Strani Amori

5 Chissà se tu mi penserai, se ti nascondi come me.


Notas iniciais
[Quem sabe se pensará em mim, se se esconde como eu.]
Demorei muito pra postar, desculpem DD /atrapalhada
o legal é que eu nem ajudei a Chefa a escolher o título pro capítulo >__> desculpem mesmo /sesentindomal
sem contar que eu ainda não respondi as reviews >__>
eu JURO que eu li e que elas tão fodas, mas é que a minha internet não anda cooperando comigo aí eu broxo pra responder -sss

- Que noite, hein? – Berta riu ao abrir a porta e dar de cara com os três garotos, com as fantasias desarrumadas e com caras de cansaço.

Mic, Leo e Berta levaram Raffa para o quarto de Michelangelo, onde haviam 3 camas arrumadas.

- O que é isso? – Mic parecia irritado.

- Eles vão dormir aqui. – Berta depositou Raffa numa das camas, fazendo-lhe um cafuné.

- Eu só vim trazer o Raffa, já vou pra casa... – Leo disse baixo, não querendo acordar o amigo.

- Não, você VAI dormir aqui. É perigoso e você está com sono, pode ir deitando. – saiu e trancou a porta.

Os dois que ainda estavam acordados ficaram olhando para a porta por alguns segundos, até que Mic suspirou e deitou em sua cama, sem nem mesmo tirar toda a fantasia de pirata que usava. Apenas arrancou as botas, o lenço da cabeça e o cinto e jogou-os no meio do quarto; Leo também tirou o chapéu de policial, seu cinto e seus sapatos, deixando-os do lado da cama.O moreno apagou a luz e também se deitou. Ficaram assim até que Mic se manifestou.

- Você ta acordado, Leo?

- Tô. – disse depois de um tempo em silêncio.

- Obrigado por me ajudar a trazer o Raffa até aqui.

- Nada – virou-se para o outro lado, adormecendo naquele clima pesado. Mic fez o mesmo.

No dia seguinte Leo acordou e deu de cara com Mic, estavam deitados um de frente para o outro e a respiração calma do menor se chocava com seu rosto. Mic ainda dormia, mas, quando Leo fez o movimento brusco de se virar para o outro lado, acordou.

- Bom dia, Leo. – disse com um sorriso doce porém triste.

- Bom dia... – respondeu desanimado, sem se virar para Mic.

- O que você tem, hein? – o menor estava realmente estranhando tal desanimo anormal do moreno.

- Nada.

Ficaram em silêncio por alguns segundos.

- Olha, desculpe pela Agnes... ela fala assim com os outros... e comigo... e com os pais dela... – foi baixando a voz, aquilo era bem desanimador.

- Não tem problema... – Leo continuava imóvel, incomodado pelo assunto.

- É sério... desculpa por ela... – insistia.

- Tudo bem...

- Não tá tudo bem! – Mic, literalmente, subiu por cima de Leo, para olhá-lo no rosto. O moreno se surpreendeu, acabando por ficar sem reação.

Nessa hora, BEM nessa hora, Berta abriu a porta.

- Meninos, o café está pronto e... – pausa – Ok, desçam quando terminarem. – Saiu rindo.

Michelangelo ficou vermelho, roxo, magenta, azul e laranja antes de conseguir fazer alguma coisa, que, no caso, foi juntar os lábios aos do outro sem hesitar.

Foi somente por meio segundo, mas Mic sentiu um calor se espalhando por seu corpo, seu coração batia acelerado. Pensou que aquele gesto pudesse animar Leo, mas, ao contrário, Leo o empurrou, sem muita força, mas o bastante para interromper o beijo.

- Agora não, Mic. – estava sério, se sentou. – tem alguma roupa para emprestar?

O mais novo, espantado ainda, abriu o armário, pegando um jeans e uma camiseta, para depois se levantar e sair do quarto. Não queria olhar para Leo. Se encostou na parede ao lado da porta, mexendo nervosamente no cabelo. Havia estragado tudo, não sabia porque nem o que, mas sabia que havia estragado tudo.

Menos de 5 minutos depois, Leo saiu do quarto, murmurou um “tchau” seco e foi embora.

Mic desceu para tomar café. Enquanto brincava com a comida, sem fome, Berta, que lavava alguns pratos, comentou, olhando pela janela:

- Nossa, que chuva é essa?

Michelangelo, de cara, pensou em Leo, se levantou, pegou um guarda-chuva e saiu correndo atrás do moreno na chuva, sem nem ao menos ter posto sapatos.

Quando o viu, gritou por seu nome, mas acabou tropeçando e caindo no chão logo em seguida. Lágrimas encharcavam seu rosto com a ajuda da chuva. Manteve o rosto baixo até que viu os sapatos conhecidos de Leo perto de si e olhou para cima.

- Por que está chorando? – Leo perguntou seco.

- E-eu não estou chorando... – falou esfregando os olhos numa voz chorosa. Podia até estar chorando, mas não era por isso que Leo deveria saber. – É só a chuva.

— Tá. – virou-se e foi embora, sem ao menos olhar para trás, deixando Mic sozinho, sentado na rua, desabando em lágrimas. Cobriu o rosto com as mãos e deixou que elas rolassem por seu rosto.

Voltou para casa correndo e, assim que entrou, Berta o mandou para o banho, jogando Raffa no banheiro junto.

- Mas porque?! – Mic protestou, mesmo que com menos intensidade do que fazia normalmente. Berta não falou nada, apenas trancou a porta.

Não tinha vontade de ir contra, então começou a se despir. Quando olhou para o mais novo, ele já estava completamente nu, perguntando como ajustar a temperatura da água da banheira. O mais velho corou ao notar a completa nudez do outro, mas ignorou.

