Stranger Tales from Stranger Things
22 Dream Chasers
‘Um vento rasteiro sacudia os arbustos mais baixos e levantava uma poeira que fazia o nariz arder. O clima estava seco. Não chovia há muito tempo. O sol estava alto, brilhando forte e nenhuma nuvem se atrevia a se formar no céu. Claramente não choveria tão cedo.
Três bravos aventureiros se esgueiravam pela beira do enorme desfiladeiro. O caminho era estreito. Uma pisada em falso poderia significar perder a própria vida. Ao final do penhasco, muitos metros abaixo, uma floresta densa e escura se formava. Um grito, vez ou outra, era ouvido. Não dava para ter certeza de onde vinha e nem o que gritava.
Já não sabiam muito bem há quantos dias tinham encontrado a última estalagem para passar a noite. Viajantes eram cada vez menos comuns ao longo do caminho. Com o último que encontraram, puderam negociar um pedaço de queijo e alguns pães velhos.’
— Lucas, sua ação. — Mike pediu, rapidamente.
Os cinco se encontravam no porão dos Wheeler. Mike ligara para os amigos naquela manhã pedindo que todos fossem para a casa dele logo após o almoço para que começassem logo o jogo de uma vez. Dissera que, após conversar com Eleven no dia anterior, havia desistido de esperar por ela para essa campanha e que faria uma próxima quando Hopper a deixasse sair de casa, ou eles iriam perder todos os dias daquele final de ano em função da boa vontade do Delegado.
Karen havia acabado de fazer um bolo de chocolate e os garotos, juntamente de Max, se serviram pouco antes de descerem para o início daquela aventura. Estavam empolgados. A troca de olhares em excitação por novamente jogarem uma campanha era constante.
A mesa havia ficado pequena agora que o número de jogadores crescera. Will, Dustin e Lucas espalharam seus livros e dados ao redor do mapa que Mike tinha refeito. Aliás, Mike tinha caprichado naquela campanha. Queria que fosse especial. Max, que estava sentada ao lado de Lucas, apoiava no joelho o caderno que trouxera com suas anotações e sua ficha. Mesmo que Lucas tivesse explicado a ela como o jogo funcionava, estava tendo que aprender a jogar na hora do jogo. E estava gostando da atmosfera.
— Eu vou tentar entender que gritos são esses, de onde eles vem e do que eles são...
— Faça algo esperto, isso não ajuda em muita coisa. Tente saber o que tem a frente no caminho... — Dustin interveio.
— Me desculpe, — Lucas o olhou com reprovação — achei que o Mike tinha perguntando qual seria a minha ação.
Will riu. Max prestava atenção, curiosa. O supercomm chiou. Mike olhou para o aparelho que estava ao seu lado na mesa e para o rádio que estava logo atrás de si. De maneira sutil, pegou o supercomm e colocou do lado de dentro do escudo do mestre. Até pensara e colocá-lo junto com o rádio, mas achou melhor deixar o aparelho o mais próximo possível.
— Bem, jogue o dado então. — Mike disse, voltando a olhar para os amigos pondo fim naquilo.
Lucas jogou o dado. Tirou 13.
‘Cedric, o ranger, se aproxima da beirada do abismo com cuidado ao ouvir mais uma vez o grito. Definitivamente, vinha daquela floresta.’
— Dustin, sua aç~...
— Tentarei enxergar o que temos à frente. — Dustin já emendou, nem dando tempo a Mike. Jogou o dado. Tirou 20.
‘À sua frente, uma construção monumental surgia. Ainda estava há muitos quilômetros de distância, porém Adrien, o bardo, já conseguia notar o quão imponente era. Vejam, logo mais está o Forte! Adrien disse, apontando para frente.’
Dustin vibrou. Lucas rolou os olhos. Max riu.
— Will, Lucas, façam um teste para ver se vocês enxergaram o Forte.
Lucas tirou 5. Will, 9.
‘Ambos os aventureiros olharam na direção a qual Adrien apontava, porém nada avistaram.’
— Will, sua ação.
