Street Dance

8 Capítulo 8


Notas iniciais
pois então... no capitulo passado sai avacalho com a vida dos street boys e das street girls... ou talvez nem tanto vamos ver...
fiquei muito muito muito feliz com a qntidade de comentarios no capitulo passado... recebi mais que o dobro doq costumo receber por capitulo! obrigada mesmo galera!!!
só mais uma coisinha... acho que depois de ler esse capitulo a Miss Kisuke vai querer minha morte! só acho né... nao sei kkkkkk...
boa leitura a todos!

Sakura: Mãe... esqueça!!! Eu não uso isso nem morta!!!

Mãe: Mas por que meu bem?! Ele é tão lindo!!!

Sakura: Lindo mãe?! Você pirou... esse vestido aqui não é lindo nem aqui e nem na Cochinchina!

Sakura estava parada olhando horrorizada para um vestido rosa estendido na sua cama. Naquela sexta, a família Haruno estava convidada para prestigiar um coquetel organizado pelo Senhor Akasuna para apresentar o projeto do edifício que iria construir no terreno do Casarão. Sakura bem queria ficar em casa junto de Saito, mas Sasori havia pedido que ela fosse, para que ele não se sentisse tão sozinho em meio a toda aquela gente metida, então a rosada iria fazer o esforço pelo amigo. Durante toda aquela semana, o coquetel era o assunto principal na casa dos Haruno e quando se deu conta de que Sakura não tinha um mísero vestido no armário, rapidamente a mãe da garota tratou de ir as compras

Mãe: Meu amor... mamãe ficou tanto tempo na loja decidindo qual levar! Escolhi esse especialmente pra você!

Sakura: Especialmente pra mim... mas você errou especialmente na cor! Eu odeio rosa!!!

Mãe: Mas rosa é sua cor natural! Até seus cabelinhos são rosa!!!

Sakura: Mãe!!!

Mãe: Meu bem desculpe... mas não tinha nada de bom naquela loja... esse foi o mais bonito que eu achei!

Sakura: Impossível de não ter mais nada de bom... qualquer vestido é melhor que um vestido rosa...

Mãe: Eu juro... não tinha nenhum interessante! – respondeu – Aí eu já aproveitei e comprei sapato de salto! – tirou uma caixa de sapato de dentro de uma bolsa – Você tem uma dúzia de tênis e nenhum saltinho filha!!!

Já imaginando o exagero da mãe, Sakura abriu a caixa e se deparou com scarpin dourado com um salto agulha de quinze centímetros

Sakura: Olha mãe... eu sinto muito mas isso aqui é inusável... nem sei se existe essa palavra... mas eu não vou conseguir ficar de pé em cima disso!

Mãe: Sakura meu anjo... toda mulher já nasce sabendo andar de salto! É um dom natural... por que com você seria diferente?!

Sakura: Será que é porque eu nunca pus em pratica esse meu dom natural?!

Mãe: Bobagem meu bem... vamos treinar! Você vai ver como é fácil!

Sakura: Se eu quebrar o meu pé você vai ver!!!

Sakura passou a tarde de sexta inteira andando pela casa com o sapato que a mãe havia comprado. Não entendia como as outras garotas conseguiam andar com aquilo, era terrível, difícil de andar e machucava muito os pés. Depois de algumas viradas de pé, a rosada começou a se familiarizar com o objeto de tortura e perto do entardecer, começou mais uma sessão de terror

Mãe: Okei Sakura... agora nós vamos começar a dar um jeito em você!

Sakura: O que você quer dizer com isso?!

Sem responder nada, a mãe da rosada puxou a garota e a carregou para o banheiro, onde exigiu que ela tomasse um bom e demorado banho, lavasse os cabelos com os shampoos importados que a mãe comprava e principalmente, que depilasse as pernas

Sakura: Mas eu nem tenho as pernas tão cabeludas assim mãe!!! – choramingou ao sentir a cera quente sendo espalhada na pele

Mãe: Eu sei meu bem... mas mesmo assim a gente vai depilar esse fiapinhos que teimam em nascer!

Sem aviso, a mãe da garota deu um puxão rápido que fez a rosada gritar de dor. Depois de várias puxadas e muita cera no chão, Sakura estava quase desacordada na beira da banheira

Mãe: Até que nem tinha muitos pelinhos mesmo! – concordou olhando para a cera praticamente limpa – Agora vamos ajeitar seu cabelo!!!

