Stuck in his Past
16 The past must be buried in the Basement
Notas iniciais
Subsolo das Fabricas Abandonadas – New York
Dois dias depois dos últimos acontecimentos
A noite havia chegado de uma forma gloriosa, a lua brilhava em seu esplendor e o velho homem caminhava com cuidado por entre as instalações gigantescas daquela base escondida. Uma coisa ele precisava reconhecer, Dominic não era de economias, claro que, sua admiração por aquele homem asqueroso morria ali, ele jamais iria perdoar o que ele um dia fez a Hannah.
—Não!!!!! – Gritou a menina pela sexta vez naquela noite, ela mal conseguia dormir meia hora que fosse, todas as vezes que Erik entrava no quarto correndo era a mesma coisa, Hannah chorando apavorada no canto da cama com medo do seu passado sombrio, e de um nome que a assombraria pelo resto da vida.
Dominic. Aquele homem que um dia havia tirado tudo dela.
O homem afastou os pensamentos da jovem Hannah e sorriu triste, agora não havia mais espaço para arrependimentos, ele tinha tido sua chance de ficar com ela, tinha tido a oportunidade de viver uma vida plena ao seu lado, mas ao invés disso a abandonou, fugiu como um covarde em busca de uma vingança mesquinha. Não havia mais espaço para sonhos dourados.
“Não posso escolher que morra por mim.”
Aquele foi o pequeno bilhete que havia deixado para Hannah após lhe entregar seu coração, tudo o que havia de bom nele ficou ali, tudo o que ele tinha de mais precioso ficou naquela cama junto com as lágrimas de Erskine.
A ânfora estava preparada com todos os detalhes necessários agora, havia força, havia poder, e principalmente havia o sangue de Hannah combinado com as pesquisas do soro do super soldado, sangue este que ele havia roubado naquele dia no cemitério, um dia para ser lembrando para sempre, afinal, foi a primeira vez em muitas décadas que se encontrava com Erskine novamente. Tudo estava se encaminhando como Erik um dia sonhou.
—O senhor está pronto? – Disse a assistente de Dominic que olhava para tudo de forma interessada, ela sabia o quanto Magneto era perigoso, sabia que ele a mataria ao menor sinal de falha, por tanto tudo precisava sair perfeito.
—A muitos anos espero por isso. – Disse respirando fundo e com passos seguros caminhou para a ânfora. – Inicie os procedimentos.
—O senhor Dominic deveria estar presente, acho que devíamos aguardar até seu retorno. – A jovem falou com um certo receio mais o senhor de meia idade apenas sorriu para ela.
—Dominic tem seus próprios projetos pessoais, ele não ficaria nem um pouco feliz em ser interrompido no meio deles. – Erik sorriu de forma paciente, mas a verdade era que seu coração estava prestes a explodir.
—Tudo bem então senhor. Espero que esteja ciente dos riscos. – Disse a jovem ainda com certo pavor no olhar.
—Sempre estou ciente dos riscos. – E com isso a porta da ânfora foi fechada.
Apartamento de Steve Rogers – Brooklyn
O toque da campainha na casa de Rogers foi ouvido por Barnes que ainda permanecia confuso sobre tudo o que havia acontecido, as memorias daquela noite inusitada com Natasha estava presente em todos os momentos do dia, desde o café da manhã até a madrugada tirando-lhe o sono de forma tão eficaz. Ele tinha certeza de que seu relacionamento com Hannah havia chegado ao fim sem nem ao menos ter começado.
—Steve está? – Disse Hannah no momento em que Bucky abriu a porta e a olhou de forma profunda. – Eu preciso me desculpar com ele também. – Hannah sentia o rosto corando levemente como se fosse mesmo a adolescente de 19 anos que aparentava.
