Strange Love.
10 Both - Part II
Notas iniciais
Justin dançou mais algumas músicas animadas antes de pedir uma pausa, ele parecia cansado, mas ao mesmo tempo acostumado com aquela rotina. Continuei sentada olhando pros lados e pude perceber falarem de mim, um outro cara muito alto e moreno estava a conversar com Justin e percebi os olhares disfarçados em minha direção. O sorriso na cara de Justin era evidente, só podia estar zombando de mim.
- Oi! – a mulher que parecia a mãe de Justin veio até mim, me cumprimentando. Acenei com a mão ignorando seu pedido pra um abraço – Você é a Sky? – ela sentou-se ao meu lado com a voz suave.
- Sim – falei mirando o chão – e você é a mãe do pirra... – pausei e dei um risinho nada convincente — Justin? – apontei pra Justin e ela riu.
- Sim – ela respondeu com um sorriso enorme que mais parecia iluminar toda aquela quadra.
Agora eu sei a quem Justin herdou tanta beleza.
- Ah – falei pra não soar como chata. Na verdade, eu já estava soando.
- Vocês se conheceram onde? – ela perguntou e eu a olhei. Ótimo, dizer que conheci Justin com ele me atropelando não é uma ótima forma de começar uma boa conversa.
- Hm... Eu não lembro – menti soltando um sorrisinho amarelo.
- Mas... – ela questionou e antes que continuasse, Justin apareceu.
- Mãe, eu disse que não – ele falou vindo até nós.
- Eu só estava conversando com ela – A mãe dele respondeu se levantando — Foi um prazer, Sky – ela estendeu a mão e eu a apertei – Meu nome é Pattie, qualquer coisa – ela assentiu sorrindo e se foi, deixando eu e Justin a sós.
- O que ela falou?
- Que você é um bebê – falei sorrindo – me contou toda a sua história, do seu primeiro dente, da dor de barriga – pausei – e ah, inclusive do seu primeiro beijo – continuei rindo.
- Isso é sério? – ele pareceu desanimado.
- Não – revirei os olhos – sua mãe é simpática e bonita – afirmei – por que você não é igual a ela?
- Você fala como se você fosse a miss simpatia – ele sentou-se ao meu lado.
- Como assim? Eu sou! – coloquei a mão no peito fingindo estar ofendida. Justin riu.
- Justin, vamos, só essa – o cara perto dos instrumentos o chamou e ele foi.
Estava tudo bem, até aquela vadia da enfermeira começar a tocar Justin. Me recusei a pensar que aquilo não fazia parte da coreografia e ela estava agindo de normal, sem nenhum interesse em me provocar. Mas, percebi que era aquilo quando Justin olhou estranho pra ela, porém, ela ignorou seu olhar e continuou. Havia uma parte da música em que ela ficava atrás de Justin e tinha que tocar seu peitoral, isso eu já havia entendido, mas ela estendeu as coisas e agora sua mão passeava por todo o seu corpo. Bufei tentando não parecer tão chateada quanto estava, era isso que ela queria, que eu ficasse brava, fizesse escândalo e todo mundo pensasse que eu era maluca. Sinto muito, mexeu com a pessoa errada. A música parou e ela abraçou Justin. Tanto faz. Por que eu me importaria? Não sei, mas eu estava... E pra aumentar minha tensão, adivinha?
Justin correspondeu.
Não quero ela o caralho. Ele é homem e homens são imprestáveis, todos iguais, vivos por hormônios.
- Sky – a mãe de Justin me chamou no meio de algumas pessoas – venha aqui – ela sorriu largamente, como sempre. Era quase como um pecado recusar seu pedido de tão doce que ela era, por algum motivo inexplicável ela me lembrou Bethy. Levantei e fui até ela, meio sem jeito. Eu não conhecia ninguém ali – essa é a amiga de Justin – ela me puxou pra o meio daquelas pessoas.
Odeio cerimônias, odeio, odeio e odeio.
- Hm, é – a olhei – Pattie, não...
- O que? – ela falou se auto interrompendo.
- Não precisa, eu... Eles sabem quem eu sou – falei – eu acho.
