Stuck in his Past

5 Goodbye my Love Goodbye my Friend


Notas iniciais
OIEEE GENTE QUE EU AMO DEMAIS!!!!!!! MUITO MAIS MUITO FELIZ MESMO ♥ ♥ ♥ Quero agradecer a todos que estão acompanhando e comentando esse trabalho que é tudo pra mim. Vocês são incríveis. Eu consegui adiantar esse capitulo e sei que muitas pessoas vão sentir o coração sendo arrancado do peito. AVISO IMPORTANTE Depois desse capitulo, nós vamos passar por momentos importantes do desenvolvimento da SHIELD e algumas relações entre Hannah e Charles. DEPOIS É QUE VAMOS PARA 2012 com a passagem sobre os alienígenas em NY e só então vamos para 2016 com os dias atuais, e teremos o reencontro de Hannah com Steve e Bucky no meio da guerra civil. MEU CORAÇÃO JÁ PAROU SÓ DE PENSAR SOBRE ISSO. Neste capitulo vou mencionar um pouquinho do que viria a seguir em X-men Primeira Classe, assim como também vamos ter menções no futuro sobre tudo o que aconteceu na vida de Erik, tentando encaixar com a linha temporal de Hannah. JJJ também será mencionado para acrescentar a parte cômica um ótimo personagem EEEEE a introdução do nosso amigo de sempre, o Homem Aranha ♥ Espero que amem esse capitulo como eu amei. Boa leitura. XOXO da Juh

Manhattan – Cobertura de Howard Stark

Dois dias depois...

Hannah respirou fundo vendo seu reflexo mais uma vez, precisava descer logo, não podia ficar ali o resto da noite, já havia ficado longe por tempo demais, infelizmente as primeiras noticias que recebeu ao chegar em solo americano não podia ser pior. Ela tinha estranhado quando chegou ao aeroporto e não viu sua mãe, pensou que Howard a levaria para recebê-la logo ali, de braços aberto, sete anos sem o amor dela era algo doloroso demais para aceitar, infelizmente logo em seguida veio a noticia que mais uma vez destruiu seu mundo.

—Howard. Onde está minha mãe? Pensei que ela estaria aqui no aeroporto com você? – Disse Hannah de forma tranquila olhando ao redor, mas ao perceber a expressão do homem sentiu seu coração congelar.

—Ela não pode vir Hannah. – Disse Howard com um tom de voz muito diferente do normal e aquilo chamou a atenção de Hannah.

—Howard?! O que aconteceu enquanto estive fora? – Disse a jovem preocupada apertando as mãos de forma tensa.

—Hannah, ainda é cedo para lhe dizer isso, não queria que você soubesse assim, eu acho melhor...

—Howard. Nada pode ser considerado cedo agora. Eu estou esperando sete anos para voltar pra casa, quero saber exatamente o que aconteceu e quero saber agora. – Hannah surpreendeu Erik que acompanhava os dois, ele ficou orgulho ao ver que suas expectativas não estavam erradas, Hannah era uma mulher de fibra.

—Hannah. Sua mãe faleceu á dois anos atrás, quando você desapareceu ela pensou ter perdido tudo, entrou em uma espécie de depressão e se isolou do mundo, eu tentei ajudar mais ela nunca quis falar comigo, me odiava pelo que aconteceu. – Howard falou sentindo o peso de suas palavras. –E sinceramente não a culpo por pensar assim, eu também me odiava por tudo. – Mas ao contrário do que ele imaginou Hannah apenas colocou sua mão em seu ombro e sorriu com os olhos cheios de lágrimas.

—Você é um bom homem Howard. – Disse a menina olhando para o homem de forma séria. – Pena que nem todos conseguem ver isso, eu também não conseguia ver, também senti muita raiva de você enquanto estive naquela base, e depois, depois de ter sido sequestrada, mas não quero viver uma vida de amarguras, e só posso lamentar pelo passado, mas não quero começar uma nova vida com esse peso no meu coração. – Hannah sorriu discreta e Erik ficou pensativo, será que aquele bilionário já havia tido algum tipo de envolvimento romântico com a garota?

—Eu não sei o que dizer eu acho. – Disse Howard sorrindo um pouco emocionado, ele não era acostumado com pessoas sendo gentis com ele, não era acostumado com mulheres olhando para ele pelo homem que era, e quando isso acontecia era difícil até de se expressar.

—Obrigada por cuidar de minha mãe, eu sei que você fez o possível. – Aquelas palavras tiraram um peso tão grande das costas de Howard que sorriu bobo, como se ouvisse algo inacreditável, finalmente voltaria a dormir.

—Você é uma mulher maravilhosa, eu também demorei para ver isso, me sinto envergonhado por ter tratado você daquela forma na base, e pior ainda por ter insistido que você fosse para lá comigo, não era certo. – Disse Howard pegando a mão da jovem e beijando-a com carinho fazendo Erik revirar os olhos.

—Ok. Somos todos maravilhosos, mas não podemos ficar no aeroporto de bobeira, ainda preciso visitar um velho amigo. – Erik falou um pouco ríspido e Hannah não entendeu aquela pressa toda, mas ele havia mencionado esse “amigo” a viagem toda, devia ser uma pessoa muito especial mesmo. –O transito de New York é péssimo, e os americanos ainda se acham superiores. – Erik falou debochado enquanto olhava para Howard de uma forma pouco amigável.

