Sublime Amor.

22 Marriage.


Notas iniciais
Chorandooooo! Enjoy.

"O casamento é o fim do romance e o começo da história."

– Oscar Wilde.

– Eu não acredito que vocês já tem tudo planejado! — Falei abismado.

Vocês acreditam que Derek e o Pack já tinham ajeitado completamente TUDO sobre o casamento? Cerimônia, lua de mel, festa, tudo!

Bom, o Pack não... Lydia Martin. O restante só seria encarregado de pegar as coisas pesadas e por no lugar que ela iria querer.

– Você não seria capaz de realizar um casamento ultra mega foda como eu. Acho que você faria amarelo e preto, com o logo do Batman na frente. — Lydia sorria, fazendo cara de cínica.

– Derek! — Gritei.

– Stiles! — Ele gritou de volta, rindo.

– Lydia! — Falei, com os olhos arregalados.

– Não tem Derek, Lydia, não quero, deixa que eu arrumo, cancele, que vai fazer eu acabar com minha obra de arte. Escuta aqui, senhor Stiles Stilinski, eu acho bom você aceitar de bico calado e ir fazer a prova de roupa. Você também, senhor Derek Hale. — Lydia disse, dando sua palavra final.

– Acho melhor você aceitar, brô. — Scott falava, fazendo uma cara de susto forçada.

– Puta merda!

*

– Quero saber por qual motivo, razão ou circunstância você trouxe meu suco preferido, Derek. — Meu pai dizia, enquanto tomava um gole do seu suco de laranja predileto.

– Eu quero pedir a mão do Stiles em casamento, John.

Meu pai, literalmente, cuspiu todo o líquido pra fora. Voou longe na mesa, me atingindo.

– Você o que? — Meu pai dizia, ficando cada vez vermelho, com os olhos arregalados.

– Eu o amo, e ele me ama. Acho bom darmos o próximo passo. — Derek dizia, calmo. Eu também estava, pois ele segurava minha mão, acariciando o topo com o polegar. Me trazendo uma paz arrebatadora.

– Você não acha que está muito cedo, Stiles? — Meu pai dizia, se direcionando a mim.

– Eu o amo, pai. Não vejo porque enrolarmos mais. Eu estou decidido, quero viver minha vida ao lado dele.

– Pois então — Meu pai pegou na minha mão e na do Derek -, vocês tem a minha benção. — Ele sorriu.

Era felicidade demais para um ser só.

*

– Mas eu quero azul! — Eu falava bravo, enquanto provava as gravatas.

– Não. Você vai usar branca. — Lydia dizia, calma, enquanto colocava outra gravata branca em mim.

– O azul! — Eu falava, apontando para o lindo azul metálico que brilhava na poltrona ao lado.

– Não. — Lydia dizia, mais uma vez, enquanto pegava minha linda gravatinha azul e adentrava a loja, para guardá-la.

Bufei. O que ela pensa que é? Afinal, o casamento é meu.

Eu quero a bendita gravatinha azul!

Fui interrompido com o toque do meu celular.

– E aí? Está sobrevivendo a ela? — Derek falava do outro lado da linha, e eu podia saber que ele estava sorrindo.

– Não! Eu quero a azul, mas ela insiste em uma maldita gravata branca! — Eu falei, bravo.

E o estúpido só gargalhava do outro lado da linha.

– Acredite nela, meu bem. O branco é sua melhor opção. — Ele falava, sereno, tentando me acalmar.

– Já que você diz... Acredito em você. — Falei a última parte sussurrando.

*

Eu, literalmente, já tinha tropeçado umas duas ou três vezes. Era finalmente o dia tão esperado da minha vida.

– Se você não se acalmar agora, você vai entrar lá com um lindo galo na cabeça. — Jackson falava, enquanto colocava o seu blazer.

Todos os homens estavam se arrumando em um quarto, e todas as garotas estavam se arrumando em outro. Somente Derek que estava em um quarto separado. Pois nem eu poderia vê-lo, e muito menos as meninas.

Quando todos já estavam devidamente arrumados, apertaram minha mão significativamente, e desceram as escadas. Três segundos depois, Lydia e Allison adentraram o quarto feito furacões.

