Strokes
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Notas iniciais
Aproveite!
CAPÍTULO DEDICADO À:
Nessa_Alfiren >minha monosilábica
PamiBonny >minha leitora nova!
Lu hime >minha guardiã dos rumos da fic kkk
Lioness >minha best dos reviews mais lindos ♥
dinani >minha assídua, sempre presente nos comentários!
Miles Miller >minha leitora fiel de todas as fics!
Roquira Marani >A primeira a dar moral pra minha humilde história haha
beijos meninas!!
Há muito os dois estavam à espera de Sasuke que se atrasara muito mais do que o conveniente. A impaciência de ambos era uma distinta da outra: Naruto ansiava para saber os detalhes do jantar, Sakura só queria que ele chegasse logo para irem fazer a missão de uma vez por todas. Quase meia hora de espera e então o moreno apareceu com o cansaço estampado na carranca mal-humorada a qual Sakura e Naruto já estavam habituados.
–Hey! Sasuke-chan! Me conta! Ino soube te entreter, hã?!
–Naruto! –Sakura o repreendeu. –Deixe essas trivialidades para mais tarde. Precisamos acabar de vez com essa missão, tenho coisas pendentes pra fazer aqui e pretendo voltar cedo.
–Ok! Ok! –Começou a andar ao lado da rosada, deixando Sasuke um pouco mais à frente a passos rápidos e ritmados. –Ele está tão interessado em acabar logo com isso quanto você!
–Se estivesse de fato não teria nos deixado esperando quase uma hora.
–Eu sabia que você não ia perdoá-lo por isso! –Riu convencido. –Até achei estranho quando ele chegou e você não o bombardeou de broncas!
–Estou ‘colaborando’, lembra? –Deu um meio sorriso. –Também, mesmo que não estivesse combinado isso com você, acho que não ia perder meu tempo com as criancices dele. Não tenho tanta paciência para ficar desperdiçando assim.
–Quanta amabilidade!
–Devia estar agradecido por eu estar sendo honesta e matura.
–Não... –Discordou olhando os próprios pés que a cada passo levantavam uma pequena nuvem seca de poeira. –Mas estou feliz por você estar fingindo ‘colaborar’. –Sorriu e ela o fitou confusa.
Sasuke a poucos metros a frente dos outros dois se distraia com seus próprios pensamentos meio paranoicos, meio com muitos fundamentos. A missão que lhe fora resignada era apenas a entrega de documentos a um Fumakage de Kusa, era algo que ele poderia muito bem fazer sozinho sem reforço algum. Não entendia o porquê de aquele trabalho ser considerado de Rank acima de ‘D’, a menos o que o tornava um grande desafio era ele mesmo, por ser ex nikinin e precisar da vigilância de outros ninjas, no caso Naruto e Sakura, do contrário, havia uma emboscada no meio dessa simples missão de mensageiro.
Paranoia ou precaução? Ele não se importava com o que era, só sentia como se toda e qualquer ação da vila relacionada à ele fosse previamente calculada e propositada. Um teste talvez. A continuidade das torturas que sofrera atrás das grades maciças e tão frescas em sua memória, quase como se ele pudesse tocá-las.
Esses pensamentos não só importunavam sua cabeça, mas como também a da rosada que há muito já subestimara esse ‘passatempo’ resignado à eles. O fato de terem os escalados numa mesma equipe também lhe preocupava. Se passou pela sua cabeça até a possibilidade disto ser um teste a parte para a prova jonin que ela teria de fazer posteriormente. Um tipo de teste psicológico. Todos sabiam o quanto a fuga de Sasuke e o restante da trama a cerca dele a haviam abalado, quem sabe estivessem buscando resquícios das emoções que ela sustentava no passado?
Era mais ‘talvez’ do que ‘certezas’ nesses devaneios, então ela decidiu se concentrar na paisagem ao redor, pois pensar em possibilidades estavam fazendo sua cabeça martelar.
Naruto, por sua vez, só pensava em como tudo parecia estar perfeito e em como fizera bem em apostar todas suas fichas em Sasuke. Mesmo depois de tanto anos ele tivera resultado: “Veja, ele até transou com a Ino!”, dizia à Sakura que revirava os olhos de tédio sobre as fantasias do loiro, que imaginava até anos depois, todos casados com filho, ao domingos em uma das mansões Uchiha fazendo um churrasco de aniversário para um meio Uchiha meio Yamanaka loirinho.