— Eu tenho certeza de que ele não quer suas desculpas, ele sabe que você escolheu seu coração, e seu coração está com os Starks desde a primeira vez que apareceu naquela base nos anos 40, pronta para colocar Howard na parede de forma decidida. Você está ligada a ele desde o início e assim consequentemente ligada a Tony Stark. – Bucky falou dando espaço para Hannah entrar, ela não podia ficar do lado de fora tendo essa conversa.
—Acho que você pensou muito sobre isso. – Hannah sentia que seu coração estava indo na direção certa, mesmo assim era doloroso demais ter suas verdades expostas de forma tão brutal.
—Sim, e percebi que meu passado não envolve apenas o que vivemos naquele dia triste. – Bucky sentia que precisava ser sincero. – Descobri que tenho outras pessoas nesse passado perdido, pessoas que também se importam comigo. – Ele não sabia ao certo como começar, ele se lembrava do rosto de Hannah naquela cabana no meio do gelo em 40, ele se lembrava do corpo mutilado e da jovem que segurava sua mão, mas agora as coisas não eram mais como antes.
—Existe outra mulher então. – Hannah não estava perguntando, ela tinha 100% de certeza naquelas palavras.
Bucky hesitou por alguns minutos tentando pensar, depois foi até a cozinha do apartamento, ele respirou fundo abrindo a geladeira e pegando duas cervejas de garrafa, Hannah estava logo atrás observando tudo e aquilo a fez pensar em como o Capitão era mesmo o rosto da América, se fosse Tony teria Whisky e coisas do tipo pela casa, mas não Rogers, ele tinha cerveja gelada para os amigos depois do beisebol. Ele sorriu quando viu a habilidade da jovem em abrir e apreciar o líquido. Foi aí que ele entendeu mais uma vez que Hannah era uma mulher sofrida, cheia de passados conturbados e experiências únicas, ela era forte para encarar a verdade.
—Sim. Existe outra mulher, uma mulher que esteve presente nessa parte sombria da minha vida e que pode me ajudar com as lembranças que perdi. – Ele falou por fim como se vomitasse aquelas palavras.
—Então quero que me faça um favor. – Disse Hannah virando a garrafa.
—Qualquer um.
—Diga a Natasha que eu espero que ela cuide muito bem de você. – Hannah falou indo até a pia e colocando a garrafa vazia enquanto era observada pelo homem que apenas sorriu de forma melancólica, era obvio que ela Hannah Erskine sabia de tudo, claro que devia ter suas fontes de informação espalhadas pela cidade assim como todos os outros, afinal ela havia sido uma das fundadoras da SHIELD, ninguém melhor do que ela para descobrir as mentiras mais sórdidas. – Quando você deu a vida para me proteger naquele dia eu me senti culpada, e fui assombrada com aquelas lembranças por muito mais tempo que gostaria, por isso estou aqui hoje, estou aqui para pedir perdão.
—Você não precisa se desculpar comigo. – Bucky na verdade sentia que ele devia pedir perdão, as coisas que fez, as pessoas que matou.
—Sim eu preciso, sua vida se tornou essa por todos os seus sacrifícios que fez por mim, então me perdoe só assim vou poder seguir em frente. – Hannah se manteve firme, ela olhava de forma fixa nos olhos do soldado.
—Eu não mereço perdão. Como posso perdoar você isso é errado, é quase hipócrita demais da minha parte.
—Eu preciso disso Bucky.
—Eu matei Howard. – Aquelas palavras atingiram Hannah como uma bomba atômica, ela jamais iria superar a perda do amigo, Howard era de longe o melhor homem que conheceu e se pudesse ver o que via hoje teria ficado ao seu lado.
Bucky percebeu o quanto aquelas palavras estavam queimando na alma da mulher, ela precisava seguir em frente e só havia uma coisa a ser feita, ele andou lentamente até Hannah e colocou sua mão sobre seu rosto, com muita suavidade e sorriu para a loira que sentia uma lágrima escorrer.
