Striptease.

1 Capítulo Único.


Notas iniciais
Oi gente... Sei que devem estar estranhando a postagem dessa one já que eu estou com as minhas fics em hiatus por causa da minha mão machucada. Tenho uma boa noticia para vocês, minha mão está melhor, porém não está 100%. Escrevi essa one lentamente, quase parando com apenas a mão livre. Doce Desejo e Wonderwall continuarão em hiatus por mais um tempinho, curto tempo, não se preocupem. Essa one é um presentinho para minha leitora e amiga Bruna, que estava de aniversário essa semana, eu já tinha pensando no enredo há um tempo e resolvi escrevê-la. E também é uma forma de me desculpar por estar demorando tanto para atualizar as outras histórias.
P.s - eu fiz um twitter para tweetar spoilers das minhas fanfics, então me sigam @atena_w
Espero que vocês gostem. VÃO LER.

FELICITY.
Minhas pernas amoleceram assim que senti aqueles olhos azuis me sondando. Os mesmos olhos intensos e selvagens que arrebataram meu coração. Ele estava ali, o homem que amo estava parado na minha frente, decepcionado e com raiva do que estava vendo. Sua mulher, sua noiva, o amor da sua vida vestida como uma piranha, dançando sensualmente em uma barra de ferro.

— Oliver eu posso explicar. — falei, cobrindo a distância entre nós.

Mas ele ergueu a mão, fazendo-me parar e então deu dois passos para trás. Nervosamente ele coçou o queixo e soltou um riso de puro escárnio.

— Explicar? — indagou, seu tom de voz amargo me fez estremecer. — Explicar o quê? Isso que eu acabei de ver?

— Eu... Sei que você deve estar pensando o pior de mim. Mas eu tenho uma explicação. — argumento.

— Uma explicação para o que eu acabei de ver? Uma explicação por você estar vestida assim? Dançando nessa boate de striptease?

— Isso. — sussurrei, quase sem forças para falar qualquer outra coisa. — Você vai entender.

Oliver balançou a cabeça em total descrença.

— Não tem explicação que me faça entender isso, Felicity. Você era minha mulher. Eu amo você com todas as minhas forças, mas nunca vou entender o fato de você tirar a roupa para outros homens.

— Oliver... eu ainda sou sua mulher.

— Não... Não é mais.

E com essas últimas palavras Oliver me deixou sozinha naquela sala vip da boate.

Acho que tenho que explicar essa história desde o início, quando conheci o homem mais lindo que já vira em toda minha vida, Oliver Queen, meu noivo, ex noivo, na verdade.

Conheci Oliver quando trabalhava nas indústrias Merlyn, Tommy, seu melhor amigo, era meu chefe. E num dia desastroso onde nada estava dando certo para mim, entrei no elevador parecendo uma bruxa, roupas molhadas e sujas de lama — porque o filho da puta de um motorista não teve o mínimo respeito de diminuir a velocidade quando passou por uma poça de lama na estrada—, meus cabelos pareciam uma juba por causa da chuva e para completar tinha quebrado o salto do meu sapato.

Eu só não contava que nesse mesmo dia em que não estava com sorte, após entrar no elevador, minha vida mudaria completamente. Entrei naquele cubículo sem olhar para os lados, não querendo encarar ninguém. Eu só precisava entregar um relatório para Tommy, depois voltaria para casa e daria um jeito na minha aparência deplorável, mas então, quando o elevador parou no 15° andar, as luzes começaram a piscar e ele deu um solavanco me jogando para o chão, pensei que aquele troço só podia estar possuído por alguma força maligna. De repente uma voz firme e grossa fez qualquer pensamento sumir.

— Meu Deus, você se machucou?

— Só um arranhão no joelho, — falei erguendo o rosto. — mas depois de tudo que já aconteceu hoje — me calei assim que meus olhos encontraram os dele.

Intensos, perigosos e selvagens. Essa era a definição perfeita para o olhar dele.

— Depois do que aconteceu hoje? — questionou, querendo saber o resto da minha azarenta história.

