Notas iniciais
E ai pessoal! Gostaria de agradecer a todos que vem acompanhando a historia. Sei que não atualizo com tanta frequência devido a falta de tempo, mas não pretendo parar (pelo menos por enquanto rs). Aproveitem o capítulo! Obs: Os pensamentos estão em itálico e os gritos estão em letras maiúsculas.

05/04 — Parte sul da Montanha Huggia

– LEÓRIO....LEÓRIO

Mas que droga, o que está acontecendo?

Leório jazia imóvel no chão. Após despencar da encosta da montanha, acabou sendo arremessado para longe. Por sorte a queda não era alta o suficiente para matá-lo, entretanto a pancada no solo o fez perder a consciência por uns instantes. Ao longe, Leório podia ouvir seu amigo Gon chamando pelo seu nome, porém ainda estava confuso demais para entender a situação. Aos poucos, tentou se lembrar do que havia acontecido.

– LEÓRIO, NÃO SE MEXA MUITO! ESPERE QUE VAMOS PENSAR NUM JEITO DE TE TIRAR DAÍ...FIQUE QUIETO! – gritava Gon

Não me mexer? Mas que diabos está acontecendo?

Lentamente Leório foi abrindo os olhos. Sua memória foi retornando e logo conseguiu se situar. Entretanto ainda não entendia o motivo do pedido de Gon. A única coisa que ele conseguia pensar no momento era no frio. Nunca na vida ele havia sentido tanto frio. Pensou que poderia estar congelado uma vez que não estava conseguindo se movimentar normalmente.

Droga, onde estou?

– LEÓRIO, VOCÊ ESTÁ OUVINDO? – gritou Gon novamente, agora com a voz um pouco mais próxima do que da última vez.

– ESTOU SIM, GON! – disse Leório o mais alto que pôde.

– Que bom! Ele está consciente Killua – disse Gon ao amigo ao lado.

Assim que Leório caiu, Gon ficou pendurado pelas pernas, sendo seguro por Killua. Ele pôde ver que Leório continuou a descida pela encosta, até parar em cima de um enorme lago congelado. Lá do alto tentou gritar para o amigo, mas aparentemente ele havia perdido a consciência. Quando Killua o trouxe de volta para cima, Gon contou a ele que Leório estava em perigo e que eles deveriam descer o mais rápido possível.

– Não sei se isso é bom ou ruim Gon – respondeu Killua

– Por que diz isso Killua? – questionou o amigo

– Porque assim que ele souber onde está provavelmente entrará em pânico e estragará tudo — concluiu Killua sério.

– Eu já disse pra ele não se mexer – respondeu Gon esperançoso.

Leório então começou a tentar movimentar um pouco seu corpo. Como estava deitado de costas, não conseguia visualizar nada a sua frente. Vagarosamente, começou a se mover para o lado. Foi então que ouviu algo que fez seu coração estremecer. Houve um grande estalo e então passou a se dar conta da situação. Ele estava sobre um largo rio congelado, mas a pior parte não era essa, e sim que o gelo estava começando a se romper com seu peso.

Merda! Como vou sair daqui?

Gon e Killua finalmente chegaram à margem do rio. Leório estava muito distante da margem, tornando impossível para qualquer um deles alcançá-lo.

– O gelo está rachando – disse Killua preocupado

– Eu estou vendo – respondeu Gon à ele – LEÓRIO! NÃO SE MEXA SE NÃO O GELO VAI RACHAR! – gritou ele

Leório podia ver ao longe os dois amigos. Ele permaneceu imóvel, porém o gelo continuava a formar cada vez mais rachaduras. Ele sabia que não conseguiria agüentar seu peso por muito mais tempo. Começou a temer o pior. Gon e Killua estavam muito distantes, como eles poderiam resgatá-lo? Tentar se mover até eles também seria impossível, pois o gelo cederia rapidamente.

O que eu faço? O que eu faço?

– Gon, temos que pensar rápido, o gelo não vai agüentar mais do que alguns minutos – alertou Killua

– Eu sei Killua! O que podemos fazer? Se pelo menos eu tivesse com minha vara aqui eu poderia tentar pegá-lo e arrastá-lo de volta – comentou Gon aflito.

– Você pode não ter sua vara mas eu tenho meus ioiôs! – disse Killua mostrando os objetos ao amigo

– Isso Kllua! Você pode puxá-lo! – exclamou Gon animado

– Mesmo assim ele cairá na água Gon – respondeu Killua ainda sério

– Por quê?

