Sublime Amor
2 Capítulo I
Notas iniciais
Luce entrou correndo em sua casa, estava atrasada para a surpresa que Daniel havia preparado para ela, afinal era seu aniversário de casamento, quando abriu a porta viu que tinha pétalas de peônias – suas flores preferidas – espalhadas por todo o chão, guardou a chave na mesinha e colocou seu sobretudo no armador. Chegando na sala viu que ele tinha adormecido no sofá, provavelmente por estar cansado de esperá-la, ela se virou para a sala de jantar viu que ele tinha preparado um lindo jantar à luz de velas, e calmamente se sentou ao seu lado para dar-lhe um beijo, tirou uma mecha de cabelo que tinha em seu rosto e o beijou suavemente, Luce se levantou mas viu que ele estava despertando e sentou ao lado dele novamente, pois durante todos esses anos que viveu ao seu lado nunca se cansou de velo acordar, sempre achava angelical o modo em que ele acordava.Ao acorda Daniel olhou fixamente nos olhos de Luce e a beijou como nunca, mas ela o interrompeu dizendo.
– Mil desculpas meu amor não imaginava que ia sair tão tarde do trabalho prometo que vou lhe recompensar...
–Não tem problema meu amor o importante e que você esta aqui agora, ao meu lado–Daniel a interrompeu.
Luce ficou envergonhada, porque mesmo no dia em que ela o deixou plantado a esperando, ele ainda mostrava o amor e que sentia por ela. Ela continuou dizendo:
– Queria parabenizar agente pelo nosso aniversário de casamento, queria te agradecer por tudo, por você ter me aturado todos esses anos por ter me dado dois filhos maravilhosos, eu te amo muito meu amor, em falar em filhos cadê os gêmeos?
– Eu os mandei para a casa dos seus pais, para podermos comemorar essa noite juntos.
– Awn você é louco– falou ela dando uma risada– Pois bem não vamos estragar esse lindo banquete que você preparou, vamos comer pois estou faminta.
Ela tenta se levantar, mas Daniel a puxa para mas um beijo. Daniel a beija ferozmente e ela o retribui. Daniel havia mesmo pensado em tudo, o jantar estava lindo, luz de velas e pétalas de peônias espalhadas por todo o chão. Os dois se sentam a mesa e Luce o encara e fica pensando o quanto Daniel não havia mudado, pelo menos para ela, ele ainda possuía seu charme angelical de sempre,seus lindos cabelos loiros e seus perfeitos olhos cinzas com violeta, anos haviam se passado, mas ele ainda continuava lindo, enquanto ela ainda era a mesma, cabelos longos e negros até a cintura. Os dois se olhavam intensamente, quando Luce abaixa a cabeça de tanta vergonha fazendo com que ele soltasse uma risada, os dois estavam felizes porque depois de vários anos teriam uma noite só deles.
Após o termino do jantar, Luce recolheu os pratos e os leva à cozinha, ela os coloca na pia e se arrepia pois Daniel sussurra ao pé do seu ouvido:
–Meu amor ainda tenho uma outra surpresa – Luce se virou e deu de cara com Daniel que a pega pela cintura e a coloca em cima da mesa da cozinha, eles se beijaram ferozmente, mas são interrompidos por um forte barulho na porta da frente.
Luce desce da mesa e corre em direção a sala,Daniel a segue, quando chegam na sala viram uma sombra correndo escada a cima, ficaram assustados e foram falar com Miguel, que entrou logo em seguida. Miguel estava todo suado e aranhado, seus cabelos perfeitamente lisos estavam colado em sua testa e sua camisa regata,que estava completamente molhada, estava colada no seu abdômen revelando sua barriga definida, seus músculos brilhavam na luz da sala e seus olhos ardiam em fogo como se quisesse matar alguém, os olhos de Miguel assim como os de Isabelle,mudam de cor de acordo com o seu humor,variando do cinza, violeta e avelã. Quando Daniel olhou para Miguel, seus olhos estavam no mas puro cinza, Miguel estava furioso, tão furioso que socou a parede e depois se curvou com a dor que subia por seu musculoso e bem definido braço.