—Você é quem mesmo? Um lenhador pelo que entendi. – Howard falou enquanto eles andavam rapidamente até a saída do aeroporto em busca de um taxi, mas como Erik havia acabado de falar, o transito parecia apocalíptico, com isso Howard achou melhor chamar Jarvis até lá com um de seus carros e Hannah aproveitou para comprar uma garrafa de agua, ela sentia muita cede nos últimos dias, talvez fosse o fato de ter ficado dormindo por tanto tempo.

—Estou longe de ser um lenhador, mas posso dizer que sou um homem que resolve seus problemas com as próprias mãos, e não o tipo que usa uma garota para o trabalho sujo. – Erik falou de forma astuta mostrando a Howard que não era um homem simplório como ele pensava.

—Vejo que você é um homem de visão, talvez seja por isso que tenha usado Hannah para vir até a América, dessa forma não precisou passar pela alfandega, nem precisou apresentar um visto, será que temos alguma coisa em comum? – Howard falou sério olhando para o homem que apenas sorriu para o bilionário.

—Chega Howard. – Disse Hannah surgindo atrás deles com a garrafa de agua que ela havia ido comprar.

—Foi ele quem começou. – Disse Howard de uma forma infantil fazendo Erik rir debochado sentindo uma grande vontade de socar aquele rosto de barba perfeita até não sobrar nada.

—Ele é o homem que salvou minha vida, não quero saber de desconfianças ou discussões entre vocês ok? – Hannah olhou para ambos que apenas fingiram não escutar o que ela dizia, então a jovem apenas revirou os olhos enquanto respirava fundo, entendeu que aquela seria uma longa viagem.

Erik estava na sala com Howard agora e ela não sabia se isso era uma coisa positiva ou negativa, pelo menos Peggy estava lá e o Coronel Phill também, as únicas pessoas que estavam faltando era Steve com sua postura firme de líder nato, e Bucky com suas brincadeiras constrangedoras e seu sorriso cheio de vida.

Peggy Carter havia sido convidada para recebê-la na mansão de Howard, uma forma de deixa-la mais tranquila vendo rostos conhecidos, foi uma boa idéia de Howard, ele havia sido gentil ao pensar dessa forma, pois seu coração estava aflito e ansioso, na verdade, ela desejava chegar com Steve Rogers e Bucky Barnes ao seu lado, mas isso não seria possível. As vezes Hannah se sentia culpada pela perda dos dois.

O Coronel Phill também foi convidado, e não podia deixar de estar presente, queria ver aquele milagre de perto. Hannah ainda não sabia qual era a posição de Howard diante dos jornalistas, ela não sabia se ele iria apresenta-la de volta a sociedade ou mantê-la em segredo absoluto.

Jarvis havia deixado tudo em ordem e feito um pequeno coquetel caso ela chegasse com fome, o que Peggy achou muito fofo da parte dele, sempre tão atencioso. Mas quando a porta do elevador se abriu e ela surgiu ao lado de Howard, tudo o que conseguiu fazer foi correr para o quarto, precisava de um banho, claro que Peggy não iria deixar que ela passasse sem um abraço pelo menos.

Peggy era muito observadora e não pode deixar de notar que um pouco atrás havia um homem, ele não era Bucky, nem Steve, era um desconhecido, usava uma calça preta acompanhada de um terno da mesma cor, por baixo uma camisa azul clara, tinha um chapéu preto com uma faixa branca no meio e tinha aquela postura firme que só pessoas confiantes conseguem ter. Já Hannah estava muito pálida, e usava roupas simples demais, mesmo assim tinha uma beleza inigualável.

—Oh meu Deus. Eu sabia que você iria conseguir, sabia que seria mais forte do que aqueles malditos nazistas. – Peggy falou tentando controlar a emoção, mas foi impossível, ela correu até Hannah que parecia muito feliz e abraçou a jovem que parecia não ter envelhecido nem um único dia. –Senti tanto a sua falta em minhas aulas de defesa, onde esteve esse tempo todo? Como conseguiu sobreviver sozinha por sete anos? Todos viram o jipe explodir, todos pensavam que você tinha morrido. – No fundo Peggy sentia uma nova esperança nascendo em seu peito, se depois de sete anos Hannah havia retornado era porque Steve podia também, ele era o super soldado, se alguém tinha essa habilidade era ele. –O que andou fazendo?

—Dormindo. – Hannah falou se lembrando de todos os últimos acontecimentos até chegar ali. –Em coma na verdade, mas essa história é um pouco longa, vou precisar de tempo para contar, acredite em mim, é muito mais louco do que você pode imaginar. – Disse Hannah com um sorriso discreto. -Mas por sorte Magnus cuidou de mim, ele salvou a minha vida. – Disse a menina olhando para o homem de chapéu preto que sorriu para ela dando alguns passos em sua direção e lhe segurando a mão com força, depois depositou um beijo na mesma, causando um incomodo em Howard. Depois disso Hannah apenas sorriu para todos e correu em direção das escadas, precisava tirar todos os sete anos de dor de sua pele.

