Stranger Feelings

4 Um filho de Poseidon pedindo desculpas?


Notas iniciais
Hey pessoal, aqui está o próximo capitulo. Espero que que gostem.

POV´S ANNABETH

O fato de Percy ser um idiota eu já sabia, e até aturava, agora tomar meu tempo... havia limites.

— Você quer... por favor, me deixar passar? – Finalmente suspiro irritada, tampando o rosto com as mãos.

Percy insistia em se manter em meu caminho, tampava a entrada da torre de astronomia, tudo o que eu queria era ler um bom livro perto da lareira...

— Primeiro, diga que me perdoa.

Ele devia ter roubado vinhos da adega do senhor D, afinal, já cumprimos punição naquele inferno, ele sabe o caminho a partir das masmorras.

Percy nunca se arrependia do meu sofrimento e agora estava pedindo desculpas? Pelos deuses, só podia ser possessão.

— Perdoa-lo por não ter cérebro e ser tão estúpido? Isso não é questão de perdão e sim de mudança. – Digo ácida e tento passar, mas o Jackson não desiste.

Seus olhos verdes parecem realmente arrependidos enquanto seu cabelo bagunçado mostra o quanto uma pessoa pode ser desleixada, a gravata vermelha e amarela estava torta. Percy até que seria bonitinho se não fosse um desastre.

— É sério Chase, me senti realmente mal por tê-la feito chorar...

— Chorar? – Explodo indignada, estava certo que fiquei envergonhada e uma lagrimazinha quis sair, mas eu nunca choraria pelo Jackson, NUNCA! – Eu nunca choraria por você seu filho de trasgo.

— Não foi o que eu vi. – Ele estreita os olhos de desconfiança, focado na cor azul do meu cachecol.

Certo, essa síndrome azulesca precisa ser estudada. Talvez fosse uma doença crônica, não importa, o médico daqui é o Will.

— Quer que eu o perdoe? Então pare de ocupar meu tempo!

Ele franze o cenho, mas reprime os lábios. Patético dos pés a cabeça.

— Olhe. – Começo nervosamente, foco em meus sapatos, mas sinto seu olhar em mim. – Aquilo que você disse sobre eu e Luke....

Há um certo brilho em seus olhos, uma curiosidade ciscando.

— ...me envergonhou bastante tá? Mas não foi a primeira e nem última vez que me fez passar vergonha. Então... Sai do meu caminho!

Ele parece desistir, pois sai do meu caminho e faz um gesto para mim passar. O quadro da senhorita Hunt me encara com expectativa. Ouço os passos dele se afastando.

— É, só que... depois que você não revidou eu estranhei. Er... boa sorte amanhã.

Não tenho tempo de responder, Percy já estava descendo as escadas que mudavam para o segundo corredor.

— O que tem quatro pés de manhã, dois a tarde e um a noite?

— O homem. – Respondo distraidamente, ela sorri satisfeita e abre o quadro.

Entro na sala comunal marchando. Reyna parece estar mais animada agora.

— Annie, você não vai acreditar no que Charles fez!

Não olho em direção a eles, continua encarando meus próprios pés. Ou Percy estava bêbado, ou enfeitiçado, ou talvez era para ser uma pegadinha que deu errado.

Avalio as possibilidades, minha mente trabalha. Talvez foi um feitiço de Rachel! Não, ela está com a varinha confiscada. Não pode ter entrado na adega do senhor D, é trancada a sete chaves. Uma pegadinha? Não faz sentido.

— Está tudo bem com você? – Ouço a voz desconfiada de Malcoln.

— Parece que viu o diabo em pessoa, Hades veio visitar o Nico?

Me jogo em uma das poltronas e abro meu livro.

— Não, é só que... Jackson estava estranho.

— O que ele fez? – Piper pergunta curiosa.

— Foi legal comigo. – Dou de ombros.

Recebo os olhares céticos de todos na sala. Até mesmo Charles.

— Annabeth, se você desconfiasse menos das pessoas...

— Ei! – Protesto indignada, fechando o livro com força. – Eu sou da Corvinal... assim como vocês!

— Ninguém aqui é tão desconfiado como você. – Ouço a voz de Will.

Ficamos em silencio por alguns segundos, até Reyna bater palmas e bancar a mandona.

