Segundo Harry, tínhamos de chegar a um beco de número 97 em uma sala do Departamento de Mistérios.

Passamos por uma sala com cérebros, uma sala com uma maquete magica do sistema solar, uma sala curiosamente trancada… Todo o padrão parecia bater com o pouco de informação que eu já tinha a respeito do 9° andar do Ministério da Magia. A sala fechada, por exemplo, provavelmente era o ambiente de estudo de uma das magias mais poderosas e pouco conhecidas do mundo, o amor.

Talvez, se eu tivesse me esforçado mais para entrar nesta sala… Esse poder seria o suficiente… Amor seria o suficiente…

Seguimos para um local onde haviam centenas de prateleiras, acredito que apenas Harry e eu sabíamos que aqueles objetos eram vira-tempos. Confesso não imaginava ver tantos assim no mesmo lugar.

—Por esse lado!

Harry parecia ter reconhecido o azulejo do chão, pois passou pela porta e correu em direção às últimas prateleiras…

A cada passo, a ansiedade aumentava.

Voldemort poderia estar há alguns metros de nós.

A cada passo, uma sensação estranha crescia…. Não está fácil demais?

Chegamos a seção 80 e Harry já parecia indignado e confuso, ele deve ter entendido, assim como eu. Se Voldemort estivesse lá, já teríamos notado sua presença; há duas possibilidades e as duas são terríveis: Voldemort já havia passado por lá e terminado seu serviço. Ou Voldemort nunca esteve lá e caímos em uma armadilha.

Chegamos ao Beco 97 e não havia mais ninguém.

—Talvez ele esteja… Para outro… Lado…!

Harry parecia tonto, andando sem saber para onde ir. Ao nosso redor, haviam várias esferas com um brilho fosco.

— Harry, acho que Sirius não está aqui…

Ele parecia prestes a estourar, de novo.

— Harry, o que é isso? -Rony apontava para uma esfera ao seu lado- Tem seu nome nela…

Harry esticou braço para pegá -la.

— Harry, talvez não seja uma boa ideia…

Indaguei.

—Por que não? Tem algo a ver comigo, não tem?

Mas já era tarde demais.

Nada extraordinário aconteceu, mas em seguida, ouvimos ao fundo no escuro uma voz rebuscada e desagradável que lembrava em muito a voz de um certo Malfoy:

—Muito bem, Potter. Agora vire-se devagar e dê isso pra mim.

Era Lucio Malfoy.

POV FRED

Se pretende ser expulso de Hogwarts, faça isso com estilo!

Jorge e eu conseguimos produzir a mais extraordinária quantidade de fogos de artifícios que imaginei que seríamos capazes. Conseguimos virar de cabeça para baixo as cadeiras de uma parte considerável das salas, inundamos banheiros, azaramos Crabble e Goyle em elefantes e eu diria que o toque final foi transformar um corredor inteiro em um pântano aterrorizante. Não achei que as aulas de herbologia seriam tão inspiradoras.

Depois mandar Fogos Espontâneos em forma de uma dragão atrás de Dolores, anunciamos a todos os alunos que todas as Gemialidades Weasley estariam disponíveis em nosso novo endereço no Beco Diagonal, haveriam um desconto especial para alunos de Hogwarts que prometessem infernizar Dolores Umbridge e Filch.

Dei uma última olhada a nossa plateia e não vi Hermione, nem Rony ou Harry. Espero que nossa brincadeira tenha ajudado, ao menos um pouco.

Olhei para o lado e Jorge olhava em direção a Angelina e Kátia. Elas acenavam para nós.

Vamos em direção a Hogsmead onde era possível aparatar.

—Então, você e a Angelina…

Olhei para Jorge:

— Não, a gente não…

—Tudo bem, Kátia e eu também não. Concordamos que seria melhor assim. Quem sabe daqui uns anos, depois que Voldemort voltar para cova dele, eu possa chamar Kátia para sair e a gente começa de novo… Isso se ela não achar nesse meio tempo algum careta estilo Percy no Departamento de Jogos e Esportes Mágicos.

