Stupid Love

5 Capítulo 4: A Chegada


Notas iniciais
Pessoal desculpa, mil desculpas.
Bem, gostaria de pedir a todos que não me matem e nem a beta.
Somos jovens demais :{
Bem, vocês só vão ter umas 21 pág. pra ler.
Espero que se divirtam.

Pessoal coloca pra carregar e escutem:

http://www.youtube.com/watch?v=y_SI2EDM6Lo&ob=av3e

http://letras.terra.com.br/rihanna/1584320/ [ o som pareceu melhor do que o do vídeo que eu achei]

http://www.youtube.com/watch?v=CwE-SLnLkqY&ob=av3e

Capítulo 4: A Chegada

Finalmente a terça-feira chegou.

Apesar de estar feliz porque a Lice chega hoje, tive que aturar o idiota retardado do Tony.

Vou te contar, sempre gostei da mania da minha mãe de fazer tudo, mas fazer tudo às pressas como no domingo foi de matar o pobre de um cidadão. A resposta que ela me deu quando perguntei o motivo de tanta pressa foi a seguinte:

- Pra que deixar para amanhã o que se pode fazer hoje? Além do mais, se terminarmos hoje, vocês não precisam faltar aula amanhã.

*Flashback On*

Sabe, minha mãe às vezes consegue ser irritante. Graças à pressa dela, aqui estou eu, indo para a escola e logo na entrada vejo quem? A Anna, o Tony e a namorada dele (aquela bicha). Tô começando a achar que o cara lá de cima resolveu tirar uma com a minha cara, só pode ser isso.

- Migaaaa! Como você está? Dormiu bem? Como foi o finds? – perguntou a Anna enquanto me abraçava. Tony me olhava curioso (ou curiosa) e o projeto de ser da namorada dele me olhava como se eu fosse um nada.

- Oi pra você também. Estou exausta, dormi mal e passei o finds arrumando a casa e indo comprar o que faltava da reforma. – falei, ignorando completamente o irmão dela. Kaká saiu à francesa e me deixou aqui sozinha. Que bela irmã eu fui arranjar.

- Você não me falou dessa reforma. – Anna disse enquanto tentava se lembrar de algo.

- É que na última vez que eu falei com você, ainda não sabia da reforma. – falei.

- E é reforma de quê? – a curiosidade em pessoa perguntou.

- Estamos reformando o quarto da Lice. – falei pensando em como a minha cama é macia e convidativa (ela está me convidando agora, apesar de eu não poder atender ao pedido).

- De quem? Quem é Lice? Não conheço nenhuma “Lice”. – ela desatou a falar.

- Alice é a minha prima. Ela mora no Sul, por isso você não se lembra dela.

- Ahh.

- Você não fala com os outros não? – perguntou o projeto de ser da namorada do Tony.

- Miga, acho que ouço ruídos. – falei para Anna. Ela me entendeu e entrou na brincadeira:

- Pois eu acho que você tá ouvindo coisas do além.

- Será que eu tenho poderes? Será que eu sou bruxa?

- Você virou amiga do Harry Potter (N/A: Amooo Harry Potter // N/B: Há, bitches, meu vício!) e não me apresentou? Coisa feia! – ela falou, fingindo estar indignada.

- Quem me dera… Acho melhor a gente entrar ou vamos chegar atrasadas.

- Então vamos. – ela falou, me puxando para dentro do colégio e deixando o irmão lá fora.

Quando paramos bem longe de onde eles estavam e vimos a cara de tacho deles, tivemos uma crise histérica de riso. Quem passava devia achar que éramos loucas. Nem ligo.

- Nossa, a namorada do meu irmão deve ter ficado uma fera. – a Anna dizia enquanto limpava as lágrimas de riso.

- E quem se importa com aquele resto de aborto da natureza? – falei enquanto andava para a sala. – Desculpa, mas eles se merecem.

- Mamãe não aprova o namoro, diz que é só uma coisa passageira. – ela falou pensativa. – Bem, é melhor eu ir pra sala.

- Te vejo depois. – falei acenando.

Chegando à sala, vejo aquele projeto de namorada falando para as amigas que tem o melhor namorado do mundo. Ah tá, até parece. Mas até que sinto pena dela. Enquanto ela pensa em se casar com o Tony, ele fica agarrando garotas (eu, por exemplo) e nem pensa em compromisso.

Tá, fim do momento piedade.

Agora vamos escutar mais um sermão da coordenadora. Ela geralmente fala com os alunos durante a semana, fica uma aula em cada turma falando de algo que a turma tenha feito ou tentando discutir conosco sobre os assuntos que surgem no dia-a-dia. Alguns polêmicos para a sociedade, outros esquecidos por Deus e o mundo.