— Eu perdoo você por qualquer coisa que tenha sentido. – Disse dando um beijo em sua testa com muita gentileza. – Eu perdoo você por qualquer culpa que você sinta relacionada aquele dia na neve, eu perdoo você e desejo de coração que você possa seguir em frente e viver uma nova vida mesmo essa vida não sendo comigo. – Bucky foi muito sincero e só conseguia ver alivio nos olhos da jovem.
—Obrigada. – Hannah falou sorrindo. – Obrigada.
A jovem deu uma última olhada no homem a sua frente, agora não havia mais rancor, nem medos, nem remoço, ela estava livre, não tinha dívida de honra, nem nada a ser pago, só precisava seguir em frente de cabeça erguida, era isso que iria fazer, Tony Stark havia lhe feito uma meia proposta, e pela primeira vez em muitos anos ela estava disposta a aceitar a proposta de um homem de ternos caros.
—Seja feliz Hannah. – Disse o soldado por fim e Hannah parou no meio da sala sem se virar para ele.
—Eu serei. Eu juro que serei. – Hannah aumentou os passos em direção a porta, ela não queria desmoronar na frente do homem, ela tinha que manter sua postura firme até o final, mostrar que amadureceu diante das dificuldades e com passos muito largos saiu porta a fora e apertou freneticamente os botões do elevador.
Ali ela estava segura, ninguém precisava saber da sua dor, ninguém precisava saber sobre o que havia acontecido, estava livre e precisava banhar sua face com todas as lagrimas que havia guardado para esse momento, por Deus ela iria seguir em frente, por Deus ela iria honrar a memória de todas as pessoas que se esforçaram tanto para que ela tivesse uma vida boa e feliz, principalmente seus pais e Howard, onde quer que eles estivessem, ela seria feliz.
Torre Stark – New York
Tony estava parado em frente ao quarto de Samantha a quase meia hora, ele queria entrar e ter uma conversa séria sobre o quanto ele queria ter Hannah em sua vida e o quanto ele estava feliz por descobrir que a empresária também estava inclinada a aceitar essa decisão. Era a primeira vez em anos que tinha essa certeza.
—Se não bater na porta vai acabar explodindo de tanta tensão. – Disse a voz de Bruce com suavidade.
—Você estava meio sumido esses dias, está namorando alguém? – Disse Tony olhando para o amigo que apenas riu discreto.
—Não seja ridículo Tony, eu não tenho tempo para essas frivolidades. – Disse Bruce discreto, mas Tony sabia que o cientista tinha sido visto com uma visionária no ramo da genética, o que na verdade era algo muito bom.
—Acho que você tem todo o direito do mundo de ser feliz. – Disse Tony sorrindo e mais uma vez olhando para a porta.
— Vai lá Tony. – Disse o cientista e amigo de forma carinhosa e paciente. – Bate logo, eu tenho certeza de que ela vai adorar a novidade.
—Você já sabe? – Tony perguntou de forma surpresa, mas no fundo era bem provável que todos já soubessem dos últimos acontecimentos.
—E quem em New York não sabe? – Disse Bruce divertido. – Sem falar nas notas de esclarecimento sobre o falso romance entre Hannah e Steve, por mais que eu achasse eles muito bons juntos.
— Ah-Rá. Que engraçado. – Falou o homem de forma jocosa fazendo o amigo rir mais.
— Vai lá Tony, bate na porta. – Disse Bruce colocando a mão no ombro do amigo que respirou fundo e finalmente bateu na porta.
Sam ouviu alguém batendo na porta, mas sabia que não podia ser Hannah já que ela havia avisado que precisava conversar com Bucky sobre o que tinha decidido em relação a sua vida amorosa, no fundo ela estava feliz pela irmã estar mudando o foco do seu coração.
—Tony? – A jovem pareceu meio desconfiada, no fundo ela ainda tinha medo de levar uma bronca pelo dia da festa, por ter bebido demais, causado confusão com seus poderes e ainda por cima não ter dormido em casa, sem falar no fato de ter passado a noite na casa de um completo desconhecido.
