Strange Beat
1 Capítulo I - New Life
Notas iniciais
Como vão?
Como vocês leram anteriormente (ou não '-'), eu sou nova no site! MissFirefly ao seu dispor!
Sinceramente, estou animada para escrever! Eu gosto muito de Vocaloid e sempre quis escrever uma fanfic sobre os Kagamine Mirrors!
Já irei dar um spoiler da minha fic, então, se não quiser, a partir daqui, pode pular e começar a ler a história:
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
SPOILER:
Depois de ouvir Gekokujou(Revolution), decidi colocar a Hatsune Miku como principal... "vilã" da história. Eu gosto muito dela, mesmo, mas, aqui, quero colocá-la como a antagonista! Não se preocupem, ela não será especificamente "má"... Acho que esse spoiler está bom, não? Melhor irmos para a história!
#OVerdeÉOInimigo
Muitos beijinhos brilhantes!
Até logo~
Capítulo I — New Life
O caminhão estacionou em frente à casa. Não ficou perfeitamente posicionado, mas dava pro gasto. De dentro, alguns funcionários já estavam descendo com algum móvel na mão, não faltava muito afinal. A casa já estava mobiliada, mas o novo dono queria alguns outros móveis de sua antiga casa, afinal, nunca mais voltaria para lá.
Mais atrás estava o novo proprietário do imóvel. Um garoto aparentemente desleixado, óculos fundo de garrafa, roupas amarrotadas e estava claro que ele não sabia escolhe-las. Uma aura assustadora rodeava o garoto, mas ninguém o notava. Um perfeito excluído da sociedade.
Quando tudo acabou, já era nove horas. Ele nunca dormia cedo, seu horário de sono costumeiro era às quatro da manhã, mas, hoje especificamente, ele não estava nem um pouco à vontade nessa casa. Apenas tirou os tênis surrados e, literalmente, despencou na cama. Olhou ao redor. Nada mudou desde sua infância, e isso trazia à ele péssimas memórias. Fez questão de fechar os olhos o mais rápido possível.
§
—Boooooooooooooo...
—Que barulho merda é esse...? — Ele acordou completamente irritado com o som bizarro que vinha de sua sala. Logo, ele desceu as escadas de mármore e olhou ao redor, procurando algum idiota brincando com a cara dele.
—Booooooooo... — E, de novo, o barulho de repetia. Ele já estava nervoso, nunca se deve acordá-lo quando está no 7° sono.
—Olha aqui, seu filho da puta, pare com esse som ridículo e me deixe dormir. São três da manhã, você não tem mais o que fazer não?!
—Olha aqui você, seu escroto. — Um forte vento o empurrou para o chão. Ele olhou em todos os cantos, procurando a voz feminina, além de janelas que poderiam estar abertas, sendo responsável pelo vento. Logo, um vulto esbranquiçado passou em sua frente, revelando uma garota loira que trajava um vestido preto. Era baixinha, mas, como ele estava sentado no chão devido ao impacto do vento, ela estava superior à ele. — Grosso, sua mãe nunca lhe deu educação?! Primeiro você invade a minha casa, e ainda me xinga desses nomes horrorosos?! Eu sei que o meu modo de assustar não o surpreende, mas funcionou com todos os outros que estiveram aqui, ouviu?! — Ela estava um pouco ofegante, já que quase não respirou ao falar aquelas coisas. Ele? Imóvel. Sua feição esboçava sua surpresa enquanto seus olhos estavam fixos nela.
—Uma... Fantasma... — Foi tudo o que saiu da boca dele. Ela sorriu sarcasticamente e bateu três palmas bem devagar.
—Meus parabéns, você é muito inteligente! Quer um prêmio? — Ele ainda estava estático, então não respondeu. — Se você não quer, eu quero! Saia já dessa casa! — Ela aumentou seu tom de voz e apontou para a porta dupla.
—Pera... Você mora aqui...? — Apesar de seu tom ter sido mais como uma afirmação, ela entendeu como uma pergunta.
—Sim... — Ela estava com receio do que o garoto estava pensando. Um sorriso foi se abrindo lentamente ao longo do processo de raciocínio dele.
—E eu moro aqui... — O sorriso dele aumentou até suas bochechas doerem. — Quer dizer... Que você é minha namorada!