- Pessoal, hoje nós vamos falar sobre como garotos e garotas mudam por causa das outras pessoas.

Todos nós a olhamos, ela finalmente conseguiu prender a atenção de todos. Enquanto ela contava casos e mais casos aos alunos, eu pensava em como ia ser a minha próxima aula. Será que se eu fingisse passar mal a professora me deixaria sair de sala? Ou será que o inspetor me deixaria ficar do lado de fora sem arranjar nenhum mal entendido?

Deixem-me explicar o motivo da minha vontade de não aparecer na aula: nosso colégio passou a adotar, uns dois anos atrás, o mesmo método de alguns colégios americanos e europeus, os alunos mudam de sala dependendo do horário.

E nesse estilo, eu teria que ir para a sala 3, ter aula de Literatura. O único porém é que o Tony faz parte dessa turma, ou seja, eu teria que estar no mesmo ambiente que aquele filhinho de papai metido a bad boy que faz um bando de loucas (e sem algo que possa ser chamado de juízo) suspirarem por ele, que vive me fazendo perder a paciência se metendo na vida de todos (principalmente a minha) e dando os seus belos pitacos (ironia mode on/off). Mas vamos voltar à realidade, já que a dorga do sinal bateu e eu tenho que fugir de uma aula.

- Antes de sair, gostaria de avisar que quem for da aula de Literatura não deve faltar, pois realizarão uma atividade avaliativa. – falou nossa bela e querida coordenadora (notaram a ironia?).

Dorga! Por que sempre que eu quero faltar acontece alguma coisa pra destruir os meus planos? Dorga,mil vezes dorga.

E agora estou indo de encontro ao precipício, a minha sentença de morte, indo de encontro à ruptura da minha alma (ok,acho que andei vendo filmes de drama demais). Parei com o momento, porque se não, vou inundar aqui com minhas lágrimas e ninguém precisa sair molhado, não é? Ignorem minha pergunta, o momento drama afetou um pouco a minha capacidade de raciocínio.

- Entrem todos e se sentem para que eu explique sobre o nosso assunto. Estamos estudando a origem da Literatura Portuguesa e passarei um trabalho em dupla sobre o assunto que valerá uma nota a mais. Antes que me esqueça, já escolhi as duplas.

Cruma? Já não basta a gente ter que fazer um trabalho dela, ainda vamos ter que suportar o ser que ela definir como dupla? Ninguém merece!

-Gostaria de avisar, antes de tudo, que escolhi as duplas depois de pensar bem e que vocês não poderão trocar de pares. — a professora anunciou com um ar sério.

Agora deu, já não basta ter que aturar um ser, vou ter que fazer dupla com este, porque não posso trocar e ficar com um parceiro que seja legal.

A professora começou a anunciar as duplas e eu quase enfartei quando escutei “Antônio Rilverd e Samantha Schummer”.

Acho que hoje acordei com o pé esquerdo, porque as coisas não estão muito boas pro meu lado.

- E aí, gatinha? — falou o imprestável, vindo se sentar do meu lado.

- Desinfeta, traste. – falei muito educada.

- Calma aê, miss stress. – ele falou, colocando as mãos para cima em sinal de rendição.

Acho que já deu pra perceber que o meu humor está em um nível ótimo, não é? Juro que tô me segurando para não avançar no pescoço dele, mas esse sorrisinho zombeteiro que está no rosto dele não está ajudando muito.

- Acabou a sessão sacarmos? – perguntei com o sarcasmo elevado a 5 mil.

- Acabou a sessão stress? – ele perguntou da mesma forma. Esse trabalho não vai prestar.

- Não, você ainda não desinfetou daqui. – respondi semicerrando os olhos.

- Respondendo à sua pergunta, não, ainda não acabou, afinal você ainda não me deu um beijinho.– ele falou, vindo pra cima de mim.

- Se tem amor à vida, é bom que mantenha distância ou juro que você vai se arrepender. – falei empurrando-o de cima de mim.

- Como você é estressada. Eu só queria ter um trabalho em paz, será que é pedir muito? – ele perguntou, me olhando com impaciência.

- Quem começou foi você, então não reclama. E se quer paz, é só não me irritar. Ou então morre, aí você consegue a paz eterna. – falei enquanto procurava as anotações do assunto.

- Nossa. – ele falou surpreso.

- Quê? – perguntei olhando pra ele.

- Não conhecia o seu humor negro. – ele falou sorrindo. Eu mereço!

- Será que dá pra parar? – perguntei sem paciência.

- Garota, relaxa. – como se isso fosse possível. – Você tem que ficar calma pra gente conseguir fazer esse trabalho. – ele falou convencido.

- Eu tenho é que me acalmar pra não te matar. – sussurei.

- O que disse? – ele perguntou fazendo uma cara fofa e… FOCO! Espera, ele ouviu o que eu falei? Droga, falei tão alto assim?

