Strange Love
14 Capítulo catorze - I want you!
Notas iniciais
( Nota: Este é o poster e folheto que o governo começa a utilizar para a campanha de recrutar soldados para os experimentos, então vizualizem um "I Wanto you for U.S Army" e não "To buy war bonds now". Se eu tivesse photoshop, eu tinha feito isso mas...)
Já eram seis e quinze da manhã. Tony e Bruce ainda se forçavam a fazer o soro passar de sessenta e dois porcento anulado. Tony bufou se esticando na cadeira, bocejando longamente.
– Ok, chega. Alguém precisa buscar um café aqui.- Tony falou vendo já tudo embaçado, saindo do computador. — Quer alguma coisa? — Bruce coçava os olhos de forma cansada.
– Eu vou junto. Se eu não olhar para outra coisa que não seja esse laboratório, vou acabar louco.- Tony riu batendo no ombro do amigo, saindo ambos em direção a cozinha.
Alguns minutos se passaram e passos foram ouvidos no laboratório. Quem havia entrado, foi direto ao computador, plugando um pendrive do tamanho de uma unha. Digitou alguns códigos enquanto ia até a caixa de análise do computador, retirando as duas ampolas com sangue de Steve do recepiente.
– Cópia dos arquivos concluída.- O computador avisou. A pessoa voltou para o computador, digitando alguns códigos, quebrando o sistema, fazendo um alarme soar. No computador, um vírus se espalhou tão rapidamente que não existia mais rastros da pesquisa que antes estava prestes a se concluir. A pessoa retirou o pendrive do computador, guardando ele junto das ampolas na própria roupa. Saiu correndo em direção as escadas, indo para a parte da tubulação que dava para uma das turbinas, abrindo uma porta lateral. Pegou o capacete que havia já separado para aquele momento, vestindo o para quedas. Pulou sem demora, esperando o momento certo para abrir o mesmo.
No laboratório, Bruce e Tony correram da cozinha, verificando o que havia acontecido. Segundos depois, Fury chegou ao laboratório, olhando envolta como se procurasse um incêndio.
– O que está acontecendo aqui, Senhores?- Bruce digitava freneticamente no computador.
– Parece que um vírus atacou todo o sistema. — Ele olhou para Fury e Tony. – Parece que perdemos a pesquisa. — Tony foi para o outro computador, digitando da mesma forma, passando as mãos pelo rosto em seguida.
– Tudo se foi. Perdemos a pesquisa. Vamos ter de recomeçar. - Tony constatou de forma cansada, o alarme sendo desligado com um código que Bruce digitou.
– Espero que o senhores saibam me explicar como foi que um vírus apareceu no nosso sistema. Assim como espero que tenham como refazer essa pesquisa.- Fury falou sério, no que Tony se levantou indo até a caixa de análise do computador.
– Pelo menos ainda temos as... — Ele viu a caixa vazia, olhando para Fury e Bruce. Ele não precisou se explicar, enquanto Fury apontava para dois de quatro agentes que estavam ali parados a porta, armados e atentos.
– Quero uma varredura agora em toda a base. Agente Hill, temos um intruso.- Ele reportou se retirando rapidamente do laboratório, seguindo os agentes. Tony socou a mesa com raiva, bufando.
– Quem foi o desgraçado que fez isso?- Olhou para Bruce que continuava calmo.– Eu vou matar o filho da putar...-
– Tony não podemos fazer nada. O que nos resta é recomeçar. - Ele pegou seu caderno do bolso, surrado e com aspecto rasgado. – Eu tenho anotações aqui que pode nos poupar tempo. Precisamos da Stella e da Agente 13 para nos ajudar o mais rápido possível.- Tony respirou fundo, até esquecendo seu sono por um momento.
– Esse dia vai ser longo... - Falou em um suspiro, olhando envolta do laboratório.
–-----------------------------------------------------------------------------------------------------------------------
Quando Stella e Natasha saíram do táxi e iam em direção a entrada da torre Stark, já estavam um pouco mais sóbrias. Mas ainda assim trançavam um pouco as pernas. Riam como duas hienas, se abraçando no Lobby para não caírem no caminho do elevador.