—O quê?! — Sua voz se afinou um pouco mais do que o normal, demonstrando sua clara indignação. — Garoto, você é idiota ou o quê?!
—É! Casais geralmente moram juntos, certo? E como nem eu vou sair e nem você, seremos um casal também! — Ela continuava tentando entender o estúpido raciocínio do garoto.
—Quê?! Não! Eu não quero namorar um cara tosco como você!!
—Tadinha, é tímida... — Ele tentou abraçá-la, mas logo caiu de cara no chão. — Eu não posso tocar em você?! Que relacionamento difícil...
—Pare! Que idiotice! Eu vou repetir para deixar bem claro: Eu. Não. Sou. Sua. Namorada. — Ele tentou tocá-la novamente, mas ela desviou. — Tente isso de novo que eu te acerto!! — Não teve outra. Ela correu até a cozinha e pegou uma frigideira que estava em cima do balcão. "Bam!". E o garoto caiu desmaiado no chão.
§
—Então... Significa que você pode tocar outros objetos, mas não pode tocar humanos... Que estranho! — Ele segurava uma bolsa de gelo na cabeça, aquilo tinha formado um galo imenso.
—É.
—Seu cabelo é tão comprido... — Ela fez de conta que não ouviu o garoto, levando-o a um longo e pesado suspiro. — Ei garota, vai continuar me ignorando até quando?
—Não estou ignorando você. Só não tinha o que falar à respeito dessa sua afirmação. — A garota ajeitou sua franja despenteada atrás da orelha. Não fazia nenhuma questão de olhar para o garoto ao seu lado.
—Tudo bem... Ainda não vai falar nada sobre você? — Perguntou o garoto impaciente. Ele não sabia nada sobre ela, mesmo os dois vivendo debaixo do mesmo teto. Ele emitia um sorriso sem esforços ao pensar que aquela era a casa "deles".
—O que você quer saber? — Ela brincava com uma gaiola vazia. Sua expressão vazia demonstrava claramente a sua falta de interesse. Qualquer um podia ver, menos ele.
—Seu nome seria um bom começo. — Ainda jogado no sofá, ele se arruma para ficar em uma posição mais confortável para vê-la.
—Não quero. — O garoto percebeu que as respostas curtas eram um clássico dela.
—Meu nome é Lender. Kagamine Lender. Mas, pode me chamar só de Len. Minha mãe gosta de nomes estranhos... — Ele fez uma pausa esperando alguma reação da outra. Sua sobrancelha se curvou levemente, como um tique. Ele ainda não sabia o que significava, então, deduziu que ela fazia isso quando ficava irritada. — Não faça assim! Eu preciso te chamar de algo! Chamar a namorada de "garota" não é normal...
—Primeiro. — Ela finalmente encarou o loiro com uma expressão diferente, interrompendo-o. — Eu não sou sua namorada e já te disse isso. Segundo. Você que não é normal! E, terceiro... — Ela demorou um pouco mais do que o normal e sua expressão ficou bem mais amena. — ...Rin.
—Como? — O gesto brusco e espantado de Len ao levantar-se, fez a garota se encolher um pouco.
—Esse não é meu nome, deixando claro. Mas, pode me chamar de Rin. — Um silêncio perturbador para Rin preencheu o quarto. Ela estava inquieta, mexia seus dedos incessantemente, sem querer quebrar o silêncio. "O que ele está pensando?" ou "Por que ele não diz nada?" eram os únicos pensamentos da garota.
—...Eu gostei! É fofo! Combina com você! — Se pudesse, a garota estaria pintada de vermelho de tão tímida que ela ficou. — Rin, levante sua mão direita. — Assim ela o fez, completamente em dúvida sobre o que Len iria fazer. Logo, ele esticou sua mão esquerda e tentou segurar a mão da garota, em vão.
—O que você está fazendo? — Rin, apesar de sua expressão ser calma, tinha um leve toque de irritação e tristeza em sua voz.
—Algum dia... — Ela sentiu a mão dele passar por sua mão. Era impossível encostá-la, e ele sabia disso. — ...Eu poderei tocá-la, Rin.
Notas finais
(Me senti uma YouTuber agora...)
Críticas construtivas são sempre bem-vindas! Elogios muito mais!
Muito obrigada por lerem e continuem acompanhando!
Muitos beijinhos brilhantes!
Até logo~
Fale com o autor