Strani Amori

4 Per me non contavano gli altri, seguivo con lo...


Notas iniciais
sguardo solo te. [Eu seguia com os olhos somente você, para mim, não contavam os outros.]já falei que odeio o tamanho possível para os nomes de capítulos? versão 2.0 :D

Aquele ambiente não estava muito acolhedor para o loiro, que observava a festa um tanto avoado. Raffael, enquanto isso, passava com um copo na mão e uma menina na outra. Leo dançava animadamente numa roda de pessoas desconhecidas. Raffael passou de novo, com outra menina e outro copo. E, depois, mais outra e mais outra. Depois com todas as meninas juntas, cada uma levando um copo diferente e Raffa com uma garrafa de alguma coisa. Sentaram-se todos em um sofá e o garoto revezava os beijos.

Mic precisou olhar duas vezes para aquele sofá para entender o que acontecia ali, para descobrir quantas pessoas eram aquele emaranhado de braços, pernas e cabeças.

Começou a tocar Love Game* e uma menina puxou Michelangelo para dançar. O garoto tentava, desajeitadamente, acompanhar a garota que dançava bastante animada, se insinuando para o loiro com a fantasia de líder de torcida que usava. Era bonita, mas aquela situação não o estava deixando nem um pouco a vontade.

Leonardo olhou para o inusitado casal dançando. Sentiu um misto de nojo e raiva, deixando-se tomar, num impulso, Michelangelo pela mão, o levando para outra parte da festa para dançar. A reação do loirinho foi a esperada: esbravejou, inconformado, querendo voltar para perto da garota, mas quando olharam ela estava beijando Raffael enquanto dançavam.

Ficaram por um tempo vendo a cena, um tanto surpresos pela quantidade de pessoas que estavam ficando com o menor durante aquela festa. Passado o susto, voltaram a discutir.

– Quando eu finalmente consigo interagir com uma menina, você vem e atrapalha?!

Leo riu sarcástico. Queria dar um soco naquele riquinho cego. Quem era ele para não cair em seu charme? Tantos homens se rastejavam por um sorriso, traiam suas esposas e namoradas, davam-lhe descontos em compras e até já tinham chegado a praticarem pequenos furtos para vê-lo sorrir, mas Michelangelo se recusava a isso. Ele era diferente de todos e, talvez por isso, o deixasse tão impaciente. Nunca tivera tanto trabalho para conseguir alguém. Tinha estabelecido como meta conseguir fazer com que aquele garoto se apaixonasse por ele. Queria ser melhor que aquele cara. Melhor “pegador” que seu rival. Precisava continuar conseguindo pegar quem quisesse.

Ou só queria acreditar que aquele era realmente seu motivo para querer tanto ficar com Michelangelo.

– Tá carente, bebê? — apertou a bochecha do loirinho com certa força. Mostrar-se bravo não faria nenhum efeito com aquele cara.

Mic deu-lhe um tapa na mão, mandando não tocá-lo.

A pouca paciência que estava conseguindo segurá-lo foi-se pelos ares. Quem aquele babaca achava que era para tratá-lo de forma tão rude? De certo ele tinha passado uma vida inteira sendo mimadinho pela babá e não conseguia aguentar alguém que, mesmo tratando-o bem, não o tratasse de forma treinada como um escravo. Depois de algumas verdades, preconceitos e ofensas vindas de ambos os lados, começaram uma briga no punho.

Os gritos criavam uma atmosfera ainda mais hostil, incentivando-os a se baterem com ainda mais raiva. Parecia tudo um som apenas, como se a multidão não tivesse nenhuma identidade, mas uma voz se destacou aos ouvidos de Michelangelo. Ele se virou para buscar a origem daquela voz, levando um soco na nuca e caindo no chão. Por um momento tudo ficou escuro.

Recobrou os sentidos deitado no colo de uma garota no sofá. Recebia dela um cafuné gostoso, mascarando um pouco a dor. Sentia o perfume conhecido da garota o mantendo imerso em memórias enquanto abria os olhos.