– O gelo é muito fino, se eu arrastar ele o gelo vai ceder da mesma maneira e ele se molhará, e há chance dele ter uma hipotermia aguda e não resistir – respondeu Killua seriamente.

– Mas pelo menos poderemos trazê-lo de volta! Se ele cair é melhor que estejamos perto para socorrê-lo o mais rápido possível! – deduziu o garoto de vestes verdes

– Ainda tem a chance da linha congelar ao tocar a água e eu não conseguir puxá-lo de volta – disse Killua

– O que mais poderíamos fazer Killua? – perguntou Gon nervoso

– Eu não sei Gon....eu não sei...

Nesse momento o barulho das rachaduras começou a aumentar. Não demoraria muito para o gelo se romper. Tendo noção disso, Leório tomou uma decisão. Tentando ser o mais sutil possível, passou a se arrastar em direção a margem. O movimento fez com que as rachaduras se multiplicassem instantaneamente, e logo, para o pavor de todos, o gelo cedeu, levando Leório com ele.

– Droga! – disse Killua enquanto arremessava seus ioiôs em direção ao buraco no gelo.

Como Killua temia, os fios que sustentavam os ioiôs congelaram logo que atingiram a água, fazendo com que se quebrassem.

– Eu vou atrás dele Killua! – anunciou Gon já partindo em direção ao lago

– Você está louco Gon! Você vai congelar antes de chegar até lá...a temperatura da água daqui é muito baixa! – disse Killua segurando o amigo pelo braço

– Me solta Killua, se eu não for o Leório vai morrer! – disse Gon se debatendo.

– Eu...não...vou...deixar – respondeu Killua enquanto se esforçava para deter o amigo.

Foi então que ambos ouviram um barulho de mergulho na água. Assim que olharam para frente puderam ver um vulto na margem do outro lado do rio.

– Killua, veja! – disse Gon apontando para a pessoa do outro lado

– É o Kurapika! – respondeu Killua

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05/04 – Algum lugar da Montanha Huggia

– Quanto tempo acha que falta para chegarmos à parte sul? – perguntou o Kuruta aflito.

– Cortando por esse caminho não muito. Mas a parte sul é a maior da montanha, não temos como saber exatamente onde a pessoa está...- respondeu Maia.

– Entendo – respondeu Kurapika em tom de desânimo.

Já havia se passado horas desde que Maia havia concordado em levá-lo a parte sul da montanha. No começo ela não gostara da situação, mas acabou cedendo. Talvez tenha percebido que o Kuruta havia realmente ficado ansioso com a possibilidade de ser algum de seus amigos, e sendo assim, temia pela vida do mesmo. De repente, enquanto caminhavam pela mata densa, uma enorme revoada passou no céu bem em cima de suas cabeças.

– Vamos por ali – disse Maia apontando para direção em que os pássaros vieram

– Estou bem atrás de você – respondeu o Kuruta.

Caminharam por mais 3 horas antes de chegarem a beira de um enorme lago congelado. Chegaram no exato momento de se depararem com a cena de um homem sendo engolido pelas águas congelantes. Apesar de ter acontecido tudo muito rápido, Kurapika conseguiu identificar de quem se tratava.

– LEÓRIO! – gritou ele em direção ao amigo.

Kurapika fez menção de ir até onde amigo estava mas foi impedido por Maia que segurou seu braço.

– Se você for até lá, vão haver duas estátuas de gelo ao invés de uma – disse ela olhando-o seriamente.

– Me solta Maia! Se eu não for ele vai morrer! – exclamou ele exasperado

– Fique ai....

Maia tirou o grosso casaco, ficando apenas com uma blusa preta mais fina de manga cumprida. Logo tirou as botas e a calça também, permanecendo descalça e com outra calça mais fina do que a retirada. Ela então se aproximou da beira do lago e correu sobre o gelo o máximo que pôde antes do mesmo se tornar fino demais para agüentar seu peso. Assim que chegou à camada mais fina um buraco se abriu sob seus pés, fazendo a garota desaparecer nas profundezas do lago congelado. Kurapika viu a garota sumir por entre o gelo e amaldiçoou-a mentalmente. Agora não havia nada que pudesse fazer, a não ser torcer para que ambos voltassem para superfície a salvo.

Notas finais
Tão curtindo? Comentem ai ;) Provavelmente o próximo capítulo será do Zeit...