Strange Love
24 Capítulo Vinte e quatro - Voltando a Vida Antiga.
Notas iniciais
Steve não entendia o por que de Stella o estar evitando desda noite passada. Assim que pode, correu para o quarto dela na base. Levou três segundos para perceber que ela havia ido embora.
No convés, Tony ajudava a carregar o resto das coisas para a saída deles da base. Fury olhando para tudo, Clint e Natasha de cada lado seu.
– Estará tudo pronto caso precise retornar, Stark. — Tony fez uma careta, como se debochasse.
– Sem ofensa, Fury. Mas não pretendo voltar tão cedo. Prefiro minha casa a essa base. Sem ofensa.- Fury riu, se aproximando dele para um aperto de mão firme. Stella manteve a pose reta e sem expressão para Fury, atá que ele a dispensasse. O que ele fez logo após apertar a mão de Tony.
– Entarei em contato em breve, Agente Stark. Logo precisarei de você aqui.- Stella sorriu, da melhor forma que pode, apertando a mão de Fury. Ela, Pepper e Tony se despediram rapidamente de Fury, Clint e Natasha, entrando no jato que os levariam de volta para o prédio Stark. Quando o jato ja havia ganhado altitude, Steve apareceu no convés, no que Fury notou algo estranho em seu rosto. — Algum problema, Capitão? — Steve respirou fundo, negando com a cabeça para o comandante, os olhos ainda fixos no jato que começava a sumir no horizonte.
Natasha se aproximou dele, logo depois que Fury e Clint sairam de vista, sua expressão era dura e fria.
– Espero que tenha aproveitado a piranha da Sharon o suficiente. — O coração dele disparou. Entrou em pânico quando ouviu aquelas palavras.
– Do que você está falando?- Natasha continuou a olhar daquela mesma forma para ele.
– Tem certeza de que não sabe? — A expressão dele continuou a mesma. — Sharon disse para Stella que vocês dormiram juntos. Boa sorte explicando que nariz de porco não é tomada. Isso se não for mesmo verdade. — Natasha já estava se retirando quando Steve a parou.
– Não aconteceu nada. Quer dizer, aconteceu um beijo... — Natasha pareceu mais alta do que ele por um momento, a fúria brilhando em seus olhos.
– Pois bem. Não devia ter escondido dela. Dúvido muito que ela te receba agora. Com licença.- Saiu andando rapidamente, antes que Steve pudesse dizer mais alguma coisa.
Na torre Stark, Tony e mais oito carregaram todas as coisas de Stella de volta para seu quarto. Assim que conseguiu um segundo sozinha, se trancou no banheiro, olhando bem para seu rosto no espelho. Estava um pouco mais magra do que quando havia deixado a casa para a base. Estava mais forte também. Mas o que mais lhe mostrava mudança fora suas feições. Estava triste. Sempre evitou essa expressão em seu rosto. Lutava contra si para nunca sentir aquilo novamente. Percebeu que estava chorando quando sentiu sua bochecha molhada e os olhos embaçados. Respirou fundo e então se deixou desabar. Sentou se no chão do banheiro, a última vez tendo sido há anos, por outra pessoa. Mas a situação agora era pior. Escutar as palavras da boca de Sharon havia sido pior do que ouvir do próprio Steve. Aquilo havia machucado mais do que ela previra. Sentia raiva extrema, o que não a deixava parar de chorar.
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Steve socava com cada vez mais força o saco de areia. Não demoraria muito para ele começar a ceder. Em sua cabeça, tudo passava como um flash. Em um momento, Stella sorria para ele, e no outro ela estava sem expressão. Olhos cheios de mágoa em um azul vazio. Sua mão direita deu um último soco no material sintético antes de ele se arrebentar e espalhar areia em seus pés. Um senhor de idade, que cuidava da academia apareceu. Steve só o notou ali quando ele se dirigiu a ele.
– Se acabar com mais algum saco meu, vai pagar por eles. — Steve já esperava por isso. Foi até sua mochila surrada e tirou dela cerca de quatrocentos dólares, sem olhar.
– Desculpe. Mas é melhor descontar em sacos do que em pessoas, não concorda senhor? — O homem pegou o dinheiro sem olhar, analizando Steve.
