Subaru With Yuki Hana

14 O saber perdoar


Itachi (Pov)

O sol já ia alto, quando acabei de almoçar, saí de casa para visitar Namida, no hospital informaram-me para ir falar com Sakura.

— Posso Sakura? – Batendo á porta.

— Sim entra, estava á tua espera.

— O que se passa? – Intrigado.

— Em principio hoje Namida terá alta para sair do hospital, único senão precisara de alguém a tomar conta dela pois ainda não pode fazer movimento bruscos.

— Não te preocupes com isso eu ficarei encarregue.

— Fico feliz por dizeres isso. – Sorrindo-se. – Se quiseres podes ir ter com ela ao pátio.

— Ok. – Indo-me embora.

Vi Namida a observar o origami com um pequeno sorriso nos lábios. Quem não esperava encontrar com Namida era Sasuke, os dois falavam, deu para perceber que Sasuke não gostava do que Namida dizia-lhe, pois cerrava o punho com força, mas de súbito a sua tensão diminuiu, sentou-se ao lado de Namida, está põe-lhe a mão no ombro sorrindo-lhe. Sasuke dá-lhe um sorriso, sem malícia alguma apenas um sorriso normal, surpreendeu-me muito.

Sasuke levantou-se indo-se embora, aproximei-me de Namida.

— Então Namida como vais?

— Vou bem. – Olhando para mim. – Viste o teu irmão, não foi?

Como Namida é perspicaz.

— Sim vi. Porque perguntas?

— Por nada de mais.

— Namida, Sakura disse-me que talvez hoje saísses do hospital. – Contente.

— Sim ela também informou-me. Até que enfim!!! Estava haver que ia passar o resto da minha vida aqui. – Num tom brincalhão.

— Eu ficarei encarregue de ti quando fores para casa.

— Ok, mas não estarei a dar trabalho a mais? – Preocupada.

— Nem por isso, desde do inicio eu sempre tive de estar em olho em ti.

Namida riu-se baixinho com a minha resposta.

— Itachi podes pô-la em mim. – Dando-me a flor de neve origami.

— Claro. – Pegando nela.

Como sempre Namida deu um sorriso de satisfeita. Peguei-lhe na mão olhando para ela e ela para mim, os seus olhos continuavam com aquele brilho lindo e invulgar, pôs-me de cócoras, passei a minha mão pelo seu rosto suavemente esta agarro-me a mão de maneira a poisar a sua bochecha mais na palma da minha mão, o fechar lento dos seus olhos, fez-me semicerrar os meus olhos.

O nosso pequeno momento foi interrompido pela a enfermeira, que informou-me que Namida ia agora fazer alguns exames antes de lhe darem alta, para terem a certeza que estava tudo bem com ela, entrego-a a ela, esta disse-me que por volta das 21:30 – 22:00 estaria tudo pronto.

Para matar o tempo caminhei pela a vila, sem destino passei por vários sítios, mas só um fez-me parar. A entrada do clã Uchiha, veio-me logo de todo á lembrança, fechei os olhos e suspirei lentamente para abri-los outra vez. Ainda me lembro da expressão triste e assustada de Sasuke a perguntar-me o porque de ter morto a nossa família. A sua expressão tocou-me muito, mas…

— O que fazes aqui? – Num tom serio.

Olhei era Sasuke.

— Nada que te interesse. – Com tom serio.

— Estás a recordar todo o que fizeste? – Com olhar frio.

– Acho que está conversa não nos vai levar a lado nenhum, por isso vou-me embora. – Voltando-lhe costas.

– Nem penses!!! CHIDORI (Mil Passáros)!!!!

Olhei pelo meu ombro vi Sasuke aproximar-se de mim, desvie-me sem grande dificuldade.

— Já era de esperar. – Rindo-se.

Começamos a fazer um combate corpo a corpo, nós os dois estávamos muito bem equilibrados, mas no momento que Sasuke aproximou-se ainda mais de mim bloqueei-lhe o ataque com uma só mão agarrando-lhe de força no pulso, apontando-lhe a minha kunai ao pescoço com olhar semicerrado serio.

— Mesmo que treine nunca ficarei ao teu nível. – Olhando-me com tom derrotista.

Soltei-o ficando no chão.

— Apenas diz-me porque não matas-me naquela altura?

— Nunca poderia fazer isso.

Sasuke olha-me surpreendido.

— Na altura não tive escolha. – Semicerrando os olhos. – A única coisa que tinha em mente era em proteger-te, porque és mais importante para mim do que qualquer coisa.

Sasuke levanta-se ainda mais surpreendido.

— A única coisa que queria era o teu perdão. – Olhando para ele.

Sasuke começou a reflectir olhando para chão.

— Namida, pediu-me para vir ter contigo.

— A Namida?! – Surpreendido.

— Sim, ela contou-me todo acerca de ti com mais pormenor.

Não me admirava nada, ela nunca gostou de estarmos sem falar um com outro.

— Namida é incrível. – Sorrindo-me, bem como Sasuke.

— Itachi eu…. – Olhando para mim. -….perdoou-te.

Após estes anos todos finalmente consegui ter o perdão do meu irmão.

— Namida disse-me que o saber perdoar, não nos faz inferior apenas torna-nos mais humanos. – Olhando para o céu.- Talvez tem razão no que diz.

Uma das coisas que também faxina-me em Namida é sua maneira por a consciência das pessoas a funcionar.

— Tenho de ir…- Hesitante. -…irmão.

Nada disse apenas acenei com a cabeça.

A noite já cobria a aldeia por completo. No hospital fiquei na sala de espera á espera de Namida.

— Itachi-san, a Namida já está pronta. – Informando-me uma enfermeira.

Fui ao seu encontro, tinha o braço esquerdo ligado.

— Então como correu?

— Está tudo em ordem. – Sorrindo-me.

Fomos os dois para casa de Namida com passo moderado, lá ela sentou-se na beira da cama.

— Lar doce lar.

— Tens fome? – Á procura de comida no frigorifico.

— Nem por isso.

— Sabes que tens de comer para ficar mais forte, não sabes? – Olhando para ela agora deitada na cama.

— Sim eu sei.

Fechei o frigorifico sentando-me ao pé dela.

— Sasuke veio falar comigo. – Olhando pela a janela.

— O que disse?

— Perdoou-me. – Olhando para ela.

— Fico feliz por saber isso. – Num tom quase inaudível.

— Namida eu…

Ouvi um respirar suave, Namida tinha adormecido acaricie-lhe o cabelo dando-lhe um beijo na testa.

— Obrigada Namida. – Aconchegando-a.- Descansa bem.

Encostei-me á parede, fechando os olhos, esperando pelo amanhã.