Strange Way Of Love
57 Time Bomb
Notas iniciais
Time Bomb
Cheguei em casa exausto, olhando por todos os cômodos, tendo certeza absoluta que estava sozinho. Joguei meu corpo em minha cama, olhando para o teto, perplexo, não conseguindo evitar o misto de sentimentos que me vinham após aquela noite.
— Estamos falidos – eu repeti inúmeras vezes o que ela havia me contado, me perguntando se era algum tipo de gíria de milionários, mas isso seria improvável já que aquela garota não sabia brincar.
Alem disso, enquanto voltávamos para casa, pude jurar ter visto aquele homem.
Impossível. – pensei novamente.
Ele não teria coragem de voltar a Magnólia, a não ser que algo tivesse mudado desde a morte de minha mãe.
“Heartphilia andava como uma bêbada profissional, isso me fazia rir enquanto a acompanhava, logo atrás. Os cabelos louros bagunçados formavam uma cascata ondulada, e conforme ela dava seus longos passos, eles balançavam de um lado para outro.
Estava tranqüilo, eu podia levá-la para casa sem me preocupar com que algo lhe acontecesse e depois voltaria para a minha, mas de alguma forma, Lucy não parecia muito feliz com esse cronograma.
Arregalei os olhos cansados no mesmo instante em que a vi se virar abruptamente para mim, fazendo um enorme bico, tropeçando em seus próprios pés enquanto vinha em minha direção – estava engraçado.
— Porque estamos indo para minha casa? – parecia muito irritada com aquilo.
— Já esta quase amanhecendo Luce. – enfatizei olhando para o céu, ela fez o mesmo, dando de ombros em seguida.
— Não quero. – aquilo foi o suficiente para que eu lhe desse um peteleco na testa, erguendo seus olhos em direção aos meus.
— Você não tem querer hoje, lembra? – bufou, girando seu corpo para o outro lado, ficando de costas para mim novamente, voltando a andar só que agora pegando o rumo da minha casa. Suspirei, correndo em sua direção, parando em frente a seu pequeno corpo. A encarei, sério. – O que há?
Lucy franziu o cenho, novamente formando um bico. “Precisa parar com isso” – pensei no mesmo instante, sentindo uma vontade estranha de beijá-la. Um desejo que arriscaria dizer que vinha crescendo a cada instante que se passava com ela – mesmo com toda minha relutância a aquele sentimento. Ela havia me conquistado com seu jeito insuportável.
— Estamos falidos. – cuspiu as palavras, fazendo meu coração congelar instantaneamente. Não conseguia acreditar. Como assim, falidos? Lucy parecia achar graça na situação, graças ao álcool – acredito.
Expirou severamente, sentando no meio fio, apenas olhando para o céu que começava a tomar uma cor mais clara. O dia com certeza seria ensolarado. A acompanhei, sentando naquele chão sujo, apenas a fitando, esperando que continuasse – Meu pai estava em Paris tentando resolver alguns problemas – sibilava meio aos soluços – Agora que as coisas estão mais calmas comigo ele me contou a verdade. — não pude evitar sorrir ao entender que ela estava bem de saúde — Não temos dinheiro sobrando – ria sarcástica – Ele vai terminar de pagar meus estudos com nossas reservas e depois, preciso arrumar mais missões na Fairy Tail do que qualquer um.
Fiquei em silencio. Não era o fim do mundo, mas parecia que para Lucy as coisas não estavam sob controle. – Odeio mudanças. Aquelas pessoas na minha casa... Eu não conseguia nem mesmo sair do meu quarto. Sem contar que aquela casa possui todas as lembranças que tenho com minha mãe.
Mantive-me em silencio. Talvez aquilo fosse o real problema.
Layla era o espírito daquela casa. Não devia estar sendo fácil para Lucy se despedir.
Decidi que não faria mal levá-la bêbada para minha casa. Se brigasse comigo no outro dia, bom... Paciência.
