Strange And Common Things
6 Capítulo V
Notas iniciais
Capítulo V — Quase como pessoas normais, quase.
– Você gosta de matemática? — eu disse um pouco perplexo
– Err, gosto! — ela respondeu um pouco envergonhada. — Loucura, eu sei...
E dizendo ela isso ela começo a se afastar. Até que parou alguns passos depois e gritou para mim:
– Outra hora marcamos essa luta! — e correu na dirção oposta a minha.
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Fiquei um tempo ali paralizado olhando a morena correr, e devo enfatizar a sua quase queda quando tropeçou em... bom, eu acho que foi em nada, ou numa formiguinha atômica... Assim que ela adentrou seu chalé eu acordei de meu devaneio e me dirigi ao meu.
A luz conseguia passar por uma brecha na cortina, iluminando parcialmente o cômodo. Passei direto e fui ao banheiro tomar meu banho. A água escorria por meu corpo e eu quase não percebia, refletia sobre os acontecimentos do dia. Não é todo dia que você vê duas meninas malucas caindo do céu em um carro pegando fogo... Bom, pra um semi-deus isso até que pode ser considerado normal... Quando eu era mais novo eu tinha um professor que era meio escorpião! Fora que eu vejo e falo, sempre que dá, com a minha irmã mais velha. Isso até seria normal, se não fosse pelo fato de ela estar morta.
– NIQUITOOOOOOO! — é o que? Niqui.. o que? — NICOLIIITOOOO! — cara, a Rachel tem cada ideia...
– Se você me chamar assim mais uma vez eu juro que me afogo no chuveiro! — gritei em resposta. Mas o que será que essa menina quer comigo?
– Ta bom Nico, vou te esperar aqui.
Sorte que eu trouxe a roupa para o banheiro... Terminei de tomar meu banho, me troquei e sai. E eis que me deparo com uma ruiva deitada em minha cama, e o pior, lendo meus comics! Ela tá pedindo pra morrer, não? Como assim ela está lendo meus comics SEM LUVAS CIRURGICAS?! Peguei um par de luvas na estante e o coloquei.
– O que você quer oo ruiva chata? — perguntei tirando o comic de suas mãos imundas. Além de não usar luvas ela estava abrindo tanto o livro que parecia que queria entrar nele...
– Vim te chamar para irmos jantar. — eu já ia perguntar pra louca que horas ela tinha almoçado quando eu olho para fora e vejo que o céu estava completamente escuro. Nem demorei no banho…
– Tudo bem… — respondi, mas algo ainda me intrigava. Então virei para a ruiva e perguntei logo. — Mas o que você quer realmente?
Ela olhou para mim com um sorriso brincalhão. E o que o ser cabeça de cenoura fez? Saiu do chalé como se eu não tivesse perguntado nada.
– Vem Nicolino!
– Estou indo Rachelita! — respondi entediado.
Assim que chegamos no refeitório a maioria dos campistas estavam lá. Procurei com os olhos aquela menina (isso já ta ficando chato… mas fazer o que, neah?! Vou inventar um apelido pra ela… que tal Viúva Negra? Ela vive tentando me matar… Naah, vou pensar em outro!) Mas ela não tinha chegado ainda…
Ainda parado na porta e perdido em pensamentos — lê-se pensando em um apelido pra ela — eis que um ser pula em minhas costas. Porém eu não esperava esse impacto, nem o próximo que viria.
Eu e o ser fomos ao chão. Na verdade eu fui ao chão, o ser caiu em cima de mim. O refeitório todo parou o que estava fazendo e nos encarou. O silêncio foi total, até que foi interrompido pela explosão de gargalhadas.
– Pai, tá querendo que eu fique mais perto de você? — indaguei para o chão, ja que estava com o rosto colado nele. — Ou então seria Zeus jogando coisas do céu?
– Desculpa… — ouvi um fio de voz em minhas costas. E senti um alivio, o ser, que reconheci ser uma menina e já até tinha uma idea de quem era, levantou e me ajudou a levantar.
Olhei para a menina ao meu lado e constatei que era quem eu imaginava. Ela tentava encobrir o rosto completamente vermelho com os cabelos cacheados, mas não conseguia. Não consegui conter o sorriso que formou em meus labios ao ver a cena.
– Desculpa, não pensei que você fosse cair.. — ela disse olhando pra baixo
– Tudo bem, eu já sei que Zeus, ou meu pai te contratou pra me mandar para o Submundo o mais rapido possível. — disse em um tom brincalhão, e ela riu também.
– Eles me ofereceram um lugar no Olimpo se eu conseguir terminar o trabalho.
Estava entretido conversando com a Kill Bill (ainda não acertei o apelido) quando uma morena passou bufando por mim indo na direção da ruiva vidente, o que fez todos pararem de rir e voltar às suas atividades.
– Rachel, você quer explicar pro Senhor D, e para todos aqui o que aconteceu lá em cima, e porque viemos?
– Depois do jantar Thalia, não precisa apressar as coisas.
Fiquei um pouco curioso, mas não iria me intrometer na briga das duas. Saimos de fininho, e cada um sentou em sua mesa para o jantar. O jantar ocorreu normalmente, Thalia querendo matar Rachel, Anne aprovando, Percy tentando acalmá-la. E olha que estavam cada um em uma mesa diferente!
O sono já começava a tomar conta do meu ser quando Quíron avisou que haveria uma reunião em volta da fogueira. Todos os campistas se dirigiram para lá. No centro encontravam-se Thalia, Rachel, Quíron e o senhor D. Assim que todos se acomodaram, Quíron começou a falar.
– Como todos sabem, o carro de Apolo hoje nos fez uma visita, com duas “motoristas”. Decidimos convocar essa reunião dadas as causas e consequências dessa visita.
– Isso que dá, deixar o carro na mão de uma menina de 15 anos! — cochichou senhor D, no que Thalia rangeu os dentes e respondeu entre eles.
– Melhor do que deixar na mão de um velho.
– Rachel, pode começar. — disse o centauro intervendo a possível briga e dando continuidade a reunião.
– Bom, a causa é simples. — começou Rachel, como se contasse o que fez no final de semana. — Apolo estava me auxiliando a entender melhor minhas visões, tentar controlá-las e tudo mais. Até que eu tive uma. Meio urgente. Ele mandou chamar imediatamente Ártemis. Assim que ele contou tudo pra ela, ela mandou que Thalia viesse comigo e nos dirigíssemos para o acampamento o mais rápido possível. Mas Apolo decidiu ser bonzinho, e devido a hora e nossa posição ele emprestou o carro para que viessemos pra ca. — ela falou tudo num fôlego sóme completou ao final — Com Thalia dirigindo.
– Mas nós caimos… — cortou a morena. — porque essa criatura — disse apontando para a ruiva, não escondendo a raiva. — viu um pássaro voando no céu. Achou ele bonitinho e queria pegá-lo. Então ela tentou virar o volante, me fazendo perder o controle do carro. E o resultado foi o que vocês viram mais cedo a beira do lago.
– Mas, que profecia era essa? Sobre quem? — uma voz que eu não consegui reconhecer questionava no meio da multidão. — O que ela tem de tão grave para ser urgente?
– Nada de mais… — comentou a ruiva como se falasse do tempo. — Só algo como a história se repetindo...
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Fim do Capítulo IV
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