Elas estavam completamente deslumbrantes. Lydia estava com um vestido azul de mangas finas, que descia por toda a extensão de seu corpo como uma pluma. Era azul metálico.

Por isso a vaca não deixou eu comprar a gravata.

Allison estava com um vestido dourado, curto na frente até os joelhos, e com uma calda maior atrás. Ela estava perfeita.

E eu, bom... Eu estava com uma cueca box branca que insistiram que eu vestisse. Era apertada demais.

Eu só queria minha samba-canção do Batman.

– Hora de te deixar parecendo um Deus Grego! — Allison sorria animada, batendo palmas.

Eu bufei, querendo sorrir por dentro. Mas eu estava muito nervoso pra isso.

Elas não deixaram de jeito nenhum eu ver a decoração. E acho que elas não deixaram o Derek também.

Estávamos nos quartos de uma casa de campo alugada. Presente da Lydia... Pois é.

A cerimônia vai ser no jardim. Lá tem um lago super lindo que eu espero que não esteja sujo de vômito porque algum espertinho bebeu demais e não segurou o estômago.

Lydia e Allison literamente me atacaram. Vestiram tudo em mim, desde calça à camiseta.

– Eu não vou quebrar! — Falei sorrindo para elas.

– Stiles, é capaz de você tropeçar no próprio pé e bater a testa na quina da cama. Para de reclamar, pois isso só irá acontecer essa vez. — Allison falou, enquanto abotoava minha camisa.

Meia hora depois, eu estava parado de frente ao espelho. Meu terno e calça eram pretos, enquanto minha camisa e gravata eram brancos. Meu cabelo estava, pela primeira vez, decentemente penteados, e minha pele estava bem tratada.

– Eu não acredito que eu irei me casar. — Falei baixinho, sussurrando para o espelho.

– Você vai. E você vai ser muito feliz. — Lydia sussurrou de volta, me abraçando.

– Abraço triplo! — Allison falou, animada.

Nos abraçamos, e nos seguramos pra não chorar.

Elas para não borrar a maquiagem, e eu pra não inchar igual uma bola inflável.

Ouvimos três batidas na porta, e nos separamos. Era meu pai.

Ele estava de terno. Comecei a gargalhar com a imagem.

Eu sempre via meu pai com aquelas fardas de xerife e com uma arma na cintura. Irei lembrar dessa imagem para todo o resto da minha vida.

– Está na hora, filho. — Meu pai disse, olhando nos meus olhos. O olhar dele me transmitia paz e segurança. Como se eu fosse cair, mas ele me segurasse.

– Boa sorte. — Lydia e Allison falaram juntas, enquanto caminhavam para a porta.

Meu pai foi até ela, e a fechou.

– Eu quero te pedir desculpas. — Meu pai começou, e eu fiz menção de interromper, mas ele levantou uma mão. — Me deixe continuar.

– Quero pedir desculpas por não ter sido o pai que você sempre sonhou. Por ter sido um estúpido e um boboca no começo do seu relacionamento. Boboca ainda se usa hoje em dia? — Ele parecia confuso. — Eu estou muito feliz em te levar pro altar. Não é todo pai que tem essa sorte, mas eu tenho. Derek é um cara incrível, e você também é um cara incrível. Junto vocês serão Os Incríveis! — Meu pai fez uma piadinha muito ruim, a propósito. Mas era tão puro e sincero que eu não conseguiria não rir.

– Você vai ser muito feliz. Imensamente feliz. Completamente feliz. E se você está feliz, meu filho. Eu estou feliz. Agora chega, se não iremos chorar.

Eu não disse nada, somente o abracei. Abracei o homem que cuidou de mim por toda a sua vida. Que mesmo sozinho, me ensinou a andar de bicicleta, me ensinou matemática quando eu ia mal e me abraçou quase todas as noites quando eu acordava gritando dos meus pesadelos. Abracei o homem que tem meus sangue. E que iria me levar para o altar.

Ele enroscou seu braço no meu, e me ajudou a caminhar. Saímos por alguns corredores, até que paramos de frente para uma cortina branca e grossa. Não dava pra ver nada do outro lado.

