Stuck in his Past
1 The kidnapping of the Heiress
Notas iniciais
Bom, para começar quero dizer que pesquisei MUITO o inicio do nosso amado Capitão América para trazer a todos as informações mais corretas sobre aquele período de guerra dentro do universo Marvel.
Os primeiro TRÊS CAPITULOS vão ser focados no passado de Hannah e dos outros personagens daquela época, só no quarto é que começaremos a ver a nossa MUSA nos dias atuais.
COMO ELA VAI CHEGAR ATÉ LÁ????? Só lendo para descobrir hehehehe
Como esse capitulo ficou bem maior do que eu esperava vou esperar TRÊS semanas para postar o próximo, isso é só para dar tempo a todas as pessoas de ler com tranquilidade, já que as vezes fica um pouco complicado com o trabalho e estudos.
Estou muito orgulhosa dessa fic e espero de coração que vocês a recebem em suas vidas, Hannah Erskine é uma homenagem a uma outra personagem que criei porém não pude trabalha-la até o final, por isso espero que ela seja tão forte quanto sua inspiração inicial e nos agracie com sua força, coragem e determinação.
XOXO da June e Boa Leitura ♥
ANTES
Base Secreta Americana – Europa, 1942.
Somewhere, over the rainbow, way up high,
There's a land that I heard of once in a lullaby.
Somewhere, over the rainbow, skies are blue,
And the dreams that you dare to dream really
do come true
Someday I'll wish upon a star
And wake up where the clouds are far behind me.
Where troubles melt like lemon drops,
Away above the chimney tops,
That's where you'll find me.
Somewhere, over the rainbow, bluebirds fly.
Birds fly over the rainbow,
Why then -- oh, why can't I?
If happy little bluebirds fly
Beyond the rainbow
Why, oh, why can't I?
A música de Judy Garland tocava na pequena vitrola portátil que tanto Hannah amava, aquela peça tão especial havia sido um presente de seu pai, Abraham, a única lembrança que de fato sobrou de uma época onde as coisas podiam ser difíceis, mas não havia tantos problemas e principalmente medos como agora. Eles haviam deixado a Alemanha em um momento onde as coisas estavam ruins para todos, não apenas para os judeus, mas para pessoas diferentes, pessoas que estavam surgindo por todo o país, sua mãe costumava dizer que eram anjos de Deus, mas ela sabia que devia ter uma explicação cientifica, seu pai os chamava de mutantes.
Ela olhou no espeço a face pálida, sem muitos atrativos, o que não era de seu costume, adorava batons vermelhos inspirados nos símbolos sexuais da época, as famosas pin up, também era apaixonada por moda, roupas que valorizavam os corpos femininos e não apenas os transformassem em bonecas de pano, no entanto, era complicado usar isso em uma base militar repleta de homens desconhecidos, apenas Peggy Carter era corajosa o suficiente para enfrenta-los de igual para igual, Hannah ainda não havia aprendido esse segredo, mas naquele momento ela resolveu ir até sua pequena bolsa de acessórios e reformular a maquiagem, estava cansada de ficar escondida naquela barraca enquanto a guerra consumia as vidas do lado de fora. Era hora de ser ousada.
Um barulho lhe chamou a atenção, do lado de fora da barraca onde estava homens pareciam comemorar a primeira grande vitória do então conhecido Capitão América, ela pessoalmente, não gostava muito desse nome, a idéia de seu pai não era exaltar uma nação, e sim, criar um símbolo para todo o mundo, mas seu pai estava morto, e Steve Rogers era o patriota mais devotado que já havia conhecido, para ela, Rogers era apenas mais uma missão, estava ali representando o nome de seu pai e garantindo que sua família levasse os créditos pelo invento do cientista, não iria deixar que Howard Stark roubasse aquela criação, nem o governo. Howard era conhecido por suas conquistas, um homem charmoso e inteligente com uma herança fora do normal, os Starks eram cheios de influencia e Howard podia conseguir qualquer mulher que desejasse, por isso era extremamente importante que ela mante-se a distancia para que suas negociações fossem apenas profissionais.
—Senhorita Erskine, todos os presentes foram convidados para comemorar o retorno dos homens que Rogers salvou, talvez queira comemorar conosco já que é uma convidada de Howard. – Disse o Coronel Chester Phillips com um sorriso que fez apenas Hannah apertar os lábios em sinal de desgosto.