– Problemas amorosos, rapaz? Foi traído? — Steve riu sem graã e sem humor.
– Não senhor. — Ele recolheu o resto do saco de treino e levou até uma lixeira próxima. — Quem traiu fui eu. — Confessou ao pegar uma vassoura, varrendo a areia espalhada no chão.
– Rapaz, deixei isso ai. Não precisa varrer. -
– Não me custa nada, senhor. — O homem olhou para Steve enquanto ele juntava toda a areia em uma só área.
– Sabe.. Mulheres... São complicadas. — O homem falou de forma pausada. — Não se pode conquistar elas e as jogar fora em seguida. São mulheres. O melhor ser e o pior. — Ele suspirou e olhou envolta, enquanto Steve varria. Ele parou de varrer e olhou para o senhor.
– Posso lhe pergun... — O senhor lhe interrompeu com uma mão, sorrindo.
– Se a sua pergunta for se eu já me apaixonei, sim. Sim, meu jovem. E fiz a mesma besteira que você. — Steve suspirou sem saber o que dizer. — Só que fiz algo muito pior.-
– O que fez? — O senhor olhou para Steve de forma pesarosa.
–Não fui atrás dela, não disse que a amava e que estava arrependido. Trinta anos já se passaram, e não tem um único dia em que eu não me lembre de tudo. E me arrependo e muito.-
Steve lembrou que tentou falar com Stella, mas ela já estava longe da base. Isso há quase uma semana. Desde que voltou da S.H.I.E.L.D, se distraía na academia, voltava para casa, pesquisava sobre ela na internete e ia dormir. Não sabia como fazer com os dias que se seguia.
– quer um conselho, rapaz?- steve olhou do chão para o homem, saindo de seus pensamentos que vagavam por tudo o que ele sentiu naquela semana sem ter contato com Stella.
– Sim?- Ele entregou o dinheiro de volta para Steve, dando um rapinha em seu ombro.
– Vá atrás dela, antes que você fique como eu. — Ele saiu antes que Steve pudesse dizer algo, lhe deixando sozinho com seus pesamentos, sem saber ao certo o que fazer.
Steve havia acabado de chegar da academia, jogando a mochila em cima do sofá, não percebendo que havia ligado a tv. Se sentiu idiota quando voltou correndo para a sala ao ouvir a risada de Stella, percebendo que vinha da Tv. Estava linda como sempre, falando com uma reporter na porta de uma boate. Sorria de forma estranha. Não era o sorriso que ele conhecia. Era ... Diferente.
– E o coração? Você sempre foi conhecida por ser como seu pai, Tony Stark, nunca namorar sério. Mas você mencionou algo sobre um "alguém" na última edição da Vogue. — Naquele momento, ela abaixou os olhos da camera, sorrindo um pouco triste, rindo um pouco forçado. Ele sabia que era. Se aproximou da tv como se aquilo fosse fazer ela dizer a verdade.
– É, eu sempre fui como o meu pai. Mas sempre tem aquela pessoa pra nos fazer tropeçar nos nossos próprios pés. — Ela riu novamente, olhando rapidamente para a câmera. Steve se sentiu ainda pior quando notou seu olhar. Ao mesmo tempo, notou que havia uma esperança. Ela ainda pensava nele. De forma triste e desapontada, mas pensava. Isso lhe deu forças.
– E quem é essa pessoa? Conta pra gente, Stella. — Ela riu ainda mais, mordendo o lábio inferior. Ao afastar uma mecha de cabelo do rosto, ele viu o colar em seu pescoço. Ele segurou a respiração enquanto esperava sua resposta
– Ele é uma pessoa bem pública mas, não gosta muito de toda essa exposição. É só isso que eu tenho pra falar. — Sorriu novamente, antes de se afastar e entrar no local. A repórter voltou a olhar para a câmera, sorrindo satisfeita com a fofoca quente.
– Será que vamos descobrir quem é o novo affair da nossa queridinha Stark? Fiquem ligados para mais... — Ele desligou a tevê, respirando fundo ao se sentar no sofá de forma exausta.