— Esse arranhão é o de menos. — concluí.

— É, não foi tão grave. — ele disse, verificando meu joelho.

— Como tem tanta certeza, você é médico?

Ele sorriu, tirando, sem saber, todo o meu fôlego.

— Quando era criança me machucava desse jeito. Minha mãe falava que não era nada.

— Ahh, — resmunguei. — Acho que tenho band-aid na minha bolsa. — comentei, puxando a bolsa para o meu colo.

Enquanto eu procurava o band-aid na bolsa. O bonitão ficou em pé e começou a bater nos botões do elevador.

— Não vai adiantar... faz algum tempo que esse elevador vem dando problema. Só técnicos para nos tirar daqui. — expliquei. — Estamos presos por tempo indeterminado.

— Merda!

Abaixei o rosto. Nem cinco minutos tinham se passado e ele já estava me achando insuportável.

— Sei que não deve ser agradável ficar presa com uma estranha, que está parecendo uma bruxa. Mas vamos ter que esperar.

— Não há problema em ficar aqui com você. — disse ele, sentando-se ao meu lado. — É que preciso falar com meu amigo.

— E eu preciso entregar um relatório de muita importância para o meu chefe. — comentei. — Olha só... Achei.

Gritei, erguendo o band-aid para cima.

— Que tipo de mulher carrega um band-aid na bolsa? — indagou, pegando o pequeno curativo da minha mão.

— O tipo que não tem muita sorte.

Ele riu novamente.

— Posso saber o seu nome? — perguntou, enquanto cobria meu ferimento.

— Felicity. E o seu?

— Oliver.

No fim, o meu dia desastroso acabou se tornando um dos melhores dias da minha vida. Oliver pediu se eu gostaria de sair com ele, mesmo eu estando com a pior aparência e claro, eu aceitei. Nosso primeiro encontro foi incrível, ele me levou para jantar e depois me deixou na porta do meu apartamento, antes de ir embora ele disse que tinha gostado muito da minha companhia e então, marcamos outro encontro.

Vários encontros aconteceram, até que no nosso quinto encontro, onde saímos para dançar, rolou o nosso primeiro beijo, foi surpreendente, entre uma dança sensual e toques ousados, chegamos a um ponto onde não aguentávamos mais a tensão que existia entre nós.

Depois da noite do beijo, vieram mais encontros, regados de beijos e carícias. Então, Oliver teve que viajar, ficaria fora por duas semanas, ahh. Aqueles dias foram uma tortura para nós dois, ele ficou em um lugar isolado, onde não conseguíamos nos comunicar direito. Confesso, eu morri de saudades dele.

Mas quando Oliver voltou, toda a falta que sentíamos um do outro foi amenizada na minha cama, e também no banheiro, embaixo do chuveiro. Foi a nossa primeira vez e foi perfeita. Nesse mesmo dia, Oliver me pediu em namoro e me deu um anel de compromisso.

Depois de dois meses de namoro, vieram às brigas, os desentendimentos e, o melhor era quando nos entendíamos completamente na cama. Ás vezes iniciávamos uma briga por motivos banais, apenas para nos reconciliarmos com sexo.

No quarto mês as indústrias Merlyn faliram e eu desesperadamente fui à procura de um emprego, eu não tinha sorte, até que recebi uma oferta de trabalho longe de Starling. Era uma proposta de trabalho irrecusável, porém, eu estava tão apaixonada por Oliver, tão envolvida, parecendo uma adolescente que comete loucuras por amor, recusei a proposta para ficar com Oliver. Sem emprego, e precisando de dinheiro. Oliver até me ofereceu, mas jamais aceitaria.

Helena, uma amiga falou que estavam precisando de uma dançarina na boate onde dançávamos juntas logo que nos mudamos para Star. Achei uma loucura no início, voltar a trabalhar naquele lugar nojento, cheio de homens tarados e com um fedor insuportável de bebida, mas minhas contas começaram a atrasar e meu pai precisava de dinheiro para pagar seu tratamento. Eu estava tão desesperada que acabei aceitando o emprego.