- Nada, só pensei alto. – tenho que controlar o que falo.

- Sei… – pronto, agora ele vai ter um ataque de desconfiança. Era só o que me faltava.

- Você não sabe de nada, então fica calado.

- Eu já te falei pra ficar calma.

- Pra você é fácil falar. Afinal, não é você que tá aguentando as piadinhas.

- Olha, eu posso até não estar aguentando as piadinhas, mas tô tendo que aturar uma garota que parece estar na TPM e uma “namorada” louca. – ele falou passando as mãos nos cabelos e os puxando, parecendo confuso e cansado.

- Te desejo boa sorte. E só pra constar, não estou na TPM. – falei revirando os olhos.

- Não? – ele perguntou descrente.

- Não, só tô morrendo de cansaço por ter passado o domingo inteiro arrumando o quarto da minha prima.

- E foi preciso o domingo inteiro para organizar um quarto?

- É que faz uns 6 anos que ela não vem aqui. Por isso, tivemos que mudar tudo o que tinha antes.

- É… Realmente deve ter dado trabalho.

- Sabe, sem querer ser mal educada, mas será que dá pra explicar o real motivo da nossa conversa?

- Só queria manter uma conversa real contigo.

- Juuuura? E o que de real tem nisso?

- “O que de real tem nisso.” Nisso o quê, garota?

- No fato de a gente tentar manter uma conversa real?

- E qual o mal de a gente tentar ter uma conversa real? – ele perguntou, me olhando curioso.

- Caso não tenha notado, queridíssimo, nós nunca tivemos uma conversa real. Sacas?

- Mas não seria anormal a gente ter uma conversa real, seria?

- Seria, sim. Afinal de contas, eu vivo quase te matando, então seria mais que anormal a gente ter uma conversa real e normal.

- Discordo. Pois é mais que normal duas pessoas terem uma conversa real e até legal.

- Só que no nosso caso, ter uma conversa real e legal é classificado como anormal, além de eu achar que perdemos a lucidez total.

- Olha, quer saber? Eu só quero ser uma pessoa normal e não vejo problema algum em ter uma conversa real com você, entendeu?

- Tá, tá , tá. Mas vamos parar, porque de uma conversa real passou para um jogo de perguntas, e eu não aguento mais falar frases em que se tem uma palavra com “al”. Já tô ficando tonta.

- Concordo com você, minha cabeça já tá dando voltas. – ele falou colocando as mãos na cabeça e fechando os olhos.

Fechei os meus também para tentar organizar meus pensamentos.

Caramba! Nós conseguimos ter uma conversa, ou melhor, um jogo de perguntas sem ficarmos nos insultando. Acho que isso pode ser considerado um avanço… ou não. Não sei o que vai acontecer daqui para frente, mas que isso foi algo meio incomum, foi.

Bem no meu “momento reflexão”, o sinal bateu.

- Graças a Deus! – falei com as mãos para o alto. Sorte que a professora não percebeu.

- Tá com pressa? – Tony me perguntou, rindo.

- A minha vontade era de estar em casa e dormindo na minha cama. – falei e ele riu mais ainda. Olhando ele assim, me parecia um garoto normal. Poderiam até achar que somos amigos se não soubessem de tudo o que já passamos (sim, estou falando das nossas brigas). Mas é impossível sermos amigos. Acho que estou pirando, tendo esses pensamentos. Ou então é culpa do sono… vai saber.

- Olha, eu já vou , tenho aula de História. Então, err… tchau? – falei sem saber o que dizer.

- Eu tenho aula de Matemática. Então, tchau e se lembre, RE-LA-XA! – ele falou rindo.

- Cuidado com o nível de ‘eu sou a última bolacha do pacote’. – falei.

- Eu? – ele perguntou fazendo cara de santo.

- Imagina. Sabe qual é o seu site?

- Não. Qual é? – ele perguntou levantando a sobrancelha.

- Eumeacho.com ou perdiavergonhanacara.com. br. – falei enquanto ele ria.

- Você tem um ótimo senso de humor, sabia? Agora vamos. – ele falou, se levantando.

- Vamos? Vamos pra onde? – ele vai me sequestrar? Sou nova demais pra isso (apesar de saber que pra isso não tem idade, mas deixa em off, gente).

- Vou te acompanhar até a sala. – ele falou.

- Não precisa. Mas… por que você quer me acompanhar?

- Sua sala é perto da minha.

- Ah, mas não precisa. Além do mais, quem me garante que você não vai me sequestrar?

- Só quero ser gentil. E não, não vou te sequestrar.

- Nem me agarrar ou algo do gênero?

- Vambora! – ele falou, revirando os olhos e me puxando pelo corredor.

