Sublime Amor.
20 Home.
Notas iniciais

"Passamos a amar não quando encontramos a pessoa perfeita, mas quando aprendemos ver perfeitamente uma pessoa imperfeita."
– San Kenn.
O apartamento era de tamanho mediano. Tipo, mediano com dois quartos, uma sala grande, cozinha, dois banheiros. Sabe o exagero? Multiplica ele por mil, e adiciona um bilhão. Era esse o exagero do meu pai.
A casa era bem vibrante. E eu gosto. Combinava bem com meu estilo.
As cortinas eram em um vermelho tão vivo que lembrava vinho. As paredes eram brancas, mas uma em especial, era totalmente colorida.
Tipo, como se um unicórnio do amor tivesse bebido demais e vomitado nele.
E, por incrível que pareça, Derek gostou.
O sofá era de couro preto, daqueles que você senta e afunda até o inferno. Eu poderia dormir ali até os meus 60.
Tinha uma TV de plasma, um DVD, Xbox e um som do tamanho de um planeta na parede.
Eu realmente preciso perguntar qual é o salário do meu pai. Quem sabe eu até me interesse em trabalhar na delegacia.
Vocês devem estar se perguntando... E o maldito apartamento do Derek?
Ele vendeu, e depositou o dinheiro em uma conta conjunta. Acho que ele realmente tava falando sério sobre tudo aquilo. Bom, pelo menos agora eu posso pegar o dinheiro e fugir pra Paris com uma loira em cada joelho.
Brincadeira. O dinheiro do apartamento não foi tanto assim. Porém, com os juros, daqui a uns anos daria um bom dinheiro.
Eu estava completamente em êxtase.
Quer dizer, eu ia compartilhar do mesmo espaço com o cara que eu amo. Isso significa muito pro meu coração.
Eu não poderia estar mais feliz.
Derek estava na porta, tentando de qualquer jeito equilibrar 5 malas nos braços.
– Eu disse pra você pegar aos poucos. Mas você é pior que um jumento. — Falei fazendo movimentos com as mãos, para ressaltar o que eu dizia.
– Mas nem fodendo que eu volto nesse elevador pra pegar mais malas. Eu consigo com essas. Na realidade, já consegui. — Ele foi para o corredor, que dava até os quartos. E eu quase podia ouvir ele dizer baixinho:
– Seu teimoso.
*
Derek queria me levar pra jantar em um lugar surpresa. Claro que eu fiquei eletrizado, e queria porque queria que ele me dissesse logo onde seria. Mas bom... Isso não estava nos planos dele.
– Pode pelo menos me dizer como devo me vestir? — Perguntei, já irritado. Quando eu não consigo uma coisa fico com raiva.
Derek pensou na pergunta por um tempo, até responder.
– Decentemente.
– Você é um chato mesmo, viu? — Falei fazendo cara feia.
– O chato que você ama. Agora, vá logo por uma roupa, porque você de cueca do meu lado não vai prestar. — Ele sorriu.
E no momento que ele sorriu, minha birra foi embora. Como ele consegue isso? É incrível o efeito que ele tem sobre mim.
No final de tudo, escolhi uma calça social preta, com uma blusa social branca. As mangas estavam dobradas, e os primeiros botões apertos, revelando um pouco dos ralos pelos que eu tenho no peito. Calcei um All Star preto comum, e penteei meus cabelos com os dedos.
Acho que tá bom. Não consigo ficar mais apresentável que isso.
Quando passei pelo corredor, Derek estava encostado na parede. E nesse mesmo instante, todo o oxigênio que haviam em meus pulmões já não mais estava ali.
Ele estava com uma blusa social verde oliva, combinando com seus olhos. Uma calça social preta, parecida com a minha e um sapato igualmente social. Em seu pulso havia um Rolex, herdado de seu pai, segundo ele. Era lindo e masculino. Bastante masculino.
Bom... Combina com Derek.
– Vamos, baby? — Ele perguntou, enroscando seu braço no meu.
Apenas assenti.
Minha boca tava no chão juntamente com minha postura depois que eu vi o Homem-Muralha vestido tão deliciosamente.
*
Quando chegamos, meu queixo simplesmente despencou até o inferno.
O lugar era incrivelmente chique. Tipo, chique mesmo. Chique! CHIQUE!
Era vermelho com dourado, iluminado por velas. Meus olhos brilharam na hora.
E meu bolso doeu também.