– Bem vinda de volta, Senhorita Stark e Senhorita Romanoff – Jarvis saudou.
– Bla bla bla. Jarvis me vê uma vitamina pra ressaca, pelamor! — Stella pediu tirando seus sapatos, indo para seu quarto. Largou eles no pé da cama, começando a arrancar sua roupa.– Eu preciso de um banho, um bom prato de cereal e de tirar essa maquiagem... — Falou mais para si mesma já de calcinha e sutiã. Ao se olhar no espelho, ficou um tanto quanto surpresa. Sua maquiagem ainda estava impecável. – Pelo jeito eu não perdi a mão.- Sorriu pegando um lenço úmido, começando a tirar a maquiagem.
– Devíamos voltar para a base.- Natasha falou na porta do banheiro.
– Devíamos. Mas vamos voltar mais tarde. Não tem nenhuma emergência. — Stella falou pegando outro lenço, tirando o resto da maquiagem do mesmo olho. Terminando ambos, ela prendeu o cabelo em um coque, escutando Natasha entrar no quarto de hóspedes. Terminou de se despir e entrou no chuveiro, tomando um banho demorado.
Enquanto esfregava sua pele com seu sabonete líquido favorito, fechou os olhos, se lembrando de Steve. Sentiu saudade de seus beijos, de suas mãos em seu corpo. Principalmente da sensação de proteção sempre que a abraçava. Respirou fundo de forma lenta, sentindo o vapor da água quente em seus pulmões. Mordeu o lábio inferior ao se lembrar do corpo dele colado ao seu, suspirando. Precisava sentir seu toque novamente. Precisava de seus beijos, de seus sorrisos. Precisava dele ali a todo instante. Quando abriu os olhos, decidiu que a primeira coisa que faria quando chegasse a base seria ver ele. Beijar, abraçar, dizer o quanto amava e queria ficar com ele. Não podia mais suportar aquele vazio. Iria fazer ele se decidir de uma vez por todas.
Saindo do banho, secou-se com calma, indo até seu guarda roupa. Lá, escolheu uma roupa leve com uma sandália. Deixou o cabelo em um rabo de cavalo, passando uma base hidratante no rosto. Escondeu a expressão cansada com uma leve maquiagem e um óculos caramelo, indo encontrar Natasha na cozinha. Ela estava com seu uniforme da S.H.I.E.L.D, devorando um copo de cup noodles.
– Não acha um pouco cedo para Noodles? - Perguntou abrindo a geladeira, pegando o leite, colocando ele na mesa. Natasha deu de ombros.
– Carboidratos me fazem bem. Liberam energia extra. - Falou depois de engolir uma bela garfada do macarrão. Stella pegou uma tigela e os cereais com granola e outros grãos. Não colocou açúcar, só o leite, começando a devorar ele.
– O que está passando na TV, Jarvis? — Quase de imediato, a TV ligou, mostrando a lista de canais e o que estavam passando nela.– Coloque no vinte e dois.- A TV pulou para o canal pedido, mostrando o noticiário da manhã.
– E como já havia sido dito ontem, o governo começa hoje o recrutamento de futuros soldados. O presidente emitiu uma nota, falando que espera que este programa militar ajude a escolher os melhores para defender nosso país. - O âncora do jornal falou de forma satisfeita, um poster de Steve sendo mostrado no fundo. Elas se olharam incrédulas.
– Fury não disse que não teriam como começar o programa sem o DNA do Steve? — Natasha deixou o copo de isopor de lado na mesa, olhando melhor para a TV.
– Isso mesmo. A menos que eles tenham outra fonte para o soro.- Ela tentou se lembrar de mais alguém que pudesse ajudar o governo.
– Não existe outra pessoa, Naty. Bruce e Banner são os únicos.- Natasha terminou de comer em poucas garfadas o noodles, no que Stella copiou ela, terminando de comer o cereal.