–Miguel, meu filho independente do que aconteceu a parede não tem culpa – falou Daniel com sarcasmo.
–Miguel,meu filho me fale o que aconteceu, você está me deixando preocupada – falou Luce angustiada com a fúria do filho.
–Mãe é melhor a senhora ir conversar com a Bell, ela está precisando mais que eu – Miguel falou sem olhar nos olhos de Luce.
Luce preocupada subiu as escadas correndo para encontrar sua filha, deixando Miguel na sala. Quando Luce chegou à porta do quarto de Isabelle, bateu na porta e a abriu, um raio de luz que vinha do corredor bateu no rosto de Bell que desabava a chorar na sua cama em seu quarto escuro como bréu.
–Posso entrar minha filha, sei que você acha que não vou compreendê-la, mais sou sua mãe e estou aqui para lhe ajudar– Falou Luce tentando acalmar a filha que dali parecia inconsolável.
Bell estava deitada em sua cama, chorando desesperadamente, mas acenou com a cabeça dizendo que sim, Luce entra no quarto e se senta na cama ao lado de Bell que em seguida a abraçou forte, Luce a corresponde como se quisesse dizer com aquele abraço que sempre estaria ali quando ela precisasse.
Depois de um longo abraço, Bell se acalma e em seguida Luce pergunta:
–Minha filha me conta o que aconteceu.
–Não estou afim de lhe contar mãe, você não precisa saber disso, e não é nada demais...
–Preciso sim, eu sou sua mãe e eu me preocupo com vocês, e como assim não é nada demais? Se não fosse nada demais você não estaria chorando!
–Ta certo mãe eu lhe conto, mas você deve me prometer que não brigara com Miguel, a culpa foi toda minha!
–Ta certo filha, eu não irei brigar cm vocês, mas me conta, por favor estou ficando preocupada!
–Depois que papai nos levou para a casa da vovó, a gente jantou como de costume eu fui pro meu quarto– Bell soluçou – Eu estava deitando quando recebo uma ligação do Rafael.
Rafael era seu namorado e ele era um canalha, já tinha traído ela com muitas garotas, Miguel já tinha lhe avisado sobre ele, mas ela se recusava a acreditar pois ele tinha dito que a amava e ela o amava muito. E a casa de seus avós ficavam a 10 quarteirões da casa de Luce e Daniel.
~ * ~
–Oi Bell – Falou Rafael.
–Oi Rafael meu amor, tava morrendo de saudades.
–Gata,vai ter uma festa hoje aqui em casa,meus pais viajaram, quer vir pra matarmos a saudade?
–Não posso meu amor, me desculpa, estou na casa da minha avó.
–Sim, mais é só a cinco quarteirões daqui. Tem certeza que não vai querer vir?? Vai ser muito massa, vem gata todo mundo tá aqui.
–Tenho – Disse Bell triste – Desculpa
–Tudo bem,você vai perder a maior festas de todas, tchau.
–Eu te... – Rafael desliga em sua cara.
Depois da ligação de Rafael, Bell ficou pensativa e acabou tomando uma estúpida decisão: Ela ia sim aquela festa porque estava com saudades de Rafael, ela queria ir até ele, pois o amava.
Eram oito horas e seus avós já haviam adormecido, Bell saiu pela janela do seu quarto que ficava no primeiro andar, com cuidado para não acorda ninguém, principalmente Miguel, pois ele não a deixaria ir atrás de Rafael porque o odiava. Como era perto – apenas cinco quarteirões da casa de seus avós- para não acordar ninguém, Bell decidiu não pegar o carro e ir a pé. As ruas estavam completamente escuras e desertas, Bell estava começando a se arrepender, ela estava com medo e com uma sensação estranha que dizia que ela não estava sozinha.
Desde criança ela e Miguel possuíam essas sensações e nunca erravam, e esse era seu medo naquela hora, ela nunca tinha errado sobre aquelas sensações, Bell cruzou os braços e seguir tremendo – tanto de frio quanto de medo – Ela podia esta sendo seguida por qualquer um naquele breu que estava e isso fazia com que um arrepio subisse pela sua espinha. Bell olhou pro lado, seu medo era tanto, que ela achou que viu uma sombra se mexer por entre as árvores e se assustou, do outro lado da rua uma lata de lixo caiu fazendo com que ela entrasse em estado de choque.