A mulher arrastou a filha para o quarto e lá começou a escovar e secar as madeixas rosas, puxando bem para que o cabelo ficassem bem modelado. Terminado o cabelo, a mãe de Sakura começou a maquiagem, de toda a sessão, aquela foi a mais tranquila na opinião da garota. Depois de horas de arrumação, o pai de Sakura já havia chegado e se arrumado e estava esperando na sala

Pai: Meninas... se apressem! Já estamos atrasados!

O senhor Haruno já estava prestes a subir as escadas, quando a esposa e a filha apareceram. A mulher estava muito elegante com um vestido médio azul escuro e os cabelos presos em um coque, enquanto que a filha estava maravilhosa com o vestido curto de renda rosa pink

Pai: Ual... vocês estão lindas!!!

Mãe: Hum... obrigada! – falou descendo as escadas e dando um selinho nos lábios do marido

Sakura: Oi oi oi... eu ainda estou aqui! – chamou atenção descendo as escadas também – Guardem os beijinhos pra depois!!!

Pai: Estraga prazeres! – resmungou – Vamos então... estamos em cima da hora!

Mãe: Vamos! Sakura obrigada por vir com a gente!

Sakura: Tanto faz! Saito é que tem sorte... vai ficar em casa sozinho!

Mãe: Ele não vai ficar em casa sozinho... deixamos ele com os irmãos Uchiha!

Sakura: Com o Sasuke?! Vixi me enganei... ele tem é azar!

Pai: Podemos discutir quem tem sorte e quem tem azar a caminho do coquetel?!

Vencidas pela pressa, as meninas acompanharam o senhor Haruno até o carro e juntos eles foram para a parte central da cidade. O coquetel estava acontecendo no salão de festa de um luxuoso condomínio, onde os Akasuna estavam morando, quando chegaram, os Haruno ficaram impressionados com a quantidade de gente naquela festa

Mãe: Nossa... olha só quanta gente fina e elegante!!! – comentou fascinada – Olha essa decoração!

Sakura deu uma boa olhada em volta, realmente havia muita gente riquinha se exibindo com suas roupas caras, o salão estava muito bem decorado com flores amarelas que Sakura nem sabia o nome, garçons circulavam por todo canto com bandejas de drinks, não deixavam ninguém sem atendimento e pra completar, um grupo de músicos tocava uma melodia chata e melancólica. Sakura suspirou e revirou os olhos, aquela noite seria longa

Garçom: Aceitam um drink?!

Pai: Obrigada! – falou pegando duas taças com um líquido avermelhado e entregando uma a esposa

Garçom: A senhorita aceita um espumante sem álcool?! – perguntou para Sakura

Sakura: Eu estou bem obrigada!

O garçom se retirou e os três começaram a caminhar pelo local

Mãe: Sakura... olha quantos rapazes bonitos!!! – sussurrou para a filha

A rosada olhou ao redor e reparou em alguns meninos mais ou menos da idade dela e a olhavam de um jeito malicioso. Aquela sensação de estar sendo devorada por olhos deixou a garota um tanto desconfortável

Sakura: Cadê você Sasori?! – perguntou-se

Ela passou os olhos pelo salão e encontrou o ruivo perto da mesa de canapés rodeado por meninas que conversavam animadas. Ele também estava muito bonito, usava um terno escuro com uma camisa bordô sem gravata. Pela expressão do rosto dele, o ruivo não parecia estar nem um pouco interessado na conversa daquelas garotas, e por um breve momento, Sakura viu o colega revirando os olhos em tédio. Ao ver que a rosada estava olhando para ele, rapidamente ele pediu licença para as garotas e se aproximou da amiga

Sasori: Senhor e Senhora Haruno... boa noite! – cumprimentou

Pai: Boa noite Sasori!

Sasori: Chegaram tem muito tempo?!

Mãe: Não não... acabamos de chegar!

Sr. Akasuna: Haruno!!!

O pai de Sasori se aproximava deles muito alegre, não se sabe se pela bebida ou por vê-los ali. Ele também estava muito elegante com terno e camisa escuros e gravata vermelha. Ele estava acompanhado por um homem um pouco mais novo, de cabelos longos e loiros e trajando terno e camisa claros, também muito fino

Pai: Senhor Akasuna! Boa noite!!! – cumprimentou

Sr. Akasuna: Que bom vê-los aqui! Estou muito feliz que tenham vindo!

Pai: Não perderíamos a apresentação do seu projeto!

Mãe: Sua festa está muito bonita Senhor Akasuna... meus parabéns!