Levantei, estendendo a mão para ela, esboçando o melhor sorriso que pude. Sabia que muitas vezes acolher pessoas com sorrisos era melhor do que com palavras, então o fiz. Lucy tocou minha mão, estava gelada, suando frio. – Conheço isso – aquele suor que vem pouco antes de um rebuliço estomacal e uma lavagem colossal.
Por um instante meus olhos se perderam na rua, quando notei um vulto passando por trás da loira. Lucy estava em pé, me encarando e a única coisa que fiz foi me vidrar naquele homem que parecia nos olhar de longe. – Natsu – acho que ela me chamou, mas não dei atenção, até por que não podia acreditar no que estava vendo.
Depois de todos aqueles anos, apenas recebendo cheques e um cartão de feliz natal, ele estava ali? – Natsu... eu não estou me sentindo bem. – ela falou, dessa vez chamando minha atenção, já que a próxima ação fora uma enxurrada em meus pés.
Ela havia vomitado tudo, alem do que deveria, nas minhas botas.
— AH!! QUALÉ LUCE ! – gritei nervoso e enjoado ao ver minha bota nova, completamente suja de vomito. Ela ficou em silencio, me afastei um pouco, segurando seus cabelos enquanto ela continuava, incansavelmente. Pensei em como a garganta dela com certeza deveria estar dolorida, ainda mais seu estomago, levando em conta a força que fazia para expelir toda a cachaça da noite.
Virei meus olhos para meu foco de poucos segundos atrás, quando a loira finalmente parou de gorfar. Ele não estava mais ali. Seria possível, que depois de todos aqueles anos eu chegaria em casa e veria meu pai?
— O que esta olhando ali? – perguntou, mirando seus olhos para onde eu encarava. Não havia ninguém ali, bom... Pelo menos eu não via. – Sério, Natsu? – parecia irritada. Eu olhei novamente para aquele lugar, tentando entender o que ela havia visto e eu não.
— Isso que dá botar fé em caras como você.
Ai! Aquilo doeu, mas principalmente me deixou irritado. Olhei novamente e reparei na fotografia da modelo que estava estampada na porta de uma loja. Era Lisanna. Isso me fez lembrar que ela havia sumido do colégio, provavelmente para seguir essa carreira até as coisas esfriarem. “Será que ela desistiu da Fairy Tail?” – me perguntei por um instante, esquecendo que havia um pequeno demônio ao meu lado, irritadíssimo.
— Levy-chan! Tudo bem? Eu vou para sua casa! Tem umas coisas que nunca mudam – ouvi ela falando em seu celular, realmente nervosa – Ele não para de encarar a fotografia daquela vaca. – finalizou, sussurrando, como se eu não conseguisse a ouvir.
Ri de canto com aquela reação inusitada dela, não achando ruim de todo.
Talvez ir para casa da amiga fosse melhor. Se Igneel realmente estivesse de volta... Preferia que ela estivesse segura, até tudo estar certo.”
Soltei todo o ar dos meus pulmões pensando que eu realmente havia imaginado Igneel de volta, mesmo que por meros instantes. – Estou enlouquecendo. – conclui, fechando meus olhos, finalmente sentindo o peso dos mesmos.
Mandei uma mensagem para Levy, queria que ela me avisasse de Lucy o mais rápido possível. Joguei o celular para o canto, tomando coragem de tirar toda aquela roupa suja, a deixando em um canto.
Queria dormir. Necessitava dormir.
Apenas dormir.
Ω
— Você acha que Lucy esta bem? — a ruiva perguntou para Jellal que parecia indiferente com a situação, olhando o horizonte limpo de Magnólia.
— Ela está com Natsu – riu – Desde que começou a se envolver com ele, acredito que nunca mais vai estar 100% bem. – brincou, percebendo que a namorada não parecia muito feliz. – Fique tranqüila – sussurrou, arrumando os cabelos de Erza que adoravam tapar os olhos castanhos da mesma.
— Vou sentir sua falta, sabia? – sussurrou, apoiando sua testa na dela, sentindo aquele aroma de Erza, não diria que era seu perfume, por não ser nada artificial... Estava mais para algum único, um cheiro seu, e Deus! Como ele iria sentir falta daquele aroma, daquele calor que Titania lhe transmitia. Daquela mulher.