—Perdoe-me Coronel, mas eu não sou uma convidada do senhor Stark. – Disse a jovem se levantando nos seu salto alto mostrando uma silhueta magra, porém bem volumosa nos lugares certos, ela tinha longos cabelos loiros puxados para um dourado Californiano, usava um batom vermelho realçando o branco de sua pele, e o seu vestido azul marinho era bem marcado na cintura, alguns dedos mais curtos que o normal para as mulheres da época, mas ela já havia passado por muita coisa ao lado de sua mãe para ser convencional. – Estou aqui representando os interesses da minha família, Stark é um homem muito carismático, e eu sei que o exercito Americano é totalmente deslumbrado com ele, mas não vou permitir que entregue os créditos das pesquisas do meu pai para um devasso com Howard, não sem lutar antes.
—Você é como Peggy sabia? – O homem deu alguns passos ao redor como se analisasse a personalidade da jovem através de seus objetos pessoais. -É uma garota forte e corajosa demais para essa época. – Disse o Coronel agora com um tom mais calmo, sentindo-se mal pelas insinuações anteriores. –Me desculpe, eu não quis ofender. É que você chegou com Howard semana passada e desde então vejo vocês juntos, imaginei que...
—Imaginou demais Coronel. – Ela falou seca, erguendo a cabeça numa postura de poder que aprendeu com anos e anos de observação militar, todos os superiores faziam aquilo quando queriam provar o seu poder. -Eu estou aqui apenas para negociar a patente do soro desenvolvido entre ele e meu pai. Depois disso vou ter o imenso prazer em voltar para minha casa, onde minha mãe espera sozinha, ela é uma mulher judia em plena segunda guerra, meu pai está morto e somos discriminados por ser Alemães. O senhor sabe melhor do que ninguém como isso é complicado.
—Eu imagino sim, quero que saiba que sua família poderá contar com todo o apoio americano, mesmo depois da morte do seu pai. – Phill falou firme, mas no fundo ele sabia que as coisas não seriam tão fáceis assim, uma jovem de 20 anos sozinha em plenos anos 40? O que ela poderia fazer? Como iria enfrentar os Lobos de Wall Street?
—Espero que sim mesmo Coronel, porque eu ainda tenho parte do soro. – Hannah falou firme e cautelosa, ela sabia que esse era o grande motivo de talvez, e só talvez ela ainda estar viva ali.
—Está brincando comigo senhorita? – Disse Phill sentindo um gosto amargo na boca, um medo fora do comum, algo que ele sabia que poderia causar muita confusão se viesse a publico.
—Não é brincadeira, nem blefe, e não pretendo entrega-lo a ninguém caso minha mãe seja despejada da casa onde vive, ou que qualquer fundo nosso seja tomado misteriosamente. – A jovem se aproximou lentamente dando alguns passos até ficar frente a frente com o Coronel, tão próximo que ela podia sentir o seu suor. –Eu conheço o seu governo Americano Phill, não vou deixar que façam uma queima de arquivos conosco, estou aqui para garantir isso pessoalmente, agora pode ir, eu tenho muita coisa para organizar, desejo que Howard assine essa papelada o quanto antes.
Hannah esperou o homem se afastar um pouco para respirar fundo e controlar uma forte vontade de chorar, as coisas não estavam sendo nada fáceis para ela, seu maior medo é que com a morte do pai o governo Americano aproveitasse a deixa para deportar não apenas ela, mas sua mãe também, o que não seria nada bom, Anya era judia e voltar para a Alemanha com a guerra ainda acontecendo poderia por em risco a segurança de ambas. Sem ter muitas opções a jovem com apenas 20 anos de idade precisava assumir a maior responsabilidade que uma garota na sua posição jamais havia assumido, precisava cuidar dos negócios do pai e conseguir uma assinatura de Howard Stark, ela só não sabia o que seria mais difícil.
Phillips saiu da barraca, um pouco preocupado, ele sabia que no fundo Hannah tinha total razão em pensar assim, o governo não iria se demorar a deporta-las, ou nos piores casos, queimar os arquivos como ela mesma havia dito. Agora o que estava perturbando sua mente era o que ela havia acabado de revelar, estava em posse do maior tesouro da América, a arma que venceria qualquer guerra.
