Straight to Hell
1 when it comes to love I'm going straight to hell
Notas iniciais

10 de Janeiro — 2013
Theodore Lupin gostava de pensar que era um Weasley por consideração.
Ainda era criança quando se mudou para a grande casa de Harry Potter, seu padrinho, após a morte de sua avó.
Como já era de se esperar, o homem garantiu que o afilhado tivesse tudo do bom e do melhor. Ginny, sua madrinha, sempre fez questão de lhe dar amor, carinho e fez tudo que podia para deixar boas lembranças de Ninfadora e Remus na vida do garoto.
Mas o que fazia com que ele realmente se sentisse parte da família eram os mais novos:
James, Albus e Lily rapidamente viraram irmãos de consideração. Para um órfão, filho único, ter irmãos era o maior sonho da sua vida. Claro que foi difícil se acostumar a dividir quarto com James, a ter que cuidar de Lily e a separar as brigas dos irmãos com Albus, mas tudo aquilo valia a pena pelo amor e carinho que sentia de todos os Potters.
Fred, Roxanne e Rose o tratavam como seus outros primos. Eram leais, engraçados, divertidos e estavam com ele em todos os momentos, bons ou ruins.
Lucy e Molly, as mais novas, adoravam tê-lo como um irmão mais velho e se escondia atrás dele sempre que se metiam em alguma encrenca.
Hugo e Louis passavam horas ouvindo ele falar sobre Hogwarts e aprendendo pequenos truques de quadribol no campinho no fundo da casa dos Weasley. Ele não admitia, mas só entrou no time da Grifinória para poder passar mais tempo com os primos, mesmo não gostando muito do esporte.
Mas a Weasley mais importante em sua vida não era Ginny, Rose ou qualquer outra, mas sim, Victoire.
Victoire Weasley era a única que tinha a mesma idade que Teddy. Era simpática, acolhedora, se preocupava com todos a sua volta e fez questão de segurar a mão do garoto quando ele estava nervoso ao entrar em Hogwarts pela primeira vez.
Foi o primeiro abraço após ser selecionado para a Grifinória, foi sua primeira paixão, aos doze anos e foi seu primeiro beijo, aos quatorze.
Pensava justamente nisso, apoiado no balcão da cozinha do Chalé das Conchas enquanto esperava o lanche ficar pronto.
Ele não devia ter mais do que quinze anos na época.
Victoire estava de costas, cortando as bordas das fatias de pão para Louis, ainda emburrada por uma discussão que eles haviam tido mais cedo.
O motivo?
Teddy não queria passar o final de semana na casa de Charlotte Brown, a melhor amiga da loira.
A reação da namorada era um exagero, na opinião de Teddy, que sabia muito bem que Vic estava sendo passiva agressiva para conseguir o que queria, como sempre.
Observava atentamente a figura a sua frente, pensando na sorte que tinha por tê-la em sua vida.
Victoire era, sem dúvidas, a mulher mais bonita que já tinha visto:
Os olhos castanhos casavam perfeitamente com o cabelo loiro avermelhado que ficava em volta de seu rosto angelical. Sua voz melodiosa e suave fazia com que Teddy concordasse com tudo que ela lhe era pedido e o olhar ingênuo o fazia ter vontade de arrancar as roupas e tomá-la para si durante as 24h do dia.
Mas isso provavelmente eram apenas os hormônios adolescentes que não o deixavam pensar em outra coisa além de sexo.
Se colocou atrás da namorada, apoiando o queixo em seu ombro e fechando os braços ao redor de sua cintura. Não adiantava, ele sempre cedia para as vontades da mais nova.
— Vic... — sussurrou, sorrindo ao ver os pelos da nuca da namorada se arrepiarem — Você não vai ficar brava comigo, vai?
Apertou as mãos na cintura fina de Victoire, ouvindo um leve gemido. Victoire não fez questão de responder, mas também não se afastou nem um pouco. Ele, como qualquer adolescente que havia acabado de começar a namorar a garota dos seus sonhos, aproveitou para prensar ainda mais o corpo nas costas da namorada.
— Teddy…
— Hm? — perguntou, começando a beijar seu pescoço. Ouviu Victoire respirar fundo, largando a faca e se virando de frente para ele. Se encararam por alguns segundos antes de começarem a se beijar.
Ele realmente não conseguia se controlar quando o assunto era Victoire. Suas mãos já estavam começando a puxar a barra da blusa da loira quando ouviu o barulho da porta abrindo.
Se separaram, correndo, enquanto Victoire voltava a cortar as fatias de pão, com a cabeça baixa e o rosto vermelho.
— Mamãe perguntou se ainda vai demorar. — disse uma voz levemente infantil, da soleira da porta.
Dominique, a irmã mais nova de Victoire, estava parada olhando de um para o outro, sem pudor nenhum no olhar. Seu cabelo loiro claro, igual ao da mãe, estava preso em um perfeito coque no topo da cabeça enquanto seus olhos azuis investigavam o que acontecia no ambiente.
De todos os Weasley que Teddy conheceu, Dominique era a que menos se interessava em conviver. A garota, que estava com 13 anos, estudava na França e passava todo o ano letivo na casa da avó materna.
