Strange And Common Things
2 Capítulo II
Notas iniciais
Beijos, Moon
Capítulo II — Olhar Para Cima, Para os Lados...
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– PERCY JACSON E NICO DI ANGELO! — uma voz realmente muito nervosa ecoou em nossos ouvidos, nem deixou a menina se apresentar, coitada.
(...)
– O que você fez agora?
(...)
– Se não foi você, nem fui eu.... Quem foi?
– Er..bom, eu acho que nesse quesito sou culpada de novo.
Corremos até o lado de fora e nos deparamos com o aro da cesta de basquete entortado, ele se erguia ereto até a metade, onde ele fazia uma curva e encontrava com o chão. e seguindo os rastros, mais ao fundo, algumas árvores caíram formando uma pequena abertura, no meio da qual se encontrava um boneco de luta, sem cabeça nem o braço esquerdo. Hey, eu conheço esse boneco, foi ele que quase me matou ali dentro!
– Nico e Percy, quantas vezes eu já falei para vocês pararem com as guerras de bonecos? — Annabeth rugiu, enquanto trincava seus dentes e começava a ficar vermelha. Eu tenho um pouco, pra não falar muito, de medo dela assim. — Ou vocês acabam acertando algo ou alguém E algo. Sinceramente, são piores que crianças!
– Mas Annabeth.. — Percy começou tentando explicar. — Nós estávamos apenas treinando luta com espadas.
– Me engana que eu gosto Percy Jackson!
– Porque ela nunca acredita em nós? — perguntei indignado. — Desde aquela vez que nós acidentalmente acertamos o chalé de Ares e depois o Percy acidentalmente o inundou, nós prometemos lutar somente dentro da arena.
– Sei... — Annabeth ainda continuava desconfiada, pelo amor de Zeus, isso é preconceito só porque eu sou filho de Hades!
– Mas... — a menina finalmente se pronunciou desde que chegamos ali, será que ela assumiria a culpa?
– Vem novata, precisamos resolver aquilo lá. — Kate Gardner, do chalé de Deméter, saiu a puxando. Cara, será que ninguém vai deixá-la terminar uma frase?
– Mas...eu...
– Desculpa, depois você vê isso, mas precisamos ajudar as naiades e arrumar as coisas ali. — ela apontou para as árvores caídas. Sem falar mais nada ela consentiu e seguiu Kate.
Não fiquei com raiva por ter levado a culpa no lugar dela, somente fiquei mais curioso. Queria saber quem ela era, pelo menos eu sabia que ela era filha de Deméter, pois fora chamada para ajudar com as árvores. Mas algo me intrigava, ela não se parecia com os outros filhos de Deméter, eles tinham olhos castanhos escuros, mas os dela eram diferentes. Se assemelhavam um pouco, mas mesmo assim eram diferentes. Nunca fiquei tão intrigado assim quando como fiquei ao tentar descobrir o que Luke fizera.
– Arrumem logo essa bagunça senão vocês acabarão perdendo o horário do almoço. — disse Anne com um sorriso sarcástico no rosto. Porque será que eu odeio esse sorriso?
Olhei para as árvores e vi que ela fazia flores crescerem pelo caminho que o boneco fez. Não sabia que filhas de Deméter mexiam com flores, achava que isso era da alçada de Perséfone. Ela lançou um rápido olhar na nossa direção e eu desviei o meu.
Percy já tinha pego as ferramentas com os filhos de Hefesto, então começamos o nosso trabalho. Tinhamos que desentortar a haste de metal. Esperei que os campistas entrassem em seus chalés para eu convocar alguns mortos para nos ajudarem, mas Annabeth pareceu prever que eu faria isso e ficou nos vigiando de longe.
Nas primeiras vezes que destruímos alguma coisa o chalé de Hefesto nos ajudou, mas depois da terceira destruição eles se cansaram. O que posso fazer se eu me empolgo quando estou lutando e sou um pouquinho desastrado? E o bom disso tudo é que eu aprendi a montar ou reconstruir algumas coisas, pelo menos isso.
Demoramos um pouco para arrumar tudo por ali, e assim que nos sentamos no chão a concha soou avisando que estava na hora do almoço. E só agora eu percebi que estava com fome, meu estômago roncou logo após a concha. Nos levantamos e fomos ao refeitório.
