Strangers
2 Os Estranhos
Notas iniciais
— Bem… — faz uma pausa. — Nós vamos roubá-lo. — diz. — Tenho uns amigos que irão nos ajudar nessa. Vamos. — ele diz e seguimos até uma casa amarela.
Adentrando a casa, noto que a sala é pequena com apenas um sofá e uma poltrona, uma mesinha e uma penca de livros em cima. A parede é tão colorida que chega a arder meus olhos e contém alguns quadros de paisagens. Noto um homem de cabelos vermelhos, laranja, não posso distinguir. Ele vem em nossa direção com uma garrafa que torço ser de rum e a coloca sobre um espaço que sobrava naquela mesa de livros. Seus enormes olhos verdes me assusta, ainda mais quando ele abre um sorriso.
— Olá, queridos amigos. — diz ele com uma voz estranha, como se sua língua estivesse presa. — Gostariam de um chá? — pergunta.
— Não Tarrant, este é o Jack Sparrow — diz o homem pálido.
— Capitão — digo o olhando. — Deixe que me apresento. Já deve ter ouvido falar de mim, o incrível, o magnifico e terrível Capitão Jack Sparrow. — digo com um sorriso.
— Não — diz secamente. — Eu sou Tarrant Cartola, sou um chapeleiro. Poderia fazer um chapéu para você, se quiser. — ele se aproxima medindo a minha cabeça, o que me deixa muito desconfortável.
— Tarrant, ele irá nos ajudar a roubar o navio. — o homem pálido se aproxima. — Onde está aquele índio imbecil? — pergunta.
— Quando eu acordei ele não estava aqui. — o homem enfim termina suas medidas, indo até uma máquina que se encontrava em um outro cômodo.
— Índio? — pergunto confuso.
— Sim. — ele diz se sentando no sofá.
— Essa é a sua equipe? — digo tentando conter o riso. Vejo que ele não entende muito bem o que quero dizer. — Bem, um homem pálido, um chapeleiro que é bem louco e um índio? — finalizo.
— . E um pirata. — ele completa.
— O que te faz pensar que eu vou ajudar vocês nessa? — me encosto na parede. — Eu posso não ter uma tripulação agora, mas vocês estão longe de ser uma guarnição ao nível do Capitão Jack Sparrow.
— Tudo bem. — ele diz e eu fico sem entender.
— O que? — pergunto.
— Se não quer participar, tudo bem. — ele continua. — Talvez um outro pirata mais digno esteja afim de ir em busca do anel.
— Anel ? — pergunto curioso.
— Sim, o anel que te dá poder sobre o mar. — ele se levanta. — Tudo bem, pode ir embora. — aponta para a porta.
— Me fale mais sobre esse anel. — digo ainda mais curioso.
— Por que eu iria te dizer algo? — me olha.
— Talvez eu possa ajudar vocês. — digo me aproximando.
— O anel de poseidon. Poseidon, era o grande rei dos mares, um homem muito forte, com barbas e sempre representado com seu anel na mão.
— Vamos para a parte que importa. — digo angustiado. — Onde encontramos o anel e como usar?
— O índio tem um livro que irá nos levar até o anel. — olha pela janela. — Aquele que estiver sobre o domínio do anel, terá o poder de comandar os mares eternamente.
— Imortalidade? — digo.
— Sim, já imaginou, Capitão Jack Sparrow, o imortal.
— Onde está esse índio maldito? — digo angustiado em começar essa nova aventura.
— Pronto. — diz Tarrant voltando com um chapéu. — Agora você é um capitão de verdade. — ele põe o chapéu sobre minha cabeça.
— Digno de um capitão. — diz o homem pálido.
— Não é preciso um chapéu para ser um capitão de verdade. — me olho no espelho — Mas para um maluco, você é realmente bom. — sorrio de lado.
— Mim cheguei. — adentra a casa um homem com um bicho sobre sua cabeça, o que me faz dá um pequeno pulo.
— Não se preocupe. — diz Tarrant. — Este é o tonto.
— Finalmente. — diz Barnabas. — Onde você estava?
— Navio. — o estranho diz.
— Este é o tal índio que tem o tal livro que poderá me levar a imortalidade? — digo já imaginando tal ato.
— Tonto. — o homem com o bicho morto se aproxima de mim. — Livro. — o mesmo pega o livro de sua bolsa, mostrando-o para mim. Aproximo minha mão do mesmo, mas sou interrompido pelo Sr° Collins.
— Não ainda. — ele diz, pegando o livro da mão do outro homem.
— Tudo bem. Onde está esse tal navio?
— Nós vamos te levar a ele. — finaliza Barnabas.
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