— Quero descobrir se há mais alguém conosco. — E olhou para Max que arregalou os olhos, animada. Ela ainda não havia sido inserida na história.
Jogou o dado. Tirou 15.
‘Eliott olhou em volta, levou a mão aos olhos para proteger do sol. Vocês ouviram alguma coisa? Estou com a impressão de que estamos sendo seguidos desde àquela última colina que descemos...’
Lucas e Dustin rolaram os dados. Nenhum deles conseguiu um resultado bom o suficiente para perceber qualquer coisa que fosse.
‘Sem notar nada de diferente, os três aventureiros seguiam seu caminho até o Forte. Aquela caminhada seria longa, porém necessária. Poderiam contar com abrigo depois de tanto tempo na estrada.
Num arbusto numa parte onde o caminho se alargava o suficiente para os três aventureiros caminharem lado a lado, algo se mexeu com sutileza. Porém eles nada estranharam.’
Mike pediu para os garotos rolarem um dado. Will tirou o menor resultado.
‘Eliott sentiu fome. Sugeriu que parassem à sobra do arbusto para comerem alguma coisa antes de seguirem viagem. Meio caminho já havia sido percorrido. Os aventureiros concordaram se sentando e dividindo o pouco de comida que vinham trazendo consigo.’
— Max, — Mike disse, calmamente, olhando para a garota por cima do escudo do mestre — Você se encontra atrás desse arbusto. Está bem escondida e ninguém consegue te ver. Esse é o momento em que você jogará o dado para determinar sua ação. Ok?
— Ok... — Max o olhava atentamente.
— No entanto, você estava escondida aí porque se machucou e não conseguiria chegar ao Forte sozinha. Jogue um dado para sabermos quão machucada você estará.
Max jogou o dado. Tirou 10.
Dustin passou a mão pela testa, erguendo levemente o boné com uma expressão estranha no rosto. Lucas balançou a cabeça negativamente. Will olhou para Max com apreensão. Max olhou de um para o outro sem saber o que dizer, mas havia percebido que aquilo não seria bom.
— Você está com o pé esquerdo torcido, não consegue caminhar mais do que cinco passos sem precisar de ajuda. — Mike disse. — Você poderá tentar surpreendê-los, por exemplo, o que talvez não fosse uma boa ideia por conta do pé. Ou pode se aproximar amigavelmente. Você quem decidirá a abordagem, certo?
Ela concordou com a cabeça.
— Eu estou com fome? — Ela estreitou os olhos perguntando para Mike, que concordou. — Vou tentar me aproximar e pedir um pedaço da comida — Ela disse — amigavelmente! — completou.
Rolou o dado. Tirou 18.
‘Os guerreiros comiam um pedaço de carne salgada e o que sobrara de um pão. Aquela também era a última reserva de água que possuíam. Ouviram um barulho alto atrás do arbusto e se sobressaltaram.’
Os garotos jogaram o dado. Lucas foi o que melhor se saiu.
‘Cedric rapidamente se pôs de pé com a mão na adaga. Os outros dois não tiveram a mesma destreza. Há alguns passos de distância, uma figura surgiu por entre as folhas do arbusto.’
— O que você gostaria de dizer a eles? — Mike perguntou.
— Bem... — Max pensou um segundo.
‘Se importam se me juntar a vocês? Estou com fome...’
‘Quem é você?’ Cedric perguntou.
‘Sou Loreen, de Talim. Preciso chegar ao Forte para conseguir ajuda.’
Mike sorriu. Max havia pegado o espírito da coisa rapidamente.
‘Eliott e Adrien se puseram de pé e observaram Loreen por um segundo.’
‘Como você se machucou?’ Dessa vez foi Eliott quem perguntou.
Max olhou para Mike que acenou a cabeça afirmativamente.
‘Escorreguei em algum lugar ali atrás, onde o caminho é estreito. Não consegui seguir muito tempo depois e resolvi descansar aqui.’
‘Os aventureiros se entreolharam. Aceitariam a companhia daquela desconhecida?’
‘Quem é você... exatamente?’ Adrien perguntou. ‘Por que estava indo para o Forte?’