Peguei meu almoço, ofereci uma parte a Hades e comi como sempre, totalmente em silêncio e com nada em especial em mente. Repassava os acontecimentos do dia e me lembrei do sonho com a Bianca. Até agora não entendi nada do “Olhe para cima e se prepare para uma surpresa”. Sabe, a minha irmã daria um ótimo Oráculo, ela fala tantas coisas desconexas quanto a Rachel.
Falando nela, onde será que aquela doida varrida está? Não a vejo desde que cheguei aqui, ou seja, ontem. E olha que sempre que eu chego aqui ela já está em sua caverna estranha, ou então enchendo o meu saco ou o do Percy com a Anne. As vezes é legal ter ela por perto. Uma vez ela enganou a Dri do chalé de Afrodite, ela fingiu que estava tendo uma visão e disse a ela que devia vestir preto por um dia inteiro senão ficaria careca.
O pior de tudo foi que a louca acreditou, e ficou andando pelo acampamento totalmente de preto, tava pior que eu! E ficava o tempo todo puxando seu cabelo para frente para ver se ele ainda estava lá.
Mas fora esses poucos momentos felizes com a Rachel, ela geralmente tá me enchendo o saco. Já que a Annabeth consegue amedrontar qualquer um quando está de TPM, pra mim ela sempre está de TPM, mas ninguém nunca me escuta! Cara, eu acho que aquela menina não tem mais o que fazer, ou ela está na caverna dela ou ela tá me enchendo o saco, ou então comendo.
– NIIIIIICO — Annabeth gritava em meu ouvido. Caramba, esse povo gosta do meu nome, hein?! Virei-me para ela com a maior cara de tacho. — Tava visitando Ártemis na Lua? Ou pensando em uma certa garota morena...?
– Hã? Que garota morena? — só eu que estou perdendo algo aqui? Só lembro de uma garota morena, e é a sem-nome de hoje de manhã, mas a Anne não estaria falando dela, estaria? — Bom, não sei de quem você está falando, mas eu estava pensando em uma garota sim, mas é uma ruiva que até agora não veio me encher o saco. Só eu que senti falta da Rachel?
– Ela falou que nesse verão iria demorar um pouco para chegar, na verdade ela falou que dentro de dois dias estaria aqui. Então amanhã ela já deve estar aqui. — respondeu Percy calmamente, enquanto recebia um olhar assassino de Annabeth. Cara, como que ele não está com medo sendo o alvo desse olhar, se EU estou com medo? Ela já deve ter lançado esse olhar muitas vezes para ele, para ter se acostumado desse jeito.
– Estou indo treinar montaria com o Pégasus. — Annabeth saiu batendo o pé. Sério, o namoro desses dois é que nem de cão e gato. Quando não estão brigando estão aos beijos.
Pelas cuecas pretas de Hades!
– Vou atrás dela, até hoje ela tem ciúmes da Rach...- disse Percy já correndo atrás dela. — ANNABETH, AMOR, QUERIDA! ESPERA!
Balancei a cabeça negativamente e sai dali. Não queria fazer nada. Arco e flecha eu não era muito bom, deixo isso para os filhos de Apolo, treinar já treinei de manhã, cavalgar, bom, os cavalos não gostam muito de mim. Então sobrava escalada ou andar pela floresta. Acho que vou ficar com a segunda opção.
Caminhava por entre as árvores com facilidade, sabe eu meio que tinha um jardim enorme em casa para treinar. O que eu estava fazendo na floresta aquela hora? Sinceramente eu não sei. Vai que eu encontro aquele dragão maluco de bronze? Um som a minha direita chamou a minha atenção. O som parecia vir de cima das árvores.
AAAAH MEU ZEUS, SERÁ QUE É UM PORCO VOADOR CARNÍVORO QUE VAI COMER MEU CÉREBRO? ERA PRA ISSO QUE A BIB’S TAVA ME PREPARANDO?
Calma Nico, não é nada disso, porcos voadores são enormes e eles não comem cérebros — bom, é o que eu penso. Merda, o barulho de novo! Eu vou lá ver, fico aqui parado com cara de bobo ou saio correndo? Ah, que se dane, se for o dragão de bronze a gente aproveita pra fazer um churrasquinho juntos, já que Zeus também quer me transformar em um...
Empunhei minha espada e segui o barulho, procurava algo embaixo, tive medo de olhar pra cima e me deparar com um porco voador carnívoro. O barulho continuou, até que parou por um minuto. Depois ele ficou mais alto e se uniu a um outro barulho. E o que eu me lembro foi que depois disso eu cai deitado no chão com algo bem pesado sob mim.
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Fim do Capítulo II
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