– Jarvis, desligue tudo por favor. —
– Sim senhorita Stark.- Ela correu em direção a seu quarto, pegando a bolsa que havia trazido consigo, correndo para o jato no heliponto da torre Stark, levantando voo rapidamente.
Assim que chegaram, foram direto para a sala de comando, dando de cara com Fury extremamente irritado, Steve e Clint junto dele. Stella olhou para Steve com um sorriso tímido, sendo retribuído da mesma forma.
– Romanoff e Stark, por onde andaram? — Fury olhou sério para as duas, no que Stella se adiantou.
– Eu posso explicar, comandante. A culpa foi toda mi...- ele levantou uma mão, silenciando ela.
– Explicações e desculpas para depois. Esse tipo de comportamento é típico dos Stark, eu até já esperava. Mas você Agente Romanoff? Você tem um dever a cumprir.- Natasha concordou, calada, no que Fury continuou.– Discutiremos isso depois. Um intruso esteve na base há pouco tempo, roubando as amostras de sangue do Capitão Rogers. O trabalho do Senhor Stark e do Dr Banners também fora comprometido por um vírus, provavelmente instalado pelo intruso.- Stella pediu licença para Agente Hill, mostrando na tela do computador o jornal da manhã.
– Você sabia disso, Comandante? — Natasha perguntou, se referindo a notícia. Steve ficou tenso enquanto Clint ficava mais sério do que o normal.
– Não acha que possa haver uma ligação entre o intruso aqui na base com isso, Comandante Fury? - Stella perguntou, deixando Fury tenso enquanto via que o recrutamento havia começado antes do previsto.
– Provável. Precisamos apurar isso. —
– Mas se o sangue foi roubado há menos de duas horas, significa que eles tem outra fonte. — Natasha se pronunciou, enfim.
– Na verdade não, Romanoff. Eles podem estar fazendo isso para ganhar tempo. O curioso é que quem fez isso, não tentou ajudar o Senhor Hammer. O que poderia ser resultado de outra pessoa agindo a favor do governo. - Fury pensou por um momento, olhando para Steve. – Preciso que fique em segurança máxima, Capitão. Vou pedir que fique em um dos quartos especiais e que tenha escolta se precisar sair dele. - Steve concordou com a cabeça, ainda olhando para a TV.
– Seria mesmo necessário? Eles já tem o sangue dele. — Stella achou um pouco exagerada a reação de Fury.
– Uma pessoa nos enganou. Roubou uma amostra importante do nosso laboratório e fugir sem deixar rastros. Acha mesmo desnecessário deixar o Capitão Rogers sem algum tipo de proteção Senhorita Stark? — Fury parecia mais irritado do que o normal, o que fez com que Stella projetasse seu queixo para frente, não abaixando a cabeça para a forma que Fury falava com ela.
– Se precisa fazer isso com ele, deve tomar as mesmas medidas com Bruce.- Apontou cruzando os braços.
– O Doutor Banner tem o código quebrado em seu DNA. Seria burrice alguém utilizar o DNA dele, tendo oportunidade de conseguir o do Senhor Rogers. — Steve deu um passo a frente, olhando para Fury.
– Se me permite, senhor, não acho que precise de tanto. - Fury riu de forma debochada.
– Com todo o respeito, Capitão, alguém se infiltrou na base que contem milhares de Agentes, não sendo pego ou achado algum rastro do mesmo. Se eu digo que o Senhor precisa de Agentes dia e noite ao seu lado para sua segurança, é por que precisa. - Falou encerrando o assunto, retirando – se da sala.
–-----------------------------------------------------------------------------------------------------------------------
Steve ainda estava preocupado com o que havia acontecido, recolhendo seus pertences no quarto minúsculo. Ele ainda tinha o sonho com James em sua cabeça, pensando em qual seria o melhor momento para conversar com Stella. Ele estava considerando a ideia de contar o que havia acontecido na noite passada para ela, mas tinha medo de piorar as coisas. Desligou e fechou o laptop que tinha a foto dela na tela, suspirando ao olhar para a aliança de mentira que estava bem ao lado. Quando estava no banheiro, recolhendo alguns poucos pertences, escutou uma batida na porta. Deixou tudo em cima da cama, sorrindo ao abrir a porta e ver que era Stella.
