Subentendido

6 Capítulo 6


Notas iniciais
Oi meninas, olha eu aqui de novo! Muito chateada com os novos resumos, alguém ainda com esperanças que role BenFia na novela? Bom, mas como aqui tudo é possível, vamos a mais um capítulo, beijo BenFia e outras emoções. Espero que vocês não odeiem o Ben depois desse capítulo, as atitudes dele vão ser importantes pro decorrer da fic. Ah, eu acho que não falei, mas vai ter uma passagem de tempo em breve, e alguns personagens como o Antônio e a Meg vão aparecer, mas isso fica mais para frente. Vamos lá, capítulo na mão, espero que vocês se divirtam e façam uma autora feliz, Deixe um comentário no final falando o que você achou. Beijinhos

– Sofia – ele virou a garota, tirando as mãos do seu rosto e se sentiu mal, por saber que o motivo das lágrimas da loira era ele. Então ele tocou no rosto da garota, secando uma lágrima. Ela tentou afastar a sua mão e ele a segurou. Ela acabou olhando nos olhos do Ben e esse foi o seu erro. Sentiu a proximidade dos dois crescerem e a respiração dele em seu rosto, até que seus lábios se tocaram. Ela quis desejar que isso não fosse só um sonho, ela queria que isso fosse realidade. Não queria acordar agora.

Ben percebeu a suavidade dos lábios de Sofia nos seus e em poucos segundos, sentiu o desejo que nutria por Sofia tomar conta de si. Seu corpo desejava por ela, ele não podia negar. Ele deslizava suas mãos pelo corpo da loira, aproximando seus corpos cada vez, buscando cada vez mais tê-la próximo de si, sentindo-se em êxtase. O toque dela, seu perfume, seu lábios se encaixando, as línguas se tocando, em um ritmo sensual e só deles, ele queria prolongar esse momento mágico, ele ansiava por isso, ele só não queria ser incomodado, mas aconteceu, e em algum lugar da sua mente ele se lembrou da Anita. Sua namorada, a garota perfeita para ele.

Ele se afastou bruscamente e encarou Sofia com os olhos culposos por longos segundos. A loira o fitou confusa.

– Isso foi errado, Sofia, a gente... A gente não podia ter feito isso – Ben disse evitando olhar nos olhos da loira. Seu coração ainda batia descompassado e se corpo desejava por mais um beijo, mas, ele mais que ninguém, sabia que não podia, isso era errado, a Anita não merecia isso.

– Errado? – ela repetiu sentindo o rosto esquentar. A frustação, somada a vergonha e a sensação de ter sido usada a fizeram sentir ódio do seu sentimento por Ben – Você me beijou, se você não percebeu. E parecia estar gostando...

– Eu sei disso, mas eu não sei onde eu estava com a minha cabeça, eu não pensei ok? – ele disse aumentando o tom de voz, sentindo raiva de si mesmo por ter beijado Sofia — A Anita...

– Claro – a loira interrompeu encarando Ben, furiosa – Tinha que ter a Anita no meio né? Quer saber Ben, você é patético – ele a fitou – É sério, é o que você é, e eu me sinto tão estúpida agora, você quer alguém como a minha irmã – ela dá um meio sorriso debochado – Honesta, gentil, menina de família... Só que essa infelizmente não sou eu, mas é tão óbvio que você não me esqueceu, e continua com a minha irmã porque ela é essa princesa que você sempre idealizou. É claro que você é feliz com ela, mas sempre sente que falta algo, e de vez em quando você pensa em mim, de noite você sonha comigo, e isso é tão ridículo, até mesmo para você Ben. Quer saber? Você tem razão isso foi errado!

– Ei, vocês dois, que vocês pensam que estão fazendo? – os dois são surpreendidos por um dos seguranças da festa. Sofia encara o homem antes de responder.

– Perdendo meu tempo – ela responde tentando ignorar o bolo que se formava em sua garganta e a sensação de sufocamento que sentia. O rádio do homem toca e ele se concentra em responder a mensagem. Sofia aproveita a deixa e caminha em direção à porta. Ben observa a loira caminhar a sua frente, confuso e irritado. Queria ir atrás da loira, mas a oportunidade havia passado, ele sabia disso. A culpa consumia seu coração, mais uma vez, mesmo sem querer, havia cedido a uma atração que ele considerava estúpida.

