modificado magicamente. Então, contamos apenas com a capacidade de voo, de fábrica, e com um feitiço de invisibilidade que, pelo que descobrimos, foi sugestão do senhor Weasley – respondeu a castanha prontamente, enquanto Pansy entrava no carro e se sentava, visivelmente excitada pela viagem, ao lado de Harry.

_Sev, então eu vou e...

_Nem pensar, Sirius. Você e meu filho não vão entrar nessa parafernália. Harry precisará de mais poções para amanhã, portanto, preciso terminá-las hoje ainda. Mais tarde Hermione nos informará sobre o trajeto, certo Hermione?

Enquanto Sirius fazia uma careta de desagrado, Hermione se aproximou do casal e sorriu para o mais que “fofo”, na sua concepção, padrinho de Harry.

_Claro que sim, professor. E não se preocupe, Sirius. Olhe para ele lá dentro, com Pansy. Viu como está feliz?

_Ora, eu sei, eu sei... Ele está muito feliz, é verdade. Mesmo que Harry deseje dar um soco em Draco, devido à cena de ciúmes que desencadeou todo esse transtorno, sei que é bem capaz de, instantes depois do soco, agarrar-se a ele e nunca mais deixá-lo respirar. Contudo, temo pelo que passamos durante a noite toda... Ele ficou tão mal...

_Não se preocupe, esposo – começou Severus em tom de brincadeira e com evidente prepotência. – A pressão arterial do nosso garoto de ouro está sob controle, cuide apenas para que nenhuma “magia instável” o prejudique. Isso é sério, Hermione. Se não for capaz de fazer exatamente o que solicitei, temo que tenha que, no presente instante, destruir a mais nova bela aquisição do meu afilhado e prender o esposo dele em casa.

_Oh, não, não será preciso. Farei exatamente como conversamos – e ergueu um frasquinho. – Quando estivermos no meio do caminho, farei Harry beber essa poção... Só não se ele vai gostar do resultado.

_Ora, não estamos aqui para fazer o que o mimado Harry Potter gosta.

_Severus! Eu afilhado não é mimado!

_Oh, claro que não... Eu quis dizer abusado... – E riu maldoso para o esposo, antes de completar. – Estamos aqui para cuidar da saúde dele, certo?

Ah, Snape não deixava passar nenhum detalhe, o que era surpreendente. O brilhantismo do pocionista era, de fato, inegável. Hermione balançou a cabeça, em total acordo com a última fala do ex-professor e depois sorriu, ao se lembrar do “diálogo ameno” que tiveram um pouquinho antes, mal Harry os deixou para arrumar a mala. Na verdade, Severus se alongou bastante em explicações...

“_Permitirei que o leve nessa caixa de metal por horas, senhorita Granger, desde que se comprometa comigo em algo bem simples... As irmãs veelas sabem perfeitamente controlar a magia poderosa que lhes é nata, portanto, não me causam nenhuma preocupação, o que já não posso dizer com certeza sobre o meu afilhado. Draco é inteligente e já deve ter compreendido como lidar consigo mesmo e a como se controlar minimamente, contudo... Ainda temo que uma simples emoção mais forte ponha a perder todo o meu trabalho...

_Professor, Pansy contou que Draco está se esforçando bastante e que Gabrielle e Fleur estão, realmente, ajudando e...

_Não duvido disso, mas ainda assim: precisa me prometer que a qualquer sinal de descontrole na magia de Draco, irá nocauteá-lo, entendeu bem?

_Quer que eu o estupore?

_Não há necessidade de sermos tão dramáticos, por Merlin! Um desmaius é mais que suficiente. E, como disse que a viagem será demorada, peço também que faça Harry dormir um pouco. Admito que estava certa e que o carro não lhe causará problemas, mas ainda assim ele precisa descansar. Como Sirius lembrou, tivemos uma noite penosa.”

– Ah, professor, pode ficar tranquilo. O senhor Weasley tem experiência em conduzir e o fará com muita calma. Além desta – e guardou o frasquinho nas vestes -, as demais poções que o senhor prescreveu estão bem seguras comigo, embora durem apenas até amanhã pela manha, correto?

_Exatamente, mas em breve terei um estoque inteiro. O novo componente demora um pouco mais para se harmonizar com os demais, contudo, não creio que teremos maiores problemas e...

