Strange Love.
14 Die in your arms
Notas iniciais
"If i could just die in your arms, i wouldn't mind..."
- Quem diria – ela continuou a falar ainda com sua cabeça apoiada em meu ombro, me ajeitei um pouco fazendo a ficar mais perto de mim. – O beijo que você me deu também fazia parte da sessão “tirar o medo da Sky”?
Senti meu rosto formigar, garota nenhuma conseguia me fazer corar ou pelo menos ficar nervoso, mas ela conseguia.
Perto de qualquer outra, eu era o cara. Perto de Sky, não conhecia quem eu era.
- Acho que sim e você bem que gostou da adição – retruquei a fazendo olhar pra mim com um sorriso irônico em seus lábios, me aproximei provando mais um pouco do doce gosto de sua boca.
- Justin – ela interrompeu o beijo olhando fixamente pra mim. Na verdade, percebi que não era pra mim que ela mirava e sim algo atrás de mim – você conhece aquele cara? – ela fez um movimento de cabeça me fazendo virar o rosto e ver um homem alto e forte longe de nós, com uma câmera em mãos.
Bufei raivoso me levantando e automaticamente Sky também levantou.
- Paparazzis – falei antes de ir em disparada no carro, Sky pegou uma toalha que uma moça — que eu não sabia quem era e aposto que ela também não – ofereceu e veio logo depois, adentrando no carro comigo.
- Eles não te deixam um minuto – ela disse, parecendo irritada.
- Bem-vinda a minha vida – falei dando a partida no carro.
Xx
Entrei em seu apartamento e ela correu pro banheiro. Entrei em seu quarto e peguei minha mochila, a abri tirando outra roupa pra vestir. Entrei no banheiro do apartamento – sem ser o que Sky estava, claro, não queria levar surra de mulher – e tomei um banho, um ótimo banho.
Me vesti com calma, o dia até agora foi bom, almocei com a família de meu pai e Erin pareceu mais simpática que antes, o que foi bom, pois se ela fosse tão fresca como era, lhe trataria mal. Não estava com saco pra agüentar madrasta alguma. Sai do banheiro só de bermuda, a sala estava vazia, Sky devia estar no banheiro ainda. Mulheres demoram, não demoram? Sim.
Fui caminhando até a cozinha e me deparei com a oposição de meus pensamentos.
Sky estava de costas, mas percebi que seu corpo tremia e suas mãos mais ainda.
- Sky... – me aproximei dela, tocando suas costas cobertas com uma blusa macia.
- Não – ela levantou o rosto – Justin... – sua voz saia falhada.
- O que houve? – Segurei seu braço me assustando com tamanha tremedeira.
- Eu... Ah... – ela tentou e falhou.
- Aconteceu alguma coisa? – insisti, dessa vez a virando pra mim. Seus olhos verdes e enormes pareciam nervosos, assim como ela.
Ela não respondeu, apenas me abraçou, ainda tremendo.
Me dei conta de que aquilo não era normal quando percebi que ela não havia me abraçado só por vontade própria e sim porque não conseguia se manter em pé.
A levei pro seu quarto, a deitando na cama, ela continuou calada, mas seus olhos ainda falavam por ela.
- O que houve? Di...
- A droga – ela falou com a voz ainda embaçada – eu não sei se consigo, Justin... – sua voz embaçada se tornou chorosa.
- Olha, calma, tá, eu to aqui – deitei ao seu lado, a trazendo mais pra perto de mim.
- Você não entende – ela moveu sua mão ao seu rosto – eu sinto que vou morrer se não me drogar, Justin, eu preciso! – sua voz saíra alta desta vez.
- Você não precisa – permaneci com a voz calma, ainda a abraçando. Ela se afastou brutamente.
- Eu não vou conseguir – ela encostou a mão no rosto – fingi muito bem que não estou abalada sem essa porra esses dias, mas eu não consigo mais – sua voz ficava mais fraca a cada palavra que pronunciava.
- Sky – levantei indo até ela – você vai conseguir, você...
- Não – ela me interrompeu ainda sem me olhar – será que você não entende que não é só fazer uma promessa e simplesmente largar as drogas? Ficar sem isso acaba comigo a cada dia – pousei a mão em seu ombro, a puxando pra mim novamente, a abracei forte esperando que aquilo a fizesse melhorar e não surtar.