Nas poucas vezes que a via, no chalé das conchas ou na casa de Molly Weasley, Dominique estava sempre grudada com a mãe, como uma mini cópia da francesa.
Se soubesse que aquela interrupção da cunhada iria lhe causar tantos problemas, talvez tivesse feito mais do que ficar de costas tentando esconder a ereção enquanto a namorada passava apressada, puxando a irmã para fora da cozinha.
O pequeno incidente na cozinha foi o bastante para traumatizar Victoire. Ela tinha medo de ser pega pelos pais, medo de decepcionar alguém que soubesse que ela, com quinze anos, não seria mais virgem, não seria mais sagrada.
Essa era Victoire: o céu na terra. A inocência, a ingenuidade, uma forma angelical que estava presente em sua vida. A garota que precisava fazer tudo certo, que precisava agradar seus pais, seus amigos, precisava ter a imagem perfeita perante a todos.
Mesmo que tudo significasse deixar o namorado com desejos e necessidades não atendidas.
20 de Julho — 2015
— Teddy, você pode encontrar James, por favor? — pediu Ginny, ainda tentando conter o marido, levemente alterado por algumas doses de firewhisky, que discutia com um de seus irmãos.
Era o aniversário de casamento de Molly e Arthur. Um dos eventos mais esperados pelo clã Weasley-Potter.
Teddy ria, no meio de alguns dos seus primos mais novos, enquanto Albus Severus se irritava defendendo a Sonserina. Ser a única cobra da casa não era fácil, ainda mais quando todos os outros primos foram para a Grifinória.
Sorriu para a matriarca de sua família, confirmando com a cabeça enquanto engolia o último pedaço do bolo que Vic e Molly tinham preparado para a avó.
Ao contrário dos outros Potter, Teddy não se importava nem um pouco de ajudar Ginny e Harry. Era o mínimo que podia fazer para recompensar todo o carinho que recebia dos dois.
Subiu as escadas da antiga casa dos Weasley, vendo ao longe a namorada sentada no meio das primas. Victoire adorava a atenção que recebia das mais novas durante as festas da família. Rose e Lucy passavam horas penteando o cabelo da mais velha, enquanto Rox e Molly falavam sobre suas experiências do ano em Hogwarts.
Ah, se ele pudesse voltar no tempo e se impedir de subir aquelas escadas.
Já fazia algum tempo que não via James.
Também não reparou que Dominique não estava junto com a irmã. Mas ela provavelmente estava sentada perto da mãe, como sempre.
Provavelmente.
Subiu, ouvindo o rangido das escadas.
James estava na fase adolescente rebelde que queria ficar o máximo possível longe dos pais. Teddy se perguntava se ele foi tão irritante assim quando tinha quinze anos. Sem surpresa nenhuma, passou por todos os quartos, não encontrando ninguém e seguiu para a última escada, onde ficava o pequeno quarto de Charlie Weasley.
Ouviu o piso ranger mais uma vez. As tábuas de madeira no topo da escada balançavam enquanto ele pisava, com cuidado, pensando em dar um susto no mais novo.
James Sirius adorava falar que era a reencarnação de seu avô, James Potter, e usava qualquer desculpa para pregar peças nos familiares. Nada mais justo do que se vingar, acordando o irmão com um belo susto.
Foi só quando colocou a cabeça para dentro do quarto que reparou que James não estava dormindo.
E não estava sozinho.
O garoto estava sentado, no meio da cama, com as pernas expostas apoiadas no chão de madeira, de costas para a porta.
Mas essa não era a parte estranha.
Apoiados em volta do pescoço do mais novo, um par de braços prendia a cabeça de James, puxando os cabelos escuros enquanto gemidos contidos ecoavam pelo quarto.
Teddy demorou alguns segundos para reconhecer os cabelos loiros, agora platinados, de Dominique Delacour, a irmãzinha mais nova de sua namorada.
Sentada, sem a parte de cima da roupa e com os seios encostados no corpo de James, Dominique mexia o quadril em movimentos circulares, enquanto começava a beijar o pescoço do Potter.
James falava algumas palavras inaudíveis, prendendo a cintura da garota que repetia seu nome em meio aos gemidos.
Não soube dizer quanto tempo ficou ali, observando os dois, mas quando se deu conta, seu membro já estava começando a incomodar dentro das calças jeans que usava. Pensou em voltar e fingir que não tinha visto nada, mas não conseguia tirar os olhos do casal.
É claro que ele já tinha visto pornografia na internet.
Mas nada se comparava com aquilo, ao vivo, vendo os dois fazendo algo que ele desejava tanto fazer.
Como assim ele e Victoire estavam esperando a hora certa enquanto seus irmãos mais novos estavam escondidos no último andar da casa, em um feriado de família, fodendo como se não houvesse amanhã?
— Ah! James! — ouviu a voz feminina e rouca de Dominique falar em um tom levemente mais alto, como se tentasse chamar a atenção.
Ela não… Sabia que ele estava ali, sabia?
Sentiu todos os pelos do corpo se arrepiarem quando olhou novamente para o casal, vendo que Dominique tinha feito questão de se ajeitar no colo do mais novo de um jeito que Teddy conseguisse ter uma visão privilegiada de seus seios.
Sentiu o membro latejar mais forte. Não sabia o que fazer.