—O que faz aqui fora meu caro amigo? – Disse Howard com seu largo sorriso e terno importado. –Noite linda para dançar não acha? – Howard carregava em uma das mãos um copo com whisky, aquilo realmente fez o Coronel refletir sobre a indignação de Hannah sobre o conquistador barato.
—Se veio convidar a senhorita Erskine para ir a noite de comemoração esqueça, ela está focada no desejo de conseguir a sua assinatura e proteger a família. – O Coronel falou tomando o copo da mão de Howard e bebendo o que havia nele, o bilionário apenas sorriu pensando no tipo de conversa que Hannah devia ter tido com o militar, afinal, eles viajaram juntos por horas em seu avião particular e a mesma não demonstrou nenhum interesse em sua companhia, nada que não fosse falar sobre documentos, assinaturas, acordo de patente, e coisas do tipo, mas de uma coisa Howard não podia discordar, a garota era feroz para os negócios, seria uma excelente parceira comercial.
—Não posso culpa-la Phill, ela tem toda razão em pensar assim, mas eu vou garantir que os E.U.A. sejam mais receptivos para ela. – Howard falou dando uma olhada na pequena barraca onde a jovem estava.
—Não me diga que vai pedi-la em casamento e garantir sua presença no país? – Disse o Coronel com um olhar divertido, mas Howard fez uma expressão como se levasse um soco no estomago.
—De fato isso nem havia me passado pela cabeça. Bom, a questão é que vou oferecer uma parceria entre os Starks e os Erskines, isso pode ser muito bom para nós dois como uma forma de aprimorar as pesquisas de hoje e pensar em um amanhã promissor. – Howard falou sério pela primeira vez e Phill percebeu que o mesmo estava realmente interessado em negócios, Howard até podia ser considerado um fanfarrão, mas quando se tratava de lucros ele era o melhor.
—Boa sorte com a garota então, ela é osso duro, duvido muito que seu charme vai resolver alguma coisa. – O Coronel falou e Howard riu de forma visível, ele era a figura daquele lugar, também era o mais inteligente ali e seu investimento na guerra o tornava o queridinho da américa.
—Se meus encantos pessoais não resolverem eu peço ajuda ou queridinho do papai dela, duvido que Hannah não concorde com alguma coisa proposta por Steve. – Howard já havia percebido o quanto Hannah evitava Steve, havia alguma coisa acontecendo ali e ele pretendia descobrir.
—A pergunta aqui é apenas se, e digo SE com muita ênfase ela realmente vai querer isso. – Phill sabia que Hannah não era do tipo de concordava com muita facilidade com as loucuras de Howard. –A garota está aqui a uma semana e mal vejo o rosto dela na hora das refeições, tenho até questionado se ela não está sem comer a dias.
—Vou convencê-la a ir. – Sei que não faz o feitio dela, mas nenhuma mulher resiste a chance de usar um vestido bonito, e cá entre nós ela tem belas curvas. – Howard falou rindo sabendo que o Coronel também pensava o mesmo, só era educado o suficiente para não comentar sua opinião. – Não ir á festa dos soldados, seria uma desonra se não fosse, afinal foi um feito de Steve, devemos isso ao pai dela não é mesmo?
—Só me prometa que não vai magoar a garota, nem fazer dela uma de suas conquistas entendeu? A jovem já sofreu demais Howard, ela está lutando sozinha aqui. – Howard olhou para o Coronel e assentiu sério para o homem como se concordasse com suas palavras, depois de alguns segundo riu abertamente erguendo as mãos para cima como se quisesse dizer “eu sou culpado” e Phill acabou revirando os olhos diante daquilo — Você não vale nada Howard, alguém já disse isso a você? – O homem falou dando um tapa no ombro do amigo, eles estavam juntos á tanto tempo que nem ao menos podiam negar a amizade crescente.
—Todos os dias pela manhã, é o que me motiva quando olho no espelho. – Howard riu andando até a entrada da barraca onde Hannah estava, o que ele não viu foi a sombra de um homem que havia ouvido toda a conversa, alguém estava espiando Hannah desde sua chegada a base, ela não sabia ainda, mas sua presença ali iria coloca-la em risco de vida. Talvez fosse a hora de agir.
Enfermaria – Base Secreta
Os feitos de Steve Rogers estavam por toda a parte, todos os soldados, enfermeiras, profissionais de comunicações, secretárias e agentes do grupo de Howard estavam entusiasmados com o ultimo feito dele, Rogers salvou mais de 100 soldados de uma única vez, ele enfrentou cara a cara a fúria do, Caveira Vermelha e trouxe de volta, não apenas bons homens, mas amigos também.