Sr. Akasuna: Que bom que estão gostando... fiquem a vontade! Ah... quero que conheçam Deidara... meu braço direito a anos na construtora

Pai: Prazer Deidara! – falou estendendo a mão num cumprimentou

Deidara: O prazer é meu! – retribuiu com um sorriso galanteador – Ouvi muito falar da sua empresa!

Sakura estreitou os olhos desconfiada com aquele homem loiro. Não sabia por que, mas algo lhe dizia que ele não era só braço direito do Sr. Akasuna

Pai: Ah... é uma loja pequena... mas eu prezo muito em satisfazer ao máximo os meus clientes!

Sr. Akasuna: Esse é o espírito!!! – concordou com um sorriso largo – Venham comigo... quero apresentar os outros executivos da empresa! – puxou os Haruno para que o acompanhassem

Sasori: Hãm... pai... eu vou levar a Sakura pra conhecer o condomínio!

Sr. Akasuna: Tudo bem Sasori... mas não demore... logo vai ser a apresentação do projeto!

Sasori: Okei!

Sasori guiou Sakura em direção a saída do salão

Sasori: Sakura!!! Graças a Deus você chegou! – falou – Eu já estava quase morrendo de tédio aqui!

Sakura: Também pudera... olha essa musica!!!

Sasori: Rsrs... é verdade!!! Esse barulho de violino me dá até depressão!!!

Sakura: Então... você parece ter um fã clube bem grande! – comentou quando eles haviam alcançado uma varanda grande que dava vista para uma grandiosa piscina

Sasori: Ai... aquelas garotas são filhas de amigos do meu pai! São um bando de chatas mas eu tenho que fingir que gosto delas!

Sakura: E com qual delas seu pai vai te obrigar a casar?!

Sasori: Por enquanto ele ainda não cismou com nenhuma!

Sakura soltou uma risadinha com o desespero do ruivo. A garota olhou para dentro do salão, para todas aquelas pessoas rindo a toa. Haviam muitos jovens naquele coquetel e por um segundo ela pensou se eles realmente estavam gostando de estar ali, se não eram como ela e Sasori, estavam ali obrigados pelos seus pais

Sasori: A grande maioria adora isso aqui! – falou encarando-a nos olhos

Sakura: O que disse?!

Sasori: Você está pensando se esses caras e essas meninas gostam dessas coisas não é?!

Sakura: Hei... qual é... você lê mentes?!

Sasori: Não... estava estampando na sua cara mesmo! – respondeu – Eles gostam dessa palhaçada... as meninas principalmente... elas adoram essa vidinha de mimos que os pais dão... as roupas caras... salão de beleza a hora que quiserem!

Sakura: Você só pode estar brincando! – pasmou – Minha mãe me submeteu a uma sessão de tortura nazista a tarde inteira... sabe quantas vezes eu virei o pé andando com esse sapato?! E quem foi que inventou aquela cera pra depilar?! Não consigo imaginar que essas meninas gastam dinheiro pra passar por esse sofrimento!

Sasori: Rsrsrsrs... ainda bem que nós homens não precisamos passar por nada disso! Rsrsrs

Sakura: Ah... vai rindo vai!!!

Sasori: Ai... só você pra me fazer rir de verdade num lugar desses! É por isso que gosto de você... você é original!!!

Sakura: Também gosto de você... mas você não é muito original não... tem um lado seu que é de mentirinha!

Sasori desmanchou o sorriso com as palavras da rosada, sabia muito bem de que lado ela estava falando

Sakura: Seu pai não encheu você depois daquele dia lá na minha casa não né?! Que eu falei que você estava graffitando um muro!

Sasori: Não... ele prefere não tocar nesse assunto! Mas eu tenho certeza que ele ficou grilado... depois daquele dia ele redobrou a vigilância em cima de mim!

Sakura: Puxa... desculpa!

Sasori: Tudo bem... você não tinha como imaginar também!

Sakura: Sabe o que não entendo... você parece gostar tanto de grafiti... não sei por que desistiu de lutar contra seu pai!

Sasori: Meu pai me controla... eu já expliquei... ele diz que minha mãe não ficaria feliz em me ver pintando muros!

Sakura: Hum... e você acha que sua mãe estaria feliz vendo você preso dentro de um mundo que não é o seu?!

O ruivo olhou fundo nos olhos verdes dela, nunca havia pensado em se fazer aquela pergunta

Sakura: Sabe de uma coisa Sasori... você dá muita importância pra opinião do seu pai... e esquece da importância que tem a sua!