Reparou que agora a mais nova o encarava, enquanto gemia o nome de outro homem.
Mas que merda estava acontecendo ali?
Seus instintos queriam que ele simplesmente entrasse no quarto para participar da brincadeira com os dois.
Sua consciência gritava para ele sair dali o mais rápido possível e pedir para um de seus tios jogar um feitiço de memória para que ele esquecesse tudo que tinha visto.
Mas seus olhos não conseguiam focar em outra coisa que não fosse a cunhada sendo tomada por James Sirius. Quando foi que Dominique deixou de ser a garotinha que impediu sua primeira foda e passou a ser o objeto de desejo sexual de James?
Ela continuava abraçada ao corpo de James, descendo o rosto algumas vezes para beijar os lábios do primo, mas sempre voltando a encarar Teddy com as orbes azuis brilhantes pelo desejo.
Será que Victoire o olharia assim quando eles transassem pela primeira vez?
— Eu vou… — ouviu a voz do Potter fraquejar, enquanto ele tirava a garota do colo e se virava de frente para a porta.
A última coisa que Teddy viu antes de sair rapidamente do campo de visão foram os olhos azuis de Dominique cravados em sua mente.
20 de Julho — 2016
É claro que Theodore nunca comentou com ninguém sobre o que havia presenciado. Nem com Victoire e nem com James.
As vezes ele mesmo se perguntava se aquilo realmente havia acontecido ou se era apenas um sonho estranho que tinha tido. Mas todas as vezes que lembrava dos olhos azuis vibrantes de Dominique Weasley ele sentia seu pau endurecer.
Não aguentava mais.
Queria transar com Victoire desde os seus 14 anos. Tentou desde os 15. E mesmo agora, com os dois longe dos corredores de Hogwarts, Victoire ainda não estava pronta.
Ele respeitava. Sabia que estava namorando há quatro anos com a garota por amá-la, e não só pelos prazeres carnais que poderia ter.
Mas toda vez que lembrava que James e Dominique estavam fodendo escondido desde os 15 anos sentia raiva.
As vezes se sentia idiota pensando nisso. Pensando que já estava com 18 anos e ainda era virgem, enquanto James estava com 16 e já tinha fama dentro de Hogwarts.
— Alyssa vai ao jantar conosco, querido? — perguntou Ginny, colocando o segundo brinco na orelha enquanto se olhava no espelho.
Alyssa era a mais nova namorada de James Sirius. Teddy odiava lembrar, mas tinha passado o último ano inteiro pensando na imagem de James e Dominique transando no quarto e não conseguia não pensar na garota toda vez que via James com outras mulheres, afinal, Dominique era a primeira e única mulher que ele viu nua em toda sua vida.
Será que ele e Dominique não estão mais juntos?
Será que eles estavam juntos, ou foi apenas uma vez?
— Uhum. — respondeu, digitando rapidamente no smartphone e sem dar muita atenção para a mãe.
Estavam esperando Lily, como sempre, ficar pronta para o jantar anual na casa de Arthur e Molly. Aquele jantar era o único evento onde todos conseguiam se juntar, já que Bill e Fleur iam para a França no Natal e Percy e Audrey iam para a Escócia ficar com avós.
Tinha vergonha de admitir, mas passou os últimos 365 dias pensando na cena que viu há um ano atrás. Victoire continuava com seu discurso de castidade e nas poucas vezes que passaram dos limites durante os beijos teve que se aliviar sozinho.
Que tipo de homem se masturbava pensando na irmã da própria namorada?
Se fechasse os olhos conseguia lembrar claramente da pele alva de Dominique se misturando com os cabelos escuros de James. Conseguia lembrar de cada detalhe dos seios, de cada curva e dos gemidos que ela deu olhando em sua direção.
Já estava quase indo em direção ao banheiro para se acalmar mais uma vez quando viu seu celular vibrar, em cima da mesa de jantar.
Victoire ❤ (18h36): Vamos nos atrasar :(
Victoire ❤ (18h36): Mamãe e Dominique estão discutindo por alguma coisa lá em cima.
Victoire ❤ (18h36): Figurinha
Você (18h37): Oi amor
Você (18h37): Mas o que aconteceu? Quer que eu passe ai para te buscar?
Victoire ❤ (18h37): Não precisa, bebê.
Victoire ❤ (18h38):Ela disse que não quer ir se trancou no banheiro por mais de meia hora
Victoire ❤ (18h41): Está se arrumando agora. Papai disse que se ela não for, ele coloca ela em Hogwarts hahahaha.
— O que aconteceu? — perguntou assim que viu a namorada sair da lareira e ir em sua direção. Não conseguiu ver se Dominique estava junto, já que Victoire passou as mãos em volta de seu pescoço para um beijo.
Ele e os outros Potters já estavam ali há alguns minutos, junto com o resto da família. James estava na porta da casa, encostado no batente enquanto conversava com Alyssa Thomas, evitando ao máximo entrar na casa.
— Dominique terminou com algum garoto de Beauxbatons que estava ficando. — ela disse, como se a irmã tivesse cometido algum crime — Foi a maior gritaria. Mamãe ficou puta que Domi estava namorando e não contou pra ela.
— Da escola na França? — viu a namorada confirmar com a cabeça, enquanto colocava o casaco em cima do sofá de Molly. — Mas… Como que Fleur descobriu?