– Atrapalho?- Perguntou vendo a bagunça em cima da cama dele.
– Não, pode entrar. — Abriu ainda mais a porta para ela passar, fechando ela em seguida. Stella não demorou e se virou para beijar ele, abraçando – o de forma forte, sendo retribuída da mesma forma. Steve sorriu, matando a saudade naquele beijo, um braço a envolvendo pela cintura de forma firme e carinhosa enquanto a mão livre fazia carinho em seu rosto. Ela sorriu ainda mais contra seus lábios, olhando para ele quando parou o beijo.
– Eu senti sua falta... — Seus olhos brilharam de forma tenra quando ela sussurrou aquilo, seu coração se enchendo quando ele sorriu ainda mais mas ouvir aquelas palavras. Stella encostou seu rosto no peito dele, respirando fundo aquele cheiro que ela tanto sentia falta quando ia dormir. Ele afagou sua cabeça, beijando o topo da mesma respirando fundo contra seu cabelo.
– Eu também...- Sua garganta se fechou quando ele se lembrou do ocorrido com Sharon, indeciso se deveria ou não contar para Stella.
– Eu precisava conversar com você... — Ela começou se soltando um pouco dele, no que ele olhou para o chão, tentando não parecer tão tenso. – Você tem alguma coisa para fazer agora ou...- Stella perguntou ao mesmo tempo fugindo do assunto e notando o olhar incomodado dele.
– Não, por favor, não!- Ele se apressou a dizer, indo até a cama, empurrando as coisas todas para o lado do travesseiro. Ele se sentou, puxando ela junto, segurando suas mãos. – Não há nada. Precisamos mesmo conversar.- Sua voz saiu um pouco incerta, no que Stella não percebeu a tensão nela.
– Aconteceu uma coisa esta noite e....- Ela olhou para suas mãos junto das dele, suspirando longamente, tomando coragem para falar. – O que você sente por mim, Steve? — Olhou para ele tentando ignorar o seu coração que batia frenético. Steve olhou para ela, aquela pergunta ecoando em sua mente. – Ontem a noite eu me dei conta de que isso que estamos tendo...- Ela gesticulou com uma mão ele e ela.–... Isso não é o bastante. - Ele continuou a olhar para ela, sem saber exatamente o que dizer.
– Stella... Eu...- Ela suspirou ao escutar aquilo, tirando as mãos dela das dele.
– Eu estou te pressionando por que eu não aguento mais isso. Eu quero ser objetiva. Eu quero saber se aqueles dias em Boston significaram alguma coisa para você. Se você realmente foi sincero ao dizer que eramos como namorados. — Steve respirou fundo, segurando as mãos dela novamente, acariciando elas com os polegares.
– Aqueles foram... Os melhores dias de toda a minha vida, Stella. — Ele olhou do emaranhado que as mãos faziam entre eles para os olhos dela, seus olhos transbordando verdade. O coração de Stella triplicou o batimento, fazendo ela encher o peito de ar lentamente, antes de soltar da mesma forma. – E eu fui totalmente sincero ao dizer que eramos como namorados. - Ela sentiu como se o seu peito fosse explodir, sorrindo largamente. Antes que ele pudesse dizer qualquer outra coisa, ela já estava em seu colo, sua boca desesperada na dele de forma apaixonada. Ele não se importou e retribuía o beijo da mesma forma, suas mãos acariciando o rosto que ele tanto amava. Stella bagunçou o cabelo dele com os dedos frenéticos em sua nuca, o beijo se acalmando lentamente. Quando notaram, o beijo era apenas um leve toque de lábios enquanto as mãos de ambos se ocupavam de fazer carinhos lentos e tenros um no outro.