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Steve havia tornado sua idéia de conversar com Stella e esclarecer as coisas em um ritual. Todos os dias por volta das quatro da tarde, ia para um pequeno café que tinha suas mesas do lado de fora voltadas para a torre Stark. De lá viu várias vezes Tony ou talvez até a própria Stella sair com a armadura e voltar pelo héliponto. Já fazia quase duas semanas que ele ia até lá todos os dias, tomar coragem para conversarem. Mas Stella nunca saía de casa sozinha ou a pé. O que dificultava ainda mais as suas tentativas de conversar a sós.
– Boa tarde, Senhor Rogers. Em que posso ajudá-lo? — A voz já conhecida de Jarvis soou quando ele foi atendido no prédio.
– A senhorita Stark está? — Sua voz estava esperançosa, e seu coração sempre acelerava uma batida quando fazia aquela pergunta.
– Não, senhor. Gostaria de deixar um recado? — Ele apertou os olhos, respirando fundo. Teve de se segurar para não socar algo.
– Não, Jarvis, obrigado.- Ele se afastou da porta, voltando até o café, se jogando derrotado no assento da mesa do meio do pequeno pátio. Era o que tinha a melhor vista para o prédio.
Stella havia colocado uma peruca azul e uma roupa diferente de sua habitual. Ficou feliz por ninguém lhe reconhecer. Seu pai havia lhe dispensado de uma reunião e ela aproveitou para arejar sua cabeça. Desde que havia voltado da S.H.I.E.L.D, havia mantido sua mente focada no trabalho. Evitava parar para pensar em outras coisas. E naquele momento se sentiu só. Não tinha um caminho em mente, apenas saiu andando sem prestar atenção para onde ia. Quando estava próxima de casa, decidiu parar para tomar algo. O tempo começava a ficar quente. Logo seria verão e tudo o que conseguia pensar era em alguma viagem para algum lugar bem longe de New York.
– Boa tarde. — A garçonete lhe sorriu, a mão já pronta para anotar o pedido.
– Boa tarde. Um cappuccino, por favor. completo. — A garota anotou rapidamente na tela do pequeno aparelho touch em sua mão.
– Mais alguma coisa? — Stella negou com a cabeça. — Certo, um cappuccino então.- Ela sorriu para Stella antes de se afastar.Seus olhos seguiram a garçonete sem que ela percebesse, por trás de seus óculos escuros. Ela atendeu um rapaz que estava há poucas mesas da sua, um desenho em cima da mesa. Não conseguiu ver muito seu rosto por conta do vaso de flores que fazia uma pequena divisória entre as mesas.
– É um belo desenho. — A garçonete falou com o mesmo sorriso que havia dado a Stella para o rapaz. Ela havia levado um café para ele, no que ele soltou o desenho para pegar um pouco de açucar.
– Obrigado. — Sua voz soou familiar, de uma forma que fez o coração de Stella acelerar. Olhou para o desenho e viu que era a torre Stark logo a frente deles.
– Pelo jeito ele ainda não saiu de casa não é? — A garçonete continuou na mesa, olhando para a torre Stark como se procurasse algo.
– Não é ele que eu espero que saia. — Stella arregalou os olhos.
– Steve? — Perguntou a sí mesma em um sussurro. Se mexeu na mesa e conseguiu ver parte de seu rosto. Era ele, lindo como sempre, em suas roupas antigas. Sentiu um pouco de falta de ar e uma fina camada de suor se formar em suas mãos. Arrancou alguns trocados de seu bolso e deixou na mesa antes de levantar. Levantou rápido demais, fazendo barulho demais. A garçonete e Steve olharam para ela, assim como alguns outros poucos clientes que estavam ali.
– Não vai esperar seu cappuccino, moça? -
– Fique com o troco. — Conseguiu dizer antes de quase sair correndo. Quando já estava quase virando a esquina para a portaria do prédio, sentiu uma mão firme lhe puxar pela cintura, outra passar por seu rosto antes de seus olhos se focarem no rosto dele.
–Por favor, fale comigo.- Ele pediu segurando Stella firmemente contra sí.
– Não há nada para conversar, Rogers. — sua voz era firme mas não conseguia reunir forças para se afastar dele. Sentia tanta falta daquele cheiro e de seus abraços, assim como do tom de azul de seus olhos e da forma como suas mãos sempre eram confortáveis.