A buzina do carro interrompeu o professor. De dentro da “bela nova aquisição de luxo” do senhor Malfoy, um Harry Potter acenava para Hermione.

_Vamos logo, Hermione!

_Vá, senhorita Granger, ou teremos um aumento de pressão devido à ansiedade! – E nem Sirius ficou sem rir da expressão que o marido mantinha.

Arthur virou a chave assim que Hermione se sentou a seu Aldo, no banco do carona, para logo partir num voo tranquilo.

_Ah, Sev... Estou preocupado, de verdade. Tem mesmo certeza de que ele está bem para fazer esse percurso e que...

Severus puxou Sirius para si e o beijou, aproveitando para morder os lábios no processo e invadir aquela exaltação ao pecado chamada de “boca”, que Sirius tão perversamente sustentava.

O animago resistiu no começo, mas logo se entregou ao ósculo, deixando que o marido o dominasse completamente. De fato, deixar-se controlar por Severus geralmente os levava a foder loucamente em algum lugar, qualquer lugar, desde que não fosse o já não tão imaculado laboratório particular em Prince’s House.

As mãos grandes do professor percorreram o corpo de Sirius, apalpando-o com força e erguendo-o pelas pernas, mal dando tempo ao doncel de se agarrar ao pescoço dele e se segurar para não cair.

_Ah, Sev... – E gemeu alto quando teve o pescoço mordido pelo marido esfomeado que, sem afastar os dentes, o carregou para dentro da mansão, imaginando em como poderiam utilizar novamente a banheira do quarto de hóspedes.

_Oh, por favor – pediu Remus, num tom bastante envergonhado. – Será que vocês dois não conseguem se controlar?

_Papi – começou Teddy, num tom de voz bem baixinho. – O tio Sev é um vampiro?

As gargalhadas de Lupin reverberam pelo imenso salão de Malfoy Manor, enquanto um Sirius muito vermelho se soltava do esposo e sumia escada acima.

+++++++++++++++++++++++++++++++++++

_Theo, você não comer tantos desses biscoitos...

_Por que não, Gina? Esses biscoitos são deliciosos...

A cozinheira que fizera os biscoitos, Fleur, nem mesmo estava ali para presenciar a briguinha, pois, juntamente com Bill, decidiu ir jantar na Toca e, possivelmente, ambos só voltariam no dia seguinte. Os demais, depois de preparem juntos um delicioso jantar, permaneceram por horas inteiras na cozinha, comendo e conversando. Terminada a sobremesa – terminada mesmo, pois não restara nadinha dela -, todos rumaram para a sala, estendendo a refeição com chá e biscoitinhos amanteigados.

Como a saleta do Chalé comportou tantas pessoas, nem Draco nem ninguém foi capaz de explicar. Contudo, ainda assim o lugar estava bem “recheado”: um loiro esnobe, um esfomeado Theo (agarrado a um gigantesco pote de biscoitos), uma preocupada Gina, uma Gabrielle encantada ao observar Theo se empanturrar de biscoitos e um Blaise que não parava de olhar pela janela, já aflito pela demora de Pansy.

_Porque você não estava se sentindo bem mais cedo, depois dormiu o dia inteiro e agora, depois de todos nós termos jantado e você ter repetido a sobremesa duas vezes... Por Merlin, Theo, você continua comendo! – E pegou o pote de biscoitos das mãos de Theodore, enviando-o para a cozinha com um feitiço, trancando a porta da mesma logo depois.

Blaise não pode deixar de se surpreender com o comportamento do antes quase recluso, Theodore. O sonserino realmente ficou irritado com a ruiva e todos, espantados, presenciaram uma batalha mágica pelo pote de biscoitos. A pobre porta da cozinha sofreu com os feitiços de abre e fecha, até Gina se irritar de verdade.

_Theodore, estou avisando: solte esse pote.

Draco gargalhava, acompanhado por Blaise. Ver o antes inabalável Theo correr até a cozinha, mais rápido que o colloportus preciso de Gina era, no mínimo hilário. Ouvir o consequente alorromora e presenciar uma ágil ruiva correr até a cozinha... Ah, mais hilário ainda.

_Gabrielle... Ha, ha, há... Resolva isso, minha cara – e o que mais Blaise diria foi abafado por...

