Stronger What Doesnt Kill You
43 Pedido
Notas iniciais
Queridos Pais
Hoje era um sábado, que milagrosamente fazia calor. O sol brilhava intensamente do lado de fora do aeroporto, que era onde eu estava ajoelhada na frente de Emma, tentando acalmá-la.
Pode até parecer besteira, mas ela achava que nunca mais iríamos voltar.
–Vocês vão voltar não é? — ela perguntou secando as lágrimas que insistiam em cair
–É claro que sim meu amor. — falei terna — Vamos ficar fora só três dias, nem é muito.
–É talvez não seja.. — falou olhando para os pés. — Então será que nesses três dias eu posso chamar o Tommy pra ficar lá em casa? — perguntou animada
–O QUE?! — Percy esbravejou raivoso e eu não consegui não rir. — Agora ele já é Tommy é? E não, você não pode...
–Claro que pode Em. — interrompi Percy, e Emma pulou de alegria.
–Obrigada mamãe. — falou e abraçou minhas pernas. — Boa viagem, e tratem de fazer meu imãozinho! — ela disse sorridente, já na porta de saída do aeroporto.
Eu e Percy não aguentamos e rimos um pouco, ok, rimos bastante oque chamou a atenção de muitas pessoas, que ficaram nos olhando como se fossemos dois idiotas, o que no caso, era verdade...
–Vamos, já está na hora! — falei para Percy quando conseguimos parar de rir
–Claro, vamos! — falou empolgado, mas eu pude perceber que quanto mais perto chagávamos do avião, mais nervoso Percy ficava.
Chegou a um ponto em que suas mãos estavam suando, mas acho que ele não queria deixar transparecer. Quando entramos, várias pessoas já estavam em sus devidos lugares, e bem, pelo papelzinho que indicava os lugares, parecia que eu e Percy ficaríamos com três poltronas só para nós.
Nos sentamos, e esperamos o avião decolar, o que não demoraria muito, mas tempo o bastante para saber porque Percy estava tão afobado, e nervoso.
–Percy? — chamei e ele se virou murmurando um 'ahn' — Porque você está tão nervoso?
–Oque? — ele disse fazendo-se de desentendido
–Você sabe o que eu quero dizer... — disse irritada — Fale logo porque você ficou tão nervoso quando estávamos lá fora, e mais ainda aqui dentro?!
Percy não respondeu, apenas abaixou a cabeça e respirou fundo contando até dez, mas como eu estava irritada com ele, parecia que ele estava contando até mil.
–Você tem o que? Fobia? Medo de voar?!- perguntei e ele se virou novamente
–A última opção. — falou indiferente e franzindo a testa
Eu não queria, mas não conseguir conter a risada. Percy, o homem mais corajoso que eu já havia conhecido, faria tudo por mim e por Emma, enfrentou a vida toda a doença da mãe, além de ele sempre matar as aranhas que insistiam em ficar nas paredes lá de casa, e isso pode parecer bobeira pra você papai, mas não é pra mim. Enfim, continuando, ele, o homem mais determinado que já havia conhecido, com medo de voar...?
A coisa mais boba que eu já havia ouvido...!
Mas, como eu sou uma namorada muito legal, e nunca deixaria Percy desconfortável assim, me esforcei para não rir, afinal ele estava super nervoso. Então eu soltei meu cinto, já que ainda não decolaríamos, levantei o braço da poltrona e coloquei a cabeça de Percy no meu ombro e acariciei seus cabelos. E, apesar de tudo, acho que aquilo me deixou mais calma, do que ele.
Mas, como todo momento bom acaba, uma das moças que estava guardando nossas malas, pediram para que colocássemos o cinto e abaixasse o braço da poltrona, e foi o que eu fiz, de má vontade é claro. Quando o avião decolou senti Percy apertar minha mão tão forte que meus dedos ficaram roxos, mas verdadeiramente, eu não me importei.
Durante a viagem, que duraria um bom tempo, Percy acabou dormindo no meu ombro, e já que eu não estava com sono, apenas fiquei o observando dormir, e babar, óbvio.
O tempo que deveria ser de mais de 12 horas, se transformaram em poucos minutos quando eu estava olhando para Percy, e acabei dormindo e novamente, sonhando com aquele garotinho, Josh, que aparentemente, era meu filho.