Em um prédio comercial do outro lado da rua

John Jonah Jameson, mas conhecido como JJJ, mantinha sua câmera focada no apartamento do bilionário do outro lado da rua, ele sempre mantinha o foco em Howard Stark desde o inicio de sua carreira como fotografo, seu grande objetivo era se tornar um grande jornalista para que um dia pudesse ter seu próprio jornal ou revista, ou quem sabe os dois, Jameson era muito ganancioso nessa parte, sempre pensando em crescer, mas para isso precisava ser levado a sério, coisa que seu chefe no momento não fazia, e ali estava ele, no alto de um prédio, no meio da noite, pronto para fotografar qualquer coisa. Sua ultima conversa com seu chefe não havia sido nada boa, mas ele tinha certeza que uma coisa grande estava acontecendo e quando desmascarasse Howard para o mundo iria ganhar todos os prêmios do mundo, sem falar que poderia gritar “EU TE DISSE” na cara do seu chefe cego.

—Mas senhor eu juro que desta vez a informação que eu tenho é fundamental, foi uma pessoa de dentro que me passou. Howard mandou um jato particular buscar uma encomenda na Alemanha, e o jato foi liberado sem maiores perguntas. – Disse Jameson de forma séria fazendo seu chefe parar por um segundo avaliando aquela informação.

—E você acha que ele pode estar trabalhando para os dois lados? Acha que ele pode estar agindo como um agente duplo? Vendendo armas para os americanos e para a União soviética também? Isso sim daria uma boa capa. – Disse o homem acendendo seu charuto. – Então me diga logo Jameson, o que é o pacote secreto que Howard está trazendo para o país?

—Uma mulher. – Disse John um pouco sem jeito.

—Uma o quê? – Seu chefe bateu com as mãos com toda a força na mesa a sua frente ficando muito vermelho como se fosse explodir. -Por Deus Jameson, estamos no meio de uma guerra fria, existe a possibilidade de misseis vindo de Cuba e talvez até um ataque nuclear entre a União Soviética e os Estados Unidos, Howard é o maior fornecedor americano de armas, vencemos a ultima guerra graças a ele, acha mesmo que o povo vai se importar com uma mulher? Existe uma infinidade de problemas e você vem e me trás fotos de Howard Stark recebendo uma garota em sua casa? – Disse o chefe de John com seu charuto rolando de um lado para o outro em sua boca. –Francamente rapaz, já estou ficando preocupado com você.

—Mas senhor, não está entendendo a situação como um todo, Howard está escondendo armas secretas em um píer na marina, eu tenho certeza. Sinto que Peggy Carter também está envolvida nisso, só não consegui provas suficientes a não ser uma foto deles se encontrando lá.- Havia boatos de que Howard estivesse vendendo armas para o inimigo, isso era fato, mas ninguém havia provado nada ainda.

—Jameson, eu só vou falar uma vez, a senhorita Carter foi um símbolo da guerra ao lado do nosso falecido Capitão America, ela se sacrificou assim como muitos outros homens e hoje trabalha em uma organização secreta, eu nem devia lhe dizer isso mais sei que você admira o capitão, então é em nome dele que peço para que se afaste de Carter e do senhor Stark também, vai acabar criando problemas. Estamos entendidos?

—Sim senhor.

Jameson acabou ignorando os concelhos de seu chefe pela milésima vez e foi até o melhor ponto de observação para resolver aquele caso, ele tinha um sexto sentido para aquilo tudo, havia algo maior acontecendo e se não tomasse cuidado a mídia iria ficar de fora.

Estava frio e logo iria chover, mas ele tinha certeza de que alguma coisa estranha estava acontecendo. John tinha subornado o porteiro do prédio que havia passado as ultimas informações sobre Howard, sobre a chegada de uma mulher estranha vinda de outro país, ele não sabia ao certo qual a importância dessa mulher, mas parecia ser algo muito sigiloso, Howard pediu pessoalmente que ninguém ficasse sabendo sobre isso.

—Senhor Jameson acabou seu tempo. – Disse o segurança aparecendo no topo da escadaria principal com um monte de chaves em sua mão. –Daqui a pouco o outro segurança vai chegar para a troca dos turnos, não podemos arriscar.

—Ah qual é David, não fiquei nem vinte minutos aqui, preciso de mais tempo. – Disse o homem encarando o segurança que revirou os olhos para o rapaz. –Olha eu prometo que te recompenso melhor depois, posso até te pagar o café se quiser.

—Jameson se alguém pegar você aqui em cima eu vou perder o meu emprego e essa loucura sua vai chegar ao fim, o senhor Stark é um homem muito poderoso, ele não é do tipo que deixa alguém sair ileso de um processo e eu ainda...

—Cale a boca David, está acontecendo alguma coisa, eu estou vendo. – Jameson viu a jovem de cabelos loiros surgir no que devia ser um dos quartos da cobertura, ela andou por tudo até chegar na saca e olhar para o céu, ela tinha uma expressão tranquila mas ainda sim parecia preocupada, ele fotografou a menina de varias formas e a cada foto sentia que já havia visto aquele rosto antes, só não lembrava onde.

—Viu alguma coisa? – Perguntou o segurança curioso enquanto Jameson fotografava freneticamente até perceber que havia um homem com a menina, um homem que também parecia muito conhecido, mas não tão conhecido como aquela jovem, ele pensou muito sobre tudo aqui até que teve uma luz.