– Há sim. Por favor, fale comigo. — Um nó se formou na garganta de ambos. Eles se olharam sem saber o que dizer. algumas pessoas olhavam para eles, aquele estranho casal em uma esquina, sem dizer nada. Stella olhou envolta e percebeu que Happy estava na portaria, olhando para eles sem saber direito o que fazer.
– Se quer conversar. — Stella falou tentando ter alguma sanidade. — Vamos subir. — O pouco de força que reuniu, se afastou de forma bruta de Steve, entrando antes que perdesse a coragem. Happy continou na porta, até que ela chegasse no elevador.
– Há alguém em casa Happy? — Ela perguntou enquanto tirava os óculos escuros e a peruca.
– Não senhora. — Evitou olhar para Steve enquanto entravam no elevador, agindo de forma automática.
– Ótimo. — Steve a imitava, tentando organizar tudo em sua mente. Não conseguiu evitar de olhar para ela, analisando como sua pele branca estava levemente corada e seus olhos pareciam nervosos. Quando tentou abrir a boca para dizer algo, a porta do elevador se abriu, dando diretamente na sala de estar. Ela largou a pequena bolsa junto da peruca e do óculos em cima do sofá, enquanto ele andava timidamente atrás dela.
– Eu preciso esclarecer... — Ele começou a falar, mas Stella se virou para ela de forma determinada.
– Não fale nada. — Antes que perdesse a coragem, ela se aproximou dele e o beijou. Assim que seus lábios se tocaram, as mãos de Steve foram com vontade para a cintura dela. O beijo foi o mais longo que ambos se lembravam de ter tido. As mãos de Stella bagunçaram os fios bem penteados de Steve, assim como as mãos dele amarrotaram as roupas dela. Quando perceberam, Stella já havia guiado os dois para seu quarto, as mãos lutando contra todas as peças de roupa em ambos. Steve não deixou sua mente pensar, apenas imitava-a. Em poucos minutos, a roupa de ambos estavam jogadas, sua bocas tendo se afastado apenas para deixar as roupas irem do corpo para o chão. Steve beijou todo o rosto dela, descendo para seu pescoço, indo até seus ombros e seios, parando em sua barriga. Stella suspirou com as caricias, sentindo seus olhos arderem com a vontade de chorar. Havia sentido tanta saudade dele que seu coração doía. Agarrou os cabelos dele ao deitarem na cama, gemendo alto contra a boca dele quando o sentiu dentro de si. Não pararam de se beijar, mesmo os gemidos estando altos. Ele não parecia tão perto do fim, assim como ela, até que ambos estavam suados e a respiração pesada. Ele deixou ambos os seios dela vermelhos por conta da força com que os beijou e os agarrou, assim como suas pernas tinham marcas de dedos vermelhos. As costas dele e seu pescoço e braços também não estavam diferentes, linhas finas e vermelhas e confusas se encontrando por sua pele. Quando ambos chegaram ao orgasmo, gemeram juntos, as mãos entrelaçadas com força por cima da cabeça dele, enquanto Stella forçava uma última vez seu quadril contra o dele, deixando seu corpo por cima do dele. Steve a abraçou, beijando sua testa suada, acariciando seus cabelos bagunçados e molhados, ambos tentando respirar normalmente.
– Ainda precisamos conversar. — Steve falou depois de longos minutos em silencio, abraçando-a forte. Ela levantou um pouco a cabeça para olhar para ele. Beijou seus lábios demoradamente de forma carinhosa, ficando mais para cima, sua perna por cima da barriga dele.
– Depois. — Sussurrou contra os lábios dele, encostando sua testa na bochecha dele. Ele virou um pouco o rosto, beijando entre o cabelo e a pele da testa dela, abraçando-a mais forte.
– Eu amo você. Eu quero você. — Aquelas palavras aqueceram o coração de Stella, a fazendo suspirar.
– Eu sei, Steve. — Disse quase em um sussurro. Steve acariciou o rosto dela, fazendo com que ela o encarasse.
– Eu quero você. Entende isso? — Ela viu um brilho diferente nos olhos dele, ficando incerta sobre o que ele estava falando.
– Steve... -
– Seja minha esposa. — Stella sentiu o sangue parar de correr em seu corpo, assim como sentiu um súbito frio, arrepiando seu corpo inteiro com a frase.