– Eu me sinto uma adolescente boba com você.- Ela sussurrou de forma risonha contra os lábios dele, olhando de forma intensa para ele. Steve sorriu largamente, também se sentindo com seus quinze, dezesseis anos. Ele passou a ponta dos dedos pelo rosto dela, no que Stella fechou os olhos ao seu toque.
– Eu poderia te olhar o dia inteiro... — Falou em um sussurro como se falasse mais para si do que para ela. Stella sorriu ainda mais, abrindo os olhos, afagando a nuca dele. Não falaram nada por muitos minutos. Steve brincou com seus dedos no rosto dela, o indicador seguindo o desenho de seu nariz, passando pelos lábios e queixo de forma lenta. Ele beijou os olhos dela de forma carinhosa, descendo para suas bochechas e queixo, finalmente chegando nos lábios. Stella permaneceu imóvel enquanto deixava para ver até onde ele iria. De forma muito tímida, ele desceu seus lábios delicadamente por sua mandíbula, seguindo para o pescoço. Ele nunca havia tentado aquilo antes. Um carinho tão simples mas também tão íntimo, causando arrepios em Stella. As mãos dele subiram e desceram pelos braços imóveis dela em um carinho, seus lábios beijando o ombro direito que estava descoberto. Ela não aguentou ficar parada, passando as mãos pelos braços másculos de forma lenta até chegar em seus ombros. Subiu para a nuca, passando seus dedos pelo cabelo dele no mesmo momento em que ele beijava entre seu pescoço e ombro. Ela apertou os fios loiros em seus dedos sem muita força, em um gesto mudo para que ele se virasse para ela. Recomeçaram o beijo lento, as línguas se acariciando de forma carinhosa e sem pressa, as mãos de Steve agora na cintura dela, apertando o corpo dela mais colado ao dele. Por reflexo, ela pressionou seu corpo no dele de forma inesperada, escutando um quase gemido vir dele junto de um suspiro. Novamente ele sentiu a urgência de ter ela, de sentir ela por completo mas se refreou. Aos poucos ele parou o beijo, contra vontade de Stella, no que ela suspirou longamente de forma frustrada quando pararam.
– Nos ainda não terminamos a conversa, Capitão. - Ela falou em um tom mandão, brincando ao se forçar a esquecer a frustração que sentia. Steve sorriu, rindo por um momento. Sentiu se um pouco nervoso e constrangido por saber que ela sentia sua “vontade”.
– Não hoje, senhorita Stark. — Ele respondeu no mesmo tom de brincadeira, beijando demoradamente os lábios de Stella, fazendo carinho em seu rosto. Eles se olharam de forma carinhosa, no que ela saiu do colo dele momentos depois.
– Tudo bem.... Então... Quer ajuda com a “mudança”?- Mudou de assunto, sorrindo de forma animada. Ele pegou algumas coisas como desodorante e uma toalha de rosto de forma discreta, colocando elas em seu colo para disfarçar.
– Não, obrigado. Não tem muito para carregar.- Sorriu sem graça para ela, respirando fundo, torcendo para que o ajudasse a se acalmar.
– Tudo bem. Vou te deixar sozinho. Mais tarde nos falamos. Vou ajudar Bruce e meu pai no laboratório. - Ela beijou ele rapidamente, deixando ele sozinho no quarto. Steve respirou fundo de forma nervosa, passando as mãos pelo rosto. Esperou mais uns dez minutos para se levantar, como se nada tivesse acontecido, voltando a guardar suas coisas.
–-----------------------------------------------------------------------------------------------------------------------
No laboratório, Bruce já havia recuperado uma boa parte da pesquisa por conta das anotações que ele havia feito. Novas amostras do sangue de Steve já estavam na caixa de análise do computador, começando a scanear o soro de forma detalhada no DNA dele.
– Em quanto já está? — Stella perguntou ao entrar no laboratório, estranhando ao não ver seu pai.
– Trinta e nove porcento. Está indo bem rápido até. — Ela olhou envolta, pegando uma lata de energético no frigobar.
