Notas iniciais
Gentneys!!! Como prometido, capítulo novinho pra vocês ♥ Acho que posto o próximo na sexta-feira à tarde, sem atrasos :3 Logo chegaremos ao capítulo 10 e preciso confessar uma coisa: ainda não aconteceu um quarto do que to imaginando pra Strange Things :v vocês se importariam que se a fic chegasse a 40 ou 50 capítulos? (lembrando que é só uma hipótese, mas adoraria saber a opinião de vocês) .-. Agradecimentos a FilipaBlack, Black Adhara, srtanye, themuggleriddle, Ana Riddle malfoy, Dany Targaryen, Annie Burton, Rainha do Nilo, Mayume Hyuuga, Amanda Hiddleston, Rafaela patricy, myleti, SrtaLestrange, pahf e Bonnie Carter pelos comentários anteriores ♥ (e a Alice Liddell também, ela ta comentando pelo whatsapp rs) Segurem os seus kokoros que hoje tem surpresa!!! ♥ Apreciem a leitura!

Strange things did happened here, no stranger would it be

If we met at midnight in the hanging tree

Rodolfo acordou com gosto amargo na boca e se lembrou que não comeu nada antes de dormir, estava demasiado ansioso para o sábado. Talvez não uma ansiedade como a que diziam que ele deveria sentir, era mais pela situação atípica mesmo. Há anos não pisava em Hogsmeade aos sábados e isso o levava para de volta para os anos em que costumava visitar Rabastan nos fins de semana e mais além, nos seus próprios anos de escola. Finalmente começava a esquentar e precisaria de um banho frio para poder conter tudo o que estava sentindo, todas essas emoções vindo juntas ao mesmo tempo.

Se levantou da cama e foi até a janela. Abriu as cortinas e percebeu o céu carregado mesmo fazendo um pouco de calor, mas só um pouco.

Entrou no chuveiro já com a escova de dentes para poupar um pouco de trabalho e deixou a água refrescar os seus pensamentos. Quando saiu do box, olhou o seu rosto no espelho decidindo se deveria ou não se barbear. Se lembrava que um dia gostou de usar o rosto liso, lhe dava a impressão de que as garotas gostavam dele desse modo, mais jovial. Havia impasse se deveria ou não fazê-lo, Hermione poderia toma-lo por desleixado se estivesse como alguém que não cuida da própria aparência. A opção mais viável era aparar um pouco, servia como um meio termo. Escolheu cautelosamente a gravata que usaria, assim como a camisa, a calça, o sapato e o casaco. Nem parecia ser quem de fato era.

Desceu para tomar o café da manhã depois de vestido e encontrou a mesa posta e um exemplar do Profeta Diário posta ao lado os talheres. A manchete da primeira página falava da Lei de Casamento recentemente sancionada, tudo agora girava em torno disso. Leu algumas linhas e percebeu que a lista completa dos pares estaria disponível no Semanário dos Bruxos. Não demoraria mais muito para que esse casamento se tornasse público. Ainda não estava pronto para isso. Se estava ansioso por uma ida a Hogsmeade, não conseguia imaginar como seria quando fizesse a primeira aparição realmente pública com Hermione.

Ainda estava muito cedo para sair, então decidiu pegar o seu antigo cachecol sonserino e transfigurá-lo antes que se esquecesse. De repente as antigas listras verdes e cinzentas se tornaram amarelas e vermelhas, foi o melhor que conseguiu fazer. Colocou a peça no bolso do casaco dobrada meticulosamente. Escolheu um livro de feitiços avançados e o colocou no bolso junto do cachecol. O tempo estava passando demasiadamente lento e até que percebeu que era um horário seguro para ir.

Retirou o retrato silencioso da sua avó e abriu o cofre particular. Retirou um saquinho com dinheiro e percebeu que logo precisaria fazer uma visita a Gringotes. O que tinha retirado dali talvez fosse mais que suficiente para um dia fora de casa com direito a almoço para dois e alguma coisa que ela talvez quisesse comprar.

Voltou para a sala de visitas e viu que Alef estava polindo a prataria em silêncio. Fez barulho suficiente e viu a criaturinha se retirar. Quando estava alcançando a porta de entrada, o elfo voltou para lá com um pote de biscoitos de chocolate.