Jorge ainda tinha o mesmo olhar apaixonado de quando pediu Kátia em namoro ano passado.

—E você, Frederico?

— Não tenho ideia… Talvez eu pense em outras possibilidades ao invés de Angelina…

—Uma possibilidade morena que parece saber tudo sobre… tudo?

Ele me deu um empurrão com a vassoura.

—Talvez, não sei… Já levei um fora na primeira tentativa… Mas agora eu não sou mais um aluno de Hogwarts que atrapalharia os estudos da mocinha…

— Claro, você é Fred, o empresário do entretenimento coletivo por meio de produtos de moralidade duvidosa… Os pais delas vão adorar, você é um ótimo exemplo, com certeza!

—Ha...Ha. Eu não quero pensar nisso. Temos prioridades maiores agora. — chegamos a Hogsmead — Primeiro, vamos ao Largo Grimmauld. Precisamos deixar algo informando onde deve estar Sirius.

—Depois contatar Lupin,Tonks e quem mais conseguirmos da Ordem.

— E vamos para Gemialidades.

— E vamos para Gemialidades.

Aparatamos.

No segundo que chegamos ao Largo Grimmauld, duas coisas estranhas aconteceram.

A primeira: não estávamos sozinhos. Não apenas Sirius e Lupin, mas Tonks, Quinsley e papai estavam presentes.

A segunda: havia um cervo azul cintilante exatamente como um patrono em cima da mesa. Pior de tudo, ele falava com a voz de Snape.

— O que…

—Shhh!

Tonks me calou.

O cerco terminou falando que Harry e seus amigos não estavam em nenhum lugar do castelo, o que quer dizer que devem ter ido para o Ministério. Em seguida, ele desapareceu.

Começaram se encarando, mas no mesmo instante, todos olhavam para nós.

—O que estão fazendo aqui, meninos?

Papai perguntou e Jorge respondeu.

—Viemos avisar que Harry viu Sirius no mesmo lugar que você foi atacado. Que Voldemort estava com ele torturando-o…

—Voldemort estava fazendo o que comigo? Não acredito que ele caiu nisso… Eu sabia que Snape não estava ensinando Oclumência direito!! Precisamos ir atrás dele agora!

— Precisamos de um plano primeiro, Sirius. Não podemos simplesmente aparecer no Departamento de Mistérios sem levantar suspeitas do ministro.

—Se Harry está lá e Você-Sabe-Quem o levou até lá, sabemos muito bem que não temos tempo para ficar planejando demais…

— Esse comportamento irresponsável que levou Harry aonde ele está.

— Não só Harry… — tive que intervir — Rony e Hermione estão juntos e acho que Gina, e mais dois alunos acompanharam eles.

—Vimos todos indo para a Sala da professora Dolores junto de Harry para tentar se comunicar com você.

Completou Jorge.

—E vocês não seguraram Gina? Como deixaram uma menina como ela se expor assim? Aliás, o que vocês estão fazendo aqui ao invés de estarem na escola?!

—Pai, Gina não é uma criança indefesa. E nós estamos definitivamente fora de Hogwarts, vamos oficializar nosso negócio com um estabelecimento físico para a Gemialidades Weasley. Somos oficialmente adultos .

—Onde assinamos para entrar para a Ordem?

Conseguimos deixar um Arthur Weasley sem palavras e uma Tonks com sorriso de aprovação. Quim cortou a conversa e nos fez voltar ao assunto principal.

—Podemos sair do Largo Grimmauld e aparatar no Ministério. Vão receber nossas localizações assim que entrarmos lá, mas não vamos expor a Ordem se nossa origem não for aqui. Precisamos pegar um estudante e trazer ele de volta o mais rápido possível. Levem para um ponto de Londres qualquer e depois tragam-no imediatamente para cá. Havendo combate, Tonks e Lupin reúnem os alunos, Arthur e eu distraímos os comensais. Caso vejam vocês-sabem-o-que, a prioridade máxima é retirá-la para um lugar seguro, desaparate pelo menos 3 vezes para não ser seguido. Sem esse alvo, protegemos os alunos. Dumbledore não deve demorar a chegar lá e saberá lidar com as consequências.