‘Pelo mesmo motivo que vocês...’ Loreen respondeu.
Lucas riu. Will também. Dustin permaneceu desconfiado.
‘Loreen tentava caminhar e se aproximar dos aventureiros, com dificuldade.’
— Max, jogue um dado.
13.
‘Dois passos depois e ela caiu sobre um joelho. Sentia muita dor.’
— Suas ações. — Mike pediu.
Lucas se prontificou a ajudá-la a ficar de pé.
17.
‘Cedric se aproximou de Loreen a ajudando a ficar de pé.’
‘Obrigada.’ Ela agradeceu.
‘Tudo bem.’
Dustin queria fazer um teste para descobrir o que a garota era. Tirou 8.
‘Adrien permaneceu no mesmo local, olhando para a cena. Parecia estar pensando em alguma canção que iria compor, ou algo que exigisse dele uma concentração muito grande.
Will se propôs a olhar os ferimentos de Max e oferecer comida. Tirou 15.
‘Eliott se aproximou com cautela da garota à sua frente, pedindo para olhar como estavam os ferimentos.
‘Se importa?’ Eliott se aproximou do tornozelo da garota.
‘Está doendo muito...’ Ela repetiu.
‘Eu imagino...’ Eliott disse, se erguendo e pegando o último pedaço de queijo que ainda tinha em sua bolsa. Estendeu-o à Loreen que aceitou de bom grado.
‘Obrigada, nobre...?’
‘Eliott.’ Ele completou. ‘Esses são Cedric e Adrien.’
— Vocês vão a deixar seguir com vocês? — Dessa vez foi Mike quem perguntou.
Os amigos se entreolharam.
— Por mim, claro! — Lucas logo disse.
— Por mim, também. — Will emendou.
— Sim. — Dustin completou. — E realmente acho que escreverei uma música sobre isso!
Os garotos riram.
‘A caminhada até o Forte foi lenta e cansativa. Cedric e Adrien se revezavam em ajudar Loreen. Eliott ia logo atrás.’
— Joguem um dado para observação. — Mike pediu novamente.
Em ordem de resultados, que foram bem próximos, todos conseguiram enxergar detalhes do Forte.
‘Uma parede de pedra se erguia à esquerda, fazendo com o que o caminho voltasse a se estreitar. Uma fenda logo à frente começava a revelar o que seria o portão principal do Forte. A estrutura é imensa. Duas torres de cerca de 30 metros se erguem lado a lado, tendo um enorme portão do mais duro granito no meio. Soldados nos topos das torres logo demonstram ter notado a presença de vocês.’
— Vocês precisam rolar um dado pra eu saber a ordem da fila e, Max, você precisa fazer um teste para tentar passar pelo caminho estreito até o Forte sozinha.
Lucas mordeu o lábio inferior. Sabia o que uma falha significaria.
A fila ficou com Will seguindo na frente, tendo Dustin em seguida, Max e, por fim, Lucas. Max jogou o dado. Havia tirado 15.
‘Os aventureiros seguiam pelo caminho. Loreen, com dificuldade ia conseguindo caminhar os poucos metros que faltavam...’
— Quero fazer um teste para ficar de prontidão caso ela escorregue. — Lucas logo interpôs. — Estou logo atrás dela, posso fazer isso.
Mike assentiu. Lucas rolou o dado. Tirou 8.
Will xingou baixinho, ao contrário de Dustin. Max olhou para Lucas com os olhos arregalados. Mike ergueu as sobrancelhas.
‘Cedric, que vinha caminhando na retaguarda, perdeu o equilíbrio ao tentar amparar Loreen...’
— Vou tentar ajudá-lo! — Max exclamou. — Quanto preciso tirar para segurá-lo? — Ela pegou o dado, olhando para Mike com determinação.
— Não é assim que func... — Dustin ia dizendo.
— 20. — Mike disse. — Se tirar 20 você consegue segurá-lo apesar de estar debilitada. Qualquer coisa menor que isso faz com que os dois se desequilibrem e possivelmente caiam.