Sasori: Como assim?!

Sakura: Nas ruas Sasori... somos todos uma família... a família Hip Hop... e ninguém se importa com a opinião dos outros... o que os outros vão pensar... a gente apenas vive a nossa vida... fazendo o que a gente gosta que é dançar... graffitar... cantar... e tudo mais!

Sasori: Parece fácil pra quem tem os pais liberais como os seus!

Sakura: Eu sei... eu sei que pra mim é muito fácil falar! Mas se você não fazer nada a seu favor... nunca vai conseguir o verdadeiro respeito do seu pai!

Sasori: Meu pai nunca vai respeitar o que eu faço!

Sakura: Não estou falando de ele respeitar o que você faz... estou falando de ele respeitar você... respeitar sua opinião e suas vontades! Quando você mostrar pra ele que suas escolhas tem valor... automaticamente vai conseguir o respeito dele!

Sasori: Mas eu tenho medo...

Sakura: Medo de que?!

Sasori: De desafiá-lo e ele inventar de ir embora daqui...

Sakura: Isso é um risco que você vai ter que correr!

Sasori: Mas eu estou cansado de sempre deixar meus amigos pra trás... estou cansado de sempre ter que começar do zero!

Sakura: Mas vai chegar uma hora em que não vai mais ter pra onde seu pai te levar... entendeu o que eu quero dizer?! Você tem que vencê-lo pelo cansaço e não o contrário! Se não ir a luta pelo que quer... você acaba se tornando mais um desses playboys que ficam na vida mansa!!!

As palavras da garota ecoavam na cabeça do rapaz. Ele não era um playboy, ele não era de vida mansa. Sasori nunca teve medo de trabalhar e sempre lutou pelo que quis. Apenas estava um pouco exausto, talvez faltava-lhe um pouco de estímulo

Sakura: Não se esqueça Sasori... batalhas se ganham e se perdem... mas você sempre vai poder contar com a sua família Hip Hop!!!

Sasori deixou que um sorriso tímido brotassem em seus lábios. Sakura sabia como dar uma injeção de animo em alguém, ela sabia usar as palavras certas, do jeito certo

Deidara: Sasori! – chamou se aproximando da varanda – Seu pai está chamando para a apresentação do projeto!

Do loiro, Sasori passou seu olhar para Sakura, que fez um sinal com a cabeça pra irem para o salão. A hora da revolução ainda não era agora. No salão de festa, as pessoas estavam todas aglomeradas em volta de uma mesa com um pano vermelho escondendo algo. Sakura foi para o lado do pai e da mãe enquanto Sasori se colocava ao lado do Senhor Akasuna que estava junto a mesa

Sr. Akasuna: Eu gostaria da atenção de todos por favor! – pediu – Eu chamei todos aqui essa noite não só para apresentar um projeto de mais um dos muitos edifícios meus! Hoje estamos todos aqui pra comemorar o começo de uma nova etapa da Akasuna Empreendimentos!

Todos deram uma breve salve de palmas para as palavras do empresário, que logo pediu silencio novamente

Sr. Akasuna: Esse não é só um primeiro projeto da minha construtora... é também um primeiro passo de um processo de urbanização para essa cidade! Quero ver todos prosperarem junto com a companhia... caminhando lado a lado para um futuro grandioso! Agora senhoras e senhores... sem mais delongas! Eis o projeto do Akasuna’s Palace!

Ele puxou o tecido vermelho da mesa e mostrou uma maquete de um grande e luxuoso edifício. Todos bateram palmas com o projeto, parecia realmente espetacular. Sasori encontrou o olhar de Sakura que suspirou pesarosa diante da maquete. Com aquele edifício de luxo no lugar do Casarão, os jovens daquele bairro não teriam mais onde se encontrar para dançarem, talvez teriam de ficar pelas ruas o que não ajudaria para a imagem do prédio elaborado que o Senhor Akasuna iria construir

Sakura: Seu pai é cheio dos esquemas! – falou se aproximando do ruivo

Sasori: Ele adora se exibir pra todo mundo!

Aos poucos as pessoas se aproximavam para ver melhor a maquete, parabenizavam o Senhor Akasuna pelo projeto e assim se deu continuidade ao coquetel. Sakura e Sasori conversavam naturalmente, nem se preocupavam se as pessoas olhavam curiosos para eles, as meninas filhinhas dos empresários que estavam ali estavam loucas de ciúme, mas eles nem davam bola. Os pais de Sakura já haviam ido embora a algum tempo e Sasori se comprometeu a levar Sakura embora quando ela quisesse

Sakura: Disfarça... e olha a cara daquela garota loira perto da maquete! – falou

Discretamente, Sasori olhou na direção de uma garota loira que estava com uma cara azeda só encarando os dois amigos

Sasori: Essa chupou limão! Rsrsrsrs... e aquele cara lá... já está mais bêbado que um porco!