- Isso é desnecessário, sabe? – falei enquanto todos nos olhavam passando. É, isso é anormal…

- Eu sei. Mas tô querendo ser gentil, então vamos ou chegaremos atrasados. – ele falou enquanto me puxava pelos corredores.

- Devagar, meu filho. Não vamos tirar o pai da forca. – falei depois de quase batermos em um grupo de alunos. Ele tá querendo o quê? Que nós cheguemos todos machucados?

- Tá, desculpa. Mas… chegamos. – ele falou e quase levantei as mãos para agradecer aos céus por chegar viva.

- Obrigada, mas me faz um favor? – ainda pensando no que poderia ter acontecido e em como eu vou agradecer aos céus.

- Claro.

- Nunca mais me acompanha, sou nova demais pra morrer.

- Verei o que posso fazer. – ele respondeu, dando um sorriso sacana. – Boa aula.

- Boa aula – falei enquanto ele se afastava – Maluco.

Ele me olhou e entrou na sala rindo.

*Flashback Off*

Eu sei, isso foi totalmente estranho e fora do comum. Mas se tratando daquele lá, isso acaba virando uma coisa normal. Só que não acabou por aí.

*Flashback On*

Na hora do intervalo...

- Sam,vamos? – perguntou Rafaela.

- Vamos, vamos sim. Deixe-me pegar minhas coisas.

- Anda logo.

- Pronto, vamos.

- Ficou sabendo que o Tony e a namorada dele brigaram na entrada? – ela falou enquanto caminhávamos para o refeitório.

- Não, não sabia. Eu deveria saber? – perguntei na fila.

- Sei lá. Vocês estavam que nem amiguinhos hoje mais cedo na aula.

- Nós não somos amigos.

— Calma, só fiz um comentário. – ela falou enquanto pagava o lanche.

- Olha, — comecei enquanto pagava o meu – o fato de eu ter “conversado” com ele mais cedo não quer dizer que somos amigos.

- Não? – ela perguntou duvidando.

- Não.

- E aí, gata? Como tá o seu humor? – Por que ninguém acredita quando eu digo que ele é um idiota?

- Falando no dito cujo… – falou Rafaela.

- Vocês estavam falando de mim?

- Não, estávamos discutindo sobre tapados e tudo o que eles fazem. – falei irônica.

- Já vi que seu humor não mudou nada. Não te falei pra relaxar?

- Garoto, vê se me erra.

- Se quiser, eu te ajudo a relaxar. – falou dando um sorriso cafajeste.

- Pára de ser tarado e dá o fora daqui.

- Vamos lá, eu vou te deixar bem calminha.

- Se tem amor à vida, vai embora. – falei quase avançando nele.

- Estressada.

- Pevertido.

- Te vejo por aí.

- Se depender de mim, não vai ser tão cedo.

- Não reclama porque eu sei que você gosta. – ele falou dando um sorriso sacana.

- Até parece. Agora chispa daqui!

- Tchau. Tchau Rafaela. – ele falou andando.

- Tchau. – ela falou pra ele e virou-se pra mim – O que foi isso?

- Uma prova de que não somos amigos. Ele é só um ser que adora se meter na vida dos outros.

- Nossa. Que cara é essa? – é, minha cara devia estar bem ruim.

- Olha, o meu dia hoje tá tão lindo que você não tem nem ideia. Nunca vi, hein?

- Por quê?

- Eu to toda acabada, com sono e ainda tenho que aturar as palhaçadas daquele traste.

- É, seu dia realmente tá lindo. Agora ele tem razão em uma coisa.

- No quê? – perguntei sem saber como alguém poderia dar razão a ele.

- Você tem que ficar calma. Ficar tão irritada pode fazer mal a saúde.

- Tá certo, vou me controlar.

- Ótimo. Agora vamos que o sinal já bateu.

- Já? Caramba, o tempo passou rápido.

- Concordo. Agora, vamos. Temos aula de Desenho Geométrico.

- Como eu gostaria de voltar pra casa. – falei andando em direção à sala.

- Senhorita Schummer? A coordenação pediu que a senhorita pegasse todo o seu material e fosse para a sala de sua coordenadora. – Falou o professor assim que entrei. (N/A: A cada duas ou três séries é uma coordenadora. Ou seja, uma coordenadora poderia ficar com as 5ª e as 6ª ou mais).

- Sim, senhor. – o que será que a coordenação quer comigo?

Pegueis minhas coisas e fui para a sala da coordenação saber o que estava acontecendo. Dei três batidas na porta e logo escutei uma voz calma dizer:

- Entre.

- Com licença. – falei entrando na sala e dando de cara com a minha irmã sentada em uma cadeira próxima a mim. – Aconteceu alguma coisa?

- Não, de forma alguma. Acontece que a mãe de vocês ligou para o colégio perguntando se vocês poderiam sair mais cedo e nos explicou a situação.