– Cadê meu pai? — Bruce bocejou longamente, coçando os olhos.
– Pepper obrigou ele a ir dormir. Levei uma bronca de brinde também. Estou sem dormir faz quase trinta e uma horas. - Stella arregalou os olhos, tomando um grande gole do energético.
– E eu que pensei que o recorde era meu. - Ele riu se virando para ela na cadeira.
– Quantas horas? - Ela fez uma careta.
– Trinta. - Eles riram, no que ela se encostou na bancada.– Cade a pentelha 13?- Bruce deixou seus óculos na mesinha, no momento em que Fury apareceu.
– Em uma missão particular em Londres. Por que Senhorita Stark? - Ela franziu a testa, tomando outro gole do energético.
– Ela não deveria ajudar na pesquisa? —
– Ela precisava estar nessa outra missão. Prioridades, Senhorita Stark. Algo que aparentemente você e seu pai adoram negligenciar.- Ela revirou os olhos, cruzando os braços.
– Eu já me desculpei, ok? Sei que não fiz o certo mas eu estou me comportando muito bem no tempo em que passo aqui. -
– Não vamos discutir isso. Caso encerrado. Vim para perguntar algo para o Doutor Banners.- Bruce se ajeitou na cadeira, escondendo um bocejo com a mão.
– Desculpe. O que quer, senhor? — Ele piscou várias vezes, tampando a boca quase em seguida para bocejar novamente.– Desculpe.-
– Em quanto tempo podemos ter o antídoto temporário para o super soro? - Bruce olhou para o computador por um momento, calculando.
– Não sei, talvez um dia ou dois no máximo. Estamos indo bem graças as minhas anotações.- Fury balançou a cabeça.
– Entendo. O quão perigoso e letal pode ser a contaminação de uma pessoa com o sangue do Capitão Rogers? - Bruce franziu a testa, pensando por um momento.
– Bem isso... Isso depende. De quanto o senhor está falando? Uma gota?-
– Uma ampola, Doutor.- Stella olhou para Fury, soltando uma risadinha.
– Pretende fazer uma arma que contamine nossos inimigos com uma chuva de sangue? - Perguntou de forma debochada.
– Pelo contrário, Senhorita Stark. Pretendo designar um voluntário para injetar o sangue do Capitão para testar a droga. Preciso dela o mais rápido para poder criar ela em massa para nos prevenir.- Bruce esticou a mão para Stella, pedindo a lata de energético. Tomou um gole e bocejou em seguida.
– Mas se contaminarmos uma pessoa, ela pode acabar como o Steve para sempre.- Fury olhou de forma confusa para ele.
– Isso é um problema, Doutor? O Capitão parece viver muito bem com o que o soro lhe fez.-
– Não foi isso que eu quis dizer. Pode haver danos e efeitos colaterais. Segundo as anotações do Doutor Erskine, o soro amplia tudo. “O que é bom se torna ótimo, assim como o que é ruim se torna horrível”. Palavras dele. Assim como o erro que eu fiz, o efeito colateral que eu tive foi...- Ele balançou a cabeça sem precisar falar ao se referir ao Hulk.– Enfim, um erro pode ser fatal para a pessoa.-
– Mesmo diante disso, estou disposto a arriscar, Doutor. - Stella pegou de volta a lata de Bruce, tomando o resto do energético. Jogou a lata na lixeira, olhando séria para Fury.
– O senhor já escolheu quem seria? —
– Estou analisando alguns Agentes da S.H.I.E.L.D. Um deles pode me servir.-
– Eu posso me voluntariar?- Perguntou deixando tanto Fury quanto Bruce sem ação.
– Como disse, Senhorita Stark? - Falou como se não tivesse ouvido direito.
– Eu posso me voluntariar a “cobaia”? — Bruce se levantou indo para perto dela.
– É muito arriscado, Stella. O risco de morte é alto, fora que seus pais...- Ela olhou de forma séria para Bruce, encarando ele.
– Eu já sou maior de idade. Meus pais já não respondem mais por mim. Eu quero ser voluntária. - Fury suspirou longamente.