_Reducto!

_Não! Por que fez isso?

Gabrielle correu até a cozinha, acompanhada de perto por Draco. Os dois veelas não tinham mais nenhum vestígio de diversão em seus rostos. A atmosfera pesou de tal forma que até Blaise, que mal podia se respirar de tanto rir, engoliu as gargalhadas em frações de segundo, e os seguiu, deparando-se com uma das cenas mais... Surreais...

Gina com a varinha ainda levantada, mas em franco declínio, com a expressão mais que assustada... A ruiva parecia horrorizada. Antes mesmo de Gabrielle se aproximar, ela já estava junto de Theo.

_Por que você fez isso? – Perguntou novamente o sonserino, mas havia tanta dor na sua voz, que os veelas ficaram penalizados.

_Oh, Theo... Desculpe, desculpe... – E a pelo tom de voz, os demais ocupantes da cozinha sabiam que Gina também sentia o pesar do parceiro.

Gabrielle deixou sua magia veela se expandir e acalmar seus dois amores, mas pareça que Theo não queria – ou não conseguia – se acalmar. Não havia mais pote algum nas mãos do moreno, nem em qualquer outro lugar do recinto, o que os fazia imaginar o destinatário do “reducto”.

_Shiiii... Shiii... Gina não fez por mal, meu amor. Só está preocupada...

_Draco – sussurrou Blaise no ouvido do amigo, o rosto demonstrando o quanto estava estarrecido. – Estou mesmo vendo Theodore, o nosso Theo... Chorar?

O loiro apenas balançou a cabeça, positivamente, igualmente estarrecido, mas com a mente aguçada trabalhando em todas as direções. Por que aquela reação exagerada do amigo lhe era tão familiar? Sua magia veela também lhe permitia constatar certas alterações... Seria possível?

_Eu só queria comer uns biscoitinhos... O que há de mal nisso?

_Nada, nada... Eu faço mais. É receita de família e os meus biscoitos ficam ainda mais gostosos que os da minha irmã. Gina, amor, por que não vão lá para o quarto? Preparo os biscoitos e subo em seguida.

A ruiva assentiu sorrindo, compreendendo que o melhor no momento era não questionar, pois a reação do parceiro fora realmente... Bizarra. Já o amigo em questão, sem nem se dar conta dos demais sonserinos, seguiu a ruiva, fazendo uns beicinhos que muito o assemelhavam a uma criança pirracenta.

Gabrielle lançou alguns feitiços com rapidez e, em instantes, a massa dos biscoitos amanteigados da família ficava pronta. Não houve nenhum comentário depois do estranho acontecimento, mas a loira sabia que era observada pelo igualmente veela, Draco Malfoy. E mais... Sabia que o marido de Harry Potter, no mínimo, já tinha as suas suspeitas.

Vinte minutos se passaram até que Draco tivesse coragem de verbalizar o que se conjecturava em sua mente. Os biscoitos acabavam de sair do forno quando, Gabrielle apenas o mirou e teve certeza: seu mais precioso segredo já não era tão secreto assim.

Fleur descobrira logo, afinal, era uma veela poderosa e bastante habilidosa ao utilizar a magia selvagem que os agraciara. Já Draco, bem... Tanto ela quanto a irmã perceberam o potencial do loiro, mas nunca imaginariam que poderia manejar o poder veela tão rápido. Ainda precisava de muito treino, mas seja era capaz de notar o que estava acontecendo entre ela, Gina e Theo...

_Gabrielle...

_Draco, por favor, agora não é o momento. Sei que sentiu o quanto Theo ficou... Triste...

Os biscoitos frescos foram alocados num outro pote, o doce cheirinho se espalhou por todo o Chalé.

_Theodore quer biscoitos? Então, biscoitos para Theodore! Amanhã conversamos, sim? – E sorriu, dando um beijinho na bochecha do loiro. – Ah, deixei alguns biscoitos para vocês. – E saiu rapidinho da cozinha, literalmente fugindo de mais perguntas.

_O que foi isso, Draco? O que está acontecendo? – Perguntou Blaise, enquanto convocava os biscoitos deixados por Gabrielle e os levava para saleta.