- Então? – perguntou a Kaká.

- Eu chamei as duas para avisar que consideramos a situação e vocês poderão sair mais cedo.

- Jura? – perguntei sem acreditar. Pra tudo esse colégio arranja uma desculpa, então fiquei sem entender.

- Sim. A mãe de vocês deve estar quase chegando, então podem ir pra entrada.

- Obrigada e tenha um bom dia. – falamos juntas. Saímos da sala e fomos em direção ao portão.

- Não acredito que o colégio nos liberou. – ela falou incrédula.

- Muito menos eu. Juro que esse colégio é louco, vive nos surpreendendo.

- Pois é.

- Agora vamos que a mamãe chegou. – falei vendo-a parar o carro.

- Vamos que eu tô louquinha para cair na minha cama. – a Kaká falou enquanto entrávamos no carro.

- Ola meninas. Como estão? – mamãe perguntou assim que entramos.

- Cansada. – falei.

- Acabada. – disse Kaká.

- Imaginei. Por isso pedi ao colégio para liberar as duas mais cedo. – mamãe falava enquanto dirigia.

- Que bom. – falamos quase caindo de sono.

- A única coisa que quero é tomar um banho, cair na cama... – a Kaká começou.

- E dormir sem ter hora pra acordar. – completei o seu plano.

- Então aproveitem, pois só vou acordar vocês na hora do almoço.

- Obrigada. – falamos juntas de novo.

Assim que a nossa mãe estacionou o carro, saímos logo para não perdermos tempo algum.

Estava morta. Tomei banho, coloquei uma roupa confortável e caí na cama. Apaguei na hora.

*Flashback off*

Algum tempo depois…

- Sam? Acorda, minha filha. – uma voz ao longe me chamava.

- Hum?

- Acorde, querida. Você tem que almoçar.

- Só mais 5 minutos.

- Mas querida, já são 14h.

- Então me deixa dormir por mais meia hora?

- Amanhã. Agora levanta, você tem que se alimentar.

- Tô indo.

- Vou acordar a sua irmã e passo aqui pra ver se você já desceu.

- OK. – bocejei.

- Não durma.

- Pode deixar. – murmurei quase pegando no sono.

- Levanta agora, querida. – ela falou e só senti algo bater na minha cabeça.

- Ai! Já levantei. – falei saindo da cama.

- Ótimo. Vejo a senhorita lá em baixo. – ela falou saindo.

- OK. – repeti, indo em direção ao banheiro.

Belo jeito de acordar não? Não! Sabe, não custava nada ela me deixar dormir mais 30 minutos.

Depois da loucura que foi ontem, 30 não seriam nada. Desci as escadas escutando um baque no quarto da Kaká. Mamãe deve ter balançado ela demais e ela se estabacou no chão. Literalmente.

- Como vai, querida? Descansou um pouco? – papai perguntou fechando o notebook.

- Tô bem, mas queria voltar para a cama. – falei sentando no seu colo e encostando a cabeça no ombro dele, enquanto ele ria.

- Calma minha pequena. Você terá bastante tempo para descansar.

- É, mas eu queria voltar a dormir. – falei manhosa.

- Pode ter certeza de que você não é a única. – a Kaká entrou na cozinha falando, seguida da mamãe.

- Parem de ser molengas, meninas. – ela falou rindo.

- Não.

- Vamos, ainda temos que almoçar e nos arrumar para pegar a Alice no aeroporto.

- Se a coragem deixar, é claro. – papai brincou.

- Tem problema não. Qualquer coisa vocês carregam a gente no colo. – falei fazendo o meu prato.

- É, tipo bebê, sabe?! – a Kaká completou.

- Podem sonhar, queridas. Sonhar faz bem. – papai falou.

- Eu sonharia se estivesse na minha cama. – falei.

- Eu sonharia se estivesse dormindo. – a Kaká falou.

- Então as duas poderão dormir quando voltarmos. – mamãe falou. Odeio quando ela faz isso, acaba com a gente e com a nossa alegria.

- E quem disse que a gente vai querer dormir? – a Kaká perguntou com uma cara de quem colocaria a casa abaixo. Tenso.

- Vocês tem escola amanhã. – mamis respondeu.

- Dorga! Kaká, temos que encontrar uma máquina do tempo e internar quem inventou a escola.

- Depois vocês procuram, agora terminem de almoçar.

- Estraga prazer. – falamos emburradas.

- Falaram algo? – ela perguntou nos encarando.

- Não.

- Imagina. – falei olhando o prato.

- Então, se já acabaram podem ir se arrumar.

- Subindo. – cantei.

- Descendo. – a Kaká continuou.