– Sua ficha é boa. Seu perfil nem tanto mas... É o adequado a esta ocasião. Se é isso que quer, não posso impedir. Só fico feliz que irá me poupar de uma busca exaustiva.- Ela concordou, sorrindo de leve, olhando rapidamente para Fury.
– Você tem certeza disso?- Bruce perguntou preocupado. Ela sorriu um pouco mais.
– Eu entendo sua preocupação, Bruce. Mas eu não mais ser a fraca do grupo. Quando o pau comer, eu quero estar na linha de frente. — Ela beijou a bochecha dele de forma carinhosa, apertando a ponta do nariz dele como ele sempre fez com ela.
– Sendo assim...- Ela olhou para Fury.
– Chamarei todos na sala de comando mais tarde. Tirei algumas horas de descanso. Você principalmente, Doutor. Parece que está prestes a cair .- Bruce riu sem graça, concordando com a cabeça, antes de Fury dar as costas, saindo do laboratório.
– Seu pai vai te matar. — Ela deu de ombros.
– Ele não pode fazer nada. Sentar e ficar esperando é que eu não vou!- Deu de ombros. – Vou dormir que você não é o único sem uma boa noite de sono. - Stella falou antes de seguir o mesmo caminho que Fury, indo para seu quarto.
–-----------------------------------------------------------------------------------------------------------------------
Algumas horas mais tarde, todos, com exceção de Pepper, estavam na grande mesa da sala de comando de Fury. Stella estava um pouco apreensiva em relação a reação de seus pais, assim como a de Steve. Não sabia exatamente como eles reagiriam, mal tendo descansado antes da reunião.
– Senhores, pedi para que todos se reunissem para que eu fizesse um comunicado importante.. - Fury começou parando em pé próximo a Stella que olhava para a mesa como se pudesse esconder sua ansiedade.– Depois do ocorrido desta manhã, cheguei a conclusão de que precisava colocar o plano em prática o mais rápido possível. Mas para ter o resultado necessário, eu precisaria de um voluntário. O plano será de injeta um pouco do sangue do Capitão Rogers em um voluntário para que pudéssemos testar o antídoto na pessoa, sem maiores riscos.- Tony cruzou os braços que estavam até então em cima da mesa, com um certo ar de deboche para Fury.
– Sem maiores riscos? Só a ideia de injetar o sangue do Capicolé aqui em alguém já é arriscado o bastante.- Constatou, apontando com o polegar para Steve ao citar ele. Steve fingiu que não tinha visto.
– Conheço muito bem os riscos que uma “contaminação” pode causar. Obrigado, Senhor Stark. Mas o momento requer medidas drásticas.- Fury olhou para Stella por um momento antes de prosseguir. – Eu estava escolhendo alguém da S.H.I.E.L.D. Alguém que tivesse o perfil para tal experimento. Mas a senhorita Stark estava presente em minha conversa com o Doutor Banners e ela se voluntariou. - Tony e Steve ficaram de pé ao mesmo tempo. Stella sentiu vontade de rir ao ver aquilo, não sabendo se de nervoso ou de cômica que era a cena.
– Você o que, Stella? — Tony Perguntou em tom indignado.
– Você ficou louca? — Steve tinha a voz carregada de preocupação. Tony olhou feio para ele.
– O que você acha que está fazendo? Vai se voluntariar a um experimento que pode te matar, a troco de que? — Ela olhou para o pai que a olhava de forma furiosa, como ela nunca havia visto antes.
– A troco de participar desse circo todo. Eu só fico sentada observando enquanto você explode as coisas, Clint acerta os outros até de olhos fechados e Steve... — Ela olhou para ele, engolindo seco.
– Não me interessa os seus motivos. Você não vai ser cobaia do Fury. - Ele bateu na mesa como se colocasse um ponto final na conversa. Stella também se levantou.
– Você não pode mandar em mim, Anthony. - Seu tom lembrou Tony de Pepper, fazendo ele olhar para ela quando ele estava prestes a sair da sala.