No inicio, voltar a trabalhar na boate foi difícil, sempre tinha um engraçadinho que passava dos limites. Mas eu já tinha passado por aquilo uma vez, podia passar de novo. Comecei a dançar de segunda sexta, tirava a roupa para homens desconhecidos, com uma única condição, nenhum desgraçado podia me tocar.

Aquilo acabou se tornando um segredo, o único capaz de acabar com meu relacionamento. Eu menti para Oliver que trabalhava em um laboratório tecnológico e no período da madrugada. Não queria que ele soubesse do meu real trabalho.

O nosso quito mês juntos foi o mais difícil, Moira, a mãe de Oliver acabou descobrindo um tumor grave no fígado.

Oliver vivia angustiado, cansado e temendo que o pior acontecesse, e ainda tinha Thea, sua irmã caçula que foi sempre ligada à mãe. A família Queen tinha sofrido uma grande perda recentemente, Robert, pai de Oliver e Thea tinha falecido há pouco tempo, as feridas ainda não haviam cicatrizado. Foram quatros meses de angústia, o quadro de Moira só piorara e os médicos preveniam a família para o pior. E eu nuca vi Oliver tão triste e abatido. Prometi que sempre estaria ao lado dele.

No nosso décimo mês, Oliver estava na minha casa. Ele estava exausto, tomou um banho e deitou-se ao meu lado, eu tinha pedido folga naquela noite, só para ficar ao lado dele. Oliver me abraçou e fechou os olhos, e pela primeira vez disse com todas as letras: Eu te amo, não sei se foi por causa do cansaço ou ele queria mesmo me dizer aquilo, mas eu não consegui segurar as lágrimas. Nessa mesma noite, de madrugada, Oliver recebeu a noticia do falecimento de sua mãe.

Levou exatamente quatro semanas para ele dizer novamente que me amava e eu retribuí.

E quando completamos um ano e três meses juntos, Oliver me pediu em casamento. Eu aceitei, porque o amava com todas as minhas forças e tinha certeza de que aquele homem que passou duas horas preso dentro de um elevador comigo, era o homem da minha vida.

Mas agora tudo acabou. E como eu disse, o único segredo que podia destruir meu relacionamento, explodiu da forma mais cruel possível, a três dias antes do meu casamento, na noite em que prometi para mim que seria a minha última apresentação na boate.

— Você está me dizendo que acabou? — pergunta Cait, me passando o pote de sorvete.

— Sim. Acabou! — enfio uma colherada de sorvete de flocos na boca e começo a chorar. — Acabou. Tudo. Ele me acha uma vadia.

— Shhh. — Cait me puxa para deitar sobre suas coxas e começa afagar meus cabelos. — Porra, mas que falta de sorte a sua, Felicity. Conseguiu esconder isso por meses e do nada ele descobre. Como?

— Helena disse que Tommy estava organizado a despedida de solteiro do Oliver. E eventualmente, sem saber de nada, ele contratou meus serviços. Foi chocante ver Oliver lá. A raiva e decepção escancaradas no rosto dele. Me sinto tão mal, Cait.

Desabo novamente.

POV OLIVER.

Oliver...
Uma striper... Minha noiva é uma striper. Tento digerir isso desde o dia que a vi naquela boate. Uma despedida de solteiro, que desde o início deixei claro que não admitiria stripers, revelou que Felicity não é quem eu pensava. Maldito Tommy, porque me levou para aquele lugar mesmo sabendo que eu não aprovaria?

Se ele não tivesse me levado para aquela boate e contratado a melhor dançarina, nada disso estaria acontecendo, e eu estaria na minha lua de mel com minha esposa perfeita.

Se todo o álcool que ingeri nas três últimas semanas ao menos me fizessem esquecê-la, mas não. Eu ainda sinto seu cheiro grudado em mim, e o gosto tão doce dos seus lábios não sai da minha boca. E meus sonhos são todos com ela e aquela maldita sala vip da boate. Eu não consigo odiá-la, por mais que deseje com todas as minhas forças eu não consigo. Esse tempo longe dela só fez meu amor aumentar e a falta que sinto me dilacera.