E dentro daquele sonho, tudo parecia tão real, eu era casada com Percy, tínhamos Emma, e esperávamos mais um filho. Tudo era tão perfeito, e sem querer derramei algumas lágrimas, aquilo era um sonho, não era uma visão do futuro — quem dera se fosse — e por um minuto, senti inveja da Annabeth que estava no sonho, mesmo que fosse eu mesma, tecnicamente não era eu. Mesmo que isso seja difícil de compreender, é isso, eu estava com inveja de mim mesma por não estar fazendo o que ela — eu — estava fazendo. Ou seja, vivendo um sonho imaginável....
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–Você gostou? — Percy perguntou
–Se eu gostei? Eu amei Percy! — exclamei antes de abraçá-lo
Era o nosso último dia de viagem na Grécia, e mesmo sendo apenas três dias, foram os melhores três dias da minha vida. Percy havia me levado em todos os museus que você podem imaginar, andamos tanto que meus pés criaram calos, mas isso não me incomodou tanto.
Infelizmente esse era o nosso último dia, então resolvemos acordar bem cedo, o que admito que foi difícil, mas conseguimos, e fizemos tudo que nos restava, até começarmos a mancar no meio da expedição e voltarmos para o hotel que estávamos hospedados. Quando chagamos, Percy pareceu que não estava mais cansado, e sim, animado, se é que vocês me entendem.
Percy chegou mais perto de mim, e me beijo, mas não como normalmente, calmamente e carinhoso, e sim intensamente. Eu já sabendo o que viria em diante, já havia tirado os sapatos e pulado em seu colo.
Percy nos deitou na cama, e logo já estávamos nus embaixo das cobertas, e eu sei que isso é um pouco complicado, afinal, descrever uma cena de sexo para os meus pais não é muito legal. Mas eu sei que você nunca implicaram com isso, pelo menos a mamãe nunca se importou verdadeiramente, já o papai, tentava não se importar com isso, você sempre colocava na sua cabeça que eu estava crescendo e isso são poucos pais que sabem fazer.
Mas enfim, de todas as vezes que eu e Percy transamos essa foi a mais diferente. Não porque foi ruim, afinal, nunca é ruim. Eu falo diferente porque não foi mesmo como as outras vezes, as outras eram selvagens e agitadas, mas dessa vez não. Não fizemos sexo....fizemos amor.
–Eu sabia que nada mais importava. Até agora. Até você. — Percy falou baixo, que se não estivéssemos abraçados e tão colados um no outro, eu não teria ouvido.
–Se arrume, daqui a pouco teremos de sair.. — ele disse já se levantando
–Sair pra onde? — perguntei sentando e enrolando o lençol no meu corpo
–Eu fiz uma reserva no restaurante do hotel. — ele disse entrando no banheiro — Oito horas mocinha, e melhor se arrumar.
–Oito horas? — perguntei e girei o tronco para ver as horas no relógio. 19:10, uau, o tempo realmente passou depressa. — Tudo bem, eu vou me arrumar, mas porque esse jantar é tão importante?
–Porque sim. — ele respondeu com um sorriso torto e entrou no banheiro.
Mais tarde, Percy já estava pronto, vestido com um terno comportado e fazendo com que ele parecesse mais másculo. Já eu, terminava de calçar as sapatilha, já que odiava saltos. Eu estava com um vestido azul escuro simples. Não tinha muitas roupas chiques na minha mala, e não que eu me importasse. Mas Percy falou que era importante então deveria ser mesmo, por isso, fiz um favor a mim mesma, e coloquei um vestido com a cor preferida de Percy. Não usei maquiagem, sempre me dava alergia, e meus cabelos estavam como sempre.
–Vamos? — chamei
–Sim, e wow. Você está deslumbrante Annie. — ele falou sorrindo e pegando minha mão.
–Obrigada Cabeça de Alga, você também está um gato com esse terno. — eu disse e ele riu.
Chegamos no restaurante do hotel, mas o estranho era que não havia praticamente ninguém lá, apenas alguns funcionários. As mesas também haviam sido retiradas, e só havia uma, não muito grande mas larga o suficiente para caberem dois pratos e um vaso de rosas no meio.
