Strokes

4 New routine


-Quantas caixas ficaram na casa da sua mãe? –Perguntava ofegante Shikamaru, jogado num enorme tapete estendido na sala.

-Três. –Respondeu. Shikamaru estava tão cansado que julgava fazer um esforço sobre humano só para perguntar aquilo à Haruno. Não teria se oferecido para ajudá-la se soubesse a distância entre a casa da garota e a casa da mãe dela. Sem contar que não compensou em nada, pois seu intuito era aproveitar para ficar com Ino, mas a loira caiu da escada ainda quando carregava a segunda caixa, indo embora mais cedo que o combinado, sem lhe dar um beijo ou confirmar outro encontro as escondidas.

Sakura que se divertia com o infortúnio do casal. Gostava de ambos, mas achava totalmente imoral o que faziam com Temari. Se perguntava como eles ainda conseguiam olhar para a cara dela e fingir que nada acontecia entre eles.

-Olha... Muito obrigada pela ajuda. Naruto pode me trazer as três amanhã.

-Ok. Eu te levo pra casa? –Perguntou se levantando preguiçosamente.

-Eu vou ficar. –Shikamaru olhou para os lados com um olhar interrogativo. –Tem um colchão do quarto e os lençóis de cama estão naquela caixa. É apenas disso que preciso.

-Tem certeza?

-Sim. Está bem.

-Certo. Agora eu vou embora antes que Temari fique preocupada.

-Vai lá.

-Até mais. –E saiu, deixando Sakura sozinha jogada no enorme tapete entre um monte de caixas.

Ela fechou os olhos e respirou fundo, tentando conter a vontade estranha de chorar que a invadiu naquele momento. Estava muito feliz por poder riscar mais aquele item dentre todas suas metas. Há muito já queria uma casa só sua, uma cama enorme, em um lugar calmo ao invés do centro onde ela morava. Ela se orgulhava de si mesma por ter conseguido.

Quantas garotas de sua idade tinham algo em seu nome?

Mesmo assim, ela ainda não poderia contar vitória. O apartamento não estava todo pago e ela precisava reunir a quantia em até seis meses ou então o valor do lugar aumentaria 25%. Diante disso, ela se viu obrigada a trabalhar mais do que o recomendável fazendo plantões no hospital e aceitando todas as missões propostas.

Sentia-se muito pouco disposta para sequer pensar em tirar um descanso de toda aquela rotina estressante. Precisava de dinheiro e experiência para se tornar jonnin. É. Vida de mulher solteira e independente é assim mesmo. A tendência era piorar.

.o0o.

1 dia depois

Naruto já havia confirmado a data da reunião da qual também havia sido intimado junto a Sakura, o que estranhou a princípio. Os dois já se preparavam para ir ao QG quando alguém bateu na porta. Ele abriu, e quando houve espaço o suficiente para uma pessoa passar, ela entrou esbarrando nele, sem cumprimentá-lo nem nada. Era muito vergonhoso para ela ter que voltar ali depois de ter dito que nunca mais daria as caras.

-Só estou aqui por que um mensageiro falou para minha mãe que eu estava sendo convocada no QG para uma reunião judicial. A única pessoa com problemas na justiça é o sujeito, então quero saber se isso é coisa sua de tentar reunir o Time e...

-Sakura! –Ele fechou a porta confuso, Sakura falava tão rápido que ele não entendia nada. –Fala mais devagar! Assim eu não entendo! –Ela respirou fundo e perguntou calmamente.

-O que você está aprontando?

-Nada! –Naruto respondeu lentamente, debochando da amiga. Como consequência levando um cascudo na testa.

-Para de zombar e diga por que fui convocada!

-Nem eu sei por que eu fui convocado! –Choramingava. Sakura se afastou dele com o cenho franzido.

-Você também?