Draco o acompanhou, ainda imerso em pensamentos. O pedido de Gabrielle reverberava em sua mente, servindo apenas para aprofundar suas suspeitas. Mal se deu conta de quando se juntou ao amigo e, sentado confortavelmente no aconchegante sofá, começou a comer os biscoitos.

_Draco... Vamos lá, pode começar a falar. Você sabe o motivo do showzinho privado na cozinha, certo?

_Blaise... Não tenho certeza, por isso não direi. Mas se minhas suspeitas se concretizarem, por Merlin, Theodore vai nos dar muito mais que um “showzinho privado na cozinha”, pode ter certeza.

_Pelo que vejo, não me contará nada... Intuo que deva ser algo típico de veelas...

_Está bastante intuitivo hoje... Pode usar essa intuição tão espetacular e dizer onde, afinal, Pansy se meteu? Já está tarde, Blaise... Será que a loira está te traindo?

Blaise não teve oportunidade de responder a provocação, visto que, como se tivesse sido convocada por um accio, Pansy Parkinson adentrou o chalé, em toda a sua glória loira, sorridente e abrindo a porta para que alguém mais passasse.

_O quarto no qual Draco está fica lá em cima. Tivemos que usar um feitiço extensor, mas seu certo... – Contava Hermione, ou melhor, a voz dela, pois ainda não a tinham visto.

_É verdade. Venha com cuidado, senhor Weasley, ou teremos um veela maluco em nossos calcanhares.

A brincadeira de Pansy anunciou a entrada de Arthur. E não apenas dele, não mesmo. O veela deu um salto do sofá, a respiração acelerada só de sentir o aroma delicioso da preciosa carga trazida pelo bondoso patriarca ruivo.

_Harry! – E correu até a porta, passando a ele mesmo carregar o esposo nos braços. – Como chegaram aqui? Por Merlin, me diga que não aparataram! Ele... Ele está bem?

Hermione foi a última a entrar. A castanha trazia a mala de Harry e não conseguiu não se comover com a reação de Draco. Ele extravasava preocupação pelos poros, disso nenhum deles tinha dúvida. Sorriu satisfeita, pois sabia que o amigo tinha aprendido a lição e que, mesmo que estivesse cego de ciúmes, nunca mais se deixaria levar por tão nefasto conselheiro.

_Calma Draco. Chegamos aqui de carro, no seu carro, para ser exata. E Harry está bem... Está apenas dormindo. Vamos subir, vou te explicar tudo com detalhes, assim como as poções que deverá dar a ele.

_Meu... Meu carro?

_Oh, sim... Um belo exemplar, por sinal. Bem, agora preciso voltar para casa. Molly está aguardando. Até breve... – E piscou para as duas, que fizeram o mesmo, acenando logo em seguida. – Tchau, garotos.

Blaise se despediu, já Draco... Bem, digamos que o loiro estava estupidificado pela beleza adormecida do esposo.

_Draco, vamos logo.

O loiro seguiu Hermione, mantendo-se atento ao trajeto. O quarto foi alcançado sem problemas e, enquanto Hermione deixava a mala num dos cantos do quarto sem requintes, Harry foi bem acomodado na cama, sendo desprovido dos sapatos e do excesso de roupa, por um marido muito preocupado.

_O professor Snape me fez prometer que Harry não iria se alterar, mas você conhece bem o seu esposo, certo? Na metade do caminho, começou a ficar muito ansioso e decidi que nosso doncel deveria descansar. Contudo, acredito que o professor nos enganou. A poção é muito mais forte do que me fez supor... Não devemos usar feitiços nele, então, temos que confiar nas poções do professor Snape. Harry acordou meio grogue, quando estávamos quase chegando aqui, mas voltou a dormir. Creio que permanecerá assim até amanhã, portanto, você terá que ministrar as demais poções com ele dormindo mesmo, Draco.

_Não tem problema algum... E a pressão, Hermione?

_Foi todo um desafio controlá-la, mas o seu padrinho é um gênio. Por sinal, ele ficou de enviar mais poções... Harry estava muito agitado em casa, sabe? Esbravejava contra todos, pois, segundo ele, precisava encontrar você para chutar o seu traseiro descontrolado. Foi muito difícil mantê-lo quieto... Com toda a insistência, o jeito foi pensar numa maneira de trazê-lo ao chalé, já que você também estava enfraquecido devido ao feitiço puro sangue, certo?