— Ela viu eles discutindo por mensagem no celular. Domi estava chorando e digitando que nem louca, então pegou o telefone e leu as mensagens dos dois. Mas não tinha o nome do cara salvo… Elas não estão se falando porque Dominique não quis dizer quem era o rapaz e mamãe está muito preocupada pensando que é um homem mais velho, já que as mensagens não eram inocentes. — Vic tinha um tom acusador e balançava a cabeça negativamente enquanto falava. — Sobrou até pra mim, que tive que ouvir todo o papo sobre prevenção pela milésima vez.
Como se ela precisasse, pensou, sentindo vontade de rir ao pensar na camisinha que carregava na carteira há anos.
Será que essas coisas tem prazo de validade?
Viu a namorada ficar um pouco incomodada com a falta de resposta. Victoire sabia muito bem o quanto ele queria aquilo.
Desconversou, perguntando sobre o novo emprego de Teddy, como aprendiz no Ministério da Magia. Já havia feito seus NIEM’s e sabia que poderia entrar para o treinamento de auror nos próximos meses.
Foi só quando Rose se aproximou, falando animada com Victoire sobre os NOM’s que faria no quinto ano da escola, que Teddy reparou a tensão que havia se instaurado na sala de estar.
Enquanto os adultos se reuniam na pequena cozinha, começando a beber, e os primos conversavam espalhados pela casa, Dominique estava sentada, sozinha, revezando o olhar entre o celular e as costas de James Sirius Potter, que não parecia ter coragem de se virar de frente para a prima.
Um olhar entre os dois, quando James finalmente entrou na casa com a namorada, foi o bastante para Teddy entender que o cara misterioso com quem Dominique estava discutindo era o moreno. Agora conseguia lembrar também de James digitando furiosamente na sala da Mansão dos Potter.
Ao contrário do que tanto se orgulhava ao falar que era um Leão da Grifinória, James havia se acovardado e passava pela sala quase que escondido atrás dos cabelos cacheados de Alyssa.
Não demorou muito para a loira sair emburrada da sala, com o celular na mão, ainda digitando rapidamente com alguém.
— Você está bem? — perguntou, genuinamente preocupado, quando a encontrou parada atrás do balanço nos fundos do quintal de Molly.
A garota o olhou, dos pés a cabeça, como se pensasse o que ele queria ali.
— Eu não devia estar?
— Não sei. Pelo que Victoire falou você teve duas brigas grandes hoje. Uma com Fleur e uma com outra pessoa. — respondeu, colocando as mãos no bolso enquanto observava algumas folhas voando pelo chão.
Ela não se deu ao trabalho de olhar para ele novamente.
Teddy começou a pensar se o que viu no ano passado realmente tinha acontecido ou se era fruto de sua imaginação extremamente fértil e que Dominique não sabia do que ele estava falando.
— Foi só sexo, Domi.— ela disse, depois de alguns minutos constrangedores de silêncio, com a voz fraquejando. — Essa foi a resposta dele.
Não sabia o que responder. Não sabia nem se podia citar o nome de James, já que isso implicava que ele sabia do romance dos dois.
— Garotos são sempre os mesmos. — falou, com raiva, sem olhar para ele. — Dois anos e foi só sexo. — respirou fundo, continuando — Victoire tem sorte que nunca dormiu com você, se não você tinha sumido também. Típico do sexo masculino!
Arregalou os olhos, sem saber como reagir. Dominique tinha esse efeito nele, o deixava sem palavras. Primeiro ela fingia que toda aquela cena no ano passado não tinha acontecido (ou pelo menos que ele não tinha visto nada) e agora estava falando sobre a sua vida sexual?
— Victoire te falou isso? — perguntou, começando a se irritar com a namorada também. Não transar com ele era uma coisa, mas sair espalhando para a família já era demais!
A loira revirou os olhos, bufando, como se Teddy fosse o homem mais burro do mundo.
— Santa Victoire, a imaculada? — falou, com uma voz irônica. Teddy quase nunca ouvia Dominique falar, mas estava chegando a conclusão de que gostava mais da personalidade ácida dela do que do robô que seguia Fleur para todos os cantos. — Claro que não. Você acha que Vic ia pronunciar a palavra “sexo”? É um pecado!
Não conseguiu segurar o riso.
Olhou para a garota, vendo como ela tinha mudado em tão pouco tempo. Os cabelos loiros platinados estavam mais longos do que o normal, enquanto o corpo magro e bem desenhado estava à mostra em um simples vestido de alças finas, ao contrário das roupas fechadas que usava quando era mais nova.
Sentiu um embrulho no estômago ao pensar que ela tinha se arrumado para ver um homem que estava namorando outra mulher.
Se encararam por alguns segundos. Tempo o suficiente para que as memórias viessem mais uma vez na mente do garoto. A vontade que ele tinha era de perguntar se aquilo tinha acontecido ou se era uma invenção da cabeça dele. Perguntar por que ela não gritou quando o viu, não correu para fechar a porta e principalmente porque ela resolveu provocá-lo daquele jeito.
— Vocês vão se casar, então? — ela disse, do nada, depois de mais tempo em silêncio.