Em sua cabeça, essa cena era o sinônimo de felicidade, e ele acreditava fervorosamente que esta felicidade era mais do que uma provável possibilidade, era quase garantida. Afinal, nada poderia acontecer se o próprio Sasuke não estivesse ali, só que agora ele estava, o que fazia os sonhos de Naruto serem um pouco menos impossíveis.
Caminharam por horas a fio sob um sol escaldante e trilhas na floresta fechada da divisa com Kusa. Sasuke, que desde o portão de Konoha andara com considerável velocidade e sincronia, já mantinha um ritmo calmo ao lado dos dois outros jovens igualmente cansados. Sua camisa transparente grudava em seu corpo magro por conta do suor e deixava visível o dorso de suas costas másculas e pálidas. A visão incomodava Sakura cada vez que ela batia os olhos nele, entretanto, ela não conseguia ficar muito tempo focada em outra coisa, mesmo que odiasse admitir.
Naruto gralhava reclamações em alto e em bom som, espantando os animais por onde passava. “Muito calor! Fome! Longe demais! Sasuke viado! Sakura feia! Meus pés doem! Estou cheirando porco de criação!” Entre outros clamores egoístas, desconsiderando o fato de seus dois amigos estarem numa situação tão desconfortável quanto à dele. Incapaz de ignorar por mais tempo os chiliques de Naruto, Sakura cedeu: tomou a frente dos dois e cortou a floresta em direção à estrada dos migrantes e cargas. De certo havia uma conveniência num raio de cem metros ou menos. Os meninos a seguiram sem questionar, de alguma forma já sabiam que Sakura só queria um rápido break pra fazer Naruto calar a boca por pelo menos umas duas horas.
Cinco minutos de caminhada e encontraram uma choupana cuja chaminé exalava uma fumaça fina que trazia a fragrância de legumes e carnes vermelhas para as narinas dos três ninjas famintos. Naruto não esperou nem Sakura averiguar a segurança do local. Correu para a entrada deixando os dois para trás.
–Ele não aprende! –Murmurou baixo consigo mesma, mas foi o suficiente para Sasuke ouvir e erguer minimamente o canto dos lábios. Então nem ela tinha assim tanta paciência com o loiro hiperativo?
Quando ambos entraram no estabelecimento sentiram a mudança drástica de temperatura, um ar fresco em suas peles fumegantes por tantas horas expostas a um Sol impiedoso. Não precisaram procurar muito pelo terceiro já que este era a atração do local, tomando em dois goles vários copos de água como se houvesse feito jejum de quarenta dias no deserto de Suna.
–Vá com calma ou vai encher sua barriga de água e não sobrará espaço para a comida. –Aconselhou a rosada, aproximando-se do balcão onde o amigo estava.
–Minha língua já estava grudando no céu da boca de tão seca! –Explicou com toda sua rouquidão, os olhos semicerrados de cansaço e a pele brilhante pelo suor. Ela sorriu sem querer e pediu para o balconista o cardápio e uma mesa para três. Foram guiados para a mesa do canto, próxima a janela. Sasuke observava tudo e todos com olhos de gato, prostrado na entrada do local do mesmo jeito que havia chegado.
–Não vai se sentar? –Sakura perguntou. Ele olhou a cadeira, olhou as pessoas ao redor, olhou Sakura e Naruto. Em seguida sentou-se com uma carranca que irritou Naruto profundamente.
–Sabe Sasuke, costumo dizer pra Sakura que cara feia é fome. Bem, no caso dela é de nascença, mas... Ai! –Recebeu um chute na canela por debaixo da mesa. –Enfim. Espero que no seu caso essa cara feia seja de fome mesmo e que quando você comer ela desapareça, porque você é realmente muito feio quando está emburrado e eu não quero ter reputação de andar com gente feia, entende o que eu quero dizer? –Ele recebeu um olhar do amigo de puro desprezo mas ignorou, fazendo seus pedidos em voz alta como se estivesse em sua própria casa ao invés de um restaurante com mais de vinte pessoas.
O garçom chegou e Sakura assumiu a comanda:
–Três porções de rámen com carne de pouco, tokoroten e frango grelhado com azeite e pra mim traga sashimi e legumes frios. O que vão beber? –Olhou para os dois.
–Como sabia que eu ia pedir rámen?! –Naruto indagou.
–Uma cerveja para ele! –Respondeu ao garçom ignorando a pergunta do amigo. –Você Sasuke?