– Sou seu pai. Não me importa a sua vontade quando se trata da sua vida!- Seu tom subiu quase como um grito.
– Eu sei muito bem a escolha que estou fazendo, e não tem nada que você fale ou faça que possa me impedir. - Stella saiu da sala, largando todo para trás. Steve saiu logo em seguida, indo atrás dela. Quando ela estava virando o corredor para o seu quarto, ele a alcançou, segurando-a pelo braço.
– Você não pode fazer isso. - Ela se virou de forma furiosa para ele, se soltando de sua mão de forma bruta.
– Não posso por que? Você também vai querer mandar em mim? O casamento era de mentira se você não se lembra, Rogers. - Deu as costas pra ele, continuando a andar.
– Por que eu não posso te perder. - Ela parou de andar ao ouvir aquilo, sentindo seu coração acelerar ao ouvir aquilo, sentindo sua fúria desaparecer. – Não você. - Ele andou até ela, virando-a de frente para ele. Ela acariciou seu rosto de forma lenta e carinhosa, sorrindo de leve com aquela declaração.
– Você não vai me perder. Sou dura na queda. — Brinco esperando que pudesse tirar uma risada, por menor que fosse, daquela expressão preocupada e triste.– Eu sou forte. Eu vou ficar bem. Fury disse que eu tenho o perfil necessário.- Ele segurou o rosto dela com ambas as mãos, olhando fundo em seus olhos.
– Não faça essa besteira. É arriscado demais. - Ela riu baixinho.
– Olha quem fala. —
– Por favor. Não faça isso.- Ele insistiu, acariciando as bochechas dela com os polegares.
– Confia em mim. Eu sei o que eu estou fazendo.- Ela pegou as mãos dele, beijando elas por um momento sorridente. Ele respirou fundo derrotado, sabendo que não teria como convencer ela do contrário.
– Quando vai acontecer? — Ela deu de ombros, andando de mãos dadas com ele para seu quarto.
– Daqui um ou dois dias. Três no máximo. — Ele respirou fundo, ainda preocupado. – Você vai continuar assim? - Ele sorriu sem muita vontade, entrando com ela no quarto.
– É o que me resta.- Ela revirou os olhos, no que ele puxou ela para perto.– Mas tenho de dizer... Seu pai está certo. - Stella encostou sua cabeça no peito dele, rindo ao escutar aquilo.
– Nunca pensei que escutaria você dizer isso.- Ele soltou uma risada baixa, passando uma mão lentamente pelo cabelo dela, respirando fundo.
– Não quero que você se machuque...- Ela calou sua boca com uma mão, olhando para ele.
– Vamos esquecer esse assunto, só por agora? — Pediu não dando tempo de ele responder, roçando seus lábios nos dele, beijando de leve seus lábios. Steve fechou os olhos procurando pela boca dela, suas mãos de volta a rosto dela de forma carinhosa, beijando-a lentamente. Stella trancou a porta do quarto sem que ele percebesse, puxando-o de encontro a cama aos poucos. Quando ele percebeu, ela estava novamente em seu colo como mais cedo, abraçando-o forte. Aos poucos o beijo se desfez, virando pequenas carícias. Steve passava suas mãos pelas costas dela de forma demorada em um afago, respirando contra seu cabelo. Ela mexeu sua cabeça no ombro dele, respirando profundamente.
– Dorme comigo? Eu sinto sua falta... — Falo próximo ao ouvido dele, fazendo-o sorrir. Em uma resposta muda, ele ajeitou ambos na cama, deitando com ela sobre ele. Ela ajeitou seu corpo no dele, virando seu rosto para ele. Ela sentiu todo o cansaço da noite não dormida lhe derrubar, beijando o maxilar dele carinhosamente, antes de cair no sono com o cafuné que ele fazia em sua nuca. Pela primeira vez desde que haviam voltado de Boston, tanto Steve como Stella estavam finalmente dormindo bem.
–-----------------------------------------------------------------------------------------------------------------------
Fale com o autor