— Eu também. – ela já havia desistido de persuadi-lo a ficar. Sabia que Jellal tinha assuntos inacabados, sabe-se lá com quem e ninguém, nem na terra, nem no inferno, muito menos no céu o faria mudar de idéia – Apenas, me prometa manter contato.
Acenou, sorrindo de canto, colocando uma de suas mãos com delicadeza no rosto de Erza, que parecia estremecer ao toque. O sol já estava nascendo, naquele campo que haviam decidido passar os últimos momentos daquela despedida.
Jellal abriu seus orbes dourados após inspirar, mais uma vez, toda a energia de Scarlet e fitou com todo seu amor os olhos castanhos, que brilhavam, segurando todas as lagrimas que ela vinha guardando desde que ele havia lhe dito que decidira partir para uma jornada, sozinho.
Como podia deixá-la?
Uma lagrima escorreu.
Duas lagrimas.
Três lagrimas.
Até chegar ao ponto de não conseguir mais deixá-las escapar como uma conta gotas, formando um pequeno rastro de água em sua face, como água que saia de sua nascente.
Um pouco receoso, tomou coragem de beijá-la, não conseguindo se conter. Havia prometido que não encheria Titânia de esperanças, sendo assim, não ficaria a beijando a amando como deveria, mas o fez. Uma ultima vez.
Pressionou seus lábios com intensidade em direção aos de Erza, a fazendo sentir as borboletas em seu estomago mais uma vez, procurando ignorar o fato que ainda chorava. Tocou os fios azuis, tendo a liberdade de puxá-los, intensa, transmitindo o desejo que sentia pelo garoto que sempre seria seu grande amor. Mesmo não tendo idéia de quando o encontraria novamente.
Ficaram sentindo o amor um do outro por mais algumas horas, até que o sol já havia raiado, não tendo mais nenhuma desculpa, alem da vontade, para continuar ali.
— Eu te levo para casa, vamos. – falou estendendo a mão, mas Erza acenou negativamente com a cabeça. Se era para ser o fim, que realmente o fizesse direito.
— Eu vou sozinha. – concluiu sorrindo de canto – Fique bem.
Perplexo com a atitude da garota que ate pouco tempo chorava em seus braços, a viu partir, sentindo seu coração se dividindo. Céus, como aquilo doía. Mas repetia inúmeras vezes que se tudo corresse bem – e tinha de dar certo — , ele descobriria o que havia acontecido com sua família, quem havia o feito causar tanta dor em tantas pessoas e algum dia, em algum lugar, eles iriam se reencontrar.
Nem que tivesse de ir até o inferno para reencontrá-la.
Era uma promessa.
Ω
— Me de um tempo! – Levy gritou, sentindo seu corpo pedindo arrego. Desde a despedida de Jellal, mesmo que ainda de férias, ela e o RedFox continuavam treinando incansavelmente. Seu corpo havia se tornado um pouco mais resistente, mas ela ainda não era uma “Dragon Slayer” e nem nunca seria – mesmo que se esforçando muito para que — um dia — conseguisse ter uma luta justa contra Gajeel.
— Você me fez fritar todos os meus miolos ontem – ria sínico, tento a lembrança torturante da garota gritando em sua cabeça algo sobre química ou física, não tinha certeza naquele momento – Hoje é meu dia de fritar toda sua energia.
— Mesmo assim – estava cansada. Seu rosto triangular estava vermelho, muito vermelho, graças aos exercícios e principalmente ao sol que estalava em suas cabeças – As vezes acho que você esta tentando me matar.
Gajeel ria engraçado, o que também a fazia rir enquanto tomava um pouco de fôlego, largada no chão de seu quintal.
Pensar que antes gostava de provocá-la e tudo mais, não que tenha parado com as provocações, afinal não tinha nada mais divertido do que vê-la irritada – e isso o fazia pensar, por tantas vezes, que talvez porque já sentisse algo por ela há muito mais tempo.
Não podia negar que a queda por baixinhas nerds era muito forte desde sempre e Levy, bom... Ela era genuína.
