Stranger
13 Love ( 1 de 3 )
Notas iniciais
– KCALB!!!! — era a única coisa que eu podia gritar... Perante meu ódio.
Ele destruiu uma boa parte do meu mundo.
...
Vento.
...
É a única coisa que restava de um mundo completamente destruído.
Continuo andando em vão procurando...
Alguém.
Um anjo, um demônio... Quem quer que seja...
...
A única coisa que estava viva no momento era uma árvore velha.
Caminho até ela cambaleante...
A ponto de desmaiar.
Eu não consigo ver algo claramente.
O céu está vermelho como sangue.
Os gritos dos meus anjos ainda pairam no ar... Ecoando.
...
Finalmente encosto na sua casca espessa e caio de joelhos no chão árido.
Meu vestido branco se suja com a terra.
E eu vejo uma pedra preta toda despedaçada.
Seguro ela por um instante... E penso em Kcalb.
Meu ódio perdeu a força...
...
...
Me desculpe...
...
Não há ninguém...
E eu perdi.
Meus poderes ainda estão no mesmo lugar, mas estão um pouco desequilibrados...
E ele não pensa em mim da mesma forma... Então, ele irá me matar...
Lágrimas começam a rolar pelo meu rosto.
...
Passos lentos se aproximam.
Olho com o resto de forças para quem está vindo...
Em minha visão embaçada eu enxergo...
...Meu assassino.
...
Ele começa a correr na minha direção, me preparo para seu ataque com minhas pedras à minha volta.
– Sua espada não é tão forte contra minhas pedras! — gritei em sua direção.
Ele estava tão perto que fiquei cara a cara com ele.
Nossos poderes quase se fundiram causando uma pequena luz à nossa volta.
Ele usou a minha força como impulso para se distanciar.
Porque ele não percebe que nossos poderes juntos, cria áureas gentis?
Que cara idiota...
...
Ele avançou novamente, me atacando com suas pedras.
Não tive escolha.
Tinha que fazer...
...
E fiz a única arma que eu realmente usava para me defender.
Um cetro.
Não é um cetro qualquer, de Reis...
Um cetro no qual todo meu poder era armazenado.
Ao olhar meu cetro, Kcalb caiu automaticamente de joelhos no chão.
Mas se levantou, criando uma espada com sua áurea negra.
Ele me atacou inutilmente contra minha barreira.
Atacou novamente, criando um fenda.
A terceira vez ele quebrou totalmente ela e eu bati na sua barriga, perfurando-o.
Estranhamente ele também me acertou, bem no meio do meu tórax.
Ele começou a cuspir sangue, eu apenas deixei escorrer pelo canto da boca.
Senti meu corpo morrendo.
Kcalb perdeu sua áurea por um tempo e caiu definitivamente no chão.
Meu coração...
Parou.
...
E ele acordou.
– Kcalb, cuide bem desse mundo...
Foi a última coisa que consegui dizer antes de fechar os olhos com sua imagem tentando chegar a mim desesperadamente.
Fale com o autor