Estavam juntos na banheira. Raffa brincava com um patinho de borracha, até que percebeu que Mic chorava.

- Ei, o que foi? — o de olhos verdes se aproximou do outro, preocupado.

- N-nada...

- E depois reclama do Leo, você também enfiou na cabeça de não falar as coisas que te deixam mal. — Raffael pela primeira vez, parecia sério — Agora conta o que aconteceu.

- Você tava acordado? — Mic estava incrédulo.

— Sim. Agora conta o que aconteceu.

Michelangelo contou a história da noite anterior como se lembrava. Raffa ouviu atentamente do começo ao fim, quase que sem piscar.

- e agora ele me odeia... — o mais velho chorava. Se surpreendeu quando Raffa abraçou-o, corando.

- Mic, tenho que te contar uma coisa. — Raffa afastou o abraço, pondo uma mão no ombro de Mic, que esperava ansioso pelo que ele tinha para contar. — Você é GAY.

A cara de Mic foi a coisa mais estranha e engraçada. Suas expectativas de algo real e importante tinham se quebrado. Tinha vontade de bater em Raffa, mais do que já tinha tido em qualquer outra pessoa.

— EU NÃO SOU GAY! — Mic gritou, bravo.

- Se eu começar a dançar na sua frente agora, aposto que você se excita. — Raffa sorriu doce.

Michelangelo passou de corado a pimentão em segundos.

- Mas eu gosto da Agnes! — exclamou.

- A mal educada?

— É.

- De onde você conhece ela? — Raffael parecia curioso.

Mic contou.

Anos antes de conhecer Leo, uma inglesa entrou em sua sala. Naquela época, Mic era mais amigável e tinha tornado a menina sua amiga em pouco tempo. Acabou por gostar dela. Todos sabiam, incluindo Agnes. Mas ela agia como se não soubesse, ficando com vários garotos na frente dele, que sempre saia magoado. Mas um dia Agnes simplesmente avisou ao amigo que mudaria em uma semana para a Inglaterra de novo. Nisso Mic se declarou, tendo a remota esperança que isso a faria ficar e que ela retribuía seus sentimentos. “Eu já sabia. Mas eu não gosto de você, Mic.” foi o que ela respondeu, quebrando o coração do quase loiro. Mic chorou. Seu mundo desabara. Aquela garota tinha virado tudo para ele, e agora ela tinha transformado tudo em nada.

Mic havia passado por dois meses de depressão profunda depois do fora que levou, e isso tinha mudado sua personalidade amigável para aquele garoto irritadiço. E agora ele estava a caminho de se magoar de novo se envolvendo com a inglesa.

- Minha opinião? Ajeite as coisas com Leo e se afaste da Agnes. Ela não gosta de você assim. — Raffa estava sendo racional. Mic estranhou o comportamento dele.

- Por que você não fala tanto normalmente?

Raffael desviou o olhar para o chão, corando.

- Não consigo falar perto do Leo. Fico nervoso.

- Por quê? — Mic estava estranhando muito a reação do mais novo.

- Você ainda não tinha percebido que eu gosto do Leo? — sorriu triste.

- Então porque quer que eu fique com ele? — Mic exaltou-se.

- Porque é de você que ele gosta. É só ele estar feliz que eu fico também. — Raffa pareceu a pessoa mais linda do mundo naquele momento para Mic, que o abraçou.

— Como você é puro! — estava realmente emocionado, mas ao mesmo tempo sentiu que estava sendo egoísta. Como Leo podia gostar de alguém como ele, que estava sempre de mau-humor, sempre brigando e não gostar de alguém tão puro como Raffa, que queria que ele fosse feliz com qualquer pessoa? — Fique você com ele.

- Não estou te ajudando para ser legal. — Raffa ficou sério — É por ele.

- Exatamente por isso.

— Você não escolhe de quem ele gosta. Nem eu.

- Ele não gosta de mim!

— É claro que gosta. — o de olhos verdes suspirou — Você é a única pessoa de quem ele gosta, é o único que discute com ele.

- Como ele pode gostar de alguém que discute com ele?

— Pergunte isso a ele. — Raffa sorriu doce — Antes trate de fazer as pazes com ele. Ele vai ficar de mau humor se ficar tanto tempo sem te beijar. — brincou, rindo.

- Mas ele te beijou também! — o mais velho exclamou.

— Se ele já tivesse me beijado, eu não largaria ele, mesmo se ele implorasse. — Raffael mantinha um olhar desafiador, ainda que não tivesse a intenção.

Terminaram o banho e ficaram vinte minutos chamando por Berta, que tinha ido dormir, para que a mulher abrisse a porta.

Raffa agradeceu pela estadia e antes de ir embora roubou um selinho do mais velho.

- Isso é o mais perto que eu consigo chegar de um beijo do Leo. — Raffa piscou um olho e foi embora.

Mic ficou na porta de sua casa por alguns minutos, estático. Tinha dó de Raffael. Alguém tão puro merecia tudo que queria e um pouco mais.

O garoto chacoalhou a cabeça e foi em busca de Leo.

Notas finais
continua em 20 dias

então, gente, desculpem mesmo por só postar esse horário >___> já era pra ter postado faz tempo (quando eu voltei da escola) mas segunda feira é o pior dia da vida -ss
btw, obrigada por acompanharem e aguentarem a gente ♥

ah! gostaram da noticia do Raffa pro Mic? -q
é a partir daí que ele aparece mais -ssss
mas enfim -q
beijoks, não esqueçam de seguir no twitter (@Strani_Amori) e de olhar o site de vez em quando por novidades (http://straniamori.tk)