— Meu Deus, esse lugar está uma zona. — desperto ao escutar a voz feminina, embora seja Thea, eu queria que fosse Felicity. — Você está deplorável, Ollie.

— O que está fazendo aqui, Thea? Eu disse que queria ficar sozinho.

— E te deixar morrer numa poça de álcool? Não mesmo.

— Tommy te mandou?

— Sim. Ele não aguenta mais ver o amigo na fossa.

— Foi ele o culpado.

— Não existe culpado. — disse ela, me olhando nos olhos. — Vai tomar um banho, tirar essas roupas fedidas. Vou organizar essa bagunça e preparar um café da manhã para você.

— Não sou um bebê, Thea. — rebato.

Thea bufa. E vem na minha direção. Quando está perto do sofá que estou jogado, ela me olha feio e se agacha para segurar minhas mãos e me puxar.

— Não é. Mas sou sua irmã e sei que você não está bem. Agora, levanta essa bunda desse sofá. Junta seu ego ferido do chão e vai para o banheiro, você está fedendo.

— Você é uma babá insuportável. — sussurro.

Ela revira os olhos e não desiste de tentar me fazer levantar.

— E tem mais. Vamos sair hoje à tarde.

— Vou tomar um banho, mas de jeito algum saio de casa hoje. — falo, me levantando e seguindo para o meu quarto.

Percorro o corredor e entro no meu quarto, o perfume de Felicity ainda impregna o cômodo, resisto à vontade de me jogar na cama e abraçar as cobertas que ainda tem seu cheiro. Faço o que Thea pediu.

O banho demorado me ajuda a relaxar. Depois visto roupas confortáveis. Quando volto para a Sala Thea já colocou todo o lixo que se acumula na sala em sacos plásticos. O recinto está com um aroma delicioso de café e essências perfumadas, diferente de minutos atrás. Vou até a cozinha.

— Toma isso. Vai lhe fazer bem. — diz ela me oferecendo a xícara com café.

— Obrigado.

Começo a tomar o café em silêncio. Thea me encara, parece estar se segurando para não soltar algo. E eu já estou ficando cansado dela ficar trocando o peso das pernas e roendo as unhas.

— O que foi? — indago.

— Nada.

— Tem algo que você quer me falar, então fala de uma vez.

Thea suspira antes de começa falar:

— Fui visitar Felicity ontem.

— Não quero saber dela. — digo. — Ela está bem?

— Não. Ela sente sua falta, Ollie.

— Só perguntei se ela estava bem. Não quero relatórios.

Largo a xícara na pia e me dirijo para a sala.

— Você precisa entender o lado dela.

— Ela é uma striper, Thea. Tira a roupa para outros homens. Acredite, eu não consigo entender o lado dela.

— Você está sendo um machista hipócrita, Ollie. — rosna. — Felicity precisava do dinheiro. E não admitia que os homens tocassem nela, Tommy me disse.

— Não importa. Ela mentiu para mim.

— Você é muito orgulhoso. Eu sei que sente a falta dela e que tudo que você mais quer é correr para ela. Admite? A única coisa que está te impedindo é o seu ego machucado.

— Fica quieta, Thea.

— Orgulhoso! — exclama irritada. Ela pega a bolsa e joga sobre o ombro. — Você sempre afasta as pessoas que ama. E Felicity foi à única que nunca permitiu se afastar de você. Ela passou por muita coisa ao seu lado e esteve com você quando você mais precisou, ela abdicou coisas para ficar com você. Espero que quando seu orgulho e sua vaidade passar... não seja tarde demais.

— Thea!

— O quê?

— O que mais você sabe?

— Algumas coisas. — responde, cruzando os braços.

— Fala então.

— Tudo bem. — ela dá à volta no sofá e larga a bolsa na mesa de centro, sentando-se em seguida. — Foi Donna que acabou me falando. Sabe como ela fala demais.