-Sim. Mas não sei por quê. Te juro! –Sakura se sentou no sofá e tentou pensar numa razão para os três, justo eles, serem convocados para isso. –Eu fui ontem conferir a data da reunião que o Sasuke teria com a hokage, que no caso é hoje. Aí me disseram que eu também havia sido convocado. Eu vou falar o que? –Encolheu os ombros. –Tem que ir! A chefia mandou, tem que obedecer. –Sakura olhou furiosa o corredor como se Sasuke pudesse surgir ali naquele momento para ela esganá-lo.

-Tanta coisa pra fazer em casa e agora tenho que ficar comparecendo no QG por causa de um rebelde sem causa! –Elevou a voz.

-Sakura! –Naruto repreendeu bravo. –Não é culpa dele!

-Não! Imagina! E a culpa é de quem? Minha?

-Bom dia. –Sasuke surgiu da cozinha, com uma touca da cabeça, trajando apenas uma calça preta folgada.

Sua voz estava mais rouca do que Sakura lembrava, e agora com ele sem camisa, ela podia perceber que de fato o Uchiha encorpado se resumia a uma pobre combinação de pele e ossos. Não era uma magreza doentia, mas nada saudável para um homem de 1m80cm. Em seu peito e em seus bíceps, cicatrizes de cortes, algumas possivelmente de queimaduras. Ele agora vestia um aspecto sofrido, mas não o bastante para Sakura poupá-lo de sua língua afiada.

-Olha, veja só! O gatinho não comeu sua língua! –Provocou. Sasuke a olhou indiferente e se dirigiu ao Naruto, como se ela nem estivesse ali.

-Vou com ou sem a toca?

-Melhor com. –Disse o Naruto deixando os lábios numa linha reta como se lamentasse.

-E se eu começar suar?

-Espera aí! Tive uma ideia melhor! –E olhou para Sakura como se ela fosse o último pacote de rámen instantâneo da Terra. Em seguida tirou a touca da cabeça do Sasuke e pediu: -Corta o cabelo dele?!

-O quê?!

-Dá uma olhada nisso! É uma vergonha! –Dizia chacoalhando a cabeça do outro que lhe chutou a bunda. –Você precisa... haha... ajudá-lo... –E a cena mais gay da vida dela se passou ali: os dois, enroscados, meio que batendo meio que fazendo cócegas um no outro.

-Para com isso! –O moreno resmungava e Naruto ria, colocando os braços na frente do rosto para não apanhar do amigo.

-Olha pro cabelo dele, Sah! Vê se não dá pena! –Imediatamente Sasuke saiu de cima do loiro, pegou a toca e a vestiu, com o rosto ruborizado. Isso sim era algo difícil de se ver.

-Realmente. –Sakura reforçou a vergonha do outro com um sorriso sínico. –Parece um ninho de passarinho. Finalmente algum cabelo pior do que o seu Naruto! –E as risadas do loiro cessaram, dando lugar a um olhar feroz para Sakura.

-Acha que é fácil fazer com que esse cabelo divino fique num volume proporcional ao meu rosto? Requer muita concentração e talento com um pente! –Falava indignado, fingindo estar de fato magoado com Sakura.

-Você parece um mexilhão com um coral na cabeça! –Até Sasuke que é Sasuke ergueu um pouco os lábios com a comparação da garota. Naruto não pensou duas vezes em pular em cima dela e derrubá-la no tapete áspero, fazendo cócegas e a mordendo de leve. –Para Naruto! –Pedia entre risos. –É brincadeira!!!

-E esse seu cabelo esquisito! Parece mais experiência científica que deu errado! –Sakura parou. Olhou nos olhos dele e os seus próprios brilharam anunciando lágrimas.

-Sakura, não... –Naruto se preocupava. –É mentira... –Falava com o semblante engenhado, com a voz rouca quase sussurrando. –Eu não-

-Idiota! –Ele bateu com força a cabeça do loiro em seu joelho e o deixou lá agonizando. –Além de kunoichi, médica, dona de casa, cozinheira e professora, também sou uma ótima atriz querido. –Sasuke observava tudo impressionado. Quando viu Sakura no sofá discutindo com Naruto, em sua cabeça, só pensava em como ela continuava infantil e irritante, mas ao ver a forma como machucou o Naruto, percebeu que além de infantil e irritante, era perigosamente mortífera.

