Sublime Amor.
18 Meeting.
Notas iniciais

"Amai, porque nada melhor para a saúde que um amor correspondido."
– Vinicius de Moraes.
Derek POV.
John me ligou. Finalmente tinham achado o local que Stiles estava. Meu coração pulou do peito, parecia que eu ia desmaiar a qualquer momento.
Finalmente.
Um momento de alívio passou pelo meu coração. Nós finalmente achamos ele. Nós finalmente achamos meu pequeno.
Levantei em um pulo, calcei meus coturnos e sai correndo. Eu tinha dormido de roupa, caso isso acontecesse.
Peguei meu Camaro e dirigi até onde o John tinha me instruído. Era longe, bem longe de qualquer moradia e qualquer pessoa. Longe da cidade, e de todo mundo. Meu coração apertou. Como o Stiles deve estar agora?
Com esse pensamento, comecei a dirigir mais rápido. Em 40 minutos cheguei, e John já ligou a sirene, fazendo sinal para que eu o seguisse.
Dirigimos pela estrada durante mais 50 minutos, até que avistamos uma cabana abandonada. Era pequena, com alguns telhados quebrados.
Saltei do carro e comecei a correr até lá. Chegando lá, encontrei o Isaac saindo pela porta da frente.
Maldito!
Dei um soco na cara dele, o derrubando. Eu ia partir pra cima dele, mas John me conteve. O algemou e o puxou pra viatura, com uma força que normalmente ele não usaria em outros casos. Mas claro, era o filho dele que estava ali dentro.
Pensei em Stiles, e comecei a correr mais para a entrada. Abri a porta em um movimento brusco, e o vi.
Stiles.
Meu coração despedaçou.
Stiles POV.
O maldito estava saindo, e eu estava chorando no canto. Meu coração estava despedaçado, e eu só podia pensar se eu veria Derek de novo.
Como em um desfecho, ouvi uma movimentação lá fora. De repente, a porta abriu iluminando o local. Fechei um pouco mais olhos para me acostumar a iluminação, e então eu o vi. Parado, na porta, com a luz passando pelos lados de seu corpo. Ele quase parecia um anjo.
Derek.
Meu Derek.
Chorei mais uma vez, só que agora de emoção. Todas as minhas mágoas, medos e frustrações caíram por terra naquele mesmo instante. Ele estava ali. Ele veio por mim. E eu não poderia ficar mais grato.
Ele veio se aproximando, cada vez mais perto, com lágrimas nos olhos. Eu queria gritar, queria pedir para que ele não chorasse. Queria passar para ele que eu estava bem, que estava tudo terminado agora.
Mas nenhum som saía da minha garganta.
Minha visão estava ficando cada vez mais turva, e eu sentia meu corpo amolecer.
A última coisa que lembro, é de adormecer nos braços de Derek, olhando a profundidade de seus olhos verde-acinzentado.
2 dias depois.
Acordei dois dias depois em um quarto totalmente branco e limpo. A claridade fez meus olhos doerem por alguns segundos, mas depois eu já podia enxergar com clareza. Olhei para os lados e agulhas entravam em minhas veias, despejando um líquido transparente.
Quando olhei para baixo, Derek estava sentado ao meu lado, segurando minha mão e com a cabeça no meu colo. Sorri e me remexi um pouco, meus músculos estavam doloridos. Com os movimentos, ele acordou.
– Eu estou no céu? — Falei pra ele baixinho, enquanto eu o via levantar a cabeça lentamente. Ele parecia cansado.
– Stiles... — Derek tinha a voz embargada. Nunca em todo esse tempo que estamos juntos, eu tinha o visto tão... Abalado.
– Calma, eu estou aqui. — Falei baixinho, trazendo a cabeça dele para meu peito. Choramos baixinho, abraçados. Ele tinha me salvado.
Derek era meu herói. Meu Batman.
Sorri com o pensamento.
Ficamos abraçados por longos minutos.
*
Dez minutos depois, ouvimos um bater na porta de leve. Derek foi abrir, e quando ele a abriu, era meu pai. Minha garganta se fechou, e meus olhos se encheram de lágrimas. Derek sorriu, deixou meu pai entrar e saiu.
Estranhei esse comportamento entre eles. Até parecia que tudo estava bem.
– Você me deu um belo susto, Stiles. — Meu pai falou, tentando disfarçar as lágrimas.
– Ah que isso, coroa. Me abraça, vem cá! — Falei abrindo os braços.
– Cuidado com o soro! — Meu pai me alertou. Ele veio lentamente e me abraçou.
– O senhor me encontrou! — Falei com o rosto em seu pescoço.
– Eu te encontraria até no inferno, Stiles. Ninguém irá te tirar de mim.
Conversamos por alguns minutos, e meu pai explicou que Isaac foi pego após sair da cabana. Isaac confessou tudo, e falou onde Kate estava. Ela tinha uma arma, e atirou na perna de um policial, porém, não conseguiu fugir. Eles dois estavam presos. 30 anos de prisão, e eu não poderia estar mais aliviado.
– Você tem um namorado e tanto. — Meu pai sorriu.
– Namorado? Eu tenho? — Falei sorrindo.
– Ele entrou em desespero. Só dormiu por que eu praticamente o chutei das ruas pra casa dele. Me ajudou em tudo, filho. A te encontrar, a te trazer pro hospital... — A voz do meu pai foi sumindo.
– Ele sabe, não sabe? — Falei com o rosto inexpressivo. — Vocês todos sabem.
– Descobrimos nos exames. Eu sinto muito que ele fez isso com você, meu filho. Eu sinto muito. Muito mesmo. Mas nada mudou. Ele te ama, eu te amo. Nós te amamos, Stiles. Nada mudou.
Meu pai me abraçou mais uma vez, e começou a me ninar. Parecia que eu tinha voltado a ter cinco anos, porém, aquele abraço e aconchego era o que eu mais precisava no momento.
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