Onde o Derek tirou dinheiro pra pagar isso aqui? Ele só pode estar louco.
– Vamos? — Ele me perguntou, pegando na minha mão.
Me guiou até uma mesa afastada, em uma parte da varanda do local. O céu estava estrelado, super lindo.
Quando sentamos, o garçom veio nos atender.
– Boa noite. Vocês desejam ver o menu ou a indicação do Chef?
– A indicação do Chef parece ótima. — Derek falou, sorrindo. Ele estava tão fofo.
O garçom sorriu, serviu-nos vinho e se foi.
– Você está maluco? Pirou na batatinha? Tá nadando na maionese? Com você vai pagar isso? — Falei arregalando os olhos pra ele, a cada frase.
E ele só sorriu.
Estúpido.
– Eu peguei algum dinheiro do apartamento.
– Só pra pagar esse jantar?
Ele não respondeu.
Ficamos em silêncio, bebericando o vinho e olhando as estrelas.
– Eu estou loucamente apaixonado por você. — Derek falou, olhando nos meus olhos.
Abri a boca três vezes, mas nenhum som saia.
– Eu estou louco por você. Eu não imagino mais minha vida sem você. Eu não imagino mais meu sono sem ter você do lado. Eu não me imagino mais acordando de manhã sem te dar bom dia. Eu amo você. E eu sei que é pra sempre.
Derek falou isso tão calmamente, que meu coração bateu mais forte. Eu estava tremendo, com minha voz embargada e segurando o choro.
Eu o amo tanto que dói.
– Eu também amo você, Der. — Eu disse, por fim. Quando minha garganta já não mais se fechava.
Ele simplesmente sorriu.
E eu percebi naquele momento o quanto minha vida tinha mudado. Eu conheci Derek e me apaixonei. Faz tanto pouco tempo, mas parece que foi uma eternidade. Eu o amo como se o conhecesse a séculos. Eu o amo como se nossas vidas estivessem interligadas. Como se fosse coisa do destino eu o encontrar, e estar aqui hoje.
Eu o amo.
Para sempre.
*
Assim que entramos em casa, Derek me jogou na porta, fazendo um baque surdo.
Ele me beijou. Me beijou intensamente, passando a língua por toda a extensão de minha boca.
Suas mãos passeavam por todo o meu corpo, apertando, beliscando, massageando, e repetindo todo o processo. Ele retirou a minha blusa, lentamente, botão por botão, me deixando impaciente.
Jogou minha blusa longe, e enrolou minhas pernas em torno de sua cintura. Parei de beijá-lo, para que nós não caíssemos na escada. Dando assim, mais atenção para o pescoço dele.
Eu beijava e mordiscava o lóbulo do Derek, ouvindo os gemidos baixinhos e até manhosos que ele soltava pela garganta.
Assim que chegamos no quarto, Derek me jogou na cama com uma urgência um tanto absurda. Segurou meus pulsos com suas mãos, e desceu pelo meu pescoço e peito, deixando um rastro de saliva pelo caminho.
– Derek... P-Por favor... — Eu não aguentaria muito tempo. Aquilo era tortura.
– Shh. — Ele dizia, enquanto lambia meus mamilos, alternando entre um e outro.
Minha cabeça estava encostada contra o travesseiro, e meus olhos estavam fechados. As mil sensações que ele me fazia sentir me deixava zonzo. Por alguns instantes, senti a falta do peso e do calor do Derek contra meu corpo, e abri os olhos.
Derek retirava sua roupa lentamente, olhando fixamente para os meus olhos. Era um deleite vê-lo assim.
O corpo de Derek era como uma perdição. Seus ombros largos, sua pele morena, sua barba que tanto me excitava. Eu não podia estar mais feliz.
E incrivelmente excitado.
Derek veio já nu, engatinhando lentamente sobre a cama, retirando minhas calças, meus sapatos e meias.
Ele passeava com as mãos lentamente sobre minha virilha, rodeando o contorno do meu pau com os dedos. Eu já estava a ponto de bala, e não conseguia mais distinguir o que era laranja e o que era azul.
– P-por favor! — Pedi desesperadamente.
E ele obedeceu.
Agarrou fortemente meu membro, o apertando tanto que até doía. Soltei um gemido alto e rouco, o gemido mais alto que eu já dei em minha vida.
Sua boca molhada, apertada e escorregadia em volta do meu membro me trazia sensações completamente diversificadas e intensas.