— Certo, chega de amolação, nossos campeões precisam ir para cama descansar, amanhã será o primeiro desafio.

— E é justamente por isso que preciso estudar mais! – Protesto.

— Não acho que amanhã vamos enfrentar um quiz de perguntas, Annie. – Piper diz com certa cautela.

— Pode acontecer sim, há mais ou menos duzentos...

— Chega. – Reyna diz como uma mãe irritada, afinal, era uma das monitoras junto comigo. – Todos para cama.

Reviro os olhos, eu estava sem sono e Percy me deixou mais alerta ainda. Será que foi um esquema para me distrair amanhã? Conhecendo ele... Argh!

— A sorte com certeza não está a meu favor.

POV´S PERCY

Assim que entrei no sala comunal estava tendo uma farra, todos estavam apostando quem ganharia o torneio, aparentemente, recebi o maior número de votos, o que deixou Leo e Jason chateados.

— Anime-se Jackson. – Thalia me oferece um aperitivo, com certeza conseguiu com os gêmeos Stoll da Sonserina. – A diversão começa amanhã.

Mas eu não estava animado, fiquei realmente mal por ter feito Annabeth chorar, mesmo que ela não admita. Embora fosse uma sabichona irritante, minha mãe me ensinou a não machucar os sentimentos de uma moça.

— Olhe pelo lado bom, é provável que você descole uma gatinha com todos esses puxa-sacos. – Leo comenta enquanto faz um aviãozinho de papel pegar fogo, não precisava de uma varinha para isso.

— Ah por favor, o torneio não vai ajudar nisso. – Miranda Gardner nos olha cética. – Percy já tem uma fila de garotas, ele só não aproveita porque não quer.

— Tenho várias irmãs interessadas em você, Percy. – Silena me lança uma piscadela.

— Filhas de Afrodite, cara! – Leo joga as mãos para o alto como se acabasse de ganhar no fliperama. – Cai dentro!

— Não estou interessado. – Dou de ombros enquanto como um cheetos. – Já deu minha cota com as garotas.

— Nem todas são iguais a Rachel. – Jason me avisa como se eu fosse um idiota.

Me desligo do mundo, certo, as vezes Annabeth tinha razão, eu passava dos limites da idiotice. Admito. Mas foi a primeira vez que baixei a guarda dela e aquilo... me surpreendeu muito.

— Certo, Percy, é só dizer qual casa. – Thalia me olha divertida. – Posso descolar qualquer uma: Lufa-lufa? Corvinal? Sonserina?

— Não faz essa cara, eu sei que você gosta de meninas malvadas. – Leo ri. – Que tal uma da Sonserina? Drew é bem bonita.

— Não. – Digo de prontidão.

— Lufa-lufa? – Jason sugere agora mergulhando a cara nas jujubas. – A Calipso dá para o gasto.

Penso em todos os chiliques da garota enquanto eu namorava Rachel. Acabo fazendo uma careta, eu prefiro um trasgo sem dentes.

— Nunca.

— Alguém da Corvinal? – Miranda sorri extasiada. – Só precisa de alguém que coloque ele na linha direitinho.

— Como a Annabeth? – Leo cai na gargalhada até cair da poltrona, reviro os olhos, já estava cansado das brincadeirinhas Annabeth/ Percy.

Thalia fica pensativa, Silena está segurando o riso.

— É provável que se estrangulem ao invés de se beijarem.

— Reyna!

— Não! – Leo protesta ligeiramente chateado, ela é o próximo alvo dele, por isso, era intocável.

— Assim fica difícil, Percy. – Thalia lamenta.

— Eu não estou a fim de ninguém, tá legal?

Noto os olhares incrédulos que me lançam, eu tinha dado uma de chato... nem parece eu. Cruzes, parece até que peguei a maldição da Annabeth. Que Poseidon não permita.

— Estou cansado, é melhor dormir.

Subo para o dormitório com os olhares colados em mim. Eu era o Percy, o divertido, o astro, o líder... Não sei o que deu em mim, acho eu é nervosismo, estava sentindo a pressão no Torneio. Muitos acreditavam em mim.

Despenco sobre minha cama, o sono chega instantaneamente, Hipnos estava a meu favor. Mas acabo sonhando com água, cachecóis azuis e olhares furiosos.