–Percy,o que é isso? — perguntei baixinho enquanto ele me guiava até a mesa
–Você verá. — respondeu simplesmente e se sentou na cadeira
Ficamos conversando bastante, e eu tinha de admitir que 60% das coisas que eu falava estavam relacionadas ao fato de eu não fazer ideia do porque de estarmos ali. Mas Percy sempre dava uma de bobo, e desviava do assunto. Quando nosso jantar chegou eu quase não acreditei, tinha mais comida ali do que em qualquer lugar que eu já tinha comido.
Todos os meus pratos favoritos estavam ali, tanto o jantar quanto a sobremesa. Mas uma coisa que eu não tinha reparado de primeira, era que uma música estava tocando, e não qualquer música, a que eu e Percy mais gostávamos de ouvir We Are The Champions — Queen, era uma música ótima. E estava tocando na versão de Liza Minnelli, no tributo de Freddie Mercury. Era minha versão favorita.
Quando acabamos de jantar, Percy ficou me olhando de uma forma estranha, nem maliciosa nem nada, mas sim feliz. Ele estendeu a mão para mim e eu a segurei. Percy me levou para o pequeno lago que havia perto do restaurante. Quando chegamos, ele se virou para mim e segurou minha mãos.
–Annie, eu queria te falar isso a muito tempo, e acho que essa é a hora certa. — falou e eu assenti. — Eu amo você, Annabeth. Eu sou quem eu sou por sua causa. Você é toda a razão, toda a esperança e todos os sonhos que já tive na vida, e aconteça o que acontecer no futuro, cada dia que estamos juntos é o melhor dia da minha vida. Serei sempre seu. E você, minha querida, será sempre minha. Você é a resposta para todas as minhas orações. Você é uma canção, um sonho, um murmúrio, e não sei como consegui viver sem você durante tanto tempo. Eu amo você mais do que você é capaz de imaginar. Sempre te amei e sempre vou te amar.
'E sei que passei todas as vidas, antes desta, procurando você. Não alguém como você, mas você, porque a sua alma e a minha têm de estar sempre juntas. Eu não planejei me apaixonar por você, e duvido que você também tenha planejado se apaixonar por mim. Mas, assim que nos conhecemos, estava claro que nenhum de nós conseguia controlar o que estava acontecendo com a gente. Ficamos apaixonados, apesar das diferenças entre nós, e quando isso aconteceu, alguma coisa rara e maravilhosa foi criada.'
–E é por isso que eu te pergunto. — ele falou e se ajoelhou. Eu gelei — Annabeth Chase, quer casar comigo?
Eu estava paralisada. Percy estava na minha frente ajoelhado, me pedindo em casamento. Tudo que ele falou, aquela declaração, tudo havia sido verdade, e agora. Casar com ele! Aparentemente meu sonho imaginável estava se tornando realidade. Não sabia quanto tempo fiquei ali pensando, só voltei a realidade quando ele se levantou com uma cara triste, e derrotada, então processei. Ele deveria achar que eu não queria, porque eu não tinha reação. Então, agora acordada para a realidade, tomei a melhor atitude que já poderia ter tomado.
–Sim. Sim! Sim! — eu gritei e pulei em cima dele, o abraçando o mais for te que podia. — Eu quero casar com você Percy, é tudo que eu mais quero.
Felicidade, era o sentimento que predominava todo o meu ser.....
–Não sei o que mais posso lhe dizer, a não ser que eu consigo me imaginar passando o resto da minha vida ao seu lado. — falei no seu ouvido chorando. -Nunca tive tanta certeza a respeito de alguma coisa na minha vida. Eu amo você, não somente por ser quem você é, mas pela maneira que você me faz pensar no que nós podemos ser.
Separamos o abraço, mesmo não querendo e encostamos nossas testas. As lágrimas escorriam pelo meu rosto simultaneamente e era possível ver que Percy se esforçava para conter as suas. O amor que sentimos naquela hora era diferente de qualquer outro momento.
Mas acabei entendendo que amar é mais do que resmungar três palavrinhas antes de dormir. O amor é sustentado por ações, pela constante dedicação às coisas que um faz pelo outro diariamente.
Tudo isso, graças a Perseu Jackson....
Com amor, Annabeth
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