- Sky – Ryan estava no meio deles, e ele acenou ao me ver. Se eu não me engano, eu já havia visto outro Ryan... O da piscina, pensei. Mas, não era esse, claro que não. O outro parecia da idade de Justin, esse é mais velho, não um senhor, mais um adulto, e muito bonito por sinal.
P.O.V's Justin ON.
Antes que eu pudesse responder a Sky, Tay me interrompeu me fazendo voltar pra o meio da quadra. Algo incomodava Sky e isso de certo forma, acabava me incomodando também. A música começou e como sempre, comecei os passos. Algo que eu não consigo explicar fazia com que eu fixasse meus olhos em Sky. Aqui, agora, dançando e vendo seu jeito sem graça de menina sem confiança, acho que eu fiz o certo a protegendo esse tempo todo. Não que eu goste de ser herói da história, só gostava de ser o herói dela. Fui interrompido pelos toques das mãos de Aphrodite, a enfermeira que agora era minha dançarina que Sky tanto odiava. Fazia parte da coreografia ela me tocar, mas não tanto como o fazia.
- Vai com calma – sussurrei pra ela, mas ela ignorou sorrindo.
Não vou negar, eu estava gostando. Qual cara não gosta de ter uma gostosa passeando as mãos pelo seu corpo? A música parou e ela foi obrigada a parar, droga.
- Te vejo depois – suas palavras foram seguidas de um beijo despejado no canto de minha boca. Aquele “depois” era em breve, muito em breve. Ela saiu rebolando e eu não pude faltar a deixa, observei bem seu corpo, foda-se se eu havia falado que não a queria. Ela queria e era isso que importava.
Fui até a minha equipe querendo acabar logo com tudo aquilo e logo saciar minha carência. Havia terminado no mesmo dia que atropelei Sky e desde lá, nunca mais fiquei com ninguém, como consegui?
- Sky, vamos? – a chamei no meio de tantas pessoas, ela parecia estar perdida, pois assentiu tão rápido que mal vi. Me despedi e sai da quadra pensando em quanto aquela loira devia ser boa na cama.
- Nunca – Sky me interrompeu de minha safadeza interna – Está ouvindo, Justin? Nunca! Nunca mais ouse me trazer pros seus ensaios.
- Ow, que drama – retruquei entrando no carro – eles são legais e olha que não é todo mundo que eu acho legal.
- Se ser legal pra você é me encher de perguntas...
- Cala boca, Sky – a calei antes que continuasse, não estava com saco pra discutir, só queria deixar aquela pirralha em casa e partir pra... Espera, como eu vou encontrar Aphrodite se nem falei porra alguma? Justin, você é um idiota – Esqueci uma coisa, espera – sai disparado do carro voltando pra quadra. Os olhares sobre mim eram mais que esperados, diminui o passo ao ver ela ainda arrumando sua bolsa.
- Justin – ao me ver, seu sorriso foi malicioso – precisa de alguma coisa?
- do seu endereço – falei, sem delongas, papo não era comigo.
- Hm – ela sorriu mais ainda me entregando um papel – daqui a uma hora, a porta vai estar aberta.
Vadia. Pensei comigo mesmo. Uma vadia gostosa.
Andei até o carro calmo, ainda havia tempo de sobra, por mais que quisesse comer ela ali mesmo, era surreal e inapropriado. Entrei dentro carro dando a partida e pude perceber o olhar estranho de Sky sobre mim, ela não é boba e sabia o que estava acontecendo.
Xx
Entramos em seu apartamento ainda em silêncio, peguei minha mochila com algumas roupas que Kenny tinha trazido pra mim e joguei em cima do sofá.
- Eu vou sair – falei.
- Eu sei – ela sentou-se ao sofá, havia algo de errado em Sky, mas eu não sabia o que era e estava apressado de mais pra querer saber.
- Então... Tchau – fui até a porta a abrindo, mas antes de sair, fui interrompido por sua voz.
- Cuidado – ela falou e eu ignorei, ela me fazia não querer ir e eu não queria que isso acontecesse. Voltei pro carro apressado, faltavam meia hora, mas o caminho da casa de Aphrodite era distante.
Xx
Cheguei em frente a casa de Aphrodite e pela visão que tive, estava tudo escuro. Sai do carro o travando e indo até sua porta. Ia apertar a campainha, mas lembrei de sua voz falando que a porta estaria aberta. A abri devagar olhando pra dentro da casa e nada dela. A fechei e caminhei pela casa e quase cai duro no chão quando vi aquela paisagem a minha frente.