- Pirando. – finalizamos juntas. (Momento Xuxa On/Off)

Alguns minutos depois…

- Tô pronta. – a Kaká falou, descendo as escadas.

- Também tô. Já vamos? – perguntei.

- Sim. Se sairmos agora e o avião dela não se atrasar, chegaremos lá uns 20 minutos antes dela. – papai falou olhando pro relógio.

No carro...

- Pai, liga o rádio? – a Kaká pediu e ele ligou em alguma rádio de brega!

- MUDA! – imploramos todas juntas (até a mamãe se juntou a nós).

- Coloca na Pan. – sugeriu minha irmã.

- Ou na Mix. – falei.

- Coloca em qualquer uma, só tira disso. – mamãe falou com as mãos nos ouvidos.

Se alguém por um acaso gosta de brega… eu é que não gosto.

- Tô mudando. – ele falou e colocou na Mix. E tava tocando Break Your Heart do Taio Cruz.

- Eu conheço essa música. – a Kaká falou e começou a cantar e pular como uma louca.

http://letras.terra.com.br/taio-cruz/1526519/

Now listen to me baby (uh uh oh oh)
Before I love and leave you (uh uh oh oh)
They call me heart breaker (uh uh oh oh)
I don\'t wanna deceive you (uh uh oh oh oh)

- Pirou?! – mamãe falou rindo e olhando para trás.

Ela nem respondeu. Continuou cantando e pulando feito uma louca no ritmo da música. Eu tô com tanto sono, mas tô balançando mais que macaco graças à louca do meu lado.

- Maninha, eu sei que você curte a música, mas dá pra parar de agir como macaco? – perguntei.

- Macaca? Eu? Você precisa curtir a música, minha filha. – ela falou de olhos fechados.

- Pode deixar, mamãe. – falei irônica, fazendo os nossos pais rirem.

Quando a música acabou, a locutora falou que estava no No Break e começou a tocar Rude Boy, da Rihanna, e quem começou a cantar fui eu.

http://letras.terra.com.br/rihanna/1584320/

Come here
Rude boy, boy
Can you get it up
Come here
Rude boy, boy
Is you big enough
Take it, take it
Baby, baby
Take it, take it
Love me
Love me [2x]

- Quem tá pulando feito macaco agora? – ela perguntou debochando.

- Ninguém, afinal eu estou apenas cantando e não pulando. – respondi.

- Sei… – ela falou como se fosse retrucar.

- Que nada sei. – falei tirando onda.

- Hahahaha. Muito bom, vai ser comediante? – ela falou irônica.

- Não, pretendo ser atriz mesmo.

- Meninas, não briguem. – mamãe falou num tom mais sério.

- Vocês não devem ficar brigando. São irmãs. Além do mais, estamos indo pegar a prima de vocês. Não devemos ficar nesse clima.

- Desculpa. – pedi envergonhada.

- Falamos sem pensar. – Kaká falou da mesma forma.

- Agora que já resolvemos isso, vamos nos concentrar na Lice? Afinal, chegamos ao aeroporto. – papai falou estacionando o carro.

- Amém. – mamãe falou, saindo do carro.

- Poxa, mãe. Falando assim parece até que a senhora quer ficar longe das suas filhas. – falei fazendo uma cara triste.

- Não é?! Abandona, fica longe das filhas. Mas saiba que eu vou te denunciar por abandono, viu? – a Kaká falou, fingindo estar revoltada.

- Minhas lindas, eu jamais faria isso com vocês. – alguém aí chamou a Dona Ironia? Porque ela acaba de chegar.

- Hum-hum, sei... – falei acreditando muito (dona Ironia novamente).

- Enquanto vocês ficam aí falando, o tempo está passando. – papai falou olhando o relógio.

- Então vamos. – mamãe falou já andando.

- Ou não. – a Kaká sussurrou enquanto me puxava pra dentro do aeroporto. Sabe quando você passa e fica todo mundo te olhando? Era o que estava acontecendo conosco. Enquanto eu e a Kaká passávamos, indo em direção ao portão de desembarque, o pessoal ficava nos encarando.

- Que agonia! – sussurei irritada.

- Que foi? – a Kaká perguntou, procurando o portão certo.

- É que eu ODEIO ser encarada por desconhecidos.

- Relaxa, daqui a pouco a Lice chega e a gente vai embora. – ela falou bem calma.

- Acho bom. Se eu ficar aqui por muito tempo, vou acabar dando um fora em alguém. – falei dando um olhar mortal para um garoto que tava me encarando.

- Hahahahahaha. Queria ver você partindo pra cima de algum desses caras. – ela falou apontando os “caras” com a cabeça.

- Seria uma cena linda. Imagina, um idiota vem se meter a besta comigo e eu lhe dou um tapa na cara e um chute na parte frágil. – falei.

- Achei o portão. – a Kaká falou parando.