— Como é? — perguntou, ainda tentando assimilar as palavras ditas pela cunhada. Tinha medo de olhar para Dominique e ter lembranças sexuais que nem deveriam ser suas.
— Vai dizer que ela não te deu o discurso ainda?
— Que discurso, Dominique? Victoire não me deu nada.
— Isso eu sei. — ela riu, divertida, fazendo ele perceber o duplo sentido do que tinha falado. — Victoire perfeita Weasley não quer transar antes de casar, Theodore. E é claro que ela não te contou ainda… — ela esticou os dedos, prendendo a bochecha de Teddy enquanto falava com uma voz infantilidade — Ela não quer perder o namoradinho. Ou devia dizer, o noivo?
Ela sorriu, finalmente olhando para ele com as orbes azuis que tanto infiltraram sua mente no último ano.
Será que ela tinha noção de quantas vezes ele a imaginou, sentada em seu colo?
Pelo último olhar que ela lhe lançou antes de soltar seu rosto e entrar na casa, ele só podia pensar que a resposta era sim.
05 de Agosto — 2018
— Parabéns, James!
— Parabéns, James! — repetiu, ouvindo o coro de vozes ecoar pelo bar.
Estava sentado no meio dos primos em um bar qualquer na Londres trouxa. James Sirius Potter, o garoto que considerava ser seu irmão, comemorava sua liberdade: finalmente era maior de idade.
Viu James sorrir, virando um copo de tequila como se fosse a primeira vez que bebia na vida e se virando para beijar Alyssa enquanto todos aplaudiam.
Sorriu, bebendo a própria cerveja e observando os primos e primas bebendo (exceto, obviamente, Rose).
Se Victoire estava namorando, ele não sabia. Desde quando terminaram não viu a ex namorada com ninguém, mas não se surpreenderia que a mulher logo encontrasse o caminho para o coração de algum homem desavisado.
Não foi tão difícil superar.
Eles continuavam amigos, se falando por mensagens todos os dias, o que não era tão diferente do relacionamento que tiveram durante cinco anos.
— E então ela saiu de casa, só com as roupas do corpo e não deu notícia por cinco dias. Papai quase surtou quando encontrou ela na casa de tante Gabrielle. — ouviu Victoire falar, voltando a prestar atenção no que era discutido.
Ele já sabia da história. Vic tinha contado pra ele: Dominique e Fleur Delacour tiveram mais uma das típicas brigas que sempre tinham.
As vezes pensava no quão desapontada Fleur deveria ser, vendo a filha ser exatamente como ela durante anos e depois virar a rebelde da família. Ele, por outro lado, sabia o quanto os Weasley desgostavam da tia e não aguentariam ter mais uma Fleur por perto..
Ele sempre imaginou que assim que a loira terminasse os estudos e completasse a idade iria sair de casa. Não sabia o porque da surpresa da família: o relacionamento entre mãe, pai e filha era péssimo.
Vic falava que era inveja. Fleur sempre deu toda atenção para ela, enquanto o pai só pensava em Louis. Teddy tinha que concordar que Dominique era coadjuvante perto dos irmãos.
Albus passava pela mesma coisa, sendo o filho do meio e indo para a Sonserina, então ele sabia como era lidar com alguém assim. Pensou várias vezes em chamar a cunhada para conversar. Ou em pedir para Albus falar com ela. Mas aquilo não era da sua conta e ele não teria como explicar para o resto da família sobre o “súbito” interesse na mais nova.
— Eu conversei com ela esses dias. — ouviu Roxanne finalmente se pronunciar após o monólogo da mais velha. — Perguntei se ela queria passar uns dias lá em casa… Mas ela disse que estava tudo bem e que ia continuar na França na casa de alguma amiga.
— Eu tenho certeza que ela deve estar na casa do namorado secreto. — respondeu a irmã, com um tom preocupado. — Quando é que ela vai tomar juízo?
Tomou mais um longo gole da bebida, respirando fundo ao ouvir o discurso perfeitamente correto de Victoire mais uma vez.
Será que algum dia ela entenderia que nem todos pensam como ela?
25 de Outubro — 2020
Ele odiava usar ternos.
Estava usando um ridículo terno azulado, que combinava com o vestido de Victoire e com todos os enfeites de mesa do grande salão onde a festa de casamento de Alyssa Thomas e James Sirius acontecia.
Porque tinha aceitado ser padrinho dos dois, ainda mais sabendo que James chamaria Victoire para ser madrinha?
— Você devia era aproveitar, Teddy! — disse James, enquanto bebia mais um coquetel azul. — Victoire é uma das mulheres mais bonitas aqui. Quem sabe você não convence ela que vale a pena…
— Nem todo mundo sonha em casar aos 20 anos, James. — disse, cortando o garoto. — Aliás, ninguém sonha com isso, sabia?
James revirou os olhos, pegando mais uma bebida e saindo dali. Ele odiava quando as pessoas falavam que seu casamento não daria certo por serem muito novos.
Teddy mesmo relutou em aceitar: perguntou se Alyssa estava grávida, se ele estava sendo obrigado, se os dois queriam fugir do país ou algo do tipo. Namorou Victoire por cinco anos e casar nunca nem passou pela sua cabeça, como eles conseguiriam manter uma vida juntos depois de apenas três?