— Sei. O que ela disse?

— Que quando Felicity foi demitida das indústrias Merlyn, ela recebeu uma proposta de trabalho fora de Starling. Longe daqui. Era irrecusável, um salário bem maior do que ela recebia na Merlyn, um cargo melhor e um apartamento para ela morar no início. Mas Felicity recusou, porque queria ficar ao seu lado. E você conhece Felicity muito bem para saber o quanto isso foi difícil para ela escolher entre você e um emprego com um futuro.

— E aí ela escolheu trabalhar como striper.

— Ela não escolheu. Você sabe que Starling não oferece muita coisa.

— Mas para um currículo como o de Felicity...

— Para de ser idiota! — exclamou. — Eu lembro o quanto Felicity foi atrás de um emprego. E você sabe que o tratamento do pai dela é caro. E sabia desde o inicio que quando ela se mudou para Starling, trabalhou como striper.

— Sei. Mas não consigo entender o fato de ela ter voltado para aquele lugar, mesmo odiando. E ela mentiu para mim.

— Desisto, Oliver.

Thea levanta-se abruptamente e se dirige para a porta do apartamento.

— Tem mais uma coisa. — ela fala abrindo a porta. — Felicity recebeu a mesma proposta de emprego. Aquela irrecusável que acabei de mencionar, e agora, nada a impede de aceitar e ir embora de Starling.

Thea foi embora. E o que ela me contou me atingiu em cheio. Eu sou tão orgulhoso que estou a ponto de perder a mulher da minha vida e não sei o que fazer. A única ação que meu corpo faz é ir até o bar no canto da sala e beber novamente até cair no sofá e ser engolido por um sono profundo.

— Ei Cara, acorda. — abri os olhos lentamente, sentindo meu corpo ser sacudido. Era Tommy.

— O que está fazendo aqui? Você e Thea não vão me deixar em paz hoje?

— Calma, cara. — diz ele, se levantando. — Fui fazer compras para você. Thea disse que sua despensa estava vazia.

— Você e Thea podiam parar de me tratar como uma criança. — reclamo.

Levanto do sofá e ando até o bar. Coloco whisky e gelo em um copo, bebo a dose em apenas um gole.

— Para de beber, Oliver. — repreendeu Tommy.

— Não tente me controlar. — coloco outra dose de whisky no copo. — Vou trocar a fechadura desse maldito apartamento.

— Entendo porque Thea está tão irritada. Você fica chato pra caralho quando está de mal humor. — comenta Tommy da cozinha.

— Ela está irritada porque eu não vou atrás da Felicity.

— E ela tem razão.

Me dirijo para a cozinha e me encosto no batente da porta.

— Você iria atrás de uma mulher que mentiu para você durante meses? E que tirava a roupa para outros homens? — Tommy ficou em silêncio e continuou guardando as compras na despensa. — Foi o que pensei.

— Você quer saber mesmo? — indagou.

— Sim.

— Se eu amasse uma mulher da forma que você ama Felicity, eu nunca a deixaria. Acharia uma forma de entender o fato de ela trabalhar em uma boate de strip-tease e não agiria da forma idiota que você está agindo.

Volto para a sala e me jogo no sofá. Bebo o restante da bebida que resta no copo. Thea estava certa, Tommy está certo, o único errado aqui sou eu e meu orgulho. Eu a amo tanto e estou correndo o risco de perdê-las. Não posso deixá-la partir, se ela for embora, jamais terei outra oportunidade de amar alguém como amo Felicity Smoak.

Se a deixar partir estarei sendo um egoísta e jamais serei feliz sabendo que fui tão idiota a ponto de deixar a felicidade escapar das minhas mãos por puro orgulho e egoísmo.

— Tommy.

— O que foi, Oliver?

— Bebi demais e não posso dirigir. Preciso que me leve até o apartamento da Felicity.

— O quê?

— Não faça perguntas, só pegue as chaves do seu carro.

— Okay.

[...]