—Será que minha afilhada tem um minutinho para me ouvir? – Disse o bilionário igualmente nervoso, era como se ambos estivessem andando sobre ovos.
—Claro Tony, você é sempre bem-vindo, principalmente agora. – Disse Sam de forma divertida puxando a conversa para o que sabia sobre a questão do relacionamento dele com Hannah e aquilo despertou a curiosidade do bilionário.
—A como assim? – Disse ele tentando parecer indiferente enquanto fechava a porta e entrava cauteloso no quarto.
—Não se faça de inocente, não combina com você. – Sam percebeu que estava na direção certa, era o real motivo então.
—Hannah te falou alguma coisa? Ela falou alguma coisa de mim? De nós? – Tony perguntou e logo se sentiu ridículo, Hannah era uma mulher fina, não iria ficar falando sobre os últimos acontecimentos assim, pelo menos eu acreditava que não.
—Hannah é discreta, você sabe disso, no caso eu vi as fofocas na internet. Você sabe que o vídeo do soco que levou naquela festa já atingiu mais de um milhão de visualizações e não faz nem dois dias direito. – Ela se controlou para não puxar o vídeo e fazer Tony visualizar seu bumerangue no instagram.
—Vamos pular essa parte espertinha. Eu estou aqui para falar sério. – Tony falou tentando parecer o mais formal possível, nem com seus investidores ele costumava usar aquela postura, mas sabia que a opinião de Samantha era de grande importância.
—Espero que seja sério mesmo, porque se vai namorar minha irmã diante do mundo e mostrar que ela é a única mulher da sua vida então precisa mesmo ser sério. – Sam falou cruzando os braços sobre o peito e encarando Tony em um misto de divertimento e seriedade.
— Eu amo Hannah. Amo aquela mulher desde a primeira vez que ela me obrigou a ir ao seu encontro para falar sobre um passado perdido com meu pai e sobre segredos ocultos que jamais pensei que saberia, eu amo Hannah, aquela mulher forte, corajosa e cheia de força. Quando me imagino em uma casa na fazenda com crianças correndo eu imagino ela do meu lado.
Houve um grande momento de silêncio.
—Sempre torci por você Tony, sempre achei que o destino da Hannah era ficar ao seu lado, eu torci muito viu. Sempre foi meu favorito. – Porque infelizmente na opinião de Sam existiam pretendentes demais na vida de Hannah.
—Obrigado eu acho. –Tony falou calmo porque pensou na mesma questão, Hannah era uma mulher assombrada pelos fantasmas do seu passado.
—Se veio aqui buscar minha bênção fique tranquilo, você seria um ótimo irmão/pai/padrinho perfeito. – Sam falou rindo.
—Agora vou ser obrigado a dar um presente sensacional para os seus 15 anos. – Disse Tony fingindo indignação o que fez Sam rir muito. Ela estava muito feliz agora, Tony sempre foi seu preferido para Hannah, estava na hora da irmã ser feliz.
—Pode ser legal e me dar um carro de presente. – Sam falou se aproximando de forma inocente mais o bilionário já estava preparado.
—Eu estava pensando em algo mais inusitado, talvez sua própria armadura. – Tony falou de forma convencida e Sam não pensou duas vezes, correu e se jogou sobre ele animadamente, ela se sentia a garota mais feliz do mundo.
—Acho que você já devia ter pedido Hannah em casamento, não perca nem um segundo a mais. – Sam riu feliz rodopiando no pescoço do padrinho que mal conseguia mantê-la em seus braços, mas Tony estava feliz, ele sabia que Sam tinha razão, não devia perder nem mais um minuto, devia ir com tudo antes que Hannah escapasse novamente, e isso ele não ia permitir.
Ainda nos arredores do Brooklin...