–Quem esta ai – Perguntou Bell aflita.
Ninguém respondeu, então ela começou a correr. Ela amava correr, todo dia de madrugada sai de casa para correr, ela tinha porte de atleta e um espírito competitivo que poucos conheciam, seu longo cabelo negro estava amarrado em um rabo de cavalo, ela era muito parecida com a mãe. Bell suspira aliviada pois finalmente havia chegado à festa, a música estava alta e estava lotado. Ela correu pra dentro esperando beijar seu amado, perguntou a todos por Rafael e acabou se deparando com Miguel, seu irmão.
– O que você está fazendo aqui?? – Falaram os dois ao mesmo tempo.
Mas antes que ambos pudessem responder a multidão vez com que eles se separassem. Bell saiu desesperada atrás se seu irmão quando de repente se deparou com uma cena chocante que fez com que ela congelasse, quando de repente começa a cair lágrimas de seus olhos que estavam num tom de avelã claro, Miguel avista sua irmã e fica surpreso ao vê-la paralisada, ele se entra na sua frente e a agarra pelos braços e começou a sacudir.
– O que você está fazendo aqui Bell? Era pra você está em casa dormindo – falou ele furioso, mas sua raiva logo foi substituída pela preocupação – Isabelle me responde... Bell... Bell.
Miguel olha pra trás, para saber o motivo do estado de sua irmã, quando ele se vira ele entende tudo, entendeu o porquê do choro de sua irmã... Rafael, aquele canalha estava beijando outra garota..
–Bell vamos embora – Falou ele com compaixão e ódio ao mesmo tempo– Não vale a pena,você não merece passar por isso.
Miguel puxa Bell para ir embora, mas ela se solta dos braços dele e correu em direção a Rafael.
–E assim que você sente minha falta? Com essa ai, se canalha desgraçado – A música para e todos ficam parados ao ver aquela cela, no rosto de Bell já não escorria lagrimas de tristeza e sim de raiva e decepção – Sabe Rafael, Miguel sempre tentou me alertar sobre você, mais nunca acreditei em uma palavra que ele dizia pois você disse que me amava e que não ia me trocar por ninguém, eu sempre pensei que não conseguiria viver sem você, você era minha vida, sempre te defendi quando falavam mal de você, brigava com todos até com meus pais, eu confiei em você, te botei dentro da minha casa, te apresentei pros meu pais – Miguel tentou tocar nela mas ela se esquivou – mas agora eu vejo que você não merecia nada daquilo, seu canalha idiota.
–Bell... Bell me perdoa... – Antes dele terminar a frase, Bell deu um tapa em seu rosto, e já ia dar outro se Miguel não a tivesse segurado.
–Me solta Miguel – falou ela furiosa –Me solta, esse canalha me iludiu, mentiu pra mim. Me enganou durante todo esse tempo...
–Não te solto, porque isso não é trabalho seu – Ele falou jogando-a para os braços de seu amigo que o acompanhava.
–Isso e trabalho meu – Falando isso, Miguel partiu pra cima de Rafael e começou a socá-lo , Miguel era muito forte estava ganhando, mas os amigos de Rafael chegarão pra ajudar ele e Miguel se viu encurralado. Estava todos gritando, e Miguel estava sendo segurado por dois caras e sendo socado na barriga por Rafael, Miguel se solta e começa a socar Rafael quando a polícia chega e separa os dois. Depois de todo o confronto e de uma longa explicação para a polícia, Bell e Miguel chegaram na casa de seus avós no carro da polícia. Seus avós Mary e Benjamim saíram correndo para fora de casa enquanto os gêmeos entravam em casa. Depois que seus avós conversaram com os policias e tudo se resolveu, resolveram levar os gêmeos pra casa.
~*~
–Foi isso que aconteceu – Falou Bell de cabeça baixa.