– Pai? — O chamei, sussurrando.

– Sim, Stiles. — Ele olhou pra mim.

– Promete que não irá me deixar cair?

Ele somente sorriu, e disse uma única palavra. Uma única palavra que me tirou todas as incertezas.

– Nunca.

*

As cortinas se abriram.

E eu fiz uma força enorme pra não cair de joelhos e me debruçar em lágrimas.

As cadeiras estavam postas em fileiras, todas cobertas por panos de seda, igualmente brancos. Atrás de cada uma, continha um laço delicado. Porém, o laço era preto.

No chão, estava feito um caminho com rosas brancas espalhadas. Tinha mais de cem rosas ali. Era tão fofas que dava vontade de apertar.

Pelo caminho, tinha um arco relativamente alto. Dele saía pequenas linhas, que reluziam uma luz branca. Era completamente lindo.

Todos estavam de pé, me olhando. Apertei o braço do meu pai, e ele apertou de volta.

Até que eu olhei pra frente.

Se meu pai não estivesse me segurando, meu corpo cederia.

Derek estava parado, me observando, com um sorriso tão grande que quase parecia cortar sua face. Ao contrário de mim, ele estava com o terno e a calça brancos, e a camiseta e a gravata preta.

Sua barba estava perfeitamente aparada, porém, marcando bem a linha do seu maxilar, e seus cabelos penteados.

Os olhos dele verde-oliva me observavam, e pareciam decifrar minha alma. Assim como sempre foi, desde que nos conhecemos.

Uma música suave se fez presente ao fundo. Piano, eu imagino.

Dei o primeiro passo, depois o segundo, logo depois o terceiro. Era tudo automático demais. Eu só conseguia observar o quanto ele era perfeito.

E ele é meu.

Antes que eu percebesse, nós chegamos ao altar. Meu pai pegou em minha mão, depositando encima da mão do Derek. Eles se abraçaram, e eu sorri abertamente.

– Pronto? — Derek me perguntou.

– Mais pronto impossível.

Enlaçamos nossas mãos, e viramos para frente. Todos os convidados se sentaram, e o padre começou.

– Estamos aqui hoje para realizar a união de Stiles Stilinski e Derek Hale... — Ele falava, com aquela voz monótona e repetitiva, como quem já tinha decorado fala por fala.

Derek apertou sugestivamente minha mão, mostrando que aquilo também o entediava, e eu só pude sorrir.

Ele começou com movimentos circulares na palma da minha mão. Aquilo me relaxava de um modo sobrenatural. Se eu não estivesse de pé, eu cairia de sono ali mesmo.

– Stiles. — Derek falou, de frente pra mim, empurrando de leve o meu ombro. Eu nem percebia que tinha virado.

– O que? Não fui eu! — Falei rapidamente, e todos os convidados começaram a rir.

– Os seus votos, bobão! — Derek falou sorrindo.

– Ah, sim, meus votos... — Puta merda! Eu nem tinha escrito nada. — Eu não escrevi nada. Vou dizer o que meu coração mandar.

– Você foi, definitivamente, a melhor coisa que aconteceu pra mim, depois do meu Jeep. — Comecei, sorrindo. Derek fez uma carranca fofa. — Eu estou brincando, sourwolf. Você foi de longe a melhor coisa que aconteceu na minha vida em todos os meus anos na Terra. Eu não poderia ter sido amado por uma pessoa melhor que você, Derek Hale. Você me deu um sentido novo, me fez questionar meus ideais , você mudou minha vida. Você virou o meu mundo de cabeça pra baixo, e eu só tenho a te agradecer. Sem você eu provavelmente não seria nada. Tudo o que eu tenho, tudo o que eu sou, tudo, eu sou grato a você. Eu quero envelhecer ao seu lado, quero adotar um time de futebol de filhos. — Gargalhei baixinho, e ele também. — Eu quero formar uma família com você. Não vou dizer que seremos as pessoas mais felizes do mundo — Fiz uma pausa, e ele me olhou confuso. — Porque nós já somos. Eu te amo. — Terminei por fim, com a voz embargada e os olhos cheios de lágrimas.