- Até que enfim.

- Realmente. Depois de andar todo o aeroporto, nós achamos o portão. – ela falou apontando.

- Z4. Z4? Isso aqui é um aeroporto ou uma rodoviária? – perguntei olhando a placa.

- Sei lá. Mas o vôo dela acabou de chegar. Então, daqui a pouco ela deve sair.

- Quem sabe? Lembre-se ela veio morar com a gente, então deve estar com não sei quantas malas. Não vou me surpreender se ela trouxer a casa em uma das malas. – falei olhando o portão de desembarque.

- Ela não seria capaz, seria? – Kaká perguntou, com medo.

- Espero que não. Ou mamãe vai ter um treco.

- E é capaz de nos mandar arrumar tudo. – Kaká falou aterrorizada.

- Eu mato a Alice caso isso aconteça. – se ela acha que eu vou ter problemas na coluna por causa dela, está muitíssimo enganada.

- Melhor, a gente faz ela arrumar tudo. Assim não vamos morrer com a coluna arrebentada.

- E você acha que a mamãe vai deixar? – perguntei.

- Não.

- Então, nem adianta pensar nessa hipótese.

- É. Que ela não traga a casa nas malas. – ela falou com a mão na cabeça.

- Olha, o pessoal começou a sair. – falei vendo as pessoas saírem.

- Espero que ela não demore.

5 minutos depois…

- O avião já chegou? – mamãe perguntou se aproximando.

- Já. As pessoas estão saindo. – falei indicando com a cabeça o portão.

- Vocês estavam onde? – Kaká perguntou.

- Fomos atrás das malas da sua prima, — papai chegou falando – e já levamos para o carro.

- Agora faltam apenas as malas que estão com ela. – falou mamãe.

- É isso que me assusta. – falei e logo escutei um grito.

- SAM! KAKÁ! TIOS!

- LICE! – gritamos e ela correu na nossa direção com os carrinhos.

- Que saudades de vocês. – ela falou nos abraçando.

- Também, depois de anos, né?! – falei enquanto nos abraçávamos.

- Deveria ter vindo antes. – Alice falou.

- Deveria mesmo. – Kaká falou abraçando-a.

- Mas agora você já está aqui, querida. – mamãe falou para Alice.

- Isso mesmo. E agora vamos levar os seus três carrinhos. – papai falou normalmente. – Três carrinhos? – perguntou assustado.

- É. É que metade é meu e o restante é dos meus pais que pediram pro senhor guardar na sua casa. – ela falou olhando os carrinhos.

- Ah, claro. – ele falou aliviado.

- Vamos? – mamãe perguntou.

- SIM!- gritamos eu, Kaká e Lice, parecendo um bando de criancinhas.

- Então vamos. – papai falou rindo.

No carro…

- Liga o rádio, pai! – Kaká pediu.

- É. Liga, liga. – Momento Criança Mode On.

- Vou ligar, calma.

- Como foi a viagem, Alice?- mamis perguntou.

- Chata. Todo mundo tava com cara de quem comeu e não gostou.

- Hahahahahaha. – todos rimos. Na hora em que papai ligou o rádio, começou a tocar California Gurls, da Katy Perry.

Dá pra imaginar o que aconteceu, não? Começamos a cantar.

http://letras.terra.com.br/katy-perry/1680351/

California Gurls

[Snoop Dogg]
Greetings loved ones
Let\'s take a journey

[Katy Perry]
I know a place
Where the grass is really greener
Warm, wet and wild
There must be something in the water
Sippin\' gin and juice
Laying underneath the palm trees (undone)
The boys
Break their necks
Tryna creep a little sneak peek (at us)

- Vou colocar vocês em um coral, viu?!- mamãe falou brincando.

- California Gurls...

- Isso é que é animação. – papai falou.

- Sex on the beach – e a gente continuou cantando.

- Elas nem respondem. – mamãe falou.

- We freak in my jeep...

- Ficaram surdas? – papai perguntou.

- You could travel the world …

- Perderam a fala? – mamãe perguntou nos olhando.

- California girls We\'re unforgettable …

- E fomos ignorados. – papai concluiu.

- Completamente. – mamãe completou.

Depois de uns minutos a música acabou e logo chegamos em casa.

- Pronto. Agora por que você não vai tomar um banho, Lice, enquanto nós levamos as suas malas para dentro e arrumamos o jantar? – mamãe perguntou saindo do carro.

- Tudo bem. – ela falou, saindo também. – Vou só levar essa mala porque tem umas roupas de casa.

- Certo. – mamãe falou e ela foi entrando. – O seu quarto é o mesmo. – gritou para que ela pudesse ouvir.

- Agora… Vamos levar as malas para dentro? – papai falou olhando as 8 malas.