“Leve, mestre, a senhora Hermione gosta destes”, ele falou entregando o pote de vidro nas suas mãos e indo embora.

Franziu o cenho e saiu, indo até o ponto de aparatação no portão da casa.

Desaparatou em Hogsmeade e viu o clima negro e tenso rondando o lugar. Tirou o relógio de bolso para verificar as horas e percebeu que Hermione só chegaria ali dali a alguns minutos. Se sentou e um banco perto do Cabeça de Javali e esperou.

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Hermione sabia que iriam para Hogsmeade. Pelo menos os alunos da Sonserina iriam já que estavam sendo privilegiados em tudo desde que retornou. Amico Carrow pareceu querer humilhá-la ainda mais mesmo sem ter oportunidade apenas por ser nascida trouxa. Bom, isso era o que ele já estava fazendo a partir do momento em que colocou os pés em Hogwarts.

Desceu para o Salão Principal com Luna e Gina. Haviam camas vazias no seu dormitório e não se importou que elas dormissem lá para lhe fazer companhia junto com Cátia Bell. Comeu a sua refeição calmamente vendo Theo Nott se sentar à mesa da Grifinória ao lado de Luna. Era definitivamente estranho que eles se dessem bem apesar de tudo. Terminou as suas torradas, ainda calçava as suas pantufas quando viu que a Profa. Minerva vinha em sua direção.

“Você vai a Hogsmeade vestida assim, srta. Granger?”, a senhora perguntou.

“Achei que eu não estivesse autorizada a deixar o castelo, professora”, disse sincera.

“Você é maior de idade infelizmente casada com um desses... homens... você pode ir a Hogsmeade nos finais de semana, não precisa se preocupar”, a professora disse. “Vá e se distraia, mas antes troque as suas roupas por algo menos indecente”. O seu pijama não era indecente, era uma calça de moletom e a sua camisa de quadribol da Grifinória que tinha ganho de Harry.

Se poderia visitar Hogsmeade, poderia enviar um patrono aos Weasley avisando que estava bem e que estava de volta a Hogwarts. Era muito mais seguro que enviar Bowie, ainda estava ganhando a confiança da corujinha. Bom, se poderia realmente visitar Hogsmeade, teria que se apressar. Passariam o dia fora.

Subiu de volta para a Torre da Grifinória e entrou no dormitório, revirando malão atrás de algo que não fosse roupa de frio. Pegou os seus velhos jeans e uma camiseta, usaria um cardigã por fora, com certeza, fazia menos frio, mas ainda era melhor se manter agasalhada para não adoecer. Foi ao banheiro e tomou um banho demorado. Hogsmeade não seria a mesma coisa sem Harry.

Se vestiu e desceu para o pátio interno junto com alguns segundanistas. Todos sairiam dali a alguns minutos. Decidiu que iria sozinha, andando calmamente. Não estava completamente quente, poderia fazer isso sem que estivesse suando como um porco. Começou aos poucos a deixar a propriedade e a fazer o seu caminho para o povoado. Poderia comprar um livro novo ou tomar uma caneca de cerveja amanteigada enquanto lia. Primeiro veria o que ainda funcionava para que pudesse realmente fazer planos.

Pareia tudo tão igual e diferente. Não havia nem bem um mês que tinha estado lá com Harry e Ron para entrar no castelo pelo Cabeça de Javali. Lembrou-se do portão que dava para a passagem secreta que tinha na Dedosdemel, ali poderia ser um bom lugar para avisar que estava bem. Andou até lá e se esgueirou até os fundos, vendo que o portão continuava trancado. Se concentrou o máximo que pode e pensou em algo bom e feliz, como a primeira vez que abraçou Harry depois de estar de volta da petrificação. Continuou o pensamento até que agitou a varinha e uma lontra prateada saiu dela.

Estou em Hogwarts. Estou bem. Estou segura.

Se virou para ir embora sem prestar muita atenção no que acontecia quando esbarrou em um homem vestido de negro. Olhou para cima e reconheceu Rodolfo Lestrange.

“O que você faz aqui?”, ele perguntou parecendo um pouco desconfiado do fato de estar sozinha em um beco mal iluminado e sem saída.

“O que você faz aqui?”, rebateu.

