Struggling to Survive
2 The girl with headphone
Notas iniciais
Lydia passou pela porta da escola ainda pensando no que acontecera naquela manhã. Ela não se lembrava como a escola era lotada, meninas falando sobre meninos, meninos falando sobre meninas... Tudo estava normal, ela não podia negar que sentia falta de ser uma dessas pessoas, mas agora ela tinha uma missão, ela tinha poderes! E ela iria continuar nessa o quanto ela pudesse.
No meio de todas aquelas pessoas, Lydia finalmente avistou seu bando. Scott e Stiles estavam em seus respectivos armários, enquanto Kira terminava de conversar com seu pai e ia em direção dos garotos.
— Então Malia foi realmente embora?— perguntou Scott.
— Parece que ela descobriu alguma pista sobre a mãe dela e não me disse mais nada, só que precisávamos “dar um tempo”— respondeu Stiles.
Lydia chegou a tempo de ouvir a conversa dos dois ’será mesmo que Malia foi embora? Justo agora!’ Ela pensou. isso era uma coisa boa não era? Quer dizer ela não tinha nada contra a coiote. Mas se realmente ela se foi e realmente ela teria dado um tempo com Stiles, quer dizer que ele estava solteiro agora... Quer dizer que nada tinha para impedir de talvez se entregar ao sentimento que a corroia neste exato momento. Tão perdida em seu raciocínio, que não percebeu a proximidade que estava do grupo.
— Lydia!— o grupo comemorou a chegada da ruiva.
— Hey Lydia!— disse Stiles diretamente para a mesma. Um aperto tomou o coração dela. Toda vez que olhava para o humano se lembrava do lindo terno branco que o garoto vestia em seu sonho, o seu doce beijo, a sua promessa de amor... ‘Pare Lydia!’
— Oi Stiles!— ‘Isso soou um pouco mais desesperada que o esperado Lydia! Idiota! Concentre-se!’
— Pessoal vocês já perceberam que esse é o primeiro tempo que temos... Sem nada do mundo sobrenatural, sem mortes misteriosas nada!— disse Scott com empolgação.
— Scott se com o “tempo” que estamos tendo você quer dizer sem lobisomens sanguinários, sem assassinos em cada esquina, sem lista de alvos, sem pessoas que aparentavam estar mortas e misteriosamente descobrimos que estão vivas, sem pessoas que querem te matar ou te transformar em um monstro e finalmente sem caçadores mexicanos que me dão medo... é Scotty eu acho que vamos conseguir nos formar esse ano— rebateu Stiles no seu bom jeito sarcástico.
— Sem querer estragar a empolgação de vocês pessoal, mas nessa cidade eu duvido que essa nossa “folga” vá durar muito tempo— interveio Lydia.
O sinal finalmente bateu e todos foram para suas salas. Lydia tinha aula de economia com Kira então as duas entraram na sala. A ruiva sentou uma cadeira a frente de sua amiga japonesa.
— Então você vai me contar quando vai ser seu segundo com Scott, quer dizer, já que o seu primeiro não tomou o rumo que vocês esperavam?
— Eu não sei... Eu e Scott nunca mais falamos sobre isso e eu não quero que ele fique na retaguarda toda a vez que formos sair!
— Talvez na próxima vez vocês tentassem ir a um lugar um pouco mais comum, tipo cinema... É clichê, mas têm testemunhas o suficiente para assegurar que vocês não sejam atacados por um Besercker comandado por uma vadia psicopata pro seu encontro acabar no México!
A noite de Beacon Hills trazia seus perigos, mas nada que impedisse pessoas de circularem durante a mesma. Inclusive na floresta. As trilhas de fácil acesso ficariam intactas se não fossem por uma única alma viva naquele lugar. A garota corria tranquilamente com os fones de ouvido num volume alto, mais não alto o suficiente para criar uma barreira entre os sons a sua volta.
Muitos achariam loucura correr por lá aquele horário. E depois de tantas mortes relatadas naquele lugar, talvez realmente fosse uma má idéia. O que ninguém percebia é alem do silencio ensurdecedor assustador do local, o mesmo também servia como um bom local para clarear as idéias.
A garota do fone de ouvido parou em frente a uma árvore. Tirou uma garrafa de água e bebeu o resto que avia deixado. Descansou e se preparou para correr outra vez, mas um barulho e movimento feito entre duas árvores tomou a curiosidade da menina que tinha cabelos castanhos.
— Olá?— perguntou — Tem alguém aqui?
Depois de esperar uma resposta que nunca chegou à garota resolveu retomar o seu caminho. Colocou o fone de ouvido e saiu correndo. Próximo ao seu destino final, o barulho voltou a lhe incomodar.
— Quem está ai? Eu consigo te ouvir. Brian se for você saiba que isso não é engraç-
Mas sua frase foi cortada pelo grande movimento que surgiu atrás da garota. O monstro, era o que parecia, devia ter mais de dois metros. Totalmente peludo e com o olhar assassino, o mesmo pulou em cima da garota e sem ter para onde fugir, ela esperou a morte a levar.
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