Procurou a ex com os olhos, vendo que ela dançava animadamente com um rapaz loiro na pista de dança ao som de alguma música pop, pensando no que o James havia dito.
Desde o término, sabia que nem ele e nem Vic tinham namorado outras pessoas.
Se sentia burro. Terminou com a garota por querer ter sexo, mas não conseguia nem se aproximar de outra mulher sem pensar nas irmãs Delacour.
Victoire ficava em sua mente, como um anjo, sussurrando que ele deveria voltar atrás e não ser o homem babaca que termina com uma mulher por causa do sexo. Será que ele ainda teria alguma chance?
E Dominique… Bem, Dominique era Dominique.
Se Lúcifer algum dia resolvesse assumir uma forma humana, ele tinha certeza que seria exatamente igual a ex-cunhada.
A loira já havia se tornado seu inferno pessoal a essa altura.
Todas as vezes que ouvia a voz de Victoire em sua mente falando que sexo não era importante, via flashes de Dominique seminua no colo de James Sirius Potter.
Toda vez que via James e Alyssa organizando o casamento pensava em como Dominique iria reagir vendo aquilo.
E toda vez que pensava nela tinha a certeza que quando sua hora chegasse, iria direto para o inferno.
Encontrou o alvo de seus pensamentos: afastada, em uma das sacadas do hotel, usando um vestido preto brilhante com botas de salto grosso. Riu, pensando na expressão que Fleur deve ter feito quando viu a filha usando coturnos com um vestido formal.
Não soube dizer se foi o efeito do álcool ou se ele já estava cansado de passar dias e noites pensando em uma mulher que mal conhecia direito, mas finalmente resolveu se aproximar.
— Boa noite. — disse, se aproximando silenciosamente. Percebeu que ela não estava nem um pouco surpresa com a sua presença ali.
— Bonne nuit.
Tinha convivido tempo o bastante na casa dos Delacour para entender o básico do francês, mas não iria se arriscar a engatar uma conversa em outro idioma com a garota.
— Não achei que viria.
— Não queria ter vindo. — respondeu, na lata, balançando o pulso e fazendo com que sua bebida girasse dentro da taça que carregava. — Mas não tinha como explicar para minha mãe o motivo de não querer vir no casamento do meu primo…
Ele sorriu. Gostava do fato que só ele sabia sobre o segredo que eles guardavam. James estava fora de questão e isso fazia com que ele se sentisse mais confiante, mesmo sem saber o porque.
Olhou para a pista de dança, vendo que Victoire ainda dançava com o mesmo homem, agora, em uma música lenta.
— Eles estão namorando, você sabe. — ela falou, com a mesma falta de pudor que sempre tinha quando se tratava de Teddy. — Tobias alguma-coisa. Fleur que apresentou. — ela riu, debochada.
Já fazia algum tempo que não falava mais com a ex. Achou que era normal, dado que eles não tinham mais contato nem se viam em ocasiões que não fossem relacionadas à família, mas não imaginou que Victoire iria aparecer acompanhada em um evento de família.
— Não vai me dizer que ficou chateado? — ela riu — Vocês terminaram tem dois anos, Theodore. Já é tempo bastante para os dois seguirem em frente.
Desviou o olhar, envergonhado. Já era um homem adulto. Já tinha seu trabalho no Ministério, sua própria casa em Londres, seus amigos. Mas não conseguia abrir mão do pensamento de que ele e Victoire eram feitos um para o outro. Nem dos pensamentos impróprios sobre a garota que estava em sua frente.
Voltou a pensar no que estava em sua mente antes. Victoire até poderia ser o céu, mas ele tinha certeza que sua própria mente era o inferno.
— E então? — perguntou, depois de mais alguns minutos de silêncio.
Gostava de poder ficar em silêncio ao lado dela, sem ter que fingir que queria conversar o tempo todo. Estavam afastados, podendo observar a todos sem serem observados.
— E então…?
Ela apenas sorriu sugestivamente com o canto dos lábios, colocando a taça de vinho tinto na boca antes de continuar.
— Vou considerar isso um não.
— Você sabe que nós não somos amigos, não é Dominique? Eu não preciso falar da minha vida íntima para você. — respondeu, sem parecer grosseiro, mas sabia que ela o responderia de forma ácida.
— Eu jurava que nós tínhamos dividido um momento íntimo, Teddy.
— Você é impossível. — concluiu.
Ela fez sinal para um garçom, que passava do lado de fora da sacada, indicando que queria mais uma bebida. O jovem serviu mais um pouco de vinho, sorrindo para o casal e se retirando, fazendo com que Teddy lembrasse que não estavam sozinhos ali.
— O que você quer de mim, Dominique? — perguntou, começando a ficar com raiva dos joguinhos mentais que ela fazia. — Você fez aquilo há cinco anos e nunca falou nada sobre. Você tem noção de como minha cabeça ficou esse tempo todo?
— Você pensava em mim? — ela perguntou, praticamente ignorando o apelo do rapaz.
— É claro que eu penso em você, Dominique! — respondeu, irritado com a falta de comprometimento da garota com o assunto.
— Pensa? No presente? — ela sorriu, voltando a beber o vinho.
— Você não leva nada a sério mesmo, não é?
