Ströme der Seele

40 O inferno são os outros


Notas iniciais
Aproveitem do meu bom humor Enjoy!

10/04 – Trem em direção a capital de Faleq — Topo

— Hm. Sabe, tenho que te agradecer amigo, ia ser bem complicado encará-la afinal. – disse uma voz desconhecida atrás dele – Se bem que você demorou um bocado sabe, eu estava quase tirando a espada eu mesmo. – concluiu num tom debochado.

Kurapika virou-se rapidamente procurando a origem da voz. Bem atrás dele estava um homem. Ele encarava-o sorrindo. Seu cabelo negro e comprido estava preso em um rabo de cavalo apertado. Suas roupas também eram completamente negras, desde o coturno até a jaqueta de couro. Os olhos verdes o miravam divertidamente.

— Tive que usar bastante da minha energia para matar todas aquelas pessoas lá embaixo, então seria um problema derrubá-la. Se bem que não tenho do que reclamar, afinal, adoro esse trabalho. – continuou ele sorrindo.

— O que disse?- Kurapika o encarava abismado – Quem..? O que...? – perguntava ele confuso

— Você pretende terminar alguma dessa perguntas ou devo inferir que quer saber quem sou e o que aconteceu? – perguntou zombeteiro

Kurapika permaneceu imóvel. Uma rajada de vento o atingiu com força, fazendo a lâmina da espada vibrar. Como se levasse um banho de água fria acordou de seu estupor e virou-se em direção a borda do trem, encarando o chão e as arvores que passavam por eles em uma velocidade alucinante.

— Fiuuuu – assobiou o homem agora bem ao seu lado – Uma queda e tanto hein!? Será que o corpo se estraçalhou ao tocar no chão ou será que se enroscou em uma das rodas e virou picadinho? – comentou ele rindo – Seria uma visão linda de qualquer maneira.

O coração de Kurapika batia acelerado. Não conseguia acompanhar a fala do rapaz ao seu lado. Parecia surreal. Apenas estava dormindo e logo acordaria. Um movimento porém o fez perceber que não se tratava de um sonho. O homem que até então apenas havia falado, puxou uma espada longa da cintura e fez um giro rápido para acertá-lo. Num reflexo rápido, Kurapika levantou a mão que empunhava a espada de Maia, bloqueando o ataque que seria certeiro. O impacto porém fez com que fosse arrastado um pouco para trás.

— Bem, vamos ao que interessa – começou o homem a falar – Tenho ordens para matar todos nesse trem, isso é claro, inclui você também caçador – disse apontando em direção ao Kuruta – Porém, como forma de agradecimento por ter me poupado o trabalho de matá-la, prometo acabar com isso rapidamente.

Kurapika não teve tempo de fazer qualquer pergunta a respeito, pois o homem havia partido para cima dele numa velocidade incrível. Novamente usou a espada para bloquear os ataques do adversário. Apesar de saber manejar bem a arma, sabia que ficaria em desvantagem se assim continuasse. Precisava pensar em alguma estratégia para conseguir afastá-lo, pois era visível a diferença de suas capacidades nesse tipo de combate. O homem porém estava aproveitando dessa situação e continuou atacando vigorosamente, não dando tempo para que ele pudesse tomar qualquer atitude a não ser se defender.

Esse cara...droga! Ele tem muita força.

Kurapika percebeu a tempo a intenção do homem ao arrastá-lo para perto de uma das bordas do vagão.

— Sabe, isso até está divertido, mas sinto lhe informar que seu tempo acabou – disse ele desdenhoso

O ataque seguinte foi carregado de uma força estrondosa, fazendo o jovem Kuruta perder um pouco a estabilidade e deixando-o com a guarda aberta. O homem balançou novamente sua espada, agora lançando um corte transversal. Kurapika inclinou o tronco para trás. Sabia que seria atingido profundamente, porém ajeitou o corpo um pouco lateralmente, permitindo seu corpo girar assim que recebesse o impacto. Como estavam próximos a borda a idéia era conseguir atingir o homem, empurrando-o para fora do trem. Assim, mesmo se ferindo, conseguiria terminar com a luta e teria tempo para se recuperar.

O golpe veio, e assim como esperado, acertou parte da lateral de Kurapika, que mesmo com a dor, continuou o movimento para se desvencilhar da espada. Assim que girou o corpo, lançou um chute em direção a sua costela. O homem sorriu antes de escapar com facilidade, pulando para trás.

— Excelente contra-ataque garoto, porém muito lento e previsível. – comentou ele agora bem atrás de Kurapika – Eu disse que lhe mataria rapidamente, mas você está complicando as coisas, meu amigo.

Kurapika virou em sua direção e recebeu um soco diretamente na boca do estomago. O golpe o fez ajoelhar e vomitar uma boa quantidade de sangue. Sua roupa estava praticamente toda vermelha devido ao enorme corte que se estendia de um de seus ombros até a cintura. Estava nitidamente esgotado. Seus olhos a muito tempo haviam perdido a colocação avermelhada. Tinha passado muito tempo naquele estado e já não conseguia mais sustentar aquela condição.

— Você está muito calado, o que houve com toda aquela euforia raivosa de agora a pouco, hein? – comentou fazendo cara de pena – Me faça um favor, sim? Quando encontrar com aquela vadia no inferno, diga que Seiyu mandou lembranças.

O sorriso do homem desapareceu e sua aura começou a se expandir de maneira impressionante.

— O inferno me dispensou, disseram que existem outros na minha frente na fila.

A voz alcançou os ouvidos de Kurapika na mesma velocidade que seu ataque atingiu Seiyu. Uma enorme bola de ferro, presa em uma corrente, acertou as costelas do homem, arremessando imediatamente para fora do trem. O impacto havia sido tão violento que Kurapika pôde ouvir os ossos do oponente sendo esmagados. Não havia mais nenhum sinal dele.

Notas finais
Ação! o/ Não achei que fosse tão complicado escrever cenas de lutas. A gente imagina como é, mas na hora de tentar passar isso pro papel, bem...nem sempre sai como planejado. De qualquer forma espero que tenham gostado. Comentem ai....tão achando horrível? tão achando interessante? tão achando nada? Até uma carinha feliz serve kkkk. Obrigada e até a próxima!