Sofia caminhou por entre os convidados falando para si mesma que não se permitiria mais chorar pelo Ben. Se irritou consigo mesma ao pensar em quantas vezes já havia falado isso? Mas dessa vez ia ser diferente, ela precisava tentar, acreditar nisso, fazer algo para mudar.

– Até que enfim eu te encontrei – ela ouviu o garoto de cabelo bagunçado e sorriso sarcástico falar, a fitando nos olhos.

– Vem cá, desde quando eu comecei a ser tão importante para você? – ela retruca sem muita paciência, encarando Matheus com os olhos desconfiados.

– Ei, esse garçom deve ser odiável mesmo – ele continua ironizando ignorando a pergunta da loira – Você tava com ele, não é?

– Acho que isso não é da sua conta, Teteu – ela replica ironizando – Você viu meu pai? Eu quero sair logo dessa festa!

– Bom, aparentemente ele teve um quase infarto ao saber que você estava com o filho do tal de Ronaldo...

– Meu pai o que?

– Ele está bem – ele fala tranquilizando a loira que não conseguia conter o pavor em seu rosto – Foi só uma figura de linguagem mal utilizada, é visível que ele tem um coração bom, só certa fragilidade em ver que a garotinha dele anda por aí com o filho do atual marido da sua esposa.

– Você é um idiota!

– Sei o quanto você me odeia, mas – ele faz suspense – Eu sei onde seu pai está... E posso te levar até lá – ele estende o braço, esperando que ela entrelace seu braço no seu. Ela bufa e o puxa pela mão, o fazendo sorrir.

– Achei que eu ia guiar você ao o seu pai – ele fala próximo do ouvido dela, fazendo-a parar instantaneamente.

– Já falei o quanto você se tornou detestável?

– Vou fingir que não ouvi isso e acreditar que você só deve estar nervosa e ansiosa para ir embora dessa festa sem graça – ele tomou a dianteira e enlaçou a mão dela na sua, até chegar onde Caetano e Bernadete se encontravam. Bernadete fitou os jovens de mão dada, com curiosidade. Sofia percebeu e soltou a mão de Matheus com rispidez.

– Sofia, minha filha, onde você estava? – Caetano perguntou preocupado abraçando a garota – Você está bem? Aquele sujeitinho fez alguma coisa para você?

– Pai, eu tô bem, quer me soltar! – a garota exclama impaciente, não querendo se explicar – Eu só quero ir para a casa – ela falou manhosa.

– Eu vou pedir para o nosso motorista te levar até em casa – Caetano fala pegando o aparelho celular – Mas amanhã a gente vai conversar sobre o que aconteceu aqui hoje.

– Eu vou com ela – Bernadete fala solicita, levantando da cadeira e ajeitando o vestido.

– Nem pensar! – Sofia retruca cruzando os braços e ignorando a madrasta.

– Eu posso levar ela para casa senhor – Matheus se oferece – Somos vizinhos e eu estou com o meu carro.

– Isso é algum tipo de piada? – Sofia perguntou, sendo ignorada por todos.

– Quanta gentileza! – Caetano fala orgulhoso olhando para o rapaz e a filha. Não gostava de pensar na filha mais nova namorando, mas se fosse para ela namorar alguém, o rapaz ao seu lado era a pessoa ideal, de família influente na sociedade carioca, e lhe renderia futuros negócios — Precisamos marcar um jantar informal na minha casa com a sua família meu rapaz.

– Meus pais adorariam senhor!

– Por favor, não me chame de senhor, pode me chamar de Caetano – o homem respondeu gentil e depois se virou para a filha – Estou confiando em você meu bem mais precioso, leve ela em segurança.

– Oi? – Sofia perguntou indignada – Eu não vou com esse garoto!

– Sofia, minha filha, não seja mal educada, o rapaz está fazendo uma gentileza, e vocês são amigos de infância não são? – Caetano começa a discursar sobre como a família Lopes Albuquerque é uma família importante e como eles deveriam ser gratos. Todo aquele sermão estava causando sono.

– Ok pai, já entendi, eu vou com o Matheus – ela disse entediada, enquanto o garoto não continha o sorriso. Matheus cumprimentou Caetano e Bernadete e fez sinal para a loira ir à frente.

– Dá para tirar esse sorrisinho convencido da boca? – ela disse quando estava afastada do pai – Tá ridículo!