— E eu?-E a gente?-E a gente?

Sirius, Jorge e eu falamos ao mesmo tempo.

—Sirius, você tem que avisar Dumbledore e explicar o que aconteceu. Sabemos quem pode estar lá, Dumbledore pode avisar o ministro e resolvemos um de nossos problemas.

— Ele é meu afilhado! Não posso ficar aqui como garoto de recados!

—Também ao pode se expor e voltar para Azkaban por nada!

—Por ele eu iria! Dane -se minha segurança! Harry é minha família!

Engraçado como Sirius falava da mesma forma que Harry.

Sirius saiu pela porta e Tonks foi atrás dele. Quinsley continuou.

—Vocês dois não estão na Ordem. São muito novos e despreparados. Bruxos mais experientes já morreram em minutos no primeiro enfrentamento de um comensal.

Jorge argumentou:

—Vamos ser francos. Sabemos que há uma arma lá que pode decidir a guerra. Vocês podem negar, mas sabemos disso. Papai quase morreu por ela, nossos amigos podem estar quase morrendo neste exato momento e vocês não tem gente o suficiente para lidar com a situação. Podemos ser apenas mais alvos de feitiços lá, mas mais alvos ao menos ajuda a diminuir a probabilidades deles acertarem cada um de vocês, certo?

Antes que Quimsley pudesse argumentar, Tonks entrou correndo na sala.

— Sirius aparatou. Deu uma ordem ao monstro e aposto que foi para o ministério.

Arthur e Quimsley se olharam.

—Fred e Jorge foram excelentes alunos comigo.

Lupin entrou na conversa. Arthur decidiu por um ponto final.

—Sobrevivem hoje e eu tento convencer a mãe de vocês a não matar vocês por entrarem na Ordem. Tragam Gina e Rony para cá.

Sorrimos.

No segundo seguinte, todos nós aparatamos. E mais uma vez.

A parte engraçada é que Jorge e eu não sabíamos onde devíamos ir. Nenhum deles aparatou próximo ao elevador, o que quer dizer que deviam saber para qual andar deviam ir.

Lembrei vagamente de Harry falar sobre o departamento de Mistérios e no elevador estava escrito que se tratava do 9° andar. Entramos com a melhor expressão de paisagem possível, acenamos para um bruxo que saia do elevador e fomos para o andar onde provavelmente encontraremos o cenário de uma batalha em ação.

***

Haviam muitas portas, mas estavam marcadas com um X em vermelho. Sorri imaginando a Senhorita Sabe Tudo tomando essas medidas de segurança. Uma das últimas portas estava sem X. Havia centenas de estantes e boa parte delas estavam caídas. O chão estava repleto de objetos engenhosos, mas que pareciam ter quebrado com o impacto de algo.

No mesmo instante pensei em Gina usando qqr feitiço com o mínimo de empolgação.

Jorge se abaixou e pegou um dos objetos quebrados e eu fiz cara de desapontamento para ele, mas não o condeno. Somos inventores, ter acesso a uma invenção superprotegida do Ministério pode nos dar ideias inovadoras… Provavelmente eu mesma teria pego se não fosse minha preocupação com uma certa morena… E meus irmãos.

Não era preciso pensar muito para saber que devíamos seguir o rastro de destruição.

Havia um porta no final do corredor à esquerda, ouvimos gritaria vindo de lá e corremos para a porta. O local parecia estar muito mais profundo que esse prédio permitiria, mas conseguimos distinguir um pontinho branco com azul indo para um canto. Provavelmente Luna.

Aparatamos novamente lá embaixo e conseguimos localizar os demais.