–Oh meu Deus, é ela, eu sabia, é ela. Aquela garota que foi dada como morta á muitos anos atrás, será um sequestro? Será testes em humanos? Experiências científicas? – Mas naquele momento sua câmera explodiu em suas mãos de forma misteriosa, ao olhar perturbado para a cobertura de Howard viu que o homem parado na sacada ao lado da menina estava olhando diretamente para ele, alguma coisa muito estranha estava acontecendo ali.

—Vamos embora Jameson antes que mais coisas comecem a explodir. – Disse o segurança ajudando o fotografo a recolher suas coisas. –Esse prédio está começando a me assustar, aposto que isso é culpa de alguma alma perdida por aqui. – Disse o segurança fazendo o sinal da cruz.

—Vamos sim, mas isso é só o começo meu caro, só o começo. – Jameson estava cada vez mais certo de que alguma coisa estranha estava por acontecer, ele só não sabia como ou porque, mas precisava relatar isso. Desta vez seria mais inteligente, iria montar um relatório e só mostrar isso ao seu chefe quando tivesse provas concretas.

Cobertura de Howard Stark – Manhattan

Hannah estava parada na frente do espelho a mais de uma hora, não conseguia sair de lá, tomou o banho mais demorado de sua vida, como se fosse capaz de apagar as dores usando agua e sabão, não havia cicatrizes em nenhuma parte e ela começava a se sentir forte, cheia de energia, o que não era normal depois de horas de viagem, na verdade ela percebeu que sentia pouca fome também, e quase não tinha sono. Ela usava um vestido moderno, em tons pastéis, um pouco mais curto que o habitual, a estilista contratada por Howard disse que aquele era o modelo da moda no momento e ela não quis discutir.

Tinha seus cabelos arrumados num penteado elaborado, o batom vermelho estava em seus lábios mais uma vez, aquilo realmente lhe fazia falta, sempre foi uma mulher vaidosa. Howard havia contratado manicure e cabeleireira para ela, assim poderia se sentir como sempre foi, bela, forte, independente. Ele também havia deixado uma pasta vermelha em cima da cama para que ela pudesse analisar todos os termos com cuidado, havia uma fortuna no nome de Hannah em uma das contas bilionárias de Howard e agora ele iria poder contar com o investimento dela em seus projetos.

—Depois de sete anos finalmente vamos conquistar o mundo minha cara. – Disse Howard animado enquanto Hannah apenas sorria para o mesmo, ele havia assinado um termo de sociedade com ela e estava na hora de utilizar do mesmo. –As Indústrias Stark estão cada vez mais preparadas para a revolução, quero mostrar para o mundo que podemos fazer mais e melhor e você vai estar ao meu lado no meio disso tudo.

Mas ainda era cedo para falar de negócios, ela estava um pouco confusa ali, mesmo conhecendo Howard tão bem e mesmo nutrindo um certo sentimento por ele ainda não era suficiente para deixar suas prioridades de lado em nome de negócios, ela não seria lembrada pela eternidade como “a garota do Stark”, odiava aquilo e iria provar para o mundo que podia ser muito mais. Até porque Hannah não era estupida, ela sabia que Howard também estava feliz porque finalmente iria reaver o soro do super soldado, afinal, mesmo se passando sete anos ainda sabia exatamente onde o soro estava guardado.

Erik também havia ido até o quarto para saber como ela estava, durante a viagem da Alemanha até os Estados Unidos eles não haviam conversado muito, Hannah estava tensa e muito ansiosa por rever as pessoas que um dia fizeram parte de sua vida, e Erik não queria chamar atenção demais para ele, as coisas não eram tão simples assim, seu único assunto foi sobre o quanto estava feliz em poder rever o seu amigo de quem tanto falava. Quando ele abriu a porta e viu Hannah já produzida, por alguns segundos ficou em silencio admirando o que via, ela nem de longe parecia com aquela garota assustada e suja, abandonada em uma cabana com ele para morrer.

—Você é mesmo muito bonita senhorita Hannah Goldman Erskine. – Disse Erik de forma charmosa encarando a mulher que parecia um pouco tensa. –Se bem que sempre achei á senhorita bonita, mesmo quando usava minhas camisas, pra ser sincero, acho que fica ainda mais bonita quando usa minhas roupas.

—Magnus. Isso não é apropriado. – Disse Hannah sentindo o rosto corar. –Não pode entrar no quarto de uma dama e dizer esse tipo de coisas.

—Sou um lenhador esqueceu? Um homem acostumado a viver nas montanhas. – Disse ele rindo, mas era obvio que ele não tinha nada daquele homem rustico de antes e aquilo fazia Hannah pensar que ele estava escondendo alguma coisa além das suas dores.

—Você é um dos homens mais verdadeiros que eu conheci. – Disse Hannah tentando ver á reação de Erik diante daquela afirmação, mas ele apenas sorriu de lado como gostava de fazer.

—Então é assim que uma mulher de negócios se parece? – Disse com seu tom charmoso chamando a atenção de Hannah e tentando mudar o assunto, ele não podia falar sobre sinceridade com ela, não naquele momento.