Max jogou o dado. Todos prenderam a respiração. O dado quicou por cima do mapa, batendo no livro do jogador de Will e caindo logo ao lado do escudo do mestre. Mike olhou o resultado. Sorriu de lado. Era impossível saber o que aquele sorriso dizia.
‘Num ato não pensado, com destreza impressionante, Loreen ergueu seu braço direito e segurou Cedric contra a parede que se erguia. Apesar de se desequilibrar também, a garota conseguiu manter ambos afastados da queda.’
Mike moveu o escudo do mestre um pouco para o lado, sem ousar tocar no dado, para que todos vissem o 20 que a garota havia tirado. Max comemorou, segurando forte o braço de Lucas. Dustin e Will se olharam e fizeram um sinal de aprovação meneando a cabeça. O supercomm voltou a chiar baixinho.
‘Ao se aproximarem da entrada do Forte, um guarda em vestes azuis, revestido em armadura, brada do alto do portão pedindo que se identifiquem...’
Mike se levantou, tomou a postura de um homem em posição de guarda e falou com uma voz que não parecia dele.
'Aos quatro vagantes que aqui chegam, em nome de quem vem ao Forte?’
‘Em nome do Rei Tristan, de Talim.’ Eliott respondeu em alta voz.
‘Um silêncio se fez por alguns instantes. Rostos curiosos começaram a surgir em pontos ao longo do portão.’
‘Se identifiquem, aventureiros!’ O guarda continuou.
‘Eliott, de Talim’ Eliott respondeu outra vez. ‘Presto serviços clericais ao Rei Tristan.’
‘Adrien, da Ilha de Lyees’ Adrien se aproximou um pouco mais do portão. ‘Sou conhecido por minhas canções e pelo serviço que presto ao Rei Tristan.’
‘Loreen, de Talim’ Loreen se aproximou, com um pouco de dificuldade ‘Essa é minha primeira oportunidade de oferecer meus serviços ao Rei Tristan.’
‘Cedric, da Província de Sahusti.’ O aventureiro respondeu, se aproximando de Loreen e a ajudando a ficar de pé. ‘Devo meus serviços ao Rei Tristan após ele ter salvo minha vida em batalha. Precisamos de abrigo, comida e cuidados para nossa companheira que está ferida.’
Mike voltou a se sentar. Todos, involuntariamente, se ajeitaram em seus lugares.
‘O guarda que fizera as interrogações sumira por instantes. Os rostos curiosos continuavam a surgir aqui e ali atrás das fendas por onde, em qualquer batalha, os soldados do Forte poderiam facilmente lançar bestas, flechas, lanças e o que mais fosse necessário para proteção.’
— Ele vai deixar a gente entrar? — Will questionou impaciente.
— Posso cantar para eles caso isso ajude em algo! — Dustin brincou.
— A gente pode tentar forçar a entrada? — Max perguntou.
— De jeito nenhum! — Lucas respondeu — Num lugar como esse qualquer ideia dessas seria burrice. Eles estão fortemente preparados contra esse tipo de coisa.
Mike deixou que eles conversassem um pouco entre si. Ajeitou seu material por detrás do escudo e pegou o supercomm, colocando o mais próximo possível deles, mas ainda assim preferindo deixá-lo atrás do escudo.
‘Apesar de o portão estar bem à frente, um barulho ao longe foi ouvido. Eram como correntes que iam sendo soltas lentamente.’
— Eles vão nos deixar entrar?! — Max estava empolgada.
‘O portão do Forte aos poucos foi se abrindo e revelando a ponte levadiça que baixava lentamente, originando o barulho ouvido que aparentava ser muito além dali.’
— O que vocês vão fazer? — Mike perguntou. — O portão está aberto e a ponte levadiça baixada.
— O que tem à nossa frente, dentro do Forte? — Will perguntou.
— Só entrando pra saber. — Mike respondeu.
Dustin olhou desconfiado.
— Ainda estamos em fila na formação na qual chegamos?
— De certa forma, sim. — Mike olhou para o mapa e depois para eles.