–Chá gelado.
–O mesmo dele para mim.
–Okay. –O garoto anotou tudo.
–Se possível, traga tudo isso rápido, temos pressa.
–Veremos o que podemos fazer. –Fez uma breve referência e sumiu nos fundos da choupana.
Sasuke não baixou a guarda um minuto se quer, seguindo com os olhos de obsidianas qualquer movimento que as pessoas fizessem. Sakura percebeu sua paranoia, mas resolveu não importuná-lo, pois antes precavido do que distraído, entretanto, achava desconfortável para ele mesmo não relaxar nem sequer para fazer uma refeição. Naruto tentava puxar assunto, mas até Sakura estava monossilábica e desinteressada em suas banalidades.
As primeiras porções chegaram junto das bebidas geladas. Naruto já comia a segunda tigela de rámen quando os outros dois ainda terminavam o primeiro e único prato.
–Qual o próximo passo? –Sasuke quebrou o silêncio.
–Seguir viagem, suponho. –Respondeu limpando os lábios sujos de molho.
–Obviamente. Mas e se algo der errado?
–Como o quê?
–Não sei. É uma possibilidade. Você como líder da equipe devia pensar em tudo.
–Eu pensei em tudo. –Garantiu. –Só não quero atrapalhar a missão com possibilidades negativas sendo que precisamos apenas entregar os malditos papéis para o Senhor Feudal e voltar para a vila. –Um sorriso forçado de sua parte e um gesto chamando o jovem garçom. -Pode fechar a conta, por favor.
–Certo. –Ele olhou de relance para Sasuke e afastou-se. Sakura percebeu o que Sasuke havia percebido há muito tempo. Se entreolharam e automaticamente trocaram suas percepções.
–Vá atrás de Naruto no banheiro que eu vou encher os cantis de água. –Por baixo da mesa lhe passou um par de kunais, em seguida se levantou e foi em direção ao balcão. –Hey, pode encher esses cantis com água gelada por favor? –Perguntou amavelmente para o rapaz, enquanto Sasuke se dirigia ao banheiro. –Ah! Muito obrigada! –Guardou os cantis na mochila. –Quanto deu tudo?
–¥ 1,800. -Sakura colocou o dinheiro no balcão e sentou-se em um banco à espera dos outros dois. Simultaneamente notava olhos a fitarem com interesse, curiosidade e até certa malícia. Agora ela entendia o que Sasuke fazia observando tudo a toda hora. Todos ali eram mercenários. Senão todos, pelo menos a maioria. E pelo que Sakura percebera eram de um bando só, pois todos tinham um tipo de tatuagem em alguma parte do corpo, inclusive o garçom e o balconista.
–Naruto! –Sasuke sussurrou. –Não faça besteiras quando sairmos daqui. Aquele salão está repleto de nikininjas.
–Fugitivos?! –Exclamou.
–Cala a boca! –O repreendeu. –Se tivermos sorte eles não nos atrapalharão na missão, é só ficar na sua, ok?
–Não me diga que está com medo...
–Não tenho medo de ninguém, só acho que se pudermos evitar um confronto com esses caras será melhor.
–Sakura, Sai e eu já lutamos contra bandos maiores e saímos ilesos. Relaxa! –Lavou as mãos e já ia saindo do banheiro todo sorridente quando Sasuke falou:
–Você está aqui pra me dar cobertura e não para arrumar encrencas.
–E quem tá arrumando encrenca aqui, Sasuke?
–Sasuke? –Uma terceira voz chamou, adentrando o banheiro. Um homem de alta estatura e corpo malhado, cuja voz era tão grossa que lembrava um trovão. –Bem que eu estava te reconhecendo de algum lugar...
–Que coincidência, não? –Sorriu irônico para o outro.
–Você não devia estar preso? –Deu os ombros. O outro riu. –Quanto acha que Konoha daria pela cabeça de um nikinin Uchiha? –Perguntou aproximando.
–Não mais do que me dariam para quebrar a cara de um renegado como você.
–Sasuke... –Naruto o chamou surpreso. O homem riu, encarou Sasuke e o advertiu.
–Fale assim comigo de novo moleque que eu arranco suas bolas!
–Quer minhas bolas, viado?
