Notas iniciais
olha que feliz!!! to deixando o segundo cap e só recebi um review do meu melhor amigo no primeiro ¬¬
que triste vcs leitores do nyah, custa deixar um review com menos de 10 palavras?
e eu aki me matando pra fazer algo decente com mais de 2.000 mil

Foi rápido, tão fácil como Pietro imaginava.

Pierre mandou Pablo fazer o trabalho com a desculpa de que se ele fizesse acabaria chupando todo o sangue do irmão que tanto odiava.

Um turbilhão de sensações novas atingiu Pietro após ser mordido, era um mundo novo. Sua audição estava aguçada, a visão detectava cada pequeno movimento, o corpo estava mais forte, as feições antes grossas agora estavam delicadas. Ele agora também era capaz de seduzir, isto era um vitoria pois antes de ser mordido ele só poderia seduzir uma mosca morta e olhe lá.

Pietro levantou-se percebendo que estava completamente melecado de sangue, Pablo limpou a boca.

− Pietro seu sangue depois de bêbado tem gosto de chorume! Uh nunca provei algo mais nojento! − Pablo disse fazendo careta de quem não gostou.

− haha, aiai Pablo. − Pierre disse morrendo de rir.

− Você devia ter mordido-o! − Pablo disse cuspindo saliva tentando tirar o maldito gosto da boca.

Rápido como de normal Pablo pulou em Pierre. Os dois caíram no chão e começaram a rolar tentando bater talvez, a imagem lembrava desenhos animados.

− HAHAHA!! − Os dois pararam rindo compulsivamente. Então se abraçaram e continuaram a rir. Pietro olhou sem entender, eles estavam brigando de brincadeira?

Pablo e Pierre riram ainda mais quando viram a confusão que aquilo tinha feito na mente de Pietro.

Aquele era um momento família, era a primeira vez em que os três realmente eram irmãos, de sangue e agora coração.

Agora sim eles eram uma família.

As novidades eram boas, Valery contou sobre Pietro para todas as moças do orfanato de Streetfield; as moças estavam se mordendo de inveja, sem duvida Valery era a provavelmente a única que se casaria, as outras provavelmente se tornariam cortesãs.

O crepúsculo chegava manso, logo a lua preencheria o céu trazendo sua clara e delicada luz. A parte do dia que Valery mais gostava estava para chegar.

Lenta e delicadamente a menina seguiu para seu quarto; no momento ela andava pelos jardins, a luz se retirava fazendo as preguiçosas sombras se esgueirarem tornando o local mais sombrio. No céu tempestuosas nuvens ameaçavam derramar suas lagrimas e encher o mundo com as gotas frias.

Valery não tinha medo, para ela a morte eram um alivio e o frio a carícia oferecida pelos céus. Valery não ligava para o futuro, ela vivia o momento mesmo que esse fosse terrível.

Valery parou, sentiu um calafrio percorrer a espinha; ela olhou ao redor.

− Tem alguém aí? − Perguntou curiosa. − Mostre-se...

Então decepcionada ela bufou, ela gostava do perigo, quando ele não vinha acabava quase morrendo de decepção.

− O que uma moça faz sozinha a essa hora?

Valery deu um pulo e se virou. Quem era aquele homem?

Seus olhos verdes eram escuros e distantes, a pele alva o tornava sombrio, olheiras das emolduravam os olhos que já eram sombrios. Suas feições eram duras e assustadoras, ele tinha um aspecto alucinado.

− Meu nome é Johan, sou filho de Celly que ajuda esta instituição com dinheiro.

− Johan D’lnoy? − Valery perguntou assustada.

− Sim − Johan respondeu fazendo charme.

A família D’lnoy tinha reconhecimento em todo o país. Era uma família rica que tinha milhares de propriedades em todos lugares. Eram extremamente poderosos e também caridosos. No entanto Johan era a ovelha negra, ele era o filho mais novo do casal Celly D’lnoy e Andrew D’lnoy; Johan era ligado a arte, era um pintor extraordinário. Johan resolvera não seguir o legado que a família o empunha, ele era um corcel selvagem. Diziam que Johan não teria futuro, principalmente pelo fato de ele não querer se casar.

− Em que mundo a senhorita se meteu? − Ele perguntou estranhando o silêncio da jovem.

− Estava pensando em sua conduta.

− Oh... Minha conduta de ovelha negra? Só porque sou um artista? Eu sou um homem igual os outros, porem eu sou mal compreendido, e mal falado. A senhorita tão inteligente acredita nas falácias dos plebeus que procuram apenas por mais um assunto para suas fofocas? Acredita? − Indagou Johan intimador.