Sakura: Coitada da mulher dele! Rsrsrs

Os dois riam sem parar, falavam mal de todos que estavam naquela festa, inclusive Sasori confessou que também achava o jeito do tal do Deidara muito estranho

Sakura: Cara... na boa... aquilo é um homem disfarçado de mulher... ou uma mulher disfarçada de homem?! Rsrsrs

Sasori: Desde que conheço ele tento descobrir isso mas até agora nada! Rsrsrsrs

Sakura: Talvez ele tem fugido da prisão onde a Nasa esconde os aliens! Rsrsrs

Sasori: Ou a Nasa expulsou ele por excesso de esquisitices mesmo! Rsrsrs

No fim das contas aquela festa até tinha se tornado divertida, quando o salão começou a esvaziar e os garçons pararam de andar oferecendo bebidas, Sakura se deu conta de que já era hora de ir pra casa. Mesmo querendo que a garota ficasse mais tempo, Sasori avisou o pai que estava indo embora e levou Sakura pra casa. Durante a viagem, eles foram ouvindo som alto de hip hop no carro e só quando chegaram na rua de Sakura que diminuíram o volume

Sakura: Ah... como é bom ouvir musica de verdade! – falou abrindo a porta e saindo do carro quando parou

Sasori: Nem me fala... eu sempre deixo uns CDs escondidos dentro do carro!

Sakura: Pra fugir um pouco da chatice do seu pai!!!

Sasori: Exatamente!!!

Sasori acompanhou Sakura até o portão da casa, mas antes de Sakura entrar ela se voltou para ele

Sakura: Olha... eu até te convidaria pra entrar um pouquinho... mas eu aposto que a minha mãe vai ficar escondida no alto da escada ouvindo nossa conversa... e eu não queria te fazer passar por essa situação vergonhosa!

Sasori: Não tem problema!!! – rebateu tranquilo

Sakura: Aliás... se eu bem conheço minha mãe... ela deve estar nos espiando pela janela

Sakura e Sasori olharam para a casa e de relance viram alguém fechar a cortina de uma janela rapidamente

Sakura: Não falei pra você?! Rsrs – comentou – Bem... então tchau!

Sakura fez menção de entrar pelo portão, mas Sasori a segurou pelo pulso

Sasori: Sakura... eu... eu queria agradecer... – falou seu jeito – Por você ter ido na festa hoje... sem você eu acho que eu teria pirado lá!

Sakura: Rsrs... eu também achei que ia voltar pra casa pinel de tanta chatice... mas até que foi bem legal!!!

Sasori: Você tem um dom sabia?!

Sakura: É mesmo?! Dom de que?!

Sasori: De iluminar qualquer lugar... por mais escuro que seja... de descontrair qualquer situação... por mais embaraçosa! – respondeu encarando-a fixamente – De... de alegrar qualquer festa... até uma festa chata como aquela!

A rosada soltou uma risadinha tímida, estava tentando descontrair o clima meio estranho que se formou entre eles. Sasori olhava muito fundo nos olhos dela e por um segundo ela acabou se perdendo naquele contato visual também

Sasori: Você... é uma garota muito especial Sakura...

Sakura ficou observando quando Sasori desviou de seus olhos e passou a encarar os lábios dela. Pouco a pouco ele foi diminuindo a distancia entre eles e Sakura sentiu seu coração bater na garganta. Quando faltava milímetros para o beijo acontecer, instintivamente a rosada vira levemente o rosto, fazendo com que Sasori beijasse sua bochecha. Não teve como Sasori negar a pontada de decepção que sentiu no peito, mas iria respeitar a escolha dela, depois do beijo, ele a abraçou muito forte

Sasori: Nunca deixe que ninguém mude esse seu jeito! – falou em seu ouvido

A contragosto, ele a soltou e caminhou até seu carro, dando partida e saindo dali, deixando Sakura na calçada, olhando o carro se afastar até perder de vista

???: Você é uma garota muito especial Sakura!!! Que idiota!!!

Notas finais
aquele q jogar a primeira pedra em mim é a mulher do sapo!!! rsrs