Hannah ainda enxugava as lágrimas, ela sabia que a conversa com Buck não seria fácil, mas pela primeira vez sentiu que poderia deixar o passado para trás. Como havia sofrido nesses últimos anos? Como permitiu guardar essa dor em seu coração? Ela era uma mulher forte, todos sabiam disso, mas ninguém sabia o quanto o passado a fazia sangrar de dentro para fora, o quanto a dor de nunca poder ser mãe a magoava, o quanto a culpa pela morte de Bucky Barnes naquela época arrasou seu coração.
—Você já derramou lágrimas demais Hannah. – Aquela voz, ela não podia acreditar, quando se virou sentiu suas pernas falharem e foi ao chão, o medo tomou conta de seu coração, e uma profunda tristeza invadiu sua alma. – Deveria olhar para o seu passado com mais empatia, foi ele quem a transformou nessa mulher impressionante que você é.
—Erik?! – Disse a mulher com os olhos vidrados a frente. –Mas como isso é possível? Como?
Parado tão perto dela Erik Lehnsherr tinha a imagem do mesmo homem de mais de 50 anos atrás, ele usava uma calça social escura e uma camisa branca, tinha uma jaqueta marrom jogada por cima de tudo e seu famoso chapéu preto. Era elegante como sempre, aquele sorriso encantador, era a mesma pessoa que ela havia admirado tanto tempo atrás. A mesma pessoa que um dia a abandonou no momento em que mais precisava dele.
— Eu sei que não tenho nenhum direito de estar aqui, mas durante todo o processo senti que precisava mostrar a você o que eu mais desejava. – Erik falou dando alguns passos na direção de Hannah que apenas ergueu a mão de forma protetora.
—Poder?! – Disse com um gosto amargo nos lábios.
—Juventude, eu jamais poderia ficar com você, ou chegar a qualquer lugar sendo aquele velho decrépito e amargurado. – Erik sorria como a muito tempo não fazia, desde que suas sombras passaram a invadir seu coração.
—Nunca mais... – Disse Hannah ficando de pé com muita dificuldade ainda sentindo seus joelhos fracos. – Nunca mais insinue qualquer coisa referente a nós, não existe nós. – Ela falou com os lábios trêmulos. –Você deixou isso bem claro para mim Magnus, você e seu orgulho, você e sua vingança, tudo era mais importante do que nós, você criou várias prioridades acima das nossas, você me usou e partiu e isso eu nunca irei perdoar.
—Não importa o que diga pequena Hannah. – Erik corajosamente se aproximou de Hannah enquanto a mesma firmava para permanecer de pé. – Eu sempre serei seu lenhador. – Erik se aproximou e puxando Hannah pela cintura com força e deu um beijo carregado de sentimento, dor, amargura e saudade. Pura Saudade. Ela o empurrou com toda a sua força e deixou um grito desesperado sair de sua garganta.
—Vá embora Erik, vá embora como foi naquele dia. – Hannah chorava como nunca pensou ser possível, ela começou a sentir a eletricidade correndo por todos os lados os fios de alta tensão começaram a entrar em colapso, as luzes dos prédios começaram a piscar e Hannah mal conseguia se aguentar de pé, seus olhos foram ficando brancos, como se não houvesse nada ali a não ser a força do seu poder. – VÁ EMBORA MAGNUS. – Ela gritou e todas as luzes num raio de 6 quilômetros ficou no escuro depois de uma grande explosão.
Hannah caiu de joelhos no chão mais uma vez, só que dessa vez estava sozinha, desta vez ela havia tomado a decisão certa. Só Deus podia saber o quanto seu peito estava doendo, mas ao mesmo tempo tinha orgulho por não ceder.
—Adeus Bucky. Adeus Magnus. Chega de olhar para o passado. – Disse colocando as mãos envolta do corpo. – Chega de chorar. E sem dizer mais nada desabou.
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