Sua memória, minha ruína

27 Retrato de Shota Aizawa


Notas iniciais
Outra palavra que eu conhecia! Dia 27: to·lei·ma Asneira, baboseira, disparate, sandice, tolice.

Apenas uma ocasião crítica trouxe a trégua entre eles.

Aizawa só percebeu que uma vilã mirara os projéteis em sua direção tarde demais. Antes de lamentar a própria morte, foi envolvido por nuvens e arrancado dali.

Mais tarde, Shirakumo veio buscá-lo nos céus.

— Deve ficar uma cicatriz. — Ele tocou-o abaixo do olho direito, aliviado por não haver lesão mais profunda.

Com o dedo a roçagá-lo, Aizawa sentiu a irresistível vontade de dizer alguma toleima apaixonada e estragar o momento suave de real preocupação.

— Não foi nada — preferiu tranquilizá-lo. — Obrigado.

Shirakumo não chegou a presenteá-lo com um sorriso, mas foi quase.

Notas finais
Hoje temos considerações: 1. Sim, essa cicatriz que ficou foi a que Aizawa tem debaixo do olho direito. Sei que ele recebeu essa depois do primeiro ataque à UA, mas eu que decido o que acontece com ele nessa história =P 2. A individualidade de Shirakumo é criar e manipular nuvens. Muito fofo, né? 3. A palavra de hoje é utilizada em um livro cujo trecho já serviu de título pra um dos capítulos. "O diabo na rua, no meio do redemoinho" é uma frase de Grande Sertão: Veredas, uma história no qual o protagonista vende a alma pro tinhoso em troca da vitória na guerra. Todos os títulos vem de histórias sobre pactos, no último capítulo vou comentar sobre isso. Por hoje é só, até amanhã!