– Está melhor, Mic? — ela sorria doce. Ironicamente, estava vestida de enfermeira. Os cabelos loiros eram encaracolados e presos por uma pequena fivela por trás da orelha. Tinha um rosto angelical e parecia um sonho. Um sonho para Mic.

Ele perguntou em voz alta se era ela mesma, recebendo uma risada alegre de volta, junto com a confirmação que tanto ansiava. Se levantou do colo desajeitadamente, a abraçando como se ela pudesse sumir a qualquer instante. Não conseguia acreditar que ela estava de volta. A garota que ele amara por tanto tempo, a garota que foi sua melhor amiga, a garota que lhe encantava e a garota que o fez chorar com sua partida estava ali. Não conseguia, talvez nem quisesse, conter sua felicidade naquele momento, aquela felicidade que regava a pequena e abandonada semente da esperança guardada em seu coraçãozinho ranzinza.

Leonardo observava a cena. Permaneceu todo o tempo encostado na parede logo ao lado do sofá, bravo, vendo toda aquela viadagem com desdém. Ou preocupação. Ou ciúme. as ele queria acreditar que era desdém. O sangue ferveu quando a garota abraçou o seu loirinho de volta e ele não conseguiu mais se conter.

Desencostou da parede e foi até eles, perguntando com certa ironia qual era o nome da amiga de Mic.

– Ah, deixe eu me apresentar. — Sorriu um sorriso gelado para o moreno, estendendo-lhe a mão. Percebera, no momento da briga, o quanto Leo estava mordido de ciúmes da outra garota e resolveu que seria uma brincadeira divertida fazer aquele moreno ficar ainda mais chateado, afinal, quem ele era para achar-se dono de Mic? — Agnes Hume, muito prazer.

Leo encarou aquela mão feminina com nojo, dizendo seu nome sem nenhum rodeio ou tentativa de ser simpático. Algo naquela menina causava-lhe vontade de vomitar, lembrava outra pessoa que conhecera anos atrás. Um cara com quem esteve que usava e abusava das pessoas e se sentia neste direito já que era um jovem bonito e rico. Se lembrava de todas as vezes que transara com aquele garoto e de todos os outros caras que choravam por causa dele.

– E da onde você conhece o Mic?

– Acho que não tem nada a ver com a sua vida, Leonardo. — O sorriso venenoso que lançou fora o bastante para Leo ter certeza de que não queria vê-la novamente. Coisa boa, com certeza, ela não era. Alguém que o intimidava com aquele olhar… não era normal.

O celular da garota tocou e, numa despedida apressada, ela se foi.

Assim que se viram sozinhos, Leonardo se sentou ao lado de Michelangelo no sofá. Observavam que a festa estava no final, já com as luzes acesas e as pessoas indo embora. Raffael estava no meio da pista de dança, sentado no chão com uma garrafa de vodka na mão. Ria de nada, completamente bêbado e, com certeza, sem nenhuma condição de levantar sozinho. Continuavam os dois em silêncio, observando o estado do pequeno.

– Temos de levá-lo para a sua ou para a minha casa… — Leonardo não queria ser responsável por aquele garoto se perder. Raffael era um bom garoto, não poderia abandoná-lo ali.

– Que seja a sua, então.

– Você vai me ajudar a carregar ele até lá, sabia? — Conseguiria levar o pequeno sozinho, sabia que ele era bem magro, mas não achava justo ele cuidar de um bêbado enquanto Mic chegava em sua enorme casa e ia dormir na cama arrumada pela babá.

– Então ele vai para minha, mas você me ajuda, viu? — tentou dar um sorriso para amenizar o clima, mas Leonardo continuou seco e sério.

– Nunca disse que ia deixar você carregar ele sozinho.

Se levantaram sem trocar mais nenhuma palavra para ajudar o dono dos olhos verdes e partiram os três para a casa de Michelangelo.

Notas finais
*da Gaga Yeeey, demorei pra caralho, mas consegui reescrever esse capítulo. Gente, cês não tem noção do quanto eu to me divertindo fazendo isso. Eu to acabando com a imagem de "criatura fofa e amável" que o Leo tinha na versão antiga rs ou até mesmo a cara de bobo que ele tinha hahahah