Subo as escadas do prédio de Felicity correndo, quando chego no andar dela tento me recompor, mas tenho tanta presa de vê-la que continuo correndo até seu apartamento. Quando chego à porta, tenho medo que dessa vez ela me rejeite.

Deixa de besteira Oliver. Bata nessa porta.

Bato na porta. Alguns segundos se passam até a maçaneta girar. A porta se abre e Caitlin me olha espantada.

— Meu Deus... Oliver?

— Oi, Cait. — falo. — A Felicity está?

— Sim. Ela tá no quarto. Vou avisar que você está aqui.

— Não precisa, eu vou até ela.

— Tudo bem, então. Eu vou deixar vocês a sós.

— Obrigado. — Cait dá um sorrisinho e abre caminho para eu entrar, então sai e puxa a porta.

Corro os olhos pela sala de Felicity, há caixas espalhadas pela sala, sobre os sofás e a mesa de centro. Concluo que ela está indo mesmo embora e sinto o maior medo de que não adiante de nada pedir para que ela fique. Sigo para o quarto. A porta está aberta e escuto barulhos de dentro do closet. De repente, Felicity aparece com um monte de caixas nos braços que ela deixa cair no chão assim que seus olhos encontram os meus.

— Oliver... o que está fazendo aqui?

— Vim pedir para você ficar. Não ir embora. Por favor, não quero perder você.

— Mas eu não vou embora. — ela diz, meio surpresa.

— E todas essas caixas?

— O aluguel desse apartamento é muito caro, e agora que estou sem emprego não vou poder bancar. Estou voltando para a casa da minha mãe.

— Então, você não recebeu uma proposta irrecusável de trabalho longe daqui?

Felicity sorriu e assentiu com a cabeça.

— Eu recusei.

— Por quê?

— Ainda tinha esperanças que você voltasse para mim. — responde, fitando meus olhos.

— Eu voltei. — confesso, andando até ela. — Seria um idiota se deixasse a mulher que eu amo ir embora. Nunca me perdoaria se perdesse você. Porque eu te amo.

— E eu amo você.

— E me perdoa?

— É claro que sim.

Passo o braço ao redor da cintura dela e a puxo para perto de mim. Senti tanta falta de ter seu corpo colado no meu. E dos seus lábios, como senti falta deles. Pressiono meus lábios contra os dela. A vontade de beijá-la me domina, mas resisto à tentação.

— Dance para mim. — sussurro.

— O quê?

— Sua última apresentação, seria para mim não é?

— Sim. Mas...

— Quero que dance para mim, como dançaria naquele dia.

— Oliver eu.

— Por favor.

— Tudo bem. — ela diz. — Deite-se então. — ela me empurra sobre a cama. — Eu só preciso de alguns minutos e você terá a minha melhor apresentação.

Ajeito-me na cama e observo Felicity entrar no closet e fechar a porta. Ela fica lá dentro durante pouco mais de 20 minutos, então aparece usando um robe, um salto alto, e com os cabelos soltos. Ela anda até o abajur e apaga a luz. O recinto fica iluminado pela baixa luz que entra da janela. Felicity coloca uma musica lenta e sexy tocar e se posiciona onde posso enxergar todo o seu corpo.

Ela começa a se mover enquanto tira o robe, revelando um conjunto sexy de lingerie com espartilho e cinta liga. Perco todo o meu fôlego. É como se estivesse descobrindo uma mulher ainda mais sexy por de trás da minha Felicity. Ela está gostosa e a forma que mexe o corpo me endurece instantaneamente.

Felicity puxa a cadeira da escrivaninha e se senta, ela se toca de forma sensual, passando as mãos pelos seios e as deslizando até as coxas, então se levanta. Levanto-me, sendo guiado por meus instintos mais primitivos e me aproximo dela. Minhas mãos vão direto para a sua cintura e eu a puxo com força para mim. Deixando sua bunda sentir minha ereção.

— Hey, você não pode me tocar. — reclama.

— Não? — sussurro contra seu ouvido, movendo minhas mãos até seus seios. Felicity solta um gemido. — Tem certeza disso?