Dum Dum Dugan sacudiu a poeira em sua roupa, ele era durão e não iria deixar que alguns ferimentos mudasse isso, assim como Gabe Jones e Jim Morita, ambos baleados em meio a fuga, ainda sim tinham a simpatia de sorrir para as pessoas enquanto iam para a enfermaria saudados como heróis. James Montgomery Falsworth e Jacques Dernier mantinham a expressão de concentração que se deve ter em uma guerra, afinal, muitos amigos foram perdidos, e suas memórias deviam ser honradas.
Bucky estava sendo enfaixado por uma bela enfermeira ruiva, ela sorria animada para o homem que mesmo ferido conseguia ser charmoso, ninguém conseguia entender isso, francamente era alguma força superior, qualquer mulher presente ali teria o maior prazer em estar fazendo aqueles curativos, principalmente pela mão que Bucky insistia em utilizar por baixo da saia da garota que tinha o rosto ruborizado e tentava não parecer tão ofegante.
Steve estava parado na porta apenas observando seu melhor amigo com um olhar de esperança, finalmente sua vida tinha um significado, ele estava fazendo algo de útil em nome do seu país, e também queria mostrar a Hannah que Abraham não morreu em vão.
—Vai ficar a noite toda ai? – Disse Steve finalmente se aproximando fazendo o amigo rir e a jovem se afastar um pouco tentando fingir que não estava acontecendo nada demais ali. – Ouvi dizer que vai ter uma festa essa noite.
—Talvez eu devesse mesmo ficar. – O rapaz falou galante para a ruiva que deixou seus dentes brancos brilharem para ele.
—A festa vai ser apenas para os oficiais. – Disse a jovem fazendo um bico magoado para Bucky que pensou na real possibilidade de convida-la. –As enfermeiras precisam estar em alerta, por isso fomos divididas em turnos, poucas de nós poderão realmente aproveitar. – Ela olhou para Steve de relance. –Só Carter e Erskine é que tiveram sorte. – A jovem fez mais uma vez um grande bico até se afastar para buscar mais ataduras.
—Quem precisa de festa quando se tem tão boa companhia aqui mesmo hein? – Bucky falou para Steve que apenas sorriu com saudades do bom humor do amigo. –Quem são Carter e Erskine?
—São as mulheres mais influentes dessa base. – Disse Steve parando para refletir um pouco, pensando em como aquelas duas mudavam a imagem do lugar. -Peggy Carter está á frente de tudo ao lado do Coronel, ela é uma mulher forte, corajosa e independente, o tipo de mulher que a gente torce para encontrar na vida, Peggy acompanhou de perto o meu treinamento e sou muito grato a ela por isso. Hannah Erskine é a filha do cientista que praticamente me fez nascer novamente. Como ele foi mais uma vitima dos nossos inimigos ela acabou vindo para a base na tentativa de conseguir um acordo com Howard, outro interessado na criação desse soro.
—Vejo que andou ocupado enquanto eu estava preso por ai. – Disse Bucky tentando se levantar sentindo um pouco de dor no corpo ainda.
—Eu não acho que seja uma boa idéia conseguir mais uma fratura. Ainda precisamos prestigiar os homens com aquela festa do Stark. – Steve falou um pouco cansado, ele realmente não queria fazer parte daquilo, mas Howard estava insistindo, tinha haver com mandar boas energias para todos os soldados ainda em campo, mostrar ao país que havia esperança de vitória.
—Você está tão diferente. – Bucky falou olhando para o amigo que sorriu animado.
—Devo tudo isso aos esforços de Abraham Erskines, foi com os ensinamentos dele que eu consegui chegar até aqui, se não fosse por ele talvez as coisas tivessem sido diferentes, talvez eu ainda fosse só um garoto do Brooklin. – Steve falou se lembrando de como as coisas costumavam ser antigamente.
—Acho que você ainda é só um garoto do Brooklin. – Bucky falou sorrindo para o amigo que deu um tapa nos ombros do mesmo fazendo Barnes revelar uma careta de dor. –Mas me fala grande soldado, qual das duas está na sua lista? – Bucky falou com um largo sorriso e Steve apenas sorriu discreto.