— Te matar? – finalmente decidiu falar –Quando sairmos para a nossa missão, quero ter certeza que você volte viva, é nisso que estou trabalhando com você. – ela corou. Agradeceu por já estar vermelha, mas sabia que definitivamente estava corada. Ele conseguia lhe causar aquele tipo de sentimento. Um misto de vergonha com alegria.
— Esta falando que sou o elo fraco do nosso time? – indagou sentando-se, ficando frente a frente com o brutamontes, o encarando com um sorriso torto, esperando que ele não a chamasse de fraca.
— Nunca, minha pequena. – aproximou-se, percebendo que a mesma ficou sem ar – Você é MEU elo fraco, e eu preciso ter certeza que nada aconteça com você para que nosso time não falhe no gatilho.
Ambos ficaram em silencio, Levy não sabia o que falar e o moreno sentia o deleite em vê-la sem palavras.
As vezes a surpreendia com coisas fofas, normalmente apenas com asneiras, mas era bom quando Gajeel parecia ter sentimentos, principalmente quando eram tão sinceros e diretos.
Era reconfortante a forma como ele tomava conta de si e tentava a proteger ao mesmo tempo em que a deixava florescer dentro da adversidade. Sempre o agradecia mentalmente, tinha uma divida com aquele Dragon Slayer, mas nunca iria lhe dar o prazer de contar aquilo.
Ele já sabia.
— Já que estamos descansando – ele começou – O que houve com aqueles dois? Fiquei sabendo que estão brigados. – referia-se a Lucy e Natsu.
A baixinha suspirou, não gostando nem mesmo de se lembrar da situação, balançando a cabeça procurando espantar toda aquela besteira.
— Alguma hora eles vão se acertar. – concluiu.
Ω
— Lucy eu estou entediada!!!- pela milesima vez, Juvia falava enquanto caminhava com a prima pela cidade, em busca de uma casa para a mesma – Eu já disse, fique na minha casa, não será problema.
—Eu preciso encontrar algo meu Juvia – respondeu tendo em mente que a principio a casa da prima seria perfeita, mas até quando? Seu pai não aceitaria aquilo. Lucy tinha de conseguir encontrar uma casinha para si, que não custasse muito e principalmente, que a recebesse de forma acolhedora ou se mudaria para Paris e tudo que havia conquistado no colégio seria iria se perder.
“- Você esta jogando merda no ventilador, loira.” — ouviu a voz do rosado, mais uma vez, caçoando por ela ter dito que iria morar sozinha. Ele realmente não acreditava que ela era capaz de fazer nada, porque continuava se apaixonando por aquele infeliz?
Balançou a cabeça varias vezes, espalhando o pensamento negativo, entrando em mais uma casa que estava para locação no jornal. – Meu Deus! Isso aqui esta fedendo, Lucy. – falou o obvio.
O cheiro de mofo, acompanhado com fezes de ratos... nem isso era o suficiente. Parecia ter um defunto naquele apartamento, de tão fétido que se encontrava.
— Mas se limpar, acho que ficaria aceitável – tentou ser otimista, no fundo sabendo que nada iria fazer com que aquela lastima se tornasse habitável.
— Por favor, me diga que você não esta realmente cogitando em viver nesse lugar – Juvia parecia incrédula, dando alguns passos, quase vomitando – Lucy, isso aqui é pior do que viver em uma prisão, masmorra... Até um chiqueiro é melhor.
— Ta! Ta! Já entendi... – suspirou erguendo as mãos pedindo para que, por favor, parasse de falar o obvio e finalmente começasse a ajudá-la – Você tem alguma idéia melhor? Esse era o ultimo lugar, Juvia. Eu não tenho muito tempo. Nossas aulas voltam em menos de uma semana e eu preciso me instalar, se não meu pai vai me levar com ele.
— Eu sei. – abaixou o tom de voz; Ambas saíram praticamente se arrastando daquela casa deplorável – Vamos até a praça, combinei de encontrar com Gray lá... As vezes ele pode nos ajudar. – encontrar-se com Fullbuster não foi o que causou uma careta instantânea em Lucy, e sim a idéia de que ele e Natsu eram muito próximos, deduzindo que provavelmente estariam juntos.