— Sim. São minhas regras. — responde, girando. — Você só pode me tocar com a minha autorização.

— Sou um cliente especial.

Deslizo minha mão até sua coxa e a ergo, prendendo em meu quadril, dou passos para frente e prendo o corpo de Felicity entre o meu e a parede. Ela fita meus olhos com desejo intenso e selvagem.

— Senti tanto a sua falta. — diz.

— E eu a sua. — falo antes de selar nossos lábios.

As mãos de Felicity descem até o cós da minha calça, ela começa a tirá-la enquanto eu abaixo o zíper do espartilho. Estamos com tanta pressa que logo as roupas estão todas espalhadas pelo chão. Giro o corpo de Felicity, apertando-a ainda mais contra a parede. Corro meus dedos pela região interna da sua coxa, trilhando um caminho até sua região íntima e molhada. Pressiono seu clitóris, fazendo Felicity estremecer e espalmar as mãos contra a parede.

Com a outra mão seguro meu membro e guio para o interior de Felicity, penetrando com grande e intensa urgência.

Como senti falta de fazer amor com Felicity. De tê-la tão entregue para mim. Esses dias longe dela foram como anos. Meu corpo sentiu falta de cada pedacinho do corpo dela.

Enquanto me movo com velocidade dentro dela, seguro seus cabelos e puxo seu pescoço até meus lábios. Minha mão livre segura a de Felicity contra a parede. Mordo o lóbulo da sua orelha e digo baixinho o quanto senti sua falta. Então começo a beijar toda extensão do seu pescoço.

A falta que sentíamos um do outro fica evidente na forma que nossos corpos se entregam ao sexo. Na forma de gemidos que escapam dos nossos lábios. Aproveitamos cada segundo como se fosse o último, entregues totalmente ao momento.

Quando chegamos ao nosso ápice, fazemos de novo. Recomeçamos na cama e no chão, até nossos corpos chegar à exaustão, então deitamos na cama, agarrados, com os corpos suados e a respiração acelerada.

— Você ainda quer casar comigo? — questiono, enquanto afago seus cabelos.

Felicity beija meu tórax e levanta o rosto, para me olhar nos olhos.

— Desde que nunca mais nenhum de nós esconda algo do outro. Eu quase perdi você e foi horrível o que senti.

Eu beijo o topo da sua cabeça e sorrio.

— Prometo que nunca vou mentir para você ou omitir qualquer coisa.

— Eu também prometo. Nunca mais vou esconder nada de você. — ela diz.

— Então, você ainda quer casar comigo?

Felicity se estica toda, deixando sua boca a uma pequena distância da minha.

— Claro que eu quero. — Ela me beija e então volta a deitar sobre meu peito. — Eu ainda não entendi uma coisa.

— O quê?

— Sua despedida de solteiro. Você disse que seria apenas uma reuniãozinha com seus amigos. Mas estava em uma sala vip de uma boate de strip-tease.

— Foi totalmente culpa do Tommy. — falo. — Eu nem sabia, ele que me arrastou até aquele lugar.

— Vai me dizer que ele te dopou e colocou você sentado naquele sofá?

— Não. Mas... Tudo bem, eu fui por livre e espontânea vontade, porque achei que se passasse por aquilo de uma vez, ele pararia de encher o meu saco.

— Tudo bem, acho que temos que agradecê-lo. — ela diz.

— Amanhã talvez. Agora vamos esquecer do Tommy e de qualquer outra pessoa. — murmuro, puxando-a para mais perto.

— Só nós dois?

— Só.

Notas finais
É isso pessoal. Espero que tenham gostado. Desculpem os erros. E como é uma one, ela ficou rápida demais, e caso alguém não tenha entendido algo, é só perguntar que eu respondo. Mesmo sendo só uma one, ficarei feliz se vocês comentarem, favoritarem a fanfic. Quero muito saber se vocês gostaram. Imaginem a carinha do gato do shrek, imaginaram? Okay, agora comentem.
Beijooos.
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!