Harry e Sirius estavam batalhando com um bruxo e uma bruxa ao redor de um arco cinzento esquisito, Tonks estava na retaguarda de Gina e Luna, Lupin parecia estar protegendo Neville enquanto o guiava para perto de Tonks e pude reconhecer papai e Quimsley batalhando enquanto literalemnte voavam pelo lugar.

Foda. Papai precisa ensinar esse feitiço para a gente depois.

Não víamos Hermione e Rony em lugar algum. Apontei para Gina e Jorge entendeu. Ele levaria Gina e eu deveria encontrar meu querido irmão. Tenho que confessar que parte do meu interesse residia na esperança de encontrar Hermione, viva, no caminho.

Enquanto andava por uma espécie de trincheira ao redor da elevação de pedras que culminará no arco, pude ver papai ser colocado contra a parede. O bruxo estava prestes a atingi-lo quando eu lancei um estupefata.

Feitiço não verbal, inclusive. Depois de ver a proeza de Hermione, Jorge e eu começamos a treinar para refinar nossas habilidade com feitiços não verbais.

Me abaixei e esperei até ter certeza que não haveria outro comensal vindo até mim.

Estava terminando de dar uma volta no perímetro quando vi a bruxa que duelava com Harry e Sirius ir para a porta de saída e de lá lançar um feitiço com espectro verde na direção de Sirius.

Não consegui ver o que aconteceu, mas pela forma que Harry gritou… Aquele feitiço só poderia ser a mesma maldição imperdoável que levou seus pais.

Os demais Comensais também fugiram e Lupin correu para segurar Harry. Ao mesmo tempo, fui em direção a Tonks e pelo visto Jorge tinha levado todos os mais novos.

Tonks veio em minha direção.

—A amiga da sua irmã estava com um ferimento estranho. Preciso voltar pro Largo e levá-la pro St. Mungus. Gina disse que seu irmão foi atacado por um cérebro ou algo assim… estão em outra sala do Departamento. Pode ir buscá-lo? Hermione está com ele.

Aparatei no mesmo instante no corredor. Tempo suficiente para ver Harry passar correndo atrás da bruxa que gritava "Eu matei Sirius Black!"

Não tinha outra alternativa, comecei a tentar todas a portas e ver algum sinal de um "cérebro" em um lugar que não devia estar .

Olhei quase todas as portas com X, exceto uma que por mais que eu tentasse, não abria. Nem mesmo com aloromora, Portaberto ou abra-te-sesamo. Ouvi um barulho na porta ao lado e naquele segundo pensei em Hermione. Senti a maçaneta aquecendo em minha mão, mas não importava mais, não era nesta sala que eu encontraria quem eu precisava ver.

Abri a porta e vi uma Hermione sentada no chão com a cabeça de Rony em seu colo. Vários tentáculos de aspecto gelatinoso estavam espalhados ao seu redor. Um deles parecia estar completamente chamuscado na porta que abri.

Ela não tirava os olhos do meu irmão. Fazia carinho em seu rosto todo marcado por queimaduras no formato dos tentáculos. Havia um último tentáculo, que agora me pareciam ter a mesma textura que se pode imaginar ter um cérebro, é este estava enrolado em seu pescoço.

Hermione apontou a ponta da varinha com uma luz vermelha e parecia estar faturando com alta temperatura o tentáculos para que ele soltasse o pescoço de Rony.

Eu não podia me aproximar naquele momento, uma pequena desatenção dela poderia atingir o pescoço do meu irmão e eu gosto dele com todas as partes do seu corpo juntas.

Assisti seu cuidado com Rony, depois abraçando-o enquanto chorava.

Agora me aproximei.

— deixa que eu levo o Rony.

Ela me olhou com surpresa.

—Fred! Eu sei que eu não… Devia agir como se entendesse algo de medibruxaria… Eu só… Não podia deixar ele sofrendo com as queimaduras… Elas pareciam com…

Me abaixei e segurei sua mão.