− Se o senhor não é louco o que é?

− Sou um artista. Artistas são constantemente confundidos com loucos; isso porque sua visão do mundo é completamente diferente. Artistas vêem com a alma, eles vêem o interior das pessoas; eles encontram a beleza no feio, a delicadeza na morte; nós vemos o mundo com olhos curiosos e observadores; vivemos cada sentimento profundamente e o transmitimos para nossas linguagens, sejam elas um quadro, um desenho, uma dança, uma musica e até palavras!

“Falamos com o coração, esculachamos a ordem, fazemos nossas leis, nossas regras, nossos mundos; mundos nos quais só nós mesmos e outros artistas podem entrar. Ninguém vê a beleza que nós vemos no mundo! As nossas cores são mais vibrantes! Nossa palavras são mais precisas! Nossas musicas os encantam nossas danças os entreterem! Não existe nada melhor do que o mundo em que nós vivemos! Não existe raça, não existe classe social! É para todos, é a liberdade de expressão que nós guia! Fazemos nossa trabalho brincando! Nos divertindo em nossa área! É isso que sou, com muito orgulho! E se for para que seja xingado esquartejado, apedrejado, tanto faz! Ao menos morrerei sabendo que estava fazendo o que gostava ao invés do que eles queriam que eu fosse!!!”

“E se a senhorita acredita nas falácias de um povo pobre de alma, acredite, mas a verdade é que o que faço é só mais um caminho. Da mesma forma com que a senhorita sonha em seu casamento seu sonho em ser um grande pintor. Cada um com sua arte, seu caminho.”

Valery estava fascinada com as palavras de Johan, nunca tinha ouvido algo tão fascinante, ele acreditava com tanta fé naquilo que dizia que a jovem passou também a acreditar.

− Esse é meu mundo... Não sou louco, só diferente.

− Fascinante!!!

O sangue.

Sangue para todas as direções.

Escarlate, sedoso e alucinógeno.

O gosto metálico e agridoce preenchia a boca de Pietro pela primeira vez, era bom, mas quando ele se deu conta do que tinha feito entrou em desespero.

− Pierre eu matei uma pessoa! − Disse em puro desespero.

− Claro! Você agora precisa disso para viver!!!

− Eu não quero isso!!! − Pietro gritou desesperado.

− Agora é tarde de mais. Pense assim: da mesma forma que os humanos matam animais para se alimentar porque precisam, nós matamos os humanos porque precisamos. Um dia surgirá um predador para nos matar porque precisam. É o perfeito ciclo da natureza, o mais forte mata o mais fraco. E assim a vida segue. − Disse Pablo calmamente.

− Pablo, vamos falar sobre o esquema de nomes para Pietro. − Disse Pierre. − Pietro você continua Pietro; mas eu e Pablo temos outros nomes. Chame-me de Jensen, e Pablo se chama Luca. Não somos irmãos para os outros, somos amigos de infância; lembre-se sempre de nos chamar por estes nomes!

− Porque trocar de nome? − Pietro perguntou.

− Porque é extremamente ridículo que nossa louca mãe tenha colocado estes três nomes terríveis em nós, funcionaria e seria bonitinho se fossemos gêmeos, mas não somos! Então a coisa mais ridícula são os nomes dos filhos combinando!!! − Disse Pablo(Luca) nervoso.

− Então tudo bem Luca. − Pietro disse de melhor humor.

Então os três seguiram pelas sombras.

− Pietro tua mãe quer casá-lo?

− Nosso tio Juan esta querendo me casar com uma moça daquele orfanato que ele cuida. Mas não sei. Como farei com isso?

− Quer casar-se? − Luca(Pablo) perguntou.

− Acho que sim, mas sei que agora é difícil, porem é impossível?

− Impossível não, mas difícil sim. Se quiser pode pelo menos conhecê-la, se achar que vale o esforço... pode transformá-la. − Disse Jensen(Pierre).

− Transformá-la?

− Sim, acho coerente, aí terá uma esposa eterna, O que acha Jensen?

− É, eu não sobreviveria nem um ano ao lado da mesma mulher! Você acha que conseguiria Pietro?

− Não sei, se ela fosse realmente legal acho que sim.

Então os três riram juntos, antes essa seria uma cena rara, mas daqui em diante seria uma cena normal.

Notas finais
axo que esse foi pequeno, mas eu mereço msm nenhum review?