—Eu preciso me arrumar, tem uma pessoa que quero que conheça hoje á noite, ela é realmente especial. – Disse Steve com um sorriso cheio de significado e Bucky não conseguia se conter, era a primeira vez que o amigo parecia envolvido de verdade.
—Espero que ela saiba o quanto é especial Rogers. – Bucky falou puxando um pouco melhor a faixa sobre o peito, aquilo estava incomodando, mas seria necessário para sua total recuperação.
—Ela não sabe ainda, mas eu pretendo dizer um dia. – Steve estava feliz por estar ali com Peggy, ela era uma grande mulher, havia poucas mulheres no mundo assim, talvez Hannah se encaixasse nessas características também, mas infelizmente ela ainda não tinha noção disso, era uma mulher corajosa e Rogers via isso nela, mas a jovem ainda parecia muito assustada com sua nova realidade.
—Se tem uma coisa que aprendi nessa vida é que ás vezes, “um dia” pode ser tarde demais. – Bucky falou encarando o amigo agora de forma séria, ele tinha total razão nisso, ás vezes não existe tempo suficiente para reagir e lutar por aquilo que se acredita.
—É melhor não se atrasar, as pessoas aqui não estão acostumadas com comemorações, talvez não dure muito tempo. – Steve também estava preocupado, infelizmente suas preocupações com a guerra eram maiores do que com seus casos amorosos.
—Vamos torcer para que a nossa felicidade seja maior do que a do nosso inimigo. Ando sentindo uma intuição ruim, acho que os problemas ainda não acabaram. – Bucky falou sentindo um arrepio na coluna, ele tinha certeza de que muito mal ainda estava para acontecer, e talvez não fosse tão simples de ser contido.
Barraca reservada para Hannah Erskine.
Howard ficou parado do lado de fora da barraca ondo Hannah estava, respirou fundo pensando bem no que iria dizer já que sabia dos problemas que estavam por vir. Quando Abraham morreu foi uma perda muito grande para a equipe, eles haviam descoberto juntos, o segredo do soro, mas Abraham era o maior responsável pela pesquisa, sua morte abalou a todos, mas trouxe uma surpresa, Hannah.
Ela entrou em contato com ele alguns dias depois, disse que havia recebido mensagens do governo falando sobre uma possível deportação, e estava com medo, Howard sugeriu que ela fosse até a base com ele, na verdade seus objetivos eram mesquinhos a principio, mas depois de ver a força de vontade e determinação da jovem, não podia mais se esconder dos fatos.
—Senhorita Erskine, será que podemos nos falar um minuto? – Disse Howard entrando de uma vez na barraca sem se importar com a opinião de Hannah.
—Senhor Stark se por acaso isso for uma tentativa de me convidar a participar dessa festa boba já lhe digo que não estou interessada. – Hannah falou respirando fundo e tentando não perder a cabeça com a presença daquele homem em seus aposentos, todo mundo já dizia que ambos tinham um caso, agora então.
—Hannah. Posso chama-la assim certo? Veja, eu não quero prejudica-la, mas se quer ser minha sócia, preciso que assuma os papeis sociais ao meu lado. – Howard falou serio, o que despertou o interesse de Hannah.
—Esta falando serio senhor Stark? – Hannah deu alguns passos na direção do homem que sorriu largamente sentindo que estava ganhando a atenção da mulher.
—Muito serio, eu gostava muito de seu pai e não sou um homem tão ruim quanto pensa. – Howard falou dando alguns passos na direção da moça percebendo que Hannah se afastou um pouco, ela não ia ser tola de deixa-lo tão perto assim.
—Não penso isso senhor Stark, só aprendi a não confiar em homens com belos ternos e muito charme. – Ela falou com um sorriso discreto, o que fez Howard sorrir ainda mais.
—Então você me acha charmoso? – Disse o homem convencido.
—Não seja abusado. – Hannah falou sentindo as maçãs do rosto totalmente coradas, esse era um problema da sua pele branca, qualquer coisa mostrada o seu constrangimento.
—Desculpe, eu esqueci que todas ás mulheres dessa base só tem olhos para o novo herói mundial, o fabuloso Capitão América. – Howard acreditava que Hannah também era uma das fãs de Steve, já que até mesmo Peggy Carter que nunca havia se envolvido com alguém do trabalho antes, tinha cedido.