Ela sorriu, levantando o copo como se dissesse “touché”.
Quem era aquela mulher e o que ela esperava dele?
— Dominique! — a voz melosa de Fleur se fez presente, enquanto a mulher olhava acusadoramente para a taça de vinho na mão na filha.
Enquanto Victoire era uma mistura perfeita entre os pais, Dominique era completamente a imagem de Fleur. Os olhos azuis, os cabelos claros, as leves sardas na pele e o olhar, que parecia enxergar qualquer imperfeição em outras pessoas.
Ouviu a discussão, em francês, sobre a quantidade de bebida que ela ingeriu. Ouviu, se sua tradução estava correta, Fleur falar que a filha era uma vergonha para a família. E ouviu, por fim, a mãe vociferar que estava na hora de irem embora.
— E eu não moro mais com você, graças a Merlin!
— Você não vai ficar aqui envergonhando a nossa família na frente dos amigos de Harry, Dominique!
Olhou, vendo a expressão corporal da ex-sogra. Sabia que o ponto fraco de Fleur era sua imagem.
— Fleur. — pigarreou, recebendo a atenção das duas — Eu aparato com Dominique até a casa dela. Pode deixar. — falou, sem graça, vendo a expressão da mulher mais velha mudar.
Não demorou muito para ela concordar, mesmo que relutante. Não queria mais um escândalo no meio do casamento.
— Ela não me quer aqui porque acha que eu vou fazer alguma besteira. — disse, brava, se aproximando de Teddy novamente. — Se fosse pra eu fazer besteira, teria feito antes do “eu aceito”, Fleur! — falou, como se a mãe ainda pudesse ouvir.
— Ele falou com você?
— Ele tentou. — ela riu, irônica como sempre. — Mas eu me recuso a sofrer por um homem que não teve a decência de terminar comigo olhando nos meus olhos.
Ela tinha o olhar perdido, fixado em um ponto além do salão. Viu, ao longe, James e a nova senhora Potter cortando o bolo do casamento.
— Acho que está na nossa hora.
— É. Está.
Ela ainda estava ressentida com o primo e era claro que não estava em condições de continuar ali. Estendeu o braço, esperando que ela o pegasse e se surpreendeu quando sentiu que ela aparatou com ele sem nenhum aviso.
Apareceram em um longo corredor acinzentado, em algo que Teddy imaginava ser um prédio trouxa pela decoração de dia das bruxas que era incomum para eles, os verdadeiros bruxos. Viu que no andar inteiro haviam apenas duas portas, identificando a casa da garota ao vê-la se aproximar do número 42.
— Sã e salva. — sorriu sem graça, enquanto ela abria a porta com um aceno de varinha, sem medo de ser vista por algum trouxa que pudesse morar ali — Boa noite, Dominique.
Olhou para as conhecidas orbes azuis por mais alguns segundos, estranhando não receber nenhuma resposta.
Acenou com a cabeça, começando a se afastar quando a viu empurrar a porta e colocar os pés para dentro. Já estava na metade do corredor quando ouviu a respiração pesada e impaciente dela.
— Vamos fazer isso ou não, Theodore?
Virou de costas, olhando para a mulher parada no batente.
— Isso o quê?
Ela riu. Não a costumeira risada irônica, mas um riso verdadeiro.
— Ok. Boa noite, Teddy.
Demorou alguns segundos, como sempre, para entender o que estava acontecendo. Não se deu tempo de pensar, voltando a se aproximar rapidamente da garota.
Olho no olho.
Azul no azul.
Viu que ela não ia recuar. Que aquela era a chance que esperou durante tanto tempo e não ia perdê-la.
Colocou a mão no rosto da mais nova, que se aproximou no mesmo instante, selando os lábios como ele desejava há anos.
Naquele instante não pensou em ninguém, não pensou em mais nada, só neles, ali, aproveitando cada instante. Pressionou o corpo dela contra a porta aberta, aprofundando ainda mais o beijo e quase reclamou quando ela se afastou para respirar.
— Aqui não. — ela disse, ofegante contra a porta.
— O quê?
— Minhas amigas estão todas na sala. — riu, ouvindo um barulho abafado de dentro do apartamento. — ou atrás da porta ouvindo a gente.
Não pensou, simplesmente colocou as mãos na cintura da mulher e aproximou mais uma vez seus lábios, aparatando logo em seguida.
Não queria perder nem um minuto.
Apareceram no meio da pequena cozinha do apartamento que ele havia comprado quando passou no teste de auror, derrubando algumas coisas com o impacto, sem separarem os lábios nem por um segundo.
Sentiu os corpos se chocarem com o balcão no meio da cozinha. Não precisou de muito esforço para erguer a garota, que sentou no balcão e se colocar no meio de suas pernas, acariciando suas coxas enquanto continuava com os beijos.
— Você ainda gosta de James. — disse ofegante, se afastando um pouco e se arrependendo assim que ouviu as palavras ecoarem no cômodo.
Ela o encarou com uma expressão que ele não soube decifrar. Estava sentada no balcão, com marcas vermelhas pelo corpo e com o vestido na altura da cintura, mostrando suas pernas e a lingerie preta que usava na parte debaixo. Os cabelos loiros, outrora presos no topo da cabeça, já estavam soltos cobrindo toda a extensão do rosto ofegante.