– Os seus votos agora, Derek Hale. — O padre se direcionou a ele.

– Vou amar você na saúde e na doença, na riqueza e na pobreza, na lasanha e na pizza, no macarrão e no miojo. E é isso ai. — Derek falou olhando para mim, que comecei a gargalhar freneticamente. Todos os convidados, inclusive o padre, riram também.

– Eu estou brincando. Não me mate, amor. — Ele pausou, e suspirou. — Mas eu realmente vou amar você na saúde e na doença, na riqueza e na pobreza, até os fins de nossas vidas. Irei amar você cada dia mais. Eu prometo que em todas as brigas, sempre lembrar que eu amo você. Prometo lembrar que esse é um amor que só acontece uma vez na vida. Prometo viver no conforto do seu coração, e chamá-lo de casa. Prometo sempre tentar resolver as coisas com você do melhor modo possível, e prometo também respeitar suas decisões quando eu não precisar estar incluído nelas. Prometo estar presente na sua vida quando você mais precisar, e quando não precisar também, somente por estar do seu lado. Eu prometo amar você até mesmo se os oceanos secarem, se os pássaros ficarem extintos. Prometo amar você até mesmo se nós formos os últimos sobreviventes de um ataque Zumbi. — Derek sorriu. — Prometo ser o seu Batman, para todo sempre. Eu amo você. — Ele suspirou, por fim, esperando uma reação minha.

Os convidados reagiram por mim.

Todos levantaram e aplaudiram intensamente. O padre sorriu, eu também. A essa altura as lágrimas já rolavam pelo meu rosto, e Derek secou elas com as pontas dos dedos.

Quando todos enfim se aquietaram, o padre recomeçou.

– Pelo poder em mim investido, eu vos declaro... Marido e marido. — O padre sorriu de lado. — O que Deus uniu, o homem não separa. Pode beijar o noivo. — O padre se dirigiu ao Derek.

Ele tocou no meu rosto calmamente com as pontas dos dedos, e se aproximou lentamente do meu rosto.

Seus lábios eram como seda em minha boca. Sua língua me acalmava, e me deixava quente ao mesmo tempo. Era nosso beijo de amor eterno.

Ali selávamos nossas vidas.

Para sempre.

*

– Preciso fazer as malas. — Falei por fim, quando todos os convidados foram embora, e só restavam o Pack, meu pai, Derek, eu e Melissa.

– Estão no porta-malas. — Lydia falou, calmamente.

– As passagens. — Falei.

– No carro.

– Meu celular.

– No carro. — Lydia sorriu. — Não, não está no carro. Você vai pra sua lua de mel, nada de celular!

Soltei do braço do Derek, e a abracei.

– Obrigada por tudo. Estava perfeito. — Sussurrei no ouvido dela.

– Ah, que isso! Eu sei que sou demais. — Ela se gabou.

Um por um nos abraçamos, um por um nos despedimos. Até que restou somente Derek e meu pai.

– Ele é seu agora. Antes de machucá-lo, lembre-se que sou o xerife dessa cidade, e posso mandar você pro outro lado do país sem ninguém saber da sua existência. — Meu pai falou num tom sério. Mas era mais do que óbvio agora que ele estava brincando.

– Eu nunca irei machucá-lo, John. — Derek falou, serenamente, e abraçou meu pai.

Entramos no carro e nos despedimos. Do nada, Danny surgiu com um balde enorme de arroz e começaram a tacar no carro. Eu só conseguia sorrir.

– Pronto? — Derek perguntou, com a mão no volante.

– Sempre, meu marido. — Falei, olhando no fundo dos olhos dele.

Derek sorriu de lado, ligou o carro e deu partida.

Estávamos indo para nossa lua de mel.

Nossa lua de mel.

Parecia um sonho.

Notas finais
Háááááááááá! Comentem, cabritinhos! Lembrando que: amanhã irei postar o capítulo da lua de mel. Esse capítulo também será o penúltimo. O último será publicado quinta-feira, pois será o aniversário da cabritinha-leitora também. Enfim... Comentem! Amo vocês.