Derek me chupava intensamente, sem controlar a saliva. Eu sentia o líquido quente de sua boca caindo sobre minhas coxas, e isso me excitava mais. Ele tirava da boca completamente, e recolocava. Fazendo pequenos barulhos com a língua, como um estalo.
Rapidamente inverti os papeis, subindo encima do colo dele, roçando meu pênis em sua barriga. Derek gemia baixinho, completamente submisso, e isso era uma novidade. Ele sempre teve essa aura de "dominador".
Belisquei seu mamilo com meus dedos, e o outro mamilo puxei de leve com os dentes. Senti o Derek se contorcer embaixo de mim, e prendi o seu corpo com minhas pernas, o deixando imóvel.
Beijei todo o seu corpo, molhando-o completamente com minha saliva. Desci até seu membro, e passei a língua de leve na cabeça, sentindo o gosto do líquido pré-ejaculativo na minha língua. Era meio gosmento e salgado, mas era o gosto do Derek.
E tudo vindo dele é perfeito.
Abocanhei seu pau, deixando-o até a metade em minha boca. Comecei com movimentos lentos de vai-e-vem, aumentando a intensidade com o tempo. Em um surto de coragem, relaxei a garganta e enfiei completamente o membro dele em minha boca. Eu senti o membro dele me engasgando, enchendo minha garganta. Meus pulmões ardiam em busca de ar, e minha garganta estava incomodada, pela grossura do pau dele. Mas eu não liguei. Derek soltou um gemido alto, me assustando, porém, continuei.
Depois de alguns minutos, minhas bochechas e o canto da minha boca estavam doloridos. Eu já não aguentava mais, e Derek percebeu.
Ele me virou contra a cama, pincelando minha entrada com seus dedos.
De repente, flashs daquela noite horrível com aquele psicopata passeavam pela minha mente, me deixando nauseado. Lágrimas escorriam dos meus olhos, e eu tentava secá-las rapidamente com as palmas das minhas mãos.
– Hey. — Derek falou baixinho, com a mão no meu ombro.
–Hey! — Ele repetiu, agora mais alto, me virando para si. Não consegui mais controlar, e as lágrimas desciam abruptamente em minha face.
– Eu não consigo Derek. Não por enquanto. — Eu falava, com meu rosto apertado contra a curva do pescoço dele, o molhando com minhas lágrimas.
– Então controle a situação. — Derek falou, rouco, em meu ouvido.
– Como assim? Você quer que eu...? — Perguntei, confuso.
– Sim, nós já fizemos isso uma vez, e eu lembro que você disse que gostaria de repetir.
Não o deixei falar mais, e ataquei novamente sua boca, o beijando.
O deitei lentamente sobre a cama, o virando de costas. Tateei cegamente na escrivaninha ao lado, em busca de lubrificante. Quando achei, passei metade do vidro em meu pênis, e lambuzei a entrada do Derek também. Me encachei, e o preenchi.
Lentamente, timidamente, como se fosse a primeira vez.
Nós estávamos fazendo amor. Fazendo amor apaixonadamente.
Estoquei devagar, e me debrucei sobre as costas dele, plantando em sua nuca beijos carinhosos. Derek gemia baixinho, enquanto rebolava devagar sobre meu pau.
O agarrei na cintura, para me estabilizar melhor, e continuei as estocadas. Um tempo depois, já estávamos ofegantes, e eu aumentei o ritmo.
Ouvíamos o baque surto da cama contra a parede, o barulho dos lençóis sendo rasgados pelas mãos do Derek, nossos gemidos e nosso suor se misturando uns aos outros, como se fôssemos um.
E nós éramos.
Cheguei ao orgasmo gritando o nome do Derek, enquanto colocava o máximo que eu conseguia do meu pênis dentro dele.
Me retirei devagar, para não machucá-lo, e o virei.
A cama estava completamente encharcada de suor, saliva e gozo. Derek tinha gozado contra a cama, enquanto eu o estocava.
Sorri abertamente, como não sorria a um bom tempo. A sensação de tê-lo do meu lado me trazia uma paz assustadora. Como se eu não precisasse de mais nada nessa vida, além dele. Era um querer que quase chegava a ser doentio.
Mas eu não me importava. E nem ele.
Nos abraçamos, corpo com corpo, cobertos apenas por um lençol fino.
Ficamos observando o nascer do sol. Os primeiros raios de sol cortando a madrugada fria, trazendo calor e conforto.
Assim como eu me sentia perto dele.
Derek era meu raio de sol.
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