–Sinceramente, não sei se fico triste ou decepcionada com você Bell, Miguel havia me avisado sobre Rafael, mas toda vez que íamos lhe alertar sobre ele você recuava...
–Desculpa mãe, eu me arrependo tanto de ter acreditado naquele canalha quanto de ter defendido ele, mãe estou me sentindo suja, ridicularizada... me perdoa, eu prometo q isso nunca mais vai acontecer, eu prometo que nunca mais vou deixar nenhum homem me tratar assim!!
–Não se preocupe minha filha eu confio em você, eu sei que você vai ficar bem , você é forte Bell – Bell abraça Luce, depois daquele longo e aconchegante abraço Luce se afasta para encarar a filha – Agora vamos descer, falar com seu irmão, vamos ver se ele tá bem!! Ele e seu pai devem esta querendo saber como você está.
–Pode ir na frente mãe, eu vou me recompor e já eu desço, ok?
–Estamos lhe esperando lá em baixo filha – falou Luce indo em direção a porta.
Bell estava angustiada e pensativa, ela havia mentido para sua mãe, não tinha contado um detalhe daquela noite. Bell se deita na cama e fica pensando e se perguntando quem era aquela menina, Miguel não havia sido salvo pela polícia... Bell fecha os olhos e a cena volta em sua cabeça: '' Estavam todos gritando, e Miguel estava sendo segurado por dois caras e sendo socado na barriga por Rafael, quando de repente uma menina alta que vestia uma calça preta colada ao corpo e um pouco surrada, um casaco preto de mangas longas e com um boné de beisebol cobrindo seu rosto, chegou e socou a cara de um dos amigos de Rafael que em seguida cai no chão desmaiado, Miguel volta pra cima de Rafael enquanto a misteriosa garota some em meio a multidão frenética e desaparece da vista de Bell e Miguel''. Bell se levanta da cama e sai do quarto para ver seu irmão e seus pais, ela desce as escadas e vai pra sala. Quando ela chega na porta Miguel esta aos prantos conversando com Daniel e Luce no sofá.
– A culpa fui minha – Dizia ele com angústia – Era pra ter insistido, feito eles terminarem, era pra mim ter feito algo. Agora minha irmã está triste e chorando,pai eu posso senti sua tristeza eu pude sentir o que ela sentiu, a culpa foi minha, toda minha.
Bell vendo a angustia do seu irmão, começa a sentir seus sentimentos, ela estava sentindo sua aflição, cada lágrima que escorria em seu rosto era como se pertence-se a ela, como se eles estivessem,de alguma forma, conectados, algo que ela não conseguia explicar. Bell correu em direção a Miguel e o abraça, aquele abraço foi como se tudo no mundo se sumisse. Miguel envergonhado tentou disfarçar jogando sua irmã no sofá e enxugando as lágrimas, ele não era aquele tipo de pessoa que demostrava seus sentimentos, especialmente com sua família, mais Bell sentia tudo que seu irmão sentia, eles eram conectados. Miguel e Bell estavam cansados e resolvem ir dormir, ele sobe para seu quarto e Bell o segui. Miguel estava prestes a abrir a porta do quarto quando Bell se mete no meio entre ele e a porta, ela o encara e pergunta:
– Quem era aquela garota que te salvou? Você a conhecia? Eu acho que já a vi em algum lugar,mas to me lembrando de onde.
– Você não contou pra mãe, né? – falou Miguel meio nervoso.
–Não se preocupe, não contei sobre a garota que te salvou.
–Ela não me salvou, eu tinha tudo sobre controle, foi ela que se meteu!
–Deixa de ser mentiroso Miguel – falou Bell zombando da cara dele — Você estava encurralado e foi salvo por uma garota.
–Tudo bem, talvez aconteceu isso mesmo, mas... Quem era ela?
–Não sei pensei que a conhecesse.
–Ta bom então, para de encher meu saco e vai dormir, porque eu já estou indo!!– Miguel a empurrou e entrou no quarto.
Bell e Miguel entrarão nos quartos e bateram as portas juntos como se estivesse sincronizado, e foram dormir para esquecer daquela noite turbulenta.
Fale com o autor