Strange Mutation

1 Insana em apuros


1 capítulo : Insana

Desde quando sou uma assacina? Realmente, eu não sei...

Há sangue em minhas mãos, um corpo está jogado no chão. E eu não me lembro do que aconteceu. Escuto sirenes. Uma ambulância para ao lado da rua, o carro da polícia aparece em seguida. Uma grande multidão cerca o território coberto de sangue, todas cochichando e criticando. Uma mãe insegura, cobre a visão do filho pequeno. A polícia isola a zona. Eu deveria correr? Eles me algemam, e não lembro o que aconteceu depois. O que fez eu matar um homem? O que ele havia feito? O que EU havia feito? Eu já tinha feito isso alguma outra vez ? Estou ficando maluca? Eu não lembro de nada.

Acordei numa cela. Está tudo escuro. Sento no canto da parede e comecei a chorar. Me assusto com um ruído de metal. Escuto passos, alguém estava cambaleando pelo corredor. Passos tensos, desleixados, e a cada 5 passos, a pessoa tropeçava. De repente, os passos acabam. Talvez ela tenha caído no chão. Um grito. Um grito feminino. Em seguida, uma voz masculina, que tente acalmar a moça. O que está acontecendo?

- Cale a boca ! — grita o homem. Parecia jovem, mas estava muito tenso. Sobre pressão. A continua gritando, mas o grito dela fica abafado. Acho que ele colocou a mão sobre a boca dela.

- Se ficar quietinha, eu posso te dar a oportunidade de sair daqui. Entendido?

- Uhum- ela responde, nervosa.

- Certo, eu vou te soltar, e você vai lá pra fora avisar aos outros para ligarem o carro. Tá bom?

- Certo, certo, certo. — os passos desengonçados voltam á ecoar pelo corredor.

- Ei! Qual de vocês é a Insana? — Do que ele está falando ? Quem é ele? Ele veio buscar alguém ? Escuto passos pesados, devem ser do garoto. Eles parecem cada vez mais próximos. E mais próximos. Ele para na frente da minha cela. Talvez ele não me veja e vá embora...

- Saía daí ! Não consigo te ver direito. — ele fala na minha direção. Finjo que não escutei, e fico olhando pra parede. — Ei! Não se finja de surda, fale comigo !

- O que espera eu fale? — escuto um barulho de chaves.

- Ao menos dê um sinal de que está viva ! Eu venho aqui te buscar, e você não mostra nem um pouco de consideração ? — diz ele, suando.

- Você veio me soltar? Como? Quem é você?

- Isso não importa agora. O que importa é que você é inocente, não tem culpa de ter matado aquele homem. — ele fala, enquanto tira uma chave do bolso.

- Sou inocente? Como pode dizer isso? Eu matei um homem! Não tem como eu ser inocente...

- Claro que tem. — ele tenta encaixar a chave dentro da fechadura da cela, mas não consegue.

- Quer que eu ajude? — pergunto, observando. Ele era magro, branco, mas era um branco um pouco esquisito. Ele tinha no rosto, um pouco abaixo dos olhos, uma parte da pele rugosa azul com manchas pretas , parecida com a pele do sapo-boi-azul(conhecido como tamma). Ele vestia um moletom verde e uma calça jeans preta.

- Não precisa. Eu não enxergo muito bem no escuro, só isso.- ele estava com as mãos trêmulas.

- Você está com a chave certa?

- Estou, só que ... — a chave cai. — Ai que droga!

- Deixa eu tentar.

- Não, eu consigo abrir sozinho . — ele diz, teimoso. Me levanto, e pego a chave da sua mão. Ele parece assustado com minha reação, mas se cala. Encaixo a chave na fechadura, o que o faz ficar mais surpreso, mas porquê ? Abro a porta da cela. Saímos em seguida. Eu estranho o silêncio da delegacia. Não tinha ninguém tomando conta das celas. Alguns policiais estavam dormindo e outros, caídos chão. Me perguntei se ele havia vindo com mais alguém, afinal, foi um estrago e tanto que fizeram com os policiais. Fomos andando silenciosamente até a parte de fora da delegacia. Ao sairmos nos deparamos com alguns policiais, só que o garoto deu um murro e, achei que era impossível, mas toda vez que ele tocava neles, eles tinham convulsões e depois ficavam sem pulso.

Notas finais
Gostaram?
Espero que sim! Se essa FIC tiver muitas vizualizações vou continuar. Por favor, comentem se gostarem...
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.