—Eu não sei. Não tive uma carreira muito longa. – Falou a jovem cruzando os braços mais ainda permanecendo na frente o espelho. –Você também está diferente, não se parece nem um pouco com o lenhador que eu conheci. – Disse a jovem tentando mudar o foco da conversa.

—Ninguém é apenas uma coisa. Somos todos mutáveis. – Erik falou andando até a jovem e parando atrás dela, fitando-a pelo espelho, olho no olho, nada mais perturbador. –Você está apenas usando uma de suas faces Hannah, apenas uma delas. – Ele se aproximou até colar seus corpos um pouco e colocou suas mãos nos ombros dela, aquilo aqueceu o corpo da jovem dos pés a cabeça e ela não conseguia entender como um simples toque tinha tanto poder sobre ela. –Existe uma Hannah que você ainda não conhece, alguém com habilidades e força dentro desse corpo lutando para sair. – Ele falou acariciando os cabelos da jovem puxando os mesmos para o lado revelando um lindo pescoço pálido no reflexo da luz, Erik se aproximou ainda mais colocando seu rosto próximo ao pescoço dela dando um leve beijo quase imperceptível fazendo Hannah estremecer e se afastou um pouco como se levasse um choque.

—Não me toque. – Disse fechando os olhos como se tentasse apagar as lembranças ruins que surgiam em sua mente, ela saiu andando tentando fugir, não entendia o que seu coração sentia naquele momento. –Desculpe, eu não quis ofender, só...apenas não me toque assim. – Disse ainda abraçada, agora não estava mais na frente do espelho, permanecia na janela olhando para fora enquanto o vento da noite fria balançava as cortinas.

—Não pode viver com medo para sempre, se fizer isso, será uma prisioneira pela eternidade e nós sabemos que a sua eternidade vai durar muito mais que as outras. – Ele falou se aproximando de novo, um passo de cada vez até parar mais uma vez atrás dela virando a mesma com cuidado para ficar frente a frente com ele. -Sei que está com medo de tomar certas decisões, sei que tem medo pelo que passou. – Disse Erik com a voz baixa, tentando não invadir a intimidade de Hannah mais do que já havia invadido. -Eu ouvi você falar a noite, eu ouvi os seus pesadelos.

—Não sei quantas eternidades são suficientes para esquecer o que vivi, quantas eternidades vou precisar para esquecer aquela dor, ou aquele rosto, ou aquelas palavras. – Disse quase sem voz evitando olhar para os olhos azuis de Erik, por um segundo ela foi obrigada a fechar os olhos, sentia uma atração estranha por aquele homem, á forma que ele a envolvia, era algo magnético.

—Acho que a mesma medida de tempo para se esquecer de um grande amor. – Erik falou e aquilo fez Hannah olhar firme para o rosto daquele homem tão sofrido. Eles ficaram assim por um longo tempo, Erik pensou em beija-la, e Hannah pensou que ele a beijaria, mas por alguma razão estranha o homem se afastou. Talvez nenhum deles estivesse de fato pronto para uma nova vida.

—Eu gosto mais da sua forma como lenhador é menos complicada. – Disse a jovem de forma espontânea tentando se distrair de todo aquele charme e tensão sexual que se estabeleceu entre eles. –Você era simples como aquele lugar, o cheiro da terra, as camisas de linho, o cheiro do chá quente, eu gostava da velha cabana e gostava do dono dela. – Hannah falou encarando Erick com um certo charme pessoal agora e ele apenas sorriu e se afastou lentamente indo na direção da porta, se não se afastasse naquele momento poderia fazer uma loucura, e não estava pronto para isso.

—Já não posso dizer que gostava mais de você dormindo. – Disse Erik com seu incrível sorriso encantador deixando Hannah um pouco mais constrangida. -Vou te esperar lá embaixo. Depois vou até meu amigo, tenho assuntos inacabados com ele, provavelmente não vou ficar aqui essa noite. – Erik falou calmo e aquilo transtornou um pouco o coração de Hannah, ela não era o tipo de pessoa dependente, ou pegajosa, mas estava começando a pensar que talvez aquele “amigo” fosse uma mulher. Seria talvez alguma ex namorada? Talvez alguma enfermeira dos tempos de guerra? Seria essa mulher mais bonita?

—Tudo bem. Acho que vou jantar com Howard. –Ela não entendeu o motivo de dizer aquilo, talvez fosse uma forma de manter a dignidade e postura de mulher moderna, mas Erik apenas sorriu charmoso e saiu deixando-a ali. Como ele era irritante, pensou ela, adoravelmente irritante.

Ela foi até a janela mais uma vez e olhou para fora vendo as estrelas brilhantes no céu, sentiu as lagrimas escorrendo quentes pela própria face, sabia que cedo ou tarde elas voltariam, pensou em Bucky Barnes e na sua primeira noite naquela caverna, sentia falta dele, da coragem dele, de como ele havia se esforçado para dar segurança a ela mesmo entre a vida e a morte, tudo poderia ter sido mais simples, eles poderiam ter sobrevivido e encontrado Magnus juntos. A vida podia ter tomado outro rumo, mas Deus estava lhe dando uma nova chance, Deus estava mostrando a ela que devia recomeçar e fazer certo agora. Howard havia passado a volta toda falando sobre o fundo que havia criado para depositar o dinheiro dela e Hannah tinha certeza que não devia ser pouca coisa, tudo o que tinha a fazer agora era recomeçar.