–Viado? –Aproximou-se do Uchiha. –Vira de costa que vou te mostrar o viado seu filho da... –Sasuke não mediu forças para socá-lo, sentindo o calor de seu chakra fluindo por suas veias como há muito não sentia. Foi como nicotina no pulmão de um fumante em abstinência, foi como liberar toda a ira que estava sendo compactada dentro de si em todos aqueles anos de cadeia. Naquele soco, ele descontou o constrangimento dos outros socos e torturas que sofrera em cárcere. Sentiu-se revigorado e até ansioso para experimentar a sensação de liberdade mais uma vez.
Naruto, sem saber o que fazer, optou por não interferir na luta e chamar Sakura para fazer alguma coisa, embora depois repensando sua atitude admitir que esta não foi uma das melhores escolhas já que Sakura não poderia estar ali sempre para resolver tudo por eles. Entretanto, naquele momento, ele só queria correr para os braços de Sakura e pedir um conselho sobre o que fazer, já que de tanto ser impulsivo, acabou com muitas missão e amizades. Não queria dar créditos à sua autoconfiança e pagar para ver seus instintos o domarem.
Ao voltar para o salão, Sakura se encontrava cercada de homens com sorrisos grotescos e a cortejando com palavras sujas. Isso lhe causou uma cólera das pontas dos dedos aos fios áureos de sua cabeça. Se ele pudesse se ver naquele momento, jurava que poderia sentir medo de seu semblante, pois os músculos de seu rosto protestavam contra a tensão que lhes era submetida diante a raiva que Naruto sentia. Ciúmes. Cuidado. Medo. Medo de que a machuquem. Mas isso não aconteceria... Não mesmo! Até então, todos que sequer arranharam a pele alva de Sakura passaram por suas mãos.
Eles tinham um trato: Bata. Chute. Morda. Corte. Queime. Machuque. Não mate.
“A morte é uma dádiva para esses indivíduos sem perspectiva nem esperança. Matá-los só ira encurtar o prazo de suas dores internas. Não há tortura maior do que viver remoendo seus erros e faltas.”
Sakura dissera a Sai, na primeira missão do Time 7 em sua nova formação, quando Sai mencionou seu desejo incontrolável de tirar as vísceras do inimigo. A frase da garota teve tamanho impacto que fez o silêncio desconhecido entre o grupo reinar por minutos e minutos, fez todos pensarem e secretamente concordarem. Não ganhariam nada matando, então, pra quê?
Porém, naquele momento, as palavras fortes de Sakura não foram rijas o suficiente para resistir em Naruto essa índole humanista. Assim como Sasuke, em sua cabeça, o que lhe daria mais prazer no mundo seria derramar incessantemente o sangue de todos aqueles animais asquerosos que a olhavam com uma perversidade tangível.
Agora tínhamos dois sanguinários e uma donzela furiosa.
–Saiam de perto dela! –Naruto exclamou em alto e em bom som, sentindo o olhar pesado de Sakura recair sobre ele. Ela odiava quando Naruto a defendia como se ela mesma não pudesse fazê-lo. Ela podia muito bem dar conta daquele bando de renegados, sabia como e quando fazer isso, até Naruto bancar uma de herói e salvar o dia da garotinha impotente.
–Quem você pensa que é pra falar assim hein franguinho?! –Um soco. No queixo. Tão rápido que Sakura mal pode acompanhar o momento exato em que o homem fora atingido.
–Naruto Uzumaki, seu otário! –Olhou para os outros. -Fiquem longe dela!
O aviso serviu apenas para inflamar a ira dos homens que em questão de segundos começaram ataca-lo. Então o salão tornou-se um campo de batalha, dois contra uma dúzia e até que iam se saindo bem. De tantos anos trabalhando juntos, tinham uma sincronia adorável durante as batalhas, olhavam por eles e pelo outro, sempre tentando evitar matar alguém ou se deixar morrer, pois eles tinham piedade, eram um dos poucos que tinham, mas os outros não. Entretanto, Sasuke não sabia desse tratado do novo time 7 e Naruto tentava esquecer-se.
Só se pode ouvir o silêncio no banheiro depois de dez minutos. Havia um hematoma em seu olho esquerdo e cortes em suas costas e um em seu braço. Sua respiração ainda não recobrara o ritmo normal, seu sangue permanecia quente e a vontade incontrolável de repetir o ato de segundos antes lhe subia a cabeça sem freios. Sangue por todo o banheiro. O cadáver sucumbido no chão com uma kunai cravada no coração e os dedos de sua mão estava na pia, mutilados. Os olhos abertos de pavor e angustia.