Por um momento, sentiu-se azarado por ela não mais morrer de amores por ele. Ele estaria seguro se fosse assim. Mas como as coisas não foram feitas para dar certo para ele, a garota-do-punho-de-aço agora o odiava. Teria que medir suas palavras e atitudes para não perturbá-la, do contrario, acabariam numa luta por qualquer coisa, já que diferentemente de Naruto ele não estava disposto apanhar de mulher e ela não daria moleza para ele só por não terem intimidade.

Ela andou até a porta. Quando ia girar a maçaneta, hesitou e virou-se para o moreno ali em pé, como se houvesse esquecido alguma coisa.

-Eu arrumo seu cabelo. –Disse com a expressão firme. Naruto levantou minimamente a cabeça para conferir se fora ela quem havia dito aquilo mesmo. –Mas você vai ficar me devendo uma. –Avisou, andando na direção do moreno. –E pode saber que eu vou cobrar.

-Tanto faz. –Deu os ombros.

-Isso é um sim ou um não? Minha mãe me ensinou falar a linguagem normal, não essas coisas monossilábicas que você resmunga. –Ironizou.

-Ele disse que sim Sakura-chan! –Naruto falou com a mão pressionada na testa.

-Me arranje uma toalha e uma tesoura Naruto. E você –Apontou para Sasuke. –pro banheiro. –

...

Sakura havia colocado Sasuke sentado sobre a tampa do vaso sanitário e colocado uma toalha em volta dos seus ombros para a água do cabelo não respingar nele e no banheiro. Por precaução, Naruto ficou num canto observando tudo. Não confiava em deixar Sakura sozinha com o Sasuke num mesmo cômodo, ainda mais com uma tesoura na mão. Sabia que o rancor que Sakura tinha pelo moreno era grande, mas não chegava ao ponto dela feri-lo gravemente, do mesmo modo era bom precaver.

-Você sabe o que está fazendo? –Sasuke perguntou enquanto ela penteava seu cabelo.

-Penteando seu cabelo. Não é algo muito difícil de fazer. –Fez sarcasmo. –Aprendi muito cedo, aliás. Desde pequenininha...

-Ele está querendo dizer outra coisa! –Naruto falou impaciente. –Ele quer saber se você sabe mesmo cortar cabelo. –Traduziu as palavras do amigo.

-Eu que cortava meu cabelo.

-Era o que eu temia... –Dizendo isso, Sakura deu um puxão nos fios negros do garoto o fazendo arfar e jogar a cabeça para trás.

-Não sei do que está reclamando. Nem cego faz essa porcaria que você fez!

-Sakura... –Naruto tentou interrompê-la.

-Acha que se corta cabelo como se corta arbustos? –Continuou.

-Sakura!

-Que foi?!

-O Sasuke está um pouco cego. –Informou o loiro com pesar.

-Um pouco não é muito. É o suficiente para saber o que se faz com uma tesoura na mão! –Naruto balançou levemente a cabeça para os lados inconformado com a ignorância da menina. Ela não era assim. Por que fazia questão de mostrar seu pior para Sasuke?

Enquanto o silêncio pairava entre os três jovens, tufinhos de cabelo caiam vagarosamente num encontro certo ao chão, formando um fino tapete negro em todo o perímetro de onde Sasuke estava sentado com os olhos fechados, achando que assim aqueles momentos de tortura sendo submisso pela rosada acabasse de vez.

-Pronto! –Anunciou com um ar triunfante. Penteou mais um pouco os fios lisos, agora quase secos, e deu espaço para Naruto ver.

-Porra! –Exclamou, fazendo o coração de Sasuke dar um leve salto. –Não é que ficou bom? Muito melhor do que tava, Teme.

-Hum. –Se levantou tirando os excessos de cabelo presos em suas costas e peitoral.

-Claro! Tudo o que eu faço é bom! –Dizia com um falso egocentrismo que não tinha. –Bom, temos uns dez minutos para chegar ao QG. Vocês limpem isso que eu vou arrumar a cozinha. –E saiu.

