Stronger What Doesnt Kill You
30 Primeira Vez
Queridos pais
Hoje era 16 de dezembro, não que tivesse algum feriado nem nada disso, hoje era o encontro de Thalia com Nico! É claro que eu estava animada e feliz por ela, mas vou admitir que Thalia estava nervosa demais, para apenas um encontro, quer dizer, não era nada demais...!
Ainda era duas da tarde e ela já estava falando o quanto gostava dele, e o tanto queria que ele gostasse dela, o que era totalmente desnecessário, afinal ela era incrível, é claro que eu nunca admitiria isso em voz alta, para poder implicar com ela, mas mentalmente eu tinha que admitir, admitir.... não, tinha que realmente falar, ela era bonita com certeza, divertida, louca, gostava de boas músicas, aparentemente as mesmas que Nico e era super simpático... com quem ela queria, é claro
E Nico estava nessa pequena lista, eu sei que estava, ele era importante para ela, então eu tinha certeza que ele nunca iria fazê-lo sofrer, e Nico... bom, não acho que a faria sofrer, afinal ele era bem fechado, não a trairia, e respeitava a opinião dos outros, até por que ele nem dava muito suas opiniões sobre qualquer coisa.
–Annabeth! — Thalia gritou e me deu um tapa na perna — Você mal está me ouvindo! Me escute, até agora você não falou o que vai vestir. — eu até estranharia a sua fala sobre vestuário, mas hoje era uma ocasião especial então não contava.
–Eu sei, mas ainda está cedo para pensarmos em roupas, mais tarde resolvemos isso, agora eu quero descansar. — falei preguiçosa e cai na minha cama.
–Tudo bem, o que quer conversar enquanto não da a hora?
–Sobre..... — pensei por alguns segundos — ....ah, você lembra de quando você me levou ao orfanato?
–Sim lembro! Em falar nisso, onde você estava o tempo todo? Não te vi em nenhuma parte!
–É sobre isso mesmo que eu queria te dizer. Enquanto você e Percy conversavam com as crianças eu conheci uma garota maravilhosa, e muito fofa, nós conversamos a tarde inteira, por que ela estava triste e se achando inferior então eu fiquei lá o tempo todo falando o tanto que ela era especial, então quando ela falou que ninguém nunca iria adotá-la você acredita que eu prometi que quando eu terminasse a faculdade eu iria adotá-la?! — falei me lembrando daquele dia, enquanto um mínimo sorriso surgia no canto dos meus lábios
–Ah.. sim, Emma — Thalia disse pensativa — É estranho pensar nela conversando com alguém, eu já tentei me aproximar dela, mas ela não quis, sempre inventava uma desculpa. Mas realmente, Emma sempre se achou inferior a todo mundo, mas.... sério que você falou que iria adotá-la?!
–Sim, porque?
–Porque, olha... — ela saiu da cadeira que estava e sentou ao meu lado na cama — ... imagine se você não conseguir fazer isso no futuro, a coitadinha vai ficar arrasada! -Thalia disse séria
–Eu sei, mas eu quero cumprir essa promessa, tanto quanto ela!
–Mas imagina se daqui a alguns anos você e Percy não estiverem mais juntos? — ela perguntou do nada
–Que horror Thalia! Não diga isso, eu acredito que estaremos juntos, pelo menos por minha parte eu acredito.
–Tudo bem, se você acha..
Ela levantou as mãos em sinal de rendição falsa, e logo desviamos daquele assunto que foi voltado para músicas, instrumentos, patricinhas da escola, o orfanato e outras coisas sem muita importância. E depois de um bom tempo a noite caiu, e fomos nos arrumar.
Thalia estava realmente deslumbrante no vestido azul escuro, e saltos médios pretos, era uma das primeiras vezes que eu á via sem lápis de olho, e eu tinha que admitir, ela ficava bem mais bonita assim. Seu casaco preto de couro também combinava com seus sapatos.
Ao contrário dela, eu estava bem mais simples, usando um vestido amarelo, sapatilhas pretas, sim, sapatilhas, nunca me importei de ser a mais baixa, e nunca gostei de saltos, e apenas um batom claro, também não sou fan de maquiagem.
–Pronta? — perguntei a Thalia dentro do carro
–Pronta! — ela respondeu confiante
No carro eu dirigia devagar para Thalia não ficar tão apreensiva ou nervosa. O American Idiot do Green Day tocava a tona no rádio enquanto chegávamos ao restaurante. Parei o carro em frente ao lugar e antes mesmo de entrar vi Percy e Nico conversando alegremente. Viraram amigos, pensei, isso era ótimo.
–Oi Cabeça de Alga. — sussurrei enquanto abraçava Percy
–Oi Sabidinha. — ele murmurou
Entramos no restaurante e pedimos nossos jantares, no começo foi um pouco constrangedor, ficamos calados, mas depois fui conhecendo um lado do Nico que eu nunca tinha percebido realmente. Ele era perfeito para Thalia, o que ela sempre quis, era bonito, inteligente, divertido, mesmo que não parecesse, e interessante. Nico também nos contou das viagens que fazia com a irmã por todo o mundo no ano anterior. Vamos dizer que ele já passou poucas e boas mancadas.
Thalia estava feliz e eu com certeza tinha aprovado Nico.
Quando saímos do restaurante Thalia inventou de "passear" com Nico, e é claro que eu não questionei, mesmo querendo, seria bom ela passar um tempo com ele e eu com Percy.
Eu e ele fomos até o parque, e como já passara das onze não havia ninguém, não estávamos fazendo nada apenas, deitados da grama úmida olhando o céu cheio de estrelas brilhantes.
–Ele é bem legal. — falei
–Quem?
–Nico! Ele me parece ser bem legal, que bom que Thalia está feliz. — eu rebati como se fosse óbvio e ele riu — Do que está rindo?
–É que enquanto Nico falava eu fiquei chutando a canela dela, só pra ver se ela ia explodir. Eu tenho que admitir que Thalia é muito forte, pra não perder o controle comigo. — ele disse rindo e eu ri também.
Continuamos rindo até o momento que a piada perdeu a graça, e Percy se deitou em cima de mim, apoiado com os dois cotovelos no chão, do mesmo jeito que fez no outro dia. E exatamente como esse dia, ele ficou me olhando, os dois perdidos nas imensidões cinza e verde.
Percy chegou mais perto e me deu um beijo um tanto caloroso, e mesmo com falta de oxigênio ele não parou continuou a me beijar e foi descendo os beijos pelo meu queixo e pelo meu pescoço enquanto eu suspirava. Retirei sua jaqueta e ele desabotoar meu vestido, é claro que eu sabia o que estava por vir, mas não me importei, só continuei....
Logo já estávamos nus na grama úmida e nossos corpos juntos, se movendo como um só, os beijos... as carícias.... seus toques faziam qualquer uma suspirara de tanto prazer. O caminho de fogo que surgia quando eu arranhava suas costas, ombros, seu peito.... ah....
Era tão bom senti-lo, vê-lo assim, perfeito.... e imperfeito!
Sinceramente eu não dei a mínima se estávamos em ar livre, tudo que eu senti naquela hora, valeu a pena, também não liguei se usamos um saquinho de cachorro-quente ao invés de camisinha, o que importava é que havíamos nos tornado um só naquela noite estrelada.
Foi um momento feliz, e sei que é estranho contar isso para os pais, mas sei que ficam felizes por mim, afinal eu me libertei para a pessoa que eu mais amo, e o que eu posso falar...?
A garotinha de vocês está crescendo...!
Com amor, Annabeth
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