Ela estava ali, seminua, finalmente concretizando seu sonho e ele pensou nisso?
— E você… — ela saiu de cima do balcão, jogando todo o cabelo para o lado esquerdo do rosto e andando em sua direção. — Ainda gosta da Vic. Talvez realmente seja melhor a gente parar.
Virou de costas, puxando a barra do vestido para o lugar certo, sem saber muito bem o que fazer.
Ele sabia que aquela não era a Dominique provocadora que o lembrava sempre de seu destino infernal. Aquela era garota solitária, que queria a atenção da mãe e de todos da família mas não conseguia.
Sabia que aquilo era uma reparação histórica com Victoire, que era um castigo silencioso destinado a Fleur Delacour e James Sirius Potter, cada um com um sentido diferente.
Mas ele não se importava.
Pela primeira vez em anos, Teddy reagiu. Andou rapidamente até a garota, prendendo seu corpo entre ele e a parede e sentiu o cheiro inebriante dos cabelos loiros, passando seu rosto pelo pescoço da mais nova.
— Você não vai ficar brava comigo, vai?
Não pensou antes de falar. Sentiu um dejavu o levando de volta aos seus quinze anos, até a cozinha da casa dos Delacour. Por um segundo sentiu como se fosse Victoire parada, ali na sua frente, e como se pudesse mudar tudo antes de acontecer.
Apertou a cintura da garota, vendo seu rosto se movendo conforme os beijos que deixava no pescoço.
Aquela não era Victoire.
Não foi Victoire que ele desejou ter nos últimos cinco anos.
Dominique se virou, finalmente beijando sua boca. Como eles tinha sobrevivido até seus 22 anos sem nunca ter beijado aquela boca?
Sentia um desejo incontrolável, pensando em todas as vezes que se tocou pensando nela. Todas as vezes que pensava em seus olhos, em que sonhava estar no lugar de James Sirus.
Gemeu quando sentiu as pernas dela fecharem em volta de sua cintura, encostando suas partes íntimas.
Nunca tinha tido contato com outra mulher ali.
Sentiu ela colocar os dois braços em volta do seu pescoço, permitindo que ele a levantasse sem quebrar o beijo desesperado que trocavam.
Sabia que não tinha mais volta.
Andou, com ela no colo, até o quarto, esbarrando em algumas coisas no caminho e ouvindo a risada sincera que ela soltou quando viu o quão desesperado ele estava.
Colocou a mulher na cama, tirando rapidamente sua camisa e deitando por cima dela, sem dar tempo para que ela desistisse de fazer aquilo
Se sentia como um adolescente.
Levou as duas mãos até os seios fartos, prendendo um em cada mão e gemendo ao sentir que ela se esfregava contra ele, como sempre, sem pudor nenhum.
— Era assim que você esperava? — ela disse, invertendo as posições e sentando em cima do homem. Sentia a ereção latejante de Teddy em suas partes íntimas e isso só a fazia ter mais tesão no homem em sua frente enquanto prendia seus braços em volta do pescoço do moreno.
Ele sabia o que ela estava fazendo. Estava recriando a imagem que tanto o atormentou, mas, finalmente era ele quem estava embaixo dela. E não era um sonho.
Terminou de tirar o vestido preto, levando junto o sutiã que já estava completamente exposto naquela altura.
Não teve tempo de apreciar os seios expostos, já que as mãos nervosas de Dominique puxaram seu zíper, fazendo com que ele tivesse que se separar dela por alguns segundos para tirar a calça social que usava.
Ficou em pé, tirando o resto da vestimenta e observou a mulher deitada em sua cama. Por quanto tempo ele sonhou que isso aconteceria?
Quantas vezes pensou em escolher alguma mulher desconhecida em um bar e fazer o que tanto desejava, mas nunca conseguia?
Respirou, aliviado, pensando que nada se compararia a ter sua primeira vez com a mulher que mais provocava seus instintos sexuais.
Deitou na cama, puxando a loira para o seu colo e aproveitando para abocanhar um dos seios enquanto massageava o outro. Sentiu as partes íntimas dela roçarem nas suas, por cima do tecido preto, enquanto ela rebolava em seu colo, ofegante.
Voltou seus olhos para o rosto dela, sentindo Dominique colocar as mãos no elástico da cueca box, pegando seu membro sem parar de olhar em seus olhos.
— Você sabe que isso nunca vai passar de sexo, não é? — ela disse, ainda passando as mãos na parte íntima dele. — Você é o ex-namorado da minha irmã.
Finalmente resolveu ignorar a voz angelical de Victoire em sua mente, colocando as mãos na cintura da mais nova e sorrindo antes de falar:
— E você é a mulher que eu sonho em foder desde os meus 17 anos.
26 de Outubro — 2020
Acordou com o barulho da porta batendo.
Olhou para os lados, vendo que nada no apartamento estava fora do lugar.
Ela tinha mesmo arrumado as coisas que derrubaram?
Era como se nada tivesse acontecido, de novo.
Inferno, pensou, tentando se lembrar de todos os detalhes da noite anterior.
Ouviu o celular vibrar, passando por cima do travesseiro que ainda tinha o peculiar cheiro de flores, sorrindo levemente ao ver a nova notificação:
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