Ela tentou se soltar de meu abraço, mas foi em vão, continuei a segurando.
- Obrigada...
- Por? – perguntei confuso.
- Por não me largar, eu acho – sua voz saia mais forte agora.
- Então, obrigada também – falei e pude ouvir seu riso baixo encostado a minha camisa.
- Não é fácil agüentar você, você sabe, né – ela se afastou um pouco, voltando a me olhar, seu nariz estava vermelho.
Como gostaria de falar que ela é bonita até com essa cara e esse jeito surtado.
- Como se fosse fácil agüentar você – revirei os olhos e ela não respondeu, apenas riu.
- Se não fosse fácil, você não estaria aqui, querido – ela deu ênfase no querido.
- Se não fosse fácil, você não me aceitaria aqui – falei firme e antes que ela falasse, meu celular tocou.
Ela me olhou perversa, eu sabia o que ela iria fazer.
Antes que eu tomasse uma providência, ela arrancou o telefone de meu bolso e correu.
- Ah, olhe, é sua mãe, o que acha de falar que o filhinho dela está em um puteiro agora? – ela falou já correndo pelo apartamento e rindo.
- Você não vai fazer isso – corri até ela e antes que eu a pegasse, ela escapou correndo ainda com o celular em mãos.
- Ah, vou sim – ela parou do outro lado da sala, ainda rindo.
- Não vai não – falei ameaçando de ir até ela.
- É, pensando bem, dizer que você está enchendo a cara agora e que você é apenas um cliente meu é uma opção melhor – ela prosseguiu após o celular tocar novamente.
- Você não vai fazer isso – ri sarcástico.
- Vou sim – ela fez uma cara estranha e mostrou o celular e seu dedo indicador apertando o botão de atender.
- Olá – ela falou de um jeito sexy e eu corri até ela, a deixando sem saída. Tomei o celular de suas mãos, o encostando ao meu ouvido, ela tentou tomar, mas a empurrei no sofá.
- Justin, gostoso, continua – ela gritou do sofá.
- Justin? O que foi isso? – minha mãe falou e eu me segurei pra não rir. Tampei a boca de Sky e ela mordeu.
- Puta que pariu! – afastei minha mão de sua boca, reclamando.
- Justin! Mais respeito! – Minha mãe continuava a falar.
- Sim, mãe, desculpe por isso – falei e Sky ria feito maníaca.
- Você tem problemas – sussurrei pra ela.
- Quem tem problemas, Justin Drew?
F-u-d-e-u.
- Ninguém mãe, olha, eu tenho que desligar, tchau, amo você – falei e joguei meu celular no outro sofá olhando Sky que ainda ria.
- Uau, você diz que ama as pessoas? – ela perguntou colocando a mão no peito e rindo sarcasticamente.
Não respondi, fui até ela e ela tentou correr, mas a segurei em meus braços antes disso.
- Olha, violência contra mulher é crime.
- Quem disse que eu vou te bater?
- Não?
Levei minha mão por debaixo de sua blusa, a fazendo tantas cócegas que sua barriga ficara vermelha.
Ela ria como nunca, me senti privilegiado por ouvir sua risada escandalosa tão de perto.
Cai com ela no chão, ficando por cima dela e fazendo o máximo de cócegas que conseguia.
- J-Justin! – ela gritava por meio dos risos – Pare! Filho da pu...
Suas palavras eram interrompidas por seus risos, era impossível ouvir sua risada e não rir.
Me distrai tanto que foi o suficiente pra ela virar por cima de mim e prender minhas mãos. Se eu quisesse mudar de posição e a tirar conseguia, pois ela era tão leve quanto uma folha e bem... Eu era forte, mas a deixei pensar que estava no comando.
- Ahá – ela comemorou com o rosto a centímetros do meu – quem está no poder agora, senhor Justin Bieber? – sua voz estava em um tom de provocação elevado. Permaneci calado e ela encostou seu rosto no meu, me inclinei pra beijá-la, mas ela se afastou antes que eu concluísse isso – Se controle – ela riu e eu não pude mais agüentar, tirei meus braços de suas mãos e coloquei em suas costas, a puxando pra mim. Ela hesitou em falar alguma vez, mas eu interrompi a beijando, novamente.
Por mais que fosse estranho e totalmente bizarro, eu não me importaria de morrer ali, em seus braços.
xx
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