– Qual é Sofia, eu sei que você não quer voltar para a casa, e com a Bernadete voltando com você isso seria impossível!

– Tá falando do que?

– Que eu tenho uma festa bem mais descolada para ir hoje e coloquei o seu nome na lista!

– Não sei se eu devo confiar em você – ela fala encarando o garoto levantando uma das sobrancelhas.

– Eu posso te levar em casa se você quiser – ele fala fitando a garota nos olhos – A escolha é sua.

– Eu não acredito que eu vou falar isso, mas – ela para e sorri brevemente – Eu quero ir nessa festa.

– Sabia que você não resistiria ao meu charme!

– Ai, você se acha né garoto!

– E você não negou – ele observou rindo.

– É que eu realmente estou encantada com tanto charme – ela ironiza.

– Posso te fazer uma pergunta? – ela balança a cabeça em afirmativa – Você e o tal de Ben, vocês – ele para pensando na melhor maneira de expressar o que estava pensando – Você, ele... Como é a relação de vocês?

– Você tá querendo perder a sua vida?

– Se eu for encontrar um anjo igual a você no céu.

– Teteu – ela disse com os olhos cheios de malicia – Se superando a cada cantada ruim.

– Vai adiantar eu pedir para você parar de me chamar assim?

– Não, é divertido!

– Ok, se for para fazer você sorrir, eu aceito!

De longe, Ben observava a cena, sentindo algo corroer dentro dele. Uma sensação de perda tomando conta de si. Resolveu ir embora, não ficaria ali nem mais um minuto.

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Sofia andava pelos corredores do shopping falando com a melhor amiga sobre as melhores opções de roupas para os novos projetos do “Tapinha da Sofia”.

– Caraca, pelo jeito essa festa foi bafônica hein – a morena perguntou surpresa encarando a amiga — quantas coisas acontecendo, como foi que eu perdi tudo isso?

– É isso que eu me pergunto também – a loira falou – Vem cá Flaviana, onde você tava que não atendia esse celular?

– Eu precisei sair com a minha mãe.

– Ah, qual é Flaviana – Sofia disse desinteressada, observando uma arara de saias – Vai mentir pra mim agora?

– Tá, eu estava com o Serguei – a morena falou com a expressão culpada.

– Porque eu já estava desconfiada disso – a loira disse com um sorriso no rosto – E pelo jeito a coisa tava boa não é, para você não atender o celular.

– Você nem imagina – Flaviana disse com um sorriso no rosto – Agora dá para parar de falar de mim e vamos nos concentrar no que é importante, tipo a festa que você e o Matheus foram depois.

– Ah, isso foi à única coisa que salvou a noite, a gente foi no aniversário do Caio Castro – a loira disse com um sorriso no rosto.

– Mentira! – a morena exclamou com os olhos arregalados, surpresa.

– Acredite ou não, aquele maluco é amigo dele – Sofia revirou os olhos relembrando da noite – A parte desagradável foi aguentar o ego do Matheus, acredita que ele ficou se achando porque uma modelo ficou dando moral pra ele, pelo menos é o que ele diz, e eu não sei se acredito muito nisso.

– Você e o Matheus saindo junto hein, quem diria! – Flaviana diz ironizando.

– Ah, cala a boca Flaviana, nada a ver, ele até que é um cara legal!

– Só um cara legal? Por favor, né Sofia, o cara se tornou um gato, e além de tudo é podre de rico, apenas acho que você deveria investir.

– Ai não Flaviana, nada a ver – Sofia fala desconversando enquanto efetua o pagamento por suas compras.

– Já entendi ainda o Benjamin não é?

– Não, o Ben definitivamente é passado.

– Eu só acho que o Matheus combina muito bem com essa sua nova fase. Nada como um novo amor para esquecer um velho – Flaviana falou convicta.

– Você é quem o diga né Flaviana – Sofia falou se referindo ao peguete da amiga, Serguei. As duas sorriram e voltaram a bater pernas pelo shopping. Talvez Flaviana tivesse razão, ela precisava seguir em frente, e um novo gatinho parecia ser o certo a fazer.

Notas finais
Eai, o que acharam? Gostaram do capítulo? Ah, pelo que vocês sabem do personagem novo (Matheus), vem algum ator na cabeça de vocês que representaria bem esse personagem?