-Merda! –Resmungou Naruto. –Era muita gentileza de graça para ser verdade.

-Acho que não vou demorar muito para me acostumar. –Sasuke disse no seu tom de voz baixo e brando, checando o trabalho de Sakura no espelho.

-Espero que não demore mesmo. A Sakura pode ser a pessoa mais incrível do mundo quando você passa a conhecê-la e entendê-la. –Sorriu.

-Fala isso porque você está apaixonado por ela. –Disse sem hesitar, ainda acrescentando. –Isso o torna mais cego do que eu. –Em seguida saiu também, deixando um Naruto confuso e envergonhado com uma sujeira enorme para limpar.

No caminho para o QG, para a reunião com a hokage e com os veteranos Shikaku Nara e Kakashi Hatake, os três andavam separados, em silêncio, sem demonstrar qualquer ansiedade em relação ao reunião como demonstraram pouco antes. Todos absortos em suas próprias mente. Pensamentos indecifráveis somados a suas expressões vazias como um quadro me branco.

-Naruto. –Sakura chamou diminuindo a velocidade dos passos enquanto Sasuke continuou andando a frente sem nem sequer olhar para trás. –O que disse sobre Sasuke agora pouco? –Perguntou sem delongas.

-Estava calado.

-No banheiro anta! –O loiro juntou as sobrancelhas tentando lembrar-se. –Sobre ele estar cego! –Ajudou.

-Ah. –Abaixou a cabeça. –O que quer saber?

-Sei lá. –Respondeu sem jeito. –Ele te disse isso?

-Eu percebi. –Respondeu. –Ele deixa a água transbordar do copo e não consegue colocar chá e café na xícara sem derrabar um bocado. –Sakura ouvia atenta. Quando o outro viu resquícios de preocupação no seu olhar, não pôde deixar de se sentir aliviado pelo coração dela estar amolecendo um pouco pelo seu amigo, até rápido demais!

-E tirou conclusões tendo como base só isso? –Naruto juntou os lábios. –Pode ser um pequeno problema de coordenação monotora... E comum quando se passa muito tempo numa mesma posição.

-Você não entende...

-Verdade. –Concordou voltando a cabeça para frente, observando a uns vinte metros a frente deles Sasuke caminhar com as mãos no bolso e a cabeça baixa, atraindo para si os olhares mais distintos. –Você passa muito tempo reparando em cada suspiro que Sasuke dá, como se ele reparasse ao menos em você. –Naruto sorriu, desconsiderando aquele comentário ciumento. No fundo, Sakura estava roída por ele estar dando demasiada atenção para Sasuke e não para ela. –Isso é gay! –Disse rindo brevemente.

-E você é cruel! –Retrucou o loiro passando o braço em torno dos ombros da garota. Ela era consideravelmente mais baixa do que ele, ainda assim eles se encaixavam confortavelmente. Em frente ao edifício, Sasuke parou para esperar os dois que vinham abraçados cambaleando lentamente, sorrindo demais, vermelhos demais. Considerou uma involuntária confirmação do que ele já desconfiava: os dois estavam inconscientemente tendo um romance.

-Estão quase quinze minutos atrasados! –Pigarreou Tsunade. –Sei que vocês dois nunca vão chegar na hora marcada, -Falava para Naruto e Sakura –mas façam um esforço para pelo menos Sasuke chegar cedo. Demoras assim podem prejudicá-lo. Não só à ele como à nós, afinal, temos muita coisa para fazer hoje. –Ao fim do sermão, acrescentou um elogio ao cabelo do Uchiha que recebeu um olhar feio do Naruto o mandando dizer ‘obrigado’. E ele disse, só para não ser importunado mais tarde.

Cinco minutos de silêncio, os três em pé em frente a grande mesa da hokage, ela folheando cadernos, Shikaku fumando escorado nas persianas e Kakashi lendo suas perversões de sempre. Era como um vácuo. Como se os três nem estivessem ali, o que irritou profundamente Naruto que tinha uma necessidade extrema de ser notado e reparado.