—Hermione, tá tudo bem. Tenho certeza que não fez nada de errado. — passei os dedos na fina linha vermelha que marcava seu braço de suas queimaduras do ano passado — Eu gostaria de saber o que fazer quando encontrei você…- soltei suas mãos para segurar Rony- Mas agora, o que precisamos fazer com o Rony é levar ele pro Largo Grimmauld. Isso é comigo.

Segurei meu irmão da melhor forma possível. Aparatação acompanhada não era meu forte, mas tenho certeza que posso levá-lo sem deixar uma orelha para trás.

Aparatei. Gina estava lá com Neville e Jorge, mas Tonks já havia saído com Luna.

No mesmo instante, Jorge me ajudou com Rony e o colocamos no sofá.

— Ele também precisa ir pro St. Mungus.

Falei olhando para Jorge.

— Eu levo, você busca Hermione.

Sorri para ele. Meu gêmeo devia saber que eu não ficaria em paz sem ter ela longe de qualquer Comensal.

Aparatei e encontrei ela no mesmo lugar, agora estava de pé se limpando.

Abracei-a com força. Ela respondeu o abraço. Era um jeito de dizer um ao outro que estávamos bem.

Continuamos nessa mesma posição sem mover um centímetro. Estava quase me esquecendo como era bom ter ela assim comigo.

—Hermione… Temos que ir para o Largo.

— Agora?

—Quando estiver preparada...

Continuamos abraçados até que ela mesma nos separou e me encarou.

— Eu vi todos eles, Fred. Haviam 12 contra nós 6. Nós nos defendemos e contraatacamos, mas era completamente diferente. Se algum feitiço nos atingisse… Ou alguém nos prendesse… Havia tantas formas de tudo dar errado...Não quero nem imaginar.

Ela fechou os olhos e respirou fundo. Já estava se tornando um hábito vê-la dessa forma em situações delicadas.

—O que importa é que estamos bem. Todos, certo? — Eu acenei com a cabeça — Se conseguimos passar por isso, então estaremos mais preparados nas próximas. Mais fortes, mais experientes.

Sorri.

Essa é minha Grifinória.

***

Voltamos para o Largo Grimmauld.

Não vi sinal de Harry ou dos demais alunos, nem de Jorge.

—Onde estão…?

—Luna e Rony devem estar no hospital com Tonks. Neville e Jorge devem ter ido com eles.

— E Harry? E os membros da Ordem? Eu saí para cuidar do Rony, mas lembro de ter visto Lupin, Sirius, seu pai…

Agora caiu a ficha. Quando ela perguntou sobre todos… Eu não informei sobre Sirius.

Estava prestes a falar quando alguém aparatou na sala.

Dumbledore.

—Oh! Bom encontra-la, Senhorita Granger. Está bem acompanhada, novamente. Peço que vá para o St. Mungus, juntos aos demais alunos. A professora Minerva terá alta hoje e pode acompanhá-los de volta a Hogwarts em segurança. Senhor Weasley… Faço a você o mesmo convite que fiz a seu irmão. Hogwarts ainda pode recebê-lo se for de sua vontade.

—Prefiro ser recebido pela Ordem, Dumbledore. O que acha? Dois Weasley por um. O dobro de eficiência. Já temos um bom lugar no Beco para qualquer eventual necessidade da Ordem.

Se não fosse pela grandiosa barba, eu poderia jurar que Dumbledore estava sorrindo.

—E como prova da sobrenatural conexão entre gêmeos, seu irmão me respondeu exatamente o mesmo. Não posso garantir sua segurança em relação a Molly Weasley, mas garanto que serão bem vindos a Ordem!

Sorri e olhei para Hermione. Só agora percebi que continuávamos abraçados.

—Preciso me retirar agora. Tenho uma reunião marcada com um certo ministro da magia que não pode mais negar os fatos. Hogwarts vai voltar a ser como era.

Dumbledore aparatou.

—Vai mesmo sair de Hogwarts?

Hermione perguntou.