– O que? — Ele sorriu ao ver a reação dela, acariciando seu rosto com ambas as mãos.
– Case-se comigo. — Ela engoliu seco, respirando fundo antes de falar algo.
– Não brinque com isso, Steven Rogers. -
– Eu posso estar sendo precipitado, não me importa. Só quero estar com você. — Ela não conseguia olhar além dos olhos dele. Eles brilhavam e ela viu que tudo o que ele queria, também era o que ela queria para si. — Eu posso conversar com o seu pai. Não tem problema. — Ela piscou algumas vezes, se sentando na cama.
– Steve você está se escutando? Você está me pedindo em casamento.-
–Eu sei muito bem o que eu estou fazendo. — O choque deu lugar a um choro quase convulsivo que não era normal de Stella. Ele olhou para ela confuso, sua alegria evaporando em segundos. — Stella? — Ela limpou o rosto, ignorando o fato de a maquiagem borrar, a deixando com o rosto preto e os olhos irritados.
– Você não pode fazer isso. Não pode agarrar aquela vagabunda, me deixar assim e tentar se redimir com um pedido de casamento.-
– Não estou tentando me redimir. — Ela se levantou quase correndo em direção ao banheiro. Steve ficou parado, totalmente perdido com a situação. Ela estava tão magoada quanto ele, no final das contas. Stella se demorou um pouco no banheiro, tempo o suficiente para Steve pelo menos vestir as calças. Ela saiu do banheiro com o rosto limpo, vestindo um roupão bege. Mesmo sabendo que havia a possibilidade de ser rejeitado, ele foi até ela e a abraçou. A princípio, ela não teve reação, querendo resistir e parecer forme. Mas bastou quinze segundos e ela o abraçou com força, chorando novamente.
– O que eu posso fazer para você me ouvir? — Ela fungou, limpando o rosto na manga do roupão.
– Vá embora. — Ele franziu a testa de forma confusa com a resposta dela, sentindo uma pontada em seu coração. — Não, quer dizer.... Eu estou confusa. Steve. Eu não posso me casar com você. — Ele respirou fundo, beijando a cabeça dela enquanto afrouxava o abraço. Ele não tinha ideia de que havia machucado ela tão profundamente. Pensou que ela havia conseguido superar. Não havia lágrimas antes mas agora, além das lágrimas, os soluços saíam incontrolavelmente. — Vamos dar um tempo. Eu não posso simplesmente dizer “sim” e fingir que nada aconteceu... — Ele juntou todas as forças que tinha para não acabar chorando na frente dela. Aquelas palavras doíam profundamente mas, ele não podia forçar ela. Ele balançou a cabeça silenciosamente, colocando a camisa que estava amassada no pé da cama. Em poucos segundos, terminou de se vestir, os olhos dela analisando cada movimento dele.
– Antes de eu ir, quero te perguntar uma coisa. — Ele falou já quase na porta do apartamento, parando para olhar para ela. Ela havia parado de chorar, por hora, mas ainda tinha os olhos escorrendo lágrimas. — Você mencionou “alguém” na tal revista, segundo a entrevista que você deu pra televisão. — Ela mordeu o lábio inferior já sabendo sobre o que ele iria perguntar. — Segundo a mulher, era “alguém que a fez tropeçar nos próprios pés”. — Ela respirou fundo, de forma lenta já sabendo a pergunta. — Essa pessoa sou eu? — Steve olhou tão fundo nos olhos dela que, mesmo que suas palavras fossem mentira, sua alma e coração diziam o contrário.
– Não. — Ela se xingou mentalmente quando sua voz falhou, a mentira se revelando para ele. Steve deixou um leve sorriso aparecer no canto de seus lábios, acariciando o rosto dela por cima das lágrimas.
– Eu vou te esperar. Eu prometo. — Stella tinha os olhos fechados, se entregando ao carinho em seu rosto, não conseguindo mascarar o quanto o amava.
– É... É melhor você.... ir... — Ela sussurrou de má vontade, sentindo mais lágrimas molharem a mão dele, no que rapidamente ele colou seus lábios nos dela, antes de sair pela porta.
“Ela me ama. E eu vou ter ela de volta.“ Steve pensou sorrindo, seu peito cheio de esperança.
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