Erik era um homem cheio de mistérios e que provavelmente não iria viver a sua sombra, de certa forma Hannah também era inteligente o suficiente para saber que o seu “lenhador” havia usado ela para viajar de volta para os Estados Unidos, era obvio que ele devia ter problemas com a lei, e aproveitou o fato de Howard mandar um jato particular com vistos e tudo pronto para ambos, aquilo estava sendo planejado por ele, e seus reais motivos para estar no país talvez fossem mais sombrios do que ela podia imaginar. Mesmo assim queria muito que aquele beijo tivesse acontecido, só tinha vergonha de admitir isso, até porque sua mãe esperava mais dela, esperava que ela tivesse um lindo casamento e não um lindo caso com um lenhador misterioso.

Graymalkin Lane, n° 1407 Salem Center, New York

Erik pagou o taxi e entrou na velha mansão á procura de um rosto conhecido, ele sabia que sempre iria poder contar com Charles, a experiência de ambos foi muito além do que jamais havia chegado antes, infelizmente seu momento de espera havia terminado. Era a hora de mostrar ao mundo que os mutantes existiam e que não tinham medo.

—Fico feliz que tenha se juntado a nós. – Disse a voz de Charles surgindo da bela escadaria de pedra até o jardim principal, vindo de encontro com o homem que lhe parecia incrivelmente familiar.

—Eu não me juntei a vocês Charles. Eu ainda quero minha vingança. – Erik falou se aproximando com seu sorriso de sempre, não concordava com a forma que Charles via os humanos, ele queria acreditar que podia existir paz entre as duas comunidades, mas Erik sabia que não, ele já havia sentido na pele a dor que a diferença pode causar. – Mas tenho certeza que você já sabe disso.

—Então porque está aqui? Porque salvou aquela jovem? – Charles falou com seu olhar um pouco desfocado, Erik apertou os lábios de forma irritada e depois riu amargo, ele odiava quando o amigo fazia aquilo. –Você não é o tipo de homem que perde tempo com caridade, por mais que eu admire o que você tem feito, eu sei, que no fundo, existe uma razão para isso.

—Não entre em minha mente Charles, eu não lhe dei o direito de fazer isso. – Erik estava a um passo das escadas, não sabia se terminava de entrar ou se ia embora da mansão do jovem amigo, Erik era mais velho que Charles, mas a capacidade cerebral do amigo era impressionante, Charles Xavier era um homem notável.

—Tem razão. Me desculpe por isso, mas não entendo a sua presença aqui. – Charles falou parando na frente da porta como se quisesse fazer uma avaliação, se deixava Erik entrar ou não.

—Amigos precisão de motivos? – Erik disse rindo no momento em que uma jovem com cabelos loiros escuros surgia pela porta da frente, ela usava um vestido verde claro e tinha um sorriso convidativo.

—Quem está ai Charles? – Disse Haven se aproximando do rapaz que ficou um pouco tempo, ele ainda não sabia como seria aquela visita em sua casa. –É o amigo que estava esperando? – Raven falou fazendo uma bola de chiclete enquanto avaliava o homem parado nos degraus e por fim abriu um grande sorriso.

—Está é...

—Raven. Sou amiga do Charles. – Disse a garota tomando a frente mostrando sua atitude e abraçando Charles logo depois de cumprimentar Erik.

—Erik Magnus Lehnsherr. Mas pode me chamar de Erik, meus amigos me chamam assim. – Disse o homem charmoso enquanto Charles revirava os olhos, indignado. –Amiga dele é? – Disse sorrindo sugestivo.

—Ela é como uma irmã pra mim. – Disse Charles firme e Raven revirou os olhos frustrada, por fim ela apenas sorriu para o novo convidado e fitou Charles de forma assassina balbuciando um “Idiota” antes de voltar para dentro. –Raven vive na mansão desde que era uma criança, estava sozinha, perdida e com medo, mas tinha habilidades fora do comum, estou ajudando ela a aprender a viver com elas. – Disse Charles se lembrando da doce garotinha azul que invadiu sua cozinha procurando por comida.

-Você está passando por problemas Charles, devo dizer que seu tato com as mulheres nunca foi bom, mas isto é meio exagerado. – Ele riu e Charles o acompanhou, mas era obvio que o assunto voltaria a ficar sombrio.

—Você esteve desaparecido por tanto tempo Erik, eu senti sua falta nesses últimos anos. Acabei de me formar em Oxford sabia? – Charles falou com um grande sorriso de satisfação, ele era um homem dedicado aos estudos, um homem que estava pronto a se sacrificar por um bem maior e esse não era o objetivo de Erik.

—Aposto que foi o primeiro da turma. – Disse Erik com um sorriso debochado fazendo o amigo revirar os olhos, indignado com ele. –Eu ainda quero vingança Charles, você não vai me impedir de matar Sebastian Shaw, foi por isso que voltei. Sei que ele está se envolvendo nos assuntos de Cuba, sei que a guerra fria está tendo uma pequena participação mutante e sei que o governo do seu país está pensando em criar organizações secretas com soldados mutantes, eu não sou um tolo, eu estou sabendo de muitas coisas, apenas estava esperando o momento certo para agir, e você não vai me fazer mudar de opinião. Os humanos só me trouxeram a dor e a perda, não tem outra opção.