Sasuke não gostava daquela expressão então com os pés, virou o cadáver de buços e respirou fundo antes de sair do banheiro, ainda extasiado pela sensação de ter matado uma pessoa. Ao sair, deparou-se com a batalha injusta de Sakura e Naruto contra os outros homens. Eles derrubavam todos que os atacavam, mas não os feria o suficiente para mantê-los no chão por mais de cinco minutos. A luta parecia não ter final, já que a cada minuto um nocauteado se levantava e partia novamente, e essa brincadeira não poderia durar muito, porque uma hora Sakura e Naruto iriam se cansar. Sasuke não queria interferir por respeito à Naruto que não se intrometeu na briga no toalete, entretanto, via que não era rentável continuar naquele tipo de luta.
Deu exatamente dois passos adiante, quando todos notaram sua presença, pararam, silenciaram-se. Ele tinha os olhos fechados e a respiração calma. Os ninjas renegados estancaram ao ver as vestes dele. Estavam sujas com o sangue de quem? Ele não parecia ferido ao ponto de tingir toda a camisa branca com a cor escarlate.
–Que bagunça que vocês fizeram hein! –Deu um meio sorriso.
–Onde está Kamumaru? –Perguntou um dos homens.
–O grandalhão de voz estrondosa? Está te esperando no banheiro. –Alargou o sorriso com uma dose de crueldade à medida que ia abrindo lentamente os olhos cor de sangue, encarando o atrevido à sua frente. Um preso no genjutsu, só faltava cerca de uma dúzia.
Naruto e Sakura entenderam o que Sasuke estava fazendo e evitaram olhá-lo diretamente. Uma provocação do Uchiha, cinco atingidos, cinco cindo na armadilha. Não demorou muito para os renegados perceberem e o atacarem. Eles eram bons, os que restaram. Eram fortes, rápidos e imprevisíveis, chegaram a atingir Sasuke, mas caíram inevitavelmente no mundo macabro do sharingan.
Três homens adormecidos. Um morto no banheiro. Um bando agonizando no chão pelas torturas mentais. Sobrara apenas Sakura de pé em uma mesa, Naruto no extremo do salão e Sasuke, de frente à eles, com os olhos fixos nos indivíduos espalhados por todo o lugar.
–Sasuke... –Naruto intencionou aproximar-se, mas Sasuke o interrompeu antes de fazê-lo.
–Estou bem. –Desativou o sharingan. –Vamos dar o fora daqui. Sakura respirou aliviada e meneou a cabeça, saltando de cima da mesa e apanhando as mochilas de volta. Saindo da choupana, trancou a porta com um selo explosivo.
–Agora, atenção redobrada! –Advertiu enquanto avançavam a todo vapor pelas árvores. –Não vão demorar muito para virem atrás de nós.
–Podem mandar mais deles... –Lembrou Naruto.
–Realmente. Por isso, atenção na floresta! Eles devem ter uma base aqui ao redor. São muitos num mesmo espaço, pode haver dezenas deles por aqui. –Naruto assentiu. –Sasuke! –Sakura o chamou. –Vamos nos afastar alguns quilômetros que eu já paro para cuidar de você.
–Eu estou bem, já disse. –Respondeu impaciente.
–Está sangrando! –Insistiu preocupada.
–Esse sangue não é meu. –Ao absorver a frase, Sakura e Naruto pararam subitamente e se encararam. O outro percebeu e também parou a três árvores a frente, entediado com o que sabia que iria ouvir.
–O que você fez com aquele cara? –Naruto perguntou.
–O que ele merecia.
–Sasuke. –Começou.
–Que foi? Por que a surpresa? Não é a primeira vez que eu faço isso!
–Temos uma política sobre não matar Sasuke. –Sakura explicou.
–Mas já mataram.
–Como último caso! –Justificou-se ao lembrar do episódio com Sasori.
–Isso não muda os fatos. –Deu um meio sorriso para rosada e se virou para Naruto. –Eu vou me conter. –Disse com a voz calma, sem ironia.
–Assim espero. –Naruto partiu e não se falou mais nisso, nem em nada. Ele também estava instigado em derramar sangue, se sentiria hipócrita caso atormentasse Sasuke por algo que ele mesmo pensou em fazer.
Notas finais
Naruto com crises de ciúme da amiga.
Sakura com suas birras feministas.
Let'd go ver o que acontecerá agora. Próximo capítulo será bem interessante... Conversa intensa entre Sasuke e Sakura. O que será?!!!
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