— Bem, então acho que devemos entrar! — Lucas afirmou.
Todos concordaram.
— Joguem um dado para percepção.
Mike olhou os resultados e reorganizou rapidamente a narrativa.
‘Ao passar pelo portão de entrada, uma passagem com cerca de dez metros de altura por dez de largura, Loreen nota que o teto acima é cheio de murder holes. Isso a dá calafrios. Ela tem a impressão de estar sendo vigiada, seguida de perto, mas não sabe dizer se a impressão está sendo causada pelo que viu ou se realmente tem alguém a seguindo. Os outros três passam pela entrada principal sem notar nada disso.
No pátio de entrada, um lugar estreito e pavimentado, um escriturário aguarda ao lado do Cabo da Patrulha para anotar o nome de cada pessoa que entra ou sai do Forte. O Cabo é um sujeito com quase nenhum carisma e mal humorado... mas que tem uma queda por garotas bonitas.’
Max rolou os olhos. Os garotos riram.
‘O escriturário, por sua vez, é um senhor de idade, com barba por fazer, mas muito bem penteada. Ele olha um por um.’
Mike se levantou e, em outra de suas vozes, imitou um senhor.
‘Aventureiros, indentificai-vos!’ Pediu o escriturário.
‘Eliott, de Talim.’
‘Adrien, de Lyees.’
‘Loreen, de Talim.’
‘Cedric, de Sahusti.’
O supercomm chiou. Mike se sentou, pegando o aparelho e o colocando no meio da mesa.
‘Celestia, de Talim.’
Todos na mesa se sobressaltaram, olhando uns para os outros. Mike sorriu, animado.
— Essa é a... — Lucas e Dustin perguntaram juntos, com a frase morrendo antes do fim.
A voz continuou.
‘Venho em nome do Rei Tristan. Ele me enviou para auxiliar os aventureiros nos perigos dessa nova missão.’
Mike se virou e pegou o rádio que estava logo atrás de si, colocando-o por sobre o mapa, em cima da mesa, ao lado do supercomm. Só então todos conseguiram ver que o aparelho estava ligado o tempo todo, mas tão baixinho que era praticamente impossível notar.
— Puta merda! — Dustin disse, extasiado, apontado do supercomm para o rádio e entendendo o que estava acontecendo. Então eles finalmente teriam um mago?
Os garotos olhavam uns para os outros sem acreditar. Mike havia dado um jeito afinal. Eleven estava jogando com eles, mesmo que não com eles.
— Então eu realmente estava sendo seguida agora pouco? Era... Celestia? — Ela perguntou a Mike que concordou com a cabeça. A garota cobriu a boca, sem acreditar. Aquilo era assombroso! Olhou de Mike para os aparelhos em cima da mesa e deles para Lucas, que devolveu o olhar espantado e entusiasmado também.
Will balançava a cabeça de forma positiva, confiante. Sabia que Mike e El dariam um jeito. Se sentia estranhamente orgulhoso por aquilo ter dado certo, mesmo não tendo feito parte da construção daquela ideia. Ele se sentia orgulhoso pois finalmente aquela imagem que desenhara e que Mike usara de base para montar a aventura parecia realmente estar completa agora.
— E então, agora é pra valer! — Mike dizia tentando diminuir o sorriso no rosto, mas sem muito sucesso — O grupo está quase completo. Vocês só precisam procurar por Alexander, do Forte. — Os garotos se entreolharam mais uma vez. Já sabiam que Alexander era o personagem de apoio de Mike. Todos eles sorriam que nem bobos, era muito surreal aquilo estar acontecendo. Eles meio que esqueceram como continuar o jogando por um momento.
Mike voltou a assumir a postura de Dungeon Master.
— Mas antes, vocês precisam decidir uma coisa.
Eles voltaram a prestar atenção no garoto. O supercomm fez um barulho e agora todos eles sabiam que era Eleven se manifestando, mesmo que baixinho.
— Vocês precisam decidir se deixarão Celestia seguir com vocês ou não. — Ele disse, sorrindo de lado ao que os garotos rolaram os olhos e deram risada.
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