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“Eu vim visitar você. É sábado, o dia da semana em que você pode ir a Hogsmeade...”, falou vendo o cenho dela franzido.

“Sim, eu sei disso. Me pergunto o porquê de vir me visitar”, ela respondeu um pouco defensiva, num misto de receio e coragem.

“Você é minha esposa. É... esperado... que eu faça isso. Venha, eu preciso comprar penas e pergaminhos”, a puxou pelo braço fazendo o dela se entrelaçar no dele. Sem querer, notou que ela agarrou o seu braço com a outra mão e suspirou.

Sim, ali estava mais frio do que na sua casa, então supôs que ela devesse estar sentindo frio. Tocou o bolso do casaco e se lembrou dos presentes. Parou de andar e se soltou dela. Tirou do bolso o seu cachecol que tinha voltado a ser verde e cinza, o que significava que tinha errado o feitiço e sentiu um leve enfurecer no seu peito.

“Eu não sou muito bom em Transfigurações, mudei as cores dele antes de sair de casa, mas já voltaram ao normal. Espero que não se incomode em usar as cores da Sonserina por pelo menos um dia”, falou sério.

“É uma roupa, que diferença faz qual é a sua cor quando o objetivo é proteger de algum frio?”, ela perguntou.

“Nenhuma, eu suponho”, respondeu. Dobrou a peça ao meio e fez com Hermione o que a sua mãe costumava fazer quando ele pequeno, colocou a peça ao redor do pescoço dela, ajustando o tamanho. Verde realça olhos castanhos, Cissa uma vez disse a ele quando viu o colar de esmeraldas da sua mãe no cofre Lestrange em Gringotes. Hermione tinha olhos castanhos.

Ofereceu o braço a ela que aceitou um pouco desconfiada. Sim, nem tudo em Hogsmeade havia reaberto. Poderia ir ao Beco Diagonal no dia seguinte ou na semana seguinte, não estava tão necessitado assim de materiais de papelaria. É, não teria muito o que ver ali a não ser comer ou beber alguma coisa. Viu o que parecia ser Madame Puddifoot na frente do seu estabelecimento, olhando assustada para os lados da rua antes de colocar para dentro um casal de lufanos. Não, decididamente não poderia por os pés ali pois seria expulso na primeira oportunidade.

Restava ir ao Três Vassouras. Caminhou com Hermione até lá e abriu a porta, sentindo o clima um pouco mais ameno do ambiente. Bruxos de todos os tipos estavam lá, de estudantes a um ou dois colegas de causa à paisana. Se sentou com a esposa em uma mesa no canto e tirou o casaco na mesma medida que ela também retirava o seu cachecol junto do cardigã preto.

“O que vão querer?”, um rapaz disse quase gaguejando ao olhar nos seus olhos.

“Duas cervejas amanteigadas com gengibre em uma”, falou.

“Na minha também”, ouviu Hermione falar. Há anos não tomava um gole de cerveja amanteigada, não depois que descobriu aonde o seu pai guardava as garrafas de uísque de fogo bom. Para esse momento, parecia ser uma escolha decente.

“Ah, tenho outra coisa para você”, falou enquanto retirava o pequeno pote de vidro de dentro do bolso expandido do casaco. “Alef mandou isso para você, são biscoitos de chocolate”.

“Lembre-se de agradecer Alef por mim”, foi o máximo que ouviu dela até as cervejas amanteigadas chegarem.

Viu o entra-e-sai de bruxos e bruxas do pub e notou que os alunos de Hogwarts estavam aos poucos chegando, então não imaginava o que Hermione poderia estar fazendo ali tão cedo. Encontrou-a em um beco que dava para os fundos da Dedosdemel, isso parecia suspeito demais para não ser levado em consideração, ainda mais quando viu que ela estava com a ponta da varinha para fora do casaco. Quando chegasse em casa descobriria o que ela andou fazendo.

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Hermione agora tinha certeza que Rodolfo era estranho. Ele não disse uma palavra sequer desde que as cervejas amanteigadas chegaram. Beberam mais algumas juntos e nada de ele falar, parecia que estava preso em seu próprio mundo ou pelo menos tramando algo. Quando o garçom retornou, perguntou se eles iriam almoçar ali. Rodolfo pediu umas fatias de torta de galinha e vegetais e mais uma rodada de cerveja amanteigada. Comeram em silêncio e nada parecia fazer o tempo passar mais rápido.