— Acho que vou procurar um pouco mais, Juvia. – fugiu, mais uma vez – Vai se divertir um pouco. Falamos-nos mais tarde.
— Até quando pretende fugir dele. Foi só uma briga, resolvam e pronto. — estava irritada. Já havia se cansado das intriguinhas daqueles dois, na verdade — todos estavam.
Lucy calou-se, pensando em que talvez já estivesse na hora de encontrá-lo. A prima de certa forma, mesmo que muito grossa, estava correta; Mesmo assim, não se sentia muito animada.
— Pense comigo Lucy – partiu a falar novamente – Você ficou bêbada, deixou ele doido a noite toda. Depois ele falou da Lisanna e você visivelmente também não ficou feliz – com razão – O que mais? – parou para pensar, não deixando a loira tomar a palavra, já havia entendido o ponto de Juvia, mesmo assim ela continuou — Ele também falou da sua incapacidade de viver sozinha e de fazer qualquer coisa sem o tio Jude, sendo mimada, irritante — riu um pouquinho – Acho que ele pode até ter comparado você com Lisanna, mas poxa... Quem nunca compara a atual com a ex?
— Atual? Ex? – parou para pensar. A inicio de conversa eles não tinham nada, nem mesmo sabia se podia considerá-lo tão amigo assim, mesmo assim travou quando percebeu que o infeliz, como se já não bastasse estar falando da albina constantemente, também havia feito comparações em suas costas.
— Ele falou isso? — ops. Talvez ele tenha falado em outra noite quando estavam tentando persuadi-lo a conversar com a loira. Juvia percebeu o erro, mordendo o lábio inferior.
Se a situação estava ruim, agora com certeza havia se tornado um caso perdido.
Lucy virou os olhos, respirou fundo, puxando todo o ar para seus pulmões. Tentou parecer o mais serena possível, mesmo que com uma bomba relógio em sua mente, pronta para explodir.
— Eu vou continuar procurando minha casa. – sibilou, parecendo ter algo entalado em sua garganta. Suas mãos tremiam de raiva... Se fosse para colocar na seqüência o que a loira desejava fazer com Natsu, seria gritar até o topo de seus pulmões na cabeça dele e depois esmurrá-lo até vira-lo do avesso, mas como não havia a possibilidade disso acontecer tão cedo, decidiu que o melhor seria manter a compostura em frente a prima, e após virar a próxima esquina quebrar qualquer coisa que estivesse a sua frente.
— Até mais Lucy... – sussurrou vendo a prima partindo para sua busca sem fim.
A azulada caminhava em direção a praça pensando na merda que havia acabado de fazer, logo agora que ambos pareciam estar começando a se acertar. Amaldiçoou-se quando viu Dragneel, junto com Gray, as esperando – e principalmente, quando percebeu o olhar confuso do mesmo em sua direção.
Respirou fundo, forçando o melhor sorriso, ficando ao lado de Gray, o usando como um escudo humano.
— O que aconteceu?
— Acho que eu acabei comentando com a Lucy que você a chamou de mimada – até ai, eles apenas viraram os olhos, nada surpresos por Loxar não ter controlado a maldita boca, mas o estouro foi quando a mesma finalmente concluiu – também posso ter deixando escapar que esses dias você a comparou com Lisanna.
Os olhos de Dragneel se arregalaram, e graças aos Céus Juvia havia se enfiado atrás de Gray, se não ela não estaria com aquele sorriso lavado no rosto – Tinha que ser você, não é? — o moreno sibilou a fitando pelo canto de olho, percebendo a mesma dando de ombros.
Não tinha muito que fazer.
“Vamos treinar amanhã – Natsu” – Recebeu a mensagem do rosado, após ter chutado algumas latas no chão, tentando controlar a raiva que culminava dentro de seu corpo.
“Claro – Lucy” – respondeu, quase que imediatamente, pensando que se era para descontar suas frustrações, que fossem naquele garoto que havia iniciado todo aquele tormento em sua vida.
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