- Ai de mim. – Kaká falou depois de contar as malas.

- Ai minha coluna. – falei com medo.

- Vamos logo. Quanto mais rápido levarmos para dentro, mais rápido acabaremos. – papai falou pegando duas malas.

- O que foi que ela colocou nessas malas? – Kaká perguntou depois de pegar uma mala.

- Por que você… Colocaram chumbo na mala? – perguntei depois de levantar uma. Estava muito pesada.

- Vamos logo, garotas. – mamãe falou carregando uma mala para dentro.

- Vambora, né?! – Kaká falou pegando uma mala.

- Fazer o que?! – falei, pegando uma também.

Até que levamos as malas rápido, mas bateu uma fraqueza depois, que vou te contar. Mamãe foi aquecer o jantar enquanto arrumávamos a mesa.

- Querem ajuda? – Alice perguntou enquanto descia.

- Precisa não. – falei terminando de arrumar um lugar na mesa.

- Nós já acabamos. – Kaká falou guardando um prato.

- Sentem-se e vamos jantar. – mamãe falou.

- OK. –respondemos.

- Alice, você fez algum amigo no avião? – papai perguntou.

- Não. As pessoas não estavam muito comunicativas.

- Claro…

- E o que você fez durante o vôo?

- Fiquei ouvindo música e depois fui ler um pouco.

Depois dessa breve conversa, o jantar percorreu em silêncio. A minha linha de raciocínio era tão grande que eu não conseguia formular uma frase.

- Alice, querida, você vai arrumar as suas coisas hoje? – mamãe perguntou cautelosa. Também, com aquele número de malas…

- Vou começar, sim, mas termino amanhã.

- Bom, então acho que acabando de jantar, subimos as malas e suas primas te ajudam a organizar tudo. – papai falou pousando os talheres.

- Mas eu tô acabada. – Kaká retrucou olhando pro papai.

- Pode deixar. Eu ajudo a Lice a organizar tudo. – falei após terminar.

- E você não está cansada, querida? – mamãe perguntou me olhando.

- Tô sim, mas dá pra ajudar um pouco.

- Então acho melhor começar a levar as malas pra cima antes que vocês virem pro lado e durmam. – papai falou levantando e colocando o prato na pia.

- Poxa, pai, também não é assim, né?! – falei colocando o meu prato na pia também.

- Claro que é. Se deixar, vocês dormem o dia todo, o tempo inteiro.

- Valeu, pai.

- Humilha, tio.

- Soterra logo.

- Nossa. – mamãe falou rindo.

- Tô subindo antes que eu vire pro lado e durma. – falei olhando pro papai.

- Muito bem. É assim que se fala. – ele falou fazendo um sinal de positivo. Fiz uma cara cética.

- Já que é pra virar e dormir, eu tô subindo, viu? – Kaká falou.

- To subindo com uma mala. – eu disse.

- Também tô levando uma. – Alice falou subindo.

- Pode deixar que levo o restante. – papai falou.

- À vontade.

- Vocês bem que podiam falar que vão me ajudar a carregar as malas, não? – papai falou colocando as malas no quarto.

- Não. – falei colocando as malas no chão.

- Imaginei. Tô indo pegar as outras.

- Já tem uma aqui. – Kaká falou entrando no quarto.

- Você não ia dormir? – Alice perguntou.

- Ia sim. Mas mamãe me mandou ajudar.

- É que não era justo só vocês sofrerem. – mamãe falou entrando com mais malas. – Querido, amanhã você sobe o restante certo?

- Pode deixar. Pelo visto eu não preciso subir mais nada. Vou sentar e relaxar. – papai falou sorrindo.

- Nada disso, querido. Você vai me ajudar a lavar e guardar a louça. – mamãe falou com um sorriso.

- Já era, pai. – falei rindo.

- O descanso ficou nos pensamentos. – Kaká falou rindo.

- Pelo visto ficou nos sonhos, tio. – Lice falou gargalhando.

- Agora vamos descer e deixar as meninas arrumarem. – mamãe falou saindo e puxando papai pelo braço.

- Desculpa não ajudar, mas eu já tô caindo de sono aqui. – Kaká falou. – Boa Noite! – falou saindo e fechando a porta.

- Bem, agora só resta a gente. – falei olhando pra Lice.

- Pois é. Agora você pode falar. – ela falou abrindo uma mala.

- Falar o que? – perguntei confusa.

- Tá na tua cara que aconteceu alguma coisa. E não adianta negar que eu não vou acreditar.

- Valeu! Mas realmente aconteceu uma coisa.

- Pois fale.

- Bem…

Notas finais
Pessoas que estão lendo, eu demorei porque tive prova, tive uns problemas pessoas mas agora já tá tudo bem.
Já comecei o próximo, portanto comentem nesse.

Kisses *o* ;*