—Não é verdade. Todos ficam dizendo que ele é um herói. Totalmente invencível, um homem cheio de poderes que nem mesmo Hitler vai poder derrotar. Mas eu não vi isso no decorrer de sua trajetória, fazendo shows de cidade em cidade, usando uma fantasia estupida e colocando em risco tudo aquilo que meu pai lutou para criar. Rogers ainda é um garoto do Brooklin, todo o resto foi criação do meu pai.
—E minha. Não se esqueça disso.
—Eu não me esqueço disso senhor Stark, é por isso que eu estou aqui. – Disse Hannah pegando a documentação que precisava apenas da assinatura dele.
—Vá á festa comigo e eu assino esses papéis. – Howard falou erguendo uma sobrancelha fazendo Hannah revirar os olhos com outras idéias.
—Assine esses papeis e eu vou á festa com você. – Hannah falou firme e Howard acabou se dando por vencido, ele sorriu, admirando aquela mulher, forte e corajosa, mesmo sendo jovem Hannah era incrível e determinada. Ele pegou a própria caneta e assinou em todas as paginas que precisava dando pela primeira vez em dias um pouco de paz para o coração da jovem.
—Espero que todas essas assinaturas tenha me garantido uma bela companhia para essa noite e você tem pouco tempo. – Howard apontou para o relógio enquanto Hannah ia até sua mala e guardava a sete chaves a pasta contendo os documentos assinados, naquele momento, aquilo era o seu maior tesouro.
—Você terá senhor Stark, mas não confunda as coisas, estou sendo totalmente profissional aqui.
—Eu também minha querida, eu também.
(...)
Próximo á entrada do salão...
Howard estava animado com a possibilidade de mais uma conquista, Hannah estava sendo uma aposta difícil naquele lugar. No fundo, ele podia ficar com qualquer mulher ali, mas quando ouviu os passos nervosos chegando ao seu lado entendeu porque investia tanto naquela garota.
—Já vou avisando que sou uma péssima dançarina. – Hannah usava um vestido azul celeste com uma armação suficiente para deixar a saia rodada mais não exageradamente erguida, seus lábios no vermelho chamavam toda a atenção para a boca, tinha o cabelo preso em um coque, sua cintura muito fina marcava os seios volumosos e o quadril largo, tinha os ombros de fora em um modelo tomara que caia perfeito e um sapato de salto médio, era perfeita em suas combinações de cores.
—Vestida assim você pode pisar em todos os meus dedos. – Howard falou sorrindo e pela primeira vez viu um lindo sorriso nos lábios vermelhos da jovem, ali ele teve certeza do quanto ela era especial.
—Obrigada, mas não é necessário tudo isso. – Hannah falou se aproximando de Howard que já podia ouvir o barulho da musica vindo do local escolhido para a festa, os mais de 100 homens salvos festejavam a liberdade e a nova chance de lutar.
—Vai me desculpar, mas precisa sim. – Howard passou a mão pela cintura da jovem á puxando um pouco mais do que devia para si, Hannah pensou em discutir, mas o sorriso de Howard era mesmo encantador demais, com isso, ela apenas relaxou e começou a caminhar em seu lado até que um barulho lhe chamou a atenção.
Um tiro.
—Howard?!
—Corra Hannah. – Howard falou enquanto sentia o calor do sangue escorrendo em seus dedos.
Hannah gritou vendo o homem caindo com a mão no ombro, três homens surgiram no meio do nada e agarraram Hannah pelos braços, a jovem era mais forte do que parecia, ela havia feito defesa pessoal alguns anos antes a pedido de seu pai, nunca imaginou que realmente iria precisar aplicar aquelas técnicas.
Mesmo de salto conseguiu chutar um dos homens em suas partes baixas, ela caiu na lama mais se levantou a tempo de dar um gancho de direita no rosto do segundo mais quando pensou que poderia pedir ajuda ouviu a arma sendo engatilhada e apontada para Howard, aquilo a fez parar por um minuto, tempo suficiente para levar uma coronhada na cabeça. Tudo ficou escuro.
CONTINUA...
Notas finais
Hannah é uma jovem forte, corajosa e cheia de força para lutar, só que além disso ela é dona daquilo que todos mais desejam, o Soro do Super Soldado.
Será que Howard realmente estava se interessando por ela? Será que Steve vai conseguir fazer alguma coisa pela jovem?
Como Hannah vai sair dessa confusão?
Só no próximo para saber...
Até Lá!!!!
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