Aphrodite estava de lingerie roxa. Roxa! Minha cor favorita. Puta merda, que mulher gostosa do caralho.
- Achei que não viria – ela ousou chegar mais perto, me fazendo sentir o cheiro do seu hálito fresco.
- Você é louca? – cheguei mais perto dela, encostando meus lábios no dela.
Passei a mão pelo seu corpo definido sentindo sua pele macia.
- Louca por você – ela falou unindo nossos lábios tão calmamente que eu achei que fosse durar uma eternidade. A puxei pra perto de mim com força, mostrando a ela que calma não era meu forte.
Ela sentou em meu colo no sofá balançando em cima de meu membro. Arfei, ela sabia como provocar. Tirei o fecho de seu sutiã o jogando longe e tendo mais uma visão desejada. Como senti falta disso, desci minha boca pelo seu pescoço enquanto minhas mãos se direcionaram para seus seios, os apertando. Aphrodite abriu meu zíper e antes que ela continuasse, eu a parei.
- Eu fiz algo? – ela perguntou preocupada. A tirei de cima de mim a olhando.
- Não... – falei rápido.
- Justin, o que foi? – ela veio em minha direção, mas eu desviei.
- O problema não é você... – tentei justificar – você... não... você não vai... eu não entendo... – tentei unir todas as palavras que vagavam na minha mente.
- Você vai parar logo agora? – ela parecia irritada.
- Não... Sim... Eu... Desculpa – falei pegando minha camisa e saindo apressadamente.
- Viado! – ouvi Aphrodite gritar assim que fechei a porta.
Eu não acredito no que acabei de fazer, não acredito que dispensei uma gostosa assim, porra! E o pior, o motivo era sem coerência e tão difícil de aceitar que me recusei a pensar que deixei Aphrodite por ela. Eu estava furioso comigo mesmo, que porra, Justin! Que merda aconteceu com você? O que tá acontecendo, seu otário?
Entrei no carro socando o volante, eu queria bater, bater em mim mesmo por ser tão broxa! Liguei o carro e sai em disparada até um bar, eu precisava beber, precisava encher a cara e esquecer o quão idiota eu havia sido. Parei no mais próximo e vesti minha camisa. Eu não ia me perdoar por essa noite tão fácil.
Entrei no bar e pedi ao garçom a mais forte que ele tivesse, ele me reconheceu — o que eu já esperava — e disse que tudo era por conta da casa, grande merda, isso não ia fazer falta. Bebi, mas bebi tanto que mal conseguia ficar em pé. Foda-se minha vida, o que eu fiz ou deixei de fazer, aquela porra não fazia sentido nenhum. Fui cambaleando até o carro e assim que entrei, acelerei. Eu não sei, não sei como consegui, mas cheguei até o apartamento de Sky sem bater em ninguém. E o mais surpreendente, ainda estava vivo.
- Sky – bati na porta com força, minha voz saia mais rouca que de costume – Sky, caralho – a chamei novamente e nada.
Porra, Justin! Você esqueceu? Dylan!
Tentei abrir a porta, mas estava trancada e mesmo que não, meu estado não me ajudava a conseguir. Passei a mão pelos meus bolsos e senti o molho de chaves. Eu havia colocado a chave que o porteiro me deu ali, eu sei que sim. Tentei todas as chaves e antes que perdesse a esperança, consegui abrir a porta. Entrei cambaleando mais uma vez e procurei por Sky pela sala, nada. Eu já estava desesperado.
Um desesperado bêbado.
Corri – tentei — até seu quarto na esperança de a encontrar ali e quase senti meu coração parar quando a vi deitada em sua cama. Ela estava bem.
De certa forma, aquilo me tranqüilizou... Me tranqüilizou o bastante pra minha visão escurecer. Senti meus joelhos fraquejarem e quando percebi, meu corpo já estava no chão.
x
Notas finais
Então, tenho que falar uma coisa, essa semana vai ser de provas e eu vou entrar menos e escrever também :( Mas, eu não vou ficar sem postar a semana toda, que fique bem claro. Vou postar sim, mas com menos frequência. Enfim, obrigada e espero que tenham gostado ♥
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