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Ninguém entendia o que estava acontecendo. Parece que a primeira prova seria no campo de quadribol. Estava tudo diferente, a arquibancada continuava a mesma, mas o campus... estava cheio de obstáculos e paredes. Um labirinto.

Mas algo que ninguém entendia era as cores. Todos os competidores estavam com cores diferentes. Eu estava com um uniforme laranja, assim como Frank Zhang, Nico di Angelo e Annabeth.

Já estávamos reunidos perto do campo, Effie Trinket estava no palanque, pronta para comunicar as regras do jogo. Olho ao redor para os outros competidores, havia mais duas cores, roxo e branca. Jason estava com uniforme roxo e Leo branco.

— Bem- vindos meus queridos tributos. – Troco olhares com a pessoa mais perto de mim, Hazel, ela se encolhe com as palavras de Effie. – O primeiro teste será em grupo.

Agora as cores fazem sentido.

— Cada cor representa um grupo, vocês terão que atravessar o labirinto juntos. – Ela dá ênfase em juntos. – Pegar a esfera que representa seu grupo e voltarem para a linha de chegada.

Todos esperamos ela continuar, não podia ser tão fácil assim.

— Lembrando que... os caminhos estão em constante movimento, as passagens sempre mudam. – Ela pigarreia nervosamente. – O último grupo a chegar será eliminado.

É claro, cada grupo tinha um representante das quatro casas, a cada desafio era uma eliminação de quatro pessoas. Somente nove restariam depois desse.

Olho para meu grupo, Annabeth faz uma cara de desgosto quando me vê, ela representando a Corvinal, Frank a Lufa-lufa, Nico a Sonserina e eu a Grifinória.

Olho para os outros grupos, todos os integrantes estavam se estranhando.

O grupo branco era composto por Luke, Leo, Rachel e Piper.

O Grupo roxo era composto por Clarisse, Jason, Hazel e Will.

— Algum plano, sabidinha? – Pergunto, tanto os olhares de Frank quanto Nico se voltam para ela.

— Estou trabalhando nisso. – Ela encara a entrada do labirinto, que ainda está fechada.

— Escolham suas armas! – Effie Trinket diz empolgada, nos voltamos para o arsenal as nossas costas.

Imediatamente, escolho uma espada comprida, Nico faz o mesmo. Frank pega um arco e flecha, ele era tão bom quanto um filho de Apolo, e Annabeth...

— Uma caneta? – Pergunto incrédulo, ela me olha como se eu fosse um drakon que acaba de surgir em sua frente. – Pretende escrever um livro lá dentro?

— Ela filha de Atena, Percy. – Frank diz isso quase respeitamente a ela.

— Obrigada Frank. – Ela dirige um sorriso meigo a ele. – Parece que filhos de Poseidon são mais lerdos que lesmas, é para marcar o caminho idiota!

Me sinto ofendido, mas considerando o que fiz com ela dois dias atrás...

— E como vai se defender? Deve ter armadilhas lá.

— Somos uma equipe, não? Vocês podem me proteger, vocês a arma, eu o cérebro.

Simples assim, agora somos a guarda de Annabeth, Frank encara isso de maneira natural enquanto Nico apenas dá de ombros.

Nos posicionamos na linha marcada em vermelha perto das portas do labirinto.

— Não vamos chegar por último. – Frank diz isso com convicção. – Que Marte nos abençoe.

— Que todos os deus nos abençoe. – Corrijo e olho para o grupo branco, forte e confiante, Luke parecia o mais disposto, então olho pra o roxo, Clarisse berrando ordens. – Vamos precisar.

— Todos prontos? – A voz melosa de Effie soa em nossos ouvidos, a multidão está agitada nas arquibancadas, o símbolo das casas está espalhado por todos os lados enquanto nossos nomes são ecoam por todo lugar. – Ótimo, ótimo.

Um cronômetro mágico surge acima do labirinto. Grande e rosa, obra da Effie com certeza. Os números começam a cair, uma explosão de gliter acontece quando eles mudam.

6...

5...

4....

3...

2...

1...

Então o gongo soa.

Notas finais
Gostaram? Ou não? Não deixem de comentar povo, estou esperando a opinião de vocês!