Olhou para as paredes do local e se lembrou das vezes em que foi para lá com Harry, para Hogsmeade. E também da vez em que voltou para o castelo cheia de doces para ele no Terceiro Ano. Tudo o que restava agora era a saudade e nunca terá sido justo o sacrifício dele, de todos eles.

Percebeu Pansy Parkinson e Dafne Greengrass batendo os sapatos no tapete de entrada sendo seguidas de perto por Ron. Sentiu a censura no olhar dele por estar sentada ao lado de Rodolfo. Se sentiu incomodada por isso, agora os seus destinos eram outros e sequer podiam lutar contra. Rodolfo também pareceu notar a presença de Ron já que ele passou braço pela sua cintura e sentiu puxada para mais perto dele com o seu corpo agora aconchegado no dele. Muitas pessoas estranharam a cena, mas não mais do que a própria Hermione. Era estranho tê-lo tão perto assim sendo que mal trocavam uma dúzia de palavras quando estavam juntos. Os olhares vieram de todas as formas: censura, pena, nojo... poderia continuar listando.

Viu Ron se aproximar de Pansy e beijar o rosto dela, vendo como ela reagia e ela parecia muito mais à vontade com aquilo do que imaginaria. Isso explicava porque ele fugia do Salão Comunal depois do jantar, estava se encontrando com Pansy às escondidas, como se isso fosse necessário. Eles estavam casados, por Merlin, não precisavam se esconder nas sombras.

As horas passaram e logo viu no seu relógio de pulso que estava quase na hora de voltar para o castelo. Viu Rodolfo pagar a conta com os galeões que tinha trazido e começaram a se agasalhar. Hermione passou o cachecol antigo da Sonserina pelo pescoço e notou o sorriso mínimo dele ao ver a cena. Passaram pela mesa em que Ron estava sentado com Pansy e Dafne e percebeu os olhares feridos que ele lhe lançava sem ele mesmo se lembrar de tudo o que estavam vivendo. Sentiu a mão de Rodolfo nas suas costas quando ele fez um som estranho com o nariz, como se estivesse bufando ou algo assim.

Saíram do Três Vassouras e Rodolfo tocou a sua mão como se aquilo fosse normal. Para um casal com alguma cumplicidade era normal, eles tinham acabado de se conhecer, praticamente. Ele a acompanharia até a entrada do caminho que faria até Hogwarts sozinha. Pararam de andar quando viram o mesmo casal lufano que tinha entrado em Madame Puddifoot passar por eles apressados.

“Eu deixo você aqui. Não precisa regrar os seus biscoitos, Alef mandará mais durante a semana, garantirei que isso aconteça. Você sabe que se precisar de qualquer coisa de casa, pode pedir que eu mando por Bowie, apenas diga o que deseja. Tenha uma boa semana, Hermione. Nos vemos daqui a uma quinzena”, ele falou com um sorriso no final e tocou no seu braço como se fosse um é, então, acho que é só isso.

Viu Rodolfo se virar e andar alguns passos normais, nem apressados ou demasiado lentos. Andou até ele com pressa e tocou o braço a mão esquerda dele observando a aliança dourada reluzir no sol de meio da tarde. O seu compromisso era com ele agora, se lembrava a cada momento. Se colocou na ponta dos pés e plantou um beijo tímido no rosto aonde a barba estava por fazer.

Sentiu quando o homem a segurou um pouco mais, levando o beijo para os seus lábios com o que parecia ser paixão e saudade. Os braços dele envolveram a sua cintura tão possessivamente que não teve como não se pendurar no pescoço dele para continuar aquele beijo que havia sido tão diferente do primeiro deles. Apenas apartaram o contato quando perceberam que tinham que voltar a respirar.

“Até, Hermione”, ele disse com um meio sorriso nos lábios e lhe dando um último beijo.

Hermione não sabia o que tinha acontecido ali. Foi estranho, mas um estranho que classificaria como bom.

(The Hanging Tree – James Newton Howard/Jennifer Lawrence)

Coisas estranhas aconteceram aqui, mais estranho não seria

Se nos encontrássemos à meia-noite na árvore do enforcamento

Notas finais
Aquela carinha de “I told you so” ♥ Gostaram?