Notas iniciais
Espero que gostem.

O bar estava cheio, a música ecoava em todas as paredes daquele espaço. Pessoas se beijando, caindo bêbados, gargalhando e falando por todos os cantos. O lugar cheirava a sexo, muita bebida e a cigarros. Era uma mistura de cheiros que, de algum modo, eram excitantes. Derek me levou a uma mesa um tanto quanto afastada, e não pude ficar mais grato. Era impossível conversar com aquele barulho todo.

– Que beber alguma coisa? – O mais velho perguntou.

– Somente uma água com gás, por favor. – Pedi envergonhado.

– Sério? Eu te trago a um bar e você pede água com gás? – Derek zombou tentando segurar o riso, sem muito êxito.

– Não gosto muito de bebidas. Mas posso beber algo hoje. Uma cerveja está bom. – Falei cedendo.

– Ótimo! Também vou querer uma. – Derek fez aquele típico sinal pro garçom que entendeu o recado. Dois minutos depois já estávamos bebendo nossa cerveja. O gosto não é aquela coisa que você bebe e pensa: “Oh meu Deus, posso morrer bebendo esse líquido. Esse manjar dos deuses.” Mas dá pra beber sem fazer careta.

– Você está pensativo. Não gosta de cerveja? – O mais velho perguntou franzindo o cenho.

– Eu nunca bebi antes, na verdade. Mas não é tão ruim, dá pra engolir. – Falei, e só percebi o que tinha falado quando Derek ficou me olhando como se o mundo fosse acabar.

– Digo, o gosto da cerveja não é ruim. – Tentei consertar, sem êxito. Desisti.

– Tudo bem. Tem namorada, Stiles? – Derek perguntou bebendo um gole de sua cerveja.

– Nunca tive. – Falei repetindo o gesto.

– Nossa. Então, sobre hoje mais cedo. Você disse que sua orientação sexual está confusa e eu fiquei extremamente curioso. Por que está confusa, Stiles? – Uau. Eu realmente não esperava essa pergunta.

– Não vou mentir pra você, pois não gosto de mentir. Desde que você entrou por aquela maldita porta que existe na loja, eu me senti diferente. Não sei se é a cerveja que está me fazendo confessar tudo de uma vez, mas... Eu penso bastante em você, Derek. E eu não sei o que pensar, não sei como agir, não sei o que fazer. É super estranho, porque minha vida toda eu sempre imaginei que era 100% hetero, mas agora eu realmente não tenho certeza disso. – Falei explodindo de uma vez, e sendo totalmente sincero.

– Também penso em você, Stiles. Por isso fui mais cedo buscar a Claire. – Derek se limitou a dizer só isso.

– Claire? – Perguntei meio confuso.

– O camaro. – Derek sorriu. E que sorriso.

– Ah, claro. Seu carro tem um nome. E é mulher. – Gargalhei terminando minha cerveja em um gole, já sentindo os efeitos. Definitivamente, não nasci pra beber.

– Hei, vai com calma! – Derek disse preocupado.

– Out! Não deveria ter bebido assim tão rápido! – Falei soltando um gemido de reprovação própria.

– Tudo bem, levante. Vamos lá pra casa. – Derek me ajudou a levantar, soltou umas notas encima do balcão e fomos ate a rua. Não pegamos o carro porque realmente, o bar é muito próximo a casa de Derek. Fomos andando mesmo. Chegando lá, Derek abriu a porta e eu entrei. Era tudo bem bonito, por sinal. Acolhedor. O piso era branco, as paredes em tons pastéis, as cortinas em tons neutros. Era tudo bem neutro ali. Exceto uma parede, que era vermelho vivo e tinha algumas texturas. Tinha uma lareira e um sofá bem espaçoso. Uma TV de plasma e DVD.

– Vamos ate a cozinha. Lá você senta e toma um copo d’agua. – Derek disse, e eu só concordei com a cabeça. Não estava em posição de dizer não.

Dez minutos depois estávamos na sala conversando sobre um assunto aleatório, ate que Derek parou e me beijou. De início eu estava apreensivo, tipo, um dos caras mais quentes desse universo inteiro estava me beijando e eu estava gostando. O toque dos lábios no início era lento e calmo, mas isso não demorou. Depois de alguns segundos já nos beijávamos desesperadamente, como se isso fosse à última coisa que iríamos fazer em vida. Tirei o casaco de couro do Derek e ele tirou minha jaqueta. Nos afastamos em busca de ar.

– Não quero fazer nada que você não queira fazer. – Derek disse, sendo totalmente sincero. Eu podia sentir.

– Tudo bem, eu quero. – Falei meio envergonhado.

– Venha então. – Derek me puxou até o andar de cima, e eu sabia exatamente o que iria acontecer. E mesmo assim eu não sentia medo. Era como se eu estivesse flutuando.

Notas finais
Espero que tenham gostado. Beijos.