_Não fale em puro sangue, sua boba... Sabe que isso é só mais uma estupidez de bruxos preconceituosos. Somos todos bruxos, isso basta.

Harry se mexeu na cama, resmungando incoerências. Draco transparecia felicidade só por vê-lo ali, relaxado e saudável.

_Bem, a ideia do carro foi minha, mas quem escolheu o modelo foi o senhor Weasley, auxiliado de perto por Pansy. Fizemos um teste antes e, como eu imaginava, não houve problema algum... O campo mágico do automóvel em nada afetou Harry. Ah, o carro foi comprado com os seus recursos, com autorização da sua primeira-mulher-no-comando, Pansy Parkinson. Está estacionado lá fora... Eu até diria que você deve estar curioso para ver o carrão de luxo, bem esnobe, mas com Harry aqui... Só não vai abusar do meu amigo enquanto ele estiver dormindo, viu?

_Por Merlin, Granger... Você está andando muito com Parkinson. Ela é competente, sem dúvida, mas uma péssima influência.

A castanha riu com gosto, afinal, ver Draco Malfoy ruborizado e sem graça era digno de um Oscar.

_Bem, vou deixá-los agora, para que descansem. Vou dormir aqui em cima, na saleta na qual está a escada. Rony ficou de vir também, mas com tudo o que está acontecendo... Nem tivemos tempo para conversar sobre o seu pai. Eu sinto muito mesmo, Draco... De verdade. Como... Como você está? E sua magia? Está recuperado do gasto excessivo ao realizar o feitiço?

_Quanto ao meu pai, não se preocupe. Confio no seu ruivo. Quanto à magia, estou quase completamente recuperado. Quanto a estar bem... – E olhou profundamente para a beldade adormecida entre os lençóis. – Posso dizer que agora sim... Eu estou bem.

_Os outros já foram dormir? Pensei que fosse encontrar uma festinha quando chegássemos...

_Fleur e Bill foram jantar na Toca e talvez só voltem amanhã. O trio... Bem, digamos que Theodore nos proporcionou um showzinho e tanto, logo depois do jantar... Os três já foram para o quarto e rogo para que já estejam dormindo. Vá dormir também, Hermione. Deve estar cansada... Obrigado por tudo, de verdade.

A castanha o abraçou e saiu do quarto, batendo a porta com todo o cuidado para não acordar Harry. Com alguns feitiços simples, Draco desfez a mala do esposo e acomodou as roupas dele bem junto das suas. Convocou um pijama e, sem utilizar magia alguma, foi até a cama.

No processo de desvestir/vestir Harry era humanamente impossível não se excitar. Por Merlin, como ele conseguia ser tão sexy até inconsciente? Precisou de uma dose extra de autocontrole, para não arrancar a própria roupa e degustar o esposo inteirinho, como se ele fosse um dos biscoitos tão desejados por Theo.

Ignorando os instintos primitivos e mantendo o seu veela bem controlado, o loiro retirou as vestes e – só de cueca – escureceu o quarto, juntando-se a Harry na cama, aproveitando para cobrir a ambos. Agarrou-se ao corpo pecaminoso do moreno, perdendo-se em carinhos pela barriga já saliente que ele sustentava.Ol

_Olá, meus amores. É o papai...

Harry se virou, abraçando-se ao marido, os cabelos escuros e macios se espalhando pelo peito tórax definido do loiro. Ainda dormindo, o doncel suspirou desejoso, como se reconhecesse o corpo colado ao seu. Entre sonhos, resmungou...

_Draco... Eu... Eu te amo.

Não havia sobre a terra ninguém mais feliz que Draco Malfoy. Nem mais convencido, deve-se destacar.

Notas finais
"_Pequeno mestre, por que está aqui? Está perdido?Teddy faz sinal para que o elfo faça silêncio, ao que é atendido prontamente._Preciso de alho! Muito alho! O papi, não entende... Vampiros são perigosos! O tio Sirius está esperando um bebê... Não podemos deixar que se machuque!_Oh, não... Não... O amo Harry também está esperando bebês... Dobby vai ajudar o pequeno mestre... De quantas cabeças de alho o pequeno mestre vai precisar?_Tintra!"