—Sempre tem uma opção Erik e você vai ter que escolher o caminho certo. – Disse Charles encarando o amigo que sabia exatamente sobre o que ele estava falando. –Ela não tem culpa do seu passado.

—Ela é uma de nós Charles. – Disse Erik com uma confiança na voz e um brilho no olhar que Charles não via no amigo á muito tempo, ele estava envolvido, isso não dava para esconder, seu coração estava dividido verdadeiramente pela primeira vez. -Pode andar ao meu lado no meio dessa guerra e sair vitoriosa no final, ela é uma sobrevivente.

—Mas ela não está pronta ainda. A senhorita Erskine acabou de sair de uma guerra, não a leve para outra. – Charles falou encarando o homem a sua frente que emanava uma dor enraizada na alma, ele por sua vez encarou o amigo que transmitia uma luz que ele jamais seria digno de alcançar.

—Eu já fiz minha escolha e não existe espaço para sonho americano nem cercas brancas, não sou um homem abençoado com isso. – Disse Erik fazendo a volta e descendo os poucos degraus que havia subido. –Espero não vê-lo novamente. – Dizendo isso fez o caminho de volta para os grandes portões de metal.

—Até breve meu caro amigo, seu coração ainda precisa aprender muitas coisas. – Charles sabia que Erik iria tentar matar Shaw a todo custo, mas iria estar presente quando isso acontecesse, iria estender a mão quantas vezes fosse necessária.

Cobertura de Howard Stark – Manhattan

Hannah estava sentada em sua cama, ela usava uma camisola de seda branca, era maravilhoso sentir a qualidade do tecido sobre sua pele, por mais que as camisas de Magnus ainda fossem suas preferidas, ainda sim, era bom ser ela novamente, pelo menos uma de suas “varias faces”, como havia dito Erik pouco tempo atrás, ali, naquele mesmo quarto, pouco antes de tentar beija-la. Aquele pensamento a deixou inquieta, não devia estar pensando em Erik, devia focar em Howard, esse era o certo a se fazer, era uma garota sozinha, sem família, sem ninguém, não iria durar muito naquela sociedade machista, precisava ter um apoio e no momento ela sabia quem podia lhe passar segurança. Estava sem sono algum, ela havia combinado de visitar uma casa em Los Angeles com Howard pela manhã, ele estava animado, queria restituir Hannah de todas as formas possíveis, na verdade, ela sabia que ele estava fazendo isso para aliviar o peso da própria culpa, mas ela não ia questionar isso, se ele queria lhe comprar uma casa, então que comprasse.

Depois de andar pra lá e pra cá durante um bom tempo acabou indo até a cozinha para beber alguma coisa, ela não conseguia entender como seu sono havia sumido daquela forma, talvez tivesse que aprender a conviver com aquela insônia, talvez aquilo fosse uma sequela dos seus poderes curativos. Ela não sabia.

—Vai querer agua ou whisky? – Disse uma voz a sua direita tirando totalmente a tranquilidade do lugar, ela olhou para o lado e viu Erik parado próximo a varanda da cozinha segurando uma garrafa de whisky na mão. – Tenho certeza que o seu amigo não vai se importar, quero dizer, ele tem milhares de garrafas como essa. – Erik falou com um belo sorriso e Hannah ficou um pouco perturbada, não estava esperando ele por ali.

—Você não ia passar a noite fora? Ainda é meia noite e meia. – Disse Hannah cruzando os braços e erguendo uma sobrancelha de forma engraçada, como se zombasse dele. –Por acaso seu amigo não quis aproveitar a noite? Ou amiga talvez? – Hannah sentiu-se uma tola por falar aquilo, como podia deixar claro o seu ciúme dessa forma? Como podia ser tão transparente quando se tratava de Magnus.

—Engraçado. – Disse Erik dando alguns passos mais para perto e ainda sorrindo. -Alguém me disse que ia jantar fora, o que mudou? – Erik falou e Hannah perdeu a expressão debochada no mesmo minuto, aquela era a verdadeira pergunta.

O que havia mudado em sua vida?

—Vai dividir essa bebida ou vai passar a noite toda segurando a garrafa? – Hannah falou enquanto estendia o copo que havia pegado na direção do homem que encheu o mesmo imediatamente. –Obrigada. – Ela virou o primeiro copo como se fosse agua e fez sinal para que ele enchesse mais um, Hannah havia sido criada por seu pai no meio do caos da guerra e no meio de soldados acostumados a beber.

—Onde está Howard Stark? – Erik perguntou enquanto bebia pensando em toda a conversa que havia tido com Charles. Ele seria mesmo capaz de arrastar Hannah para o seu mundo? Aquela jovem cheia de problemas e dores que talvez nunca cicatrizassem.

—Ele saiu. Queria que eu fosse com ele e o Phill comemorar meu retorno, mas eu não me sinto com vontade de comemorar. – Hannah falou baixando os olhos de forma pensativa. -Steve está morto, Bucky está morto, eu não pude mudar isso, eles morreram por mim e não vou achar isso justo nunca.