-Então. –Começou enfim, fazendo com que Shikaku apagasse a brasa do maço na parede e Kakashi fechasse o livro, voltando-se todos para os jovens. –A princípio a reunião era para dar detalhes da primeira tarefa que Sasuke terá que fazer para a vila e blá blá blá...

-Ainda é. –Sobrepôs Shikaku.

-Mas tivemos uma discussão sobre as circunstâncias... Mais especificamente em respeito a saúde de Sasuke. –O mesmo ergueu uma sobrancelha. –É evidente que ele não está em forma para sair em missão sozinho...

-Eu posso. –Contrariou o próprio.

-Conversamos em conjunto Sasuke. Chegamos a essa conclusão. –Tsunade desvirtuou o assunto previamente resumido. –Você mesmo deve ter percebido que está fraco.

-Me sinto bem...

-Não importa. Decidimos que você não pode sair em missão sozinho. É aí que chagamos ao por que vocês dois foram convocados também. –Falou virando-se para Sakura e Naruto.

-Vish. –Sussurrou a rosada.

-Vocês vão acompanhar Sasuke nessa e em outras tarefas até que ele estabilize seu estado físico e sua saúde.

-Beleza! –Naruto exclamou empolgado enquanto Sakura soltou uma risada debochada.

-Qual a graça? –Tsunade perguntou provocadora.

-Isso é uma piada, não é? –Naruto se virou para ela com um semblante decepcionado.

-É o que a gente queria.

-Fale por si só! –Se exaltou. –Eu tenho minhas próprias missões e estudos para a pro...

-Sakura. –Kakashi a repreendeu. –Sabemos disso e já cuidamos de tudo.

-Como assim? Como já cuidaram de tudo? Acham mesmo que eu vou aceitar isso?

-Não se trata mais de trabalho, é uma intimação. –Respondeu Nara.

-Não acredito... –Dizia nervosa andando pela sala.

-Sakura, pare de chilique e escute o resto! –Chamou Tsunade.

-Que resto? A parte em que eu devo abrir mão de toda a minha vida para acompanhar o Sasuke? A pena é dele! Ele quem deve cumprir não eu!

-Você não a ouviu dizendo que ele não tem condições? –Naruto falou no mesmo tom que a rosada.

-Problema dele! Se ele não tivesse feito tudo o que fez, não teria que passar por um terço disso! –Cuspia as palavras sem pensar, sem levar em consideração as autoridades de peso como audiência.

-Essa sua atitude em meu gabinete é inadmissível! –Tsunade esbravejava socando a mesa. –Isso não tem nada a ver com seus problemas íntimos com ele, é uma ordem direta minha! Devia se honrar por acharmos você a kunoichi mais qualificada para pegar essa missão.

-Missão de ser babá desse delinquente?

-Agora já chega. –Naruto a pegou forte pelo antebraço e pediu licença para a hokage, arrastando para fora da sala a pulso.

Sasuke parecia não ter escutado uma palavra que a garota havia dito. Seu olhar era firme através da janela, sua respiração controlada e mãos atrás do corpo, numa postura respeitável que passava despercebidas diante de toda a confusão que Sakura causava como se fora escolha dele colocar os três juntos novamente.

-Eu avisei que ela ia surtar... –Tsunade falava num tom aconselhador enquanto bebericava seu chá tentando se acalmar.

-Sinceramente, eu não esperava isso quando você nos alertou. –Ria Shikaku. –Sei lá, achava que ela saísse daqui calada, cabisbaixa e chorasse escondida em casa. Algo assim.

-Você realmente não a conhece. –Kakashi disse num tom grave.

-Lembra Tsunade mais do que qualquer outra pessoa.

-Cretino. –A mesma jogou chá quente na direção dele, que se desviou rindo. –Ninguém respeita mais a autoridade...

E Sasuke continuava lá, imutável, ignorado. Só queria fazer o que eles pedissem para ficar livre de uma vez.