—Já estava na hora. Jorge e eu estamos prontos para elevar nossos negócios a um público maior, conseguimos um bom lugar, só precisa de uma reforma… E, você sabe, fora de Hogwarts podemos ajudar a Ordem para lutar contra Voldemort.

— Vou sentir sua falta.

— Eu também.

Ainda estávamos próximos. Tinha certeza que poderia beijá-la uma tima vez quando…

—Pode me fazer um favor, Fred?

—Quantos quiser, Hermione.

—Posso ver a Gemialidades?

— Agora?

— Agora.

Havia algo em seu olhar que eu não podia entender. Parece que quanto mais tempo eu passo com Hermione Granger, mais mistérios eu resolvia e encontrava.

Aparatamos na loja. Ainda estava cheia de caixas fechadas e entulho da loja anterior. E teias, bastante teias.

Hermione olhava o ambiente com curiosidade. Pensei que poderia querer dar um sermão, mas ela realmente parecia estar apoiando a ideia, isso me deixou empolgado.

Durante o tour falei sobre nossos planos, onde vamos colocar estantes e nossos parceiros comerciais, como a venda da Bruxa Maravilha em uma árvore cor-de rosa… Ao final estávamos no andar de cima onde não seria acessível a todos.

—E aqui vai ser uma espécie de quarto para mim e Jorge. Assim, estamos oficialmente fora da Toca.

—Incrível! Tudo parece maravilhoso, Fred. Estou torcendo que tudo dê certo. A ideia está muito bem pensada, só precisam conseguir colocar em prática… — ela se virou para ficar próxima. Fechou os olhos e depois me encarou-... Falando em prática… Isso aqui é para dar… Boa sorte.

Ela me beijou.

Céus! Como senti falta desse beijo.

Apertei seu corpo sobre o meu. Suas mãos arrepiavam meu pescoço. O beijo parecia urgente e eu precisava dela tanto quanto ela precisava de mim.

Minhas mãos desciam vagarosamente sobre suas costas, eu sentia seu corpo respondendo aos toques.

"Hermione era nova demais, nova demais."

Eu repetia esse mantra na minha cabeça.

Tínhamos um ano e meio de diferença e com certeza ela não tinhas as mesmas segundas e terceiras intenções que eu. Não só pela idade… Mas era uma inexperiência em geral.

Ela se separou e me encarou. Talvez por toda a situação em que estávamos, mas eu via agora uma inocência em como ela agia… Que se mantinha mesmo com tudo que passou e espero que mantenha com tudo que provavelmente ainda passará.

—Vamos para o hospital, Fred Weasley, o mais novo empresário?

—Vamos, Hermione Granger, a Bruxa mais inteligente que tive o prazer de conhecer.

***

Fomos ao St. Mungus, Harry não estava lá, pelo visto Dumbledore já o levou para Hogwarts. Logo Minerva também os levou de volta para Hogwarts, pelo visto Rony e Luna ainda precisariam ficar na enfermaria algum tempo, mas estavam bem.

Comecei a pensar em como seria estranho não ver Hermione todas manhãs, acho que sentiria falta até mesmo de nossas aulas aos elfos e suas reclamações sobre nossas vendas no Salão da Grifinória. Claro que sentiria falta de todos meus amigos, do Quadribol,talvez das aulas, de Angelina… Mas era uma sensação diferente com ela. Sentia falta de algo que sequer existia… mas que poderia acontecer, que eu gostaria que viesse a acontecer.

Quando me pego pensando assim, me pergunto onde foi parar meu coração peludo?

Agora o que mais importa é o futuro. Estamos na Ordem. Estamos com nossos negócios e que essa guerra possa acabar mais rápido que alguém diga "Quadribol"… Infelizmente, nem eu acredito nisso. Provavelmente teremos anos cada vez piores. Só espero poder proteger as pessoas importantes para mim e contribuir com nossa Vitória nesta guerra que acaba de começar.

Notas finais
Pensei em dividir em dois capítulos, mas achobque toda essa informação fica melhor em um so capitulo. Pegaram a referência do coração peludo?