—Um homem deve escolher por quem deseja morrer. – Erik falou colocando seu copo sobre a mesa e depois a garrafa, ele deu alguns passos na direção de Hannah que estremeceu, ele pegou o copo de suas mãos e também colocou junto ao outro. –Só não pode escolher quem deve morrer por ele. – Erik pensou em dar as costas a Hannah naquele momento e partir, ele tinha uma vingança para cumprir, tinha que honrar o juramento que fez em nome das almas de seus pais. Shaw iria pagar por toda a dor, mas não podia envolver Hannah nisso.

Mas seus olhos cruzaram com os dela, ele sentiu o desejo queimando ali, sentiu a presença da espera daqueles que amam e não podia deixa-la sem mostrar que ela também era capaz de amar sem temer o amor.

Ele se aproximou sem dizer nada e colocou as mãos ao redor do rosto da jovem, lentamente ele abaixou o próprio rosto até tocar o nariz dela sentindo sua respiração enquanto ela sentia seu perfume amadeirado com um toque de hortelã, uma coisa que parecia estar impregnada nele. Aquele cheiro que poucos homens têm. A sensação de uma força superior.

—Magnus...eu...

—Não importa o que aconteça no futuro, eu só quero que saiba, que mesmo que eu cometa todos os erros do mundo eu nunca serei uma ameaça para você, jure que não vai ter medo de mim. – Erik falou olhando dentro dos olhos cheios de lagrimas da jovem. –Jure que mesmo que o mundo pareça me odiar você não vai se encher com esse sentimento, jure que vai levar apenas o melhor de mim com você para onde quer que vá. Jure.

—Magnus... – Disse Hannah enquanto seu corpo estremecia ao toque daquelas mãos firmes, ela não sabia como resolver a explosão de sentimentos dentro de seu peito, jamais havia sentido algo tão forte assim.

—Prometa. – Disse ele a poucos centímetros da boca dela.

—Eu...

—Prometa.

—Eu prometo Erik. – Disse Hannah fechando os olhos no momento em que o homem tomou seus lábios para si arrebatando os sentimentos e o coração de Hannah, suas mãos deslizaram pelo corpo da jovem que ele conhecia tão bem, ele a colou sobre a mesa derrubando as coisas que estavam ali sem se importar nem um pouco com o que Howard iria pensar ao voltar para casa. Ele apertou a jovem contra seu corpo deixando a garrafa de whisky ir ao chão, por um minuto o barulho da garrafa assustou Hannah, mas Erik não permitiu que isso lhe trouxesse lembranças ruins e sussurrou em seu ouvido “Eu estou aqui para sempre” enquanto beijava seu pescoço “Eu estou aqui com você”, enquanto tocava em seus seios, “Eu estou aqui por toda a eternidade”. E ela sabia que ele estava.

(...)

Algumas horas depois...

Quarto de Hannah Erskine – Pela manhã

Hannah acordou como se tudo fosse um grande sonho, as lembranças do que havia acontecido na cozinha ainda estavam vivas em sua mente, assim como o cheiro de hortelã ainda estava por todo o seu corpo, em tão poucos dias havia sido tragada por um mar de emoções, entre perdas e ganhos, estava dentro de um labirinto cuja única saída era o amor de um homem totalmente diferente dos conceitos que a sociedade desejava para ela, estava feliz, estava nua.

Ao olhar do lado em sua cama onde o homem que havia roubado seu coração deveria estar, viu depositado sobre o travesseiro um bilhete com seu nome nele, quando abriu o mesmo as poucas palavras tiraram seu chão.

“Não posso escolher que morra por mim.”

Adeus. Sempre seu Magnus.

Ela vestiu sua camisola e saiu correndo pela enorme cobertura com lagrimas nos olhos e o bilhete nas mãos, sem dizer nada passou por Howard que estava indo tomar o café mais que conseguiu alcança-la antes que descesse pelo elevador usando aqueles trajes.

—Por Deus. O que houve? – Disse Howard enquanto a menina mergulhava em seus braços soluçando em completo desespero.

—Ele me deixou. Ele apenas me deixou. Eu estava me apaixonando Howard, eu estava me apaixonando. – As lágrimas de Hannah molharam a camisa do homem que nunca havia visto a dor de uma mulher depois do adeus, aquela cena nunca iria sair de sua memória, ele jamais perdoaria Erik por isso.

Naquele momento Hannah jurou para si mesma, que jamais voltaria a entregar seu coração, nenhuma dor se comparava aquela. Nunca mais iria se apaixonar de novo, nunca mais iria confiar, mesmo que vivesse mil anos.

Tiraram sua pureza.

Tiraram seu coração.

O que mais poderiam tirar dela? Tudo havia sido tomado, mas ela havia feito um juramento, ela não iria pensar em Erik como um traidor, ele não havia traído ela, estava apenas poupando sua vida e livrando-a de um destino cruel, mas será que esse destino seria pior do que perder o homem amado? Quantos amores ela iria perder?

Ela era pingo d’agua e ele imensidão.

Notas finais
OMG OMG OMG OMG MEU CORAÇÃO ESTÁ EM PEDAÇOS, E AGORA?????????? Hannah vai se apoiar em Howard depois de tudo isso? Ela vai conhecer o amor novamente? O que vocês querem ver no futuro????? Quem Hannah deveria encontrar